Autor: anacc

  • [Grécia] Guerra de todos os modos contra o Estado e os fascistas

    Hoje, na Grécia, a luta antifascista pela resistência e a autodefesa dos nativos e dos imigrantes é, mais que nunca, necessária. Nos últimos meses intensificaram-se a guerra declarada – há muito tempo – do Estado, dos patrões, dos bandos fascistas e paraestatais, mas também dos “indignados” patriotas contra as parcelas mais pobres, minoritárias e/ou marginalizadas da sociedade grega. Os incidentes narrados a seguir, de violência racial e fascista dos bandos neonazistas, são só alguns exemplos dos numerosos ataques contra imigrantes que acontecem especialmente no centro de Atenas, mas também em outras cidades gregas e que nunca são divulgados pela imprensa corporativa ou mesmo conhecidos mais amplamente pela população.

    Ataque antifascista em Patras

    Cerca de 40 antifascistas, do grupo “Vagabundos com Memória e Consciência”, invadiram uma casa que funcionava como espaço neonazista da organização Xrysh Aygh (Amanhecer Dourado), no dia 8 de junho, em Patras. O local é utilizado para armazenar panfletos, bandeiras, material de propaganda e outras parafernálias racistas. O antro fascista, que fica na rua Ilias 34, na praça Omonia, pertence a um figurão chamado Vasilis Kokkalis, que tem o seu escritório na rua Mezonos 134 e mora na rua Gunari 113-119.

    Esta ação direta foi realizada algumas horas antes de uma concentração programada, às 19h, por um grupo de neonazistas na vizinhança de Zaruhleika. No mesmo dia foi articulada outra reunião de patriotas-racistas neste bairro às 20h contra o plano de construção do novo porto de Patras neste bairro, que significará, provavelmente, a movimentação de grupos de imigrantes também, na sua tentativa de embarcar da Grécia para a Itália. Depois deste primeiro apelo foi chamado outro, via facebook, pelos neonazistas da Xrysh Aygh, às 19h, no mesmo lugar.

    Desde as 17h30 antifascistas juntamente com imigrantes concentraram-se perto do acampamento dos imigrantes e permaneceram lá até a noite para combater possíveis ataques neonazistas. Os 100 fascistas que se reuniram – vindos de várias partes da Grécia – conseguiram apenas realizar uma marcha de 100 metros. Também durante toda a tarde um grupo de aproximadamente 20 sujeitos paraestatais (possivelmente policiais à paisana) ficou perto do clube dos torcedores do Panahaiki, os “Navajo”, que são bem conhecidos pelas suas ações antifascistas dentro e fora dos estádios de futebol.

    Violência estatal e neonazista em Igoumenitsa

    No mesmo dia (8), na cidade de Igoumenitsa, realizou-se uma invasão da polícia com muitíssimos agentes da MAT (Tropa de Choque) no acampamento dos refugiados e imigrantes que fica na montanha perto do porto da cidade. A operação repressiva tinha começado um dia antes com um bloqueio do acampamento. As famílias dos refugiados, entre as quais há muitas crianças, ficaram sem água e comida, enquanto os parasitas da autoridade bombardearam o acampamento com gás lacrimogêneo, golpeando e prendendo centenas de refugiados e imigrantes e transferindo-os para vários centros de detenção em toda Grécia. Não se sabe ainda o numero exato de feridos e detidos.

    Poucos dias antes, no dia 3 de maio, realizou-se em Igoumenitsa, no porto da cidade, uma concentração racista de 500 patriotas e um ataque coordenado de grupos de neonazistas junto com forças da polícia contra o acampamento dos imigrantes e pessoas solidárias. No dia seguinte neonazistas invadiram o squat autogerido Keli tis Eleftherias (Célula da Liberdade), que fica na universidade técnica da cidade, e atacaram as pessoas que se encontravam lá dentro.

    Anarquistas nas ruas combatendo os neonazistas

    O movimento anarquista está na rua também combatendo os neonazistas e os racistas e tentando edificar canais de comunicação com os imigrantes para organizar grupos multirraciais de autodefesa ativa e para o isolamento político dos fascistas nos bairros. Exemplos característicos desta luta são os seguintes:

    Na última quarta-feira (8) realizou-se na Praça Victoria a segunda assembléia popular onde participaram 100 pessoas, a maioria imigrantes de vários países da África e da Ásia. A assembléia popular na Praça Victoria teve como objetivo a criação de pontes interculturais entre a população grega do bairro e as várias comunidades de imigrantes, e que resultou na organização de uma série de atividades que começaram neste domingo (12) com o fim de estabelecer uma presença antifascista continua neste bairro do centro de Atenas, que nas últimas semanas transformou-se num palco de ações de ódio racial.

    Ação antifascista no centro de Atenas

    Também no dia 8 de junho realizou-se uma ação antifascista no centro de Atenas com mais de 50 pessoas. A ação foi organizada pelo Grupo dos Comunistas Libertários, a Assembléia Anarquista pela Autodeterminação Social e o grupo Kathodon (Na rua). Foram distribuídos centenas de panfletos para os transeuntes, em casas e lojas e também no mercado popular de Agios Pavlos. O itinerário da ação começou na rua Marnis, passando pela Praça Vathis e Metaxourgeiou e acabando na rua Ipirou.

    Bloqueio antifascista

    Pela tarde do mesmo dia (8) realizou-se um bloqueio da cafeteria “De Fato” na municipalidade de Egaleo, em Attiki. O apelo deste bloqueio partiu da okupa Sinialo como resposta ao espancamento de um imigrante-trabalhador nesta cafeteria pelo dono do estabelecimento. Isto aconteceu na tarde da segunda-feira, 30 de maio, quando o imigrante pediu o dinheiro do seu trabalho que ainda lhe devia o patrão racista. Depois da agressão a polícia chegou e prendeu um compa que estava lá para mostrar a sua solidariedade (!) em vez de deter o patrão racista que tinha agredido o imigrante. Mais um exemplo da colaboração da polícia com os racistas e os neonazistas. O compa foi levado para uma delegacia local e depois para uma central da policia grega, onde passou a noite sem nenhuma razão. O dito patrão, em particular, é bem conhecido por esta atitude de negar o pagamento aos trabalhadores e proclama de todas as formas que a sua cafeteria é protegida pelos neonazistas da Xrysh Aygh.

    Fotos da parafernália encontrada no antro neonazista em Patras no dia 8 de junho:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1303200

    Vídeo da concentração dos neonazistas em Patras no dia 8 de junho:

    http://www.youtube.com/watch?v=uiba1QRmXMw

    Vídeo que mostra o ataque contra o acampamento de imigrantes no dia 3 de maio:

    http://www.youtube.com/watch?v=nxfV0kxCPgU&feature=player_embedded

    Colaboração Contra Infohttp://contrainfo.espiv.net/

  • [Espanha] Inauguração do monumento em memória dos companheiros e companheiras assassinados pelo fascismo

    [Espanha] Inauguração do monumento em memória dos companheiros e companheiras assassinados pelo fascismo

    O Monolito da Memória

    Após um ano de celebrações, em 18 de Junho, culminam-se os eventos do centenário da fundação da Confederação Nacional do Trabalho (CNT), com a colocação de um monólito em memória às centenas de milhares de membros do movimento libertário que deram suas vidas pela liberdade e revolução social, e que caíram sob as balas genocidas do latrofascio franquista. E não se pode colocar no lugar mais representativo do que na Fossar de la Pedrera do Cemitério de Montjuïc, onde milhares de pessoas sofreram o holocausto do franquismo.

    Era necessário que um monumento recordasse as vítimas libertárias. Porque elas perderam duas vezes a guerra civil. Perderam-na no campo de batalha. E perderam no campo da história, condenadas a quarenta anos de repressão em todos os sentidos, e a quase tantos outros de ostracismo, que não deixa de ser uma outra maneira de matar. Porque apesar de no pelotão de fuzilamento as vítimas do franquismo serem todas iguais, para alguns interesses políticos, o melhor é distinguir as vítimas, recuperar algumas e esquecer outras, distorcer a história e, assim, enterrar com eles a memória.

    Desde que o 1º de abril de 1939 foi decretado, a partir de Burgos, o fim oficial da Guerra Civil Espanhola, e as tropas rebeldes de Franco pisaram pela primeira vez com suas botas assassinas em Madri, para os libertários, havia apenas um caminho de duplo sentido: lutar contra o fascismo em vigor e nunca esquecer o passado e os militantes que deram suas vidas pela liberdade e um mundo melhor e mais justo. Seus esforços a muitos lhes custaram a vida.

    Depois de uma “transição” que não foi senão a continuidade do regime de Franco, onde até mesmo as organizações que sofreram repressão franquista não hesitaram em voltar a enterrar seus militantes por algumas vantagens insignificantes, o movimento libertário entendeu que tinha que continuar com o caminho que lhe legaram seus predecessores. Não dobrar-se para o sistema e lutar pelo que consideramos justo.

    Agora que certos pactos da transição expiraram, abrindo as covas de vergonha que demonstra a criminalidade genocida do franquismo e o silêncio cúmplice de alguns que são chamados democratas, temos de continuar no esforço de recuperar a memória libertária.

    O ato de 18 de junho em Barcelona – ​​na inauguração deste monólito elaborado por Juan Jose Novella, onde os galhos de um cipreste são de aço fazem crescer e estender a idéia – servirá não apenas como o ponto culminante dos atos do centenário da CNT. É continuar a recuperação da nossa memória e história; é uma homenagem a todos aqueles que perderam sua vida pela liberdade. E uma homenagem a todos aqueles que ainda vivem, que sobreviveram ao holocausto espanhol de Franco, e com suas lições e experiências nos deixam com a melhor medicina: a história como o primeiro pilar de luta para a sociedade que virá.

    O monumento

    Nas imagens do monumento se vislumbram as palavras: aos homens e mulheres da CNT… Juanjo Novella, escultor Basco com uma sensibilidade especial para as questões da memória, criou uma escultura forte, preparada para resistir aos elementos e ao tempo e, ainda assim, complexa e delicada, que aponta para cima, para os ideais do melhor que tivemos e perdemos na organização: todos os lutadores e lutadoras pela liberdade e pela revolução social, mortos por assim serem. A memória requerida por parte dos que compartilhamos e queremos continuar o caminho.

    A escultura é um cipreste truncado que simboliza um desejo de marcação e dignificação aos mortos enterrados anonimamente. Desta maneira estabelecemos um marco onde o cipreste seccionado, com todo seu simbolismo, é o principal protagonista. Uma marca no pequeno espaço aberto limitado por ciprestes que define uma pequena praça, na Fosera. Esta escultura é inspirada nas colunas que saúdam o acesso pedestre à área e nos cipreste, colunas vegetais.

    A verticalidade da escultura, assim como sua presença, refere-se às colunas e ciprestes do ambiente.

    A escultura se integra sem impacto negativo sobre o enclave. A presença da peça é adequada ao lugar, com uma ocupação ajustada e sem estridências expressivas.

    Há um grau de transparência que vai enfatizar o interesse ao cerceamento e experiência de uma visão além. Isso também permite uma presença mínima na praça, permitindo perceber o mesmo sem oclusão. A instalação permite manter a rotina e o tráfego.

    As dimensões são de escala humana, em conseqüência a referência da escultura não será sobrecarregada por sua monumentalidade, mas para o alcance humano.

    Tem buscado austeridade e simplicidade nas formas, correspondendo ao espírito pretendido e expressado pela CNT.

    Juanjo Novella, escultor

    Mais infos:

    http://memorialcnt.wordpress.com/

  • [EUA] Filme conta a história da Frente de Libertação da Terra

    “If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front” (2011) conta a história da Frente de Libertação da Terra (ELF, sua sigla em inglês), um grupo ambientalista radical que o FBI considera a ameaça terrorista numero 1 nos Estados Unidos.  O documentário também narra a história de Daniel McGowan, um membro da ELF, que pode passar o resto da vida na cadeia por ações diretas contra as companhias de madeira do Oregon. O filme foi destaque no Sundance 2011, o principal festival de filmes independentes dos Estados Unidos.

    Mais infos e trailer do filme:

    http://www.ifatreefallsfilm.com/

  • [Uruguai] Marcha contra Mega-Operativos acaba com enfrentamentos com a polícia

    [Uruguai] Marcha contra Mega-Operativos acaba com enfrentamentos com a polícia

    Frente a repressão constante levada a cabo pelo governo, tanto através da implementação dos mega-operativos nos bairros mais pobres, como com patrulhas preventivas e ante a eventual aprovação da diminuição da maioridade penal e da lei de segurança cidadã, foi convocada uma marcha no dia 31 de maio passado até o Ministério do Interior, em Montevidéu.

    A manifestação partiu da avenida da Universidade depois das 19h. Cerca de 300 pessoas marcharam levando faixas que diziam “a imprensa aponta, a polícia reprime, o estado aprisiona” e “na democracia a polícia também reprime e tortura”, entre outras frases.

    Os e as manifestantes chegaram até a cerca que a polícia havia montado para impedir a passagem das pessoas, mas a derrubaram, o que culminou em enfrentamentos com a polícia.

    Vídeos da imprensa corporativa:

    http://www.youtube.com/watch?v=ElIxVbY9zkY

    http://www.youtube.com/watch?v=prhHABdVSss

  • [França] Manifestação pela autogestão nas ruas de Paris

    [França] Manifestação pela autogestão nas ruas de Paris

    No dia 21 de maio de 2011 teve lugar em Paris uma manifestação pela autogestão. Um mês antes os grupos aderentes da Federação Anarquista haviam realizado atividades por toda a França em torno deste tema, desde reuniões, debates, oficinas, até exibições de filmes, artigos e programas de rádio.

    Esta iniciativa surgiu da constatação de que os anarquistas não podem se contentar apenas com mobilizações “contra”, lutando apenas em resposta a um ataque em particular.

    Deve se botar em cima da mesa as nossas propostas e as nossas realizações. No final tomarmos a ofensiva em vez de nos limitarmos a combater as ofensivas – que resultam muitas vezes na negociação de recuos (retrocessos).

    Do metrô Belleville até à Praça da República cerca de 300 pessoas desfilaram num cortejo jovem, animado e cheio de energia, através de uma Paris ensolarada.

    Slogans foram gritados, mas também paradas pontuais em alguns lugares importantes da história antiga ou mais recente dos anarquistas (um espaço autogerido em luta, a sede da CNT no exílio, a bolsa do trabalho, etc.)

    Não esqueçamos nunca que há cerca de 140 anos, mais dia menos dia, os habitantes de Versailhes recuperaram o controle da capital naquela que foi chamada a Semana Sangrenta. Estes Versailheses, que hoje ainda estão no poder, no G8 ou próximo…

    Depois dos manifestantes percorrerem as ruas do lado leste de Paris, por vezes sob fortes aplausos, o protesto terminou com alguns relatos de pessoas envolvidas em projetos autogeridos (padaria, escola, etc.)

    Embora muitas vezes se tente passar a idéia de que as pessoas estão resignadas, abatidas e de que os nossos combates sejam de defensiva, este acontecimento aponta para um insólito sinal. Trata-se de um recomeço! Os dias maus estão a acabar!

    Grupo Bairro Pirata da Federação Anarquista

    Tradução > Liberdade à Solta

  • [Macedônia] Começa hoje a 6ª Feira do Livro Anarquista dos Balcãs

    [Começa nesta sexta feira a 6ª edição da Feira do Livro Anarquista dos Balcãs, na cidade de Skopje, e vai até o próximo domingo (12). O evento reunirá dezenas de expositores e inclui bate-papos.]

    A Feira é um evento organizado a nível regional, e a idéia principal que norteia o encontro nos Balcãs é promover a paz e a solidariedade, em oposição ao nacionalismo e a exploração naquela região.

    As cidades de Liubliana (2003), Zagreb (2005), Sofia (2008), Atenas e Tessalônica (2009) e Zrenjanin (2010) já sediaram uma edição da Feira do Livro Anarquista dos Balcãs.

    O evento acontecerá no Centro Cultura da Juventude (popularmente conhecido como MKC), em Skopje. A entrada é, naturalmente, livre. E é organizado pela Frente Anarquista de Skopje (http://anarhija.tk/), juntamente com outros grupos anarquistas e indivíduos dos Balcãs.

    A Feira do Livro Anarquista dos Balcãs é uma manifestação que desde a sua criação promove a luta contra todas as formas de exploração e dominação. Estamos convencidos de que esse evento é um passo na direção certa, que permiti um melhor trabalho em rede nos Balcãs e no desenvolvimento de lutas e iniciativas comuns.

    P r o g r a m a ç ã o

    • Sexta-feira, 10 de junho:

    17h – Abertura da feira de livros e apresentação dos participantes

    19h – Apresentação do livro “Guia Abraxasian” (Centro de Estudos Libertários, de Belgrado)

    • Sábado, 11 de junho:

    12h – Bate-papo: O papel do anarquismo e da esquerda anti-autoritária no movimento estudantil

    15h – Bate-papo: Atual situação na Grécia

    16h30 – Bate-papo: “A crise mundial: Desespero Manufaturado”

    18h – Apresentação do Acampamento Sem Fronteiras (No Borders camp) na Bulgária

    • Domingo, 12 de junho:

    12h – Bate-papo: Anarquismo e Mídia

    15h – Bate-papo para a coordenação das campanhas comuns contra o nacionalismo nos Balcãs, a crise capitalista e a energia nuclear

    Mais infos:

    http://balkan-anarchist-bookfair-2011.blogspot.com

  • [Chile] Luciano Pitronello desperta do coma induzido

    [Chile] Luciano Pitronello desperta do coma induzido

    Comunicado:

    Nesta quarta-feira (8), foi informado que o anarquista Luciano Pitronello [Tortuga] despertou do coma induzido. Ele foi retirado do respirador mecânico, uma vez que agora é capaz de respirar por conta própria.

    Segundo a imprensa, Luciano teve um desenvolvimento positivo em sua recuperação após o acidente que sofreu no primeiro dia do mês de junho.

    Hoje (9), fontes médicas afirmaram que, após acordar do coma induzido, ele foi questionado sobre o atentado do banco Santander, onde negou todas as acusações e denúncias. Tudo isso apesar de Luciano ainda permanecer em risco de morte por possíveis infecções que possa contrair o seu corpo, dadas as queimaduras que apresenta.

    Os médicos informaram a polícia sobre a saúde de Tortuga, assim os agentes esperam interrogá-lo durante esta semana para investigar mais profundamente sobre seu entorno, saber quem era seu acompanhante e se ele participou de outros atentados neste ano. Em suma, o torturam aproveitando o seu estado debilitado.

    Os procuradores também assinalaram que a companheira de Tortuga está sendo investigada, assim como os membros das okupas La Croata e Las Torres, e disseram também que está sendo preparado um mandado de buscas.

    A evitar o golpe repressivo!

    Bater de frente com o problema, o Estado e seu aparato policial!

    Solidariedade com o Tortuga!

  • [Peru] Bomba falsa no escritório da Air France-KLM

    Comunicado:

    Em 3 de junho, fizemos uma chamada de advertência de colocação de uma bomba falsa no escritório da Air France-KLM com sede em Lima, Peru. Foi informado aos trabalhadores desta empresa sobre os sórdidos negócios que ela tem com a Huntingdon Life Science [que tortura e mata 500 animais todos os dias em experimentos], transportando Animais para aberrantes experiências.

    Eles foram avisados desta escória e que cortem suas relações com a HLS, do contrário… BUM! ESCRITÓRIO.

    Da próxima vez não será apenas uma chamada.

    Frente de Libertação Animal – Peru

  • O Gato Negro no Anarquismo

    O Gato Negro no Anarquismo

    O Gato Negro, também chamado “gato selvagem” ou “gato montês” (“wild cat” em inglês), se mostra normalmente com as costas arrepiadas e com as unhas e os dentes para fora. Está fortemente relacionado com o anarquismo, especialmente o anarcosindicalismo.

    Foi desenhado por Ralph Chaplin, uma conhecida figura do sindicato estadunidense Industrial Workers of the Word (IWW). A palavra “wildcat” exprime a idéia de selvagem ou feroz em inglês, então, como sua postura sugere, o gato simboliza greves autônomas – não autorizadas pelas diretivas dos sindicatos – (wildcats strikes) e o sindicalismo radical.

    A origem do símbolo do gato negro é pouco claro, mas de acordo com uma história este vem de uma greve que estava passando por seu pior momento. Vários de seus membros haviam sido golpeados e mandados ao hospital. Logo um gato doente e negro caminhou entre o acampamento dos grevistas. O gato foi alimentado pelos operários grevistas e no momento em que o gato recobrou sua saúde a greve deu uma virada positiva. Eventualmente os operários em greve conseguiram algumas de suas reivindicações e adotaram o gato como mascote.

    O nome de Gato Negro tem sido usado por numerosos coletivos e cooperativas, incluindo à um muito conhecido lugar musical em Austin, Texas, Estados Unidos (que fechou depois de um incêndio em 6 de julho de 2002) e um agora extinto “coletivo de cozinha” na University District of Seattle, Washington.

    Como símbolo, o gato negro tem sido historicamente associado com bruxaria, maus agouros e morte. Se remonta às históricas culturas dos Hebreus e Babilônios. O uso pela bruxaria persiste nos tempos modernos; os anarquistas compartilham o símbolo do gato negro com a bruxaria e a Wicca, mas geralmente nenhuma das anteriores o representa com suas costas curvadas em posição de luta.

  • [EUA] Neste final de semana acontece a 4ª edição do “Encontrando Nossas Raízes”

    Acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de junho, em Chicago, a 4ª edição do “Encontrando Nossas Raízes”. O tema central do evento neste ano é a “Solidariedade”. Feira do livro anarquista, bate-papos, oficinas, espaços para crianças (Playground Anarchy Camp) e muito mais marcam as atividades que fazem deste encontro um dos principais acontecimentos anarquistas da costa norte dos Estados Unidos.

    Comunicado:

    A idéia de solidariedade tem sido evocada como uma forma de unir povos em torno das várias lutas sociais. Mas como é que esse conceito informa sobre a nossa teoria e prática de como anarquista/pessoas antiautoritária na atualidade?

    Como anarquistas, com quem estamos em solidariedade – e por quê? Será que esta solidariedade baseada em identidades sociais nos ajuda, nos prejudica, ou é completamente irrelevante para as nossas lutas anarquistas? Será que os anarquistas são parte de uma política mais ampla de esquerda, e se esse for o caso, deve manter laços de solidariedade com outros de esquerda? Ela envolve a comunidade e/ou prestação de contas? De que forma afeta como percebemos o termo “solidariedade” de hoje com o uso a que se deu nas lutas sociais historicamente? Como é que a solidariedade tem sido seqüestrada com fins reformistas ou reacionários?

    Como podemos permanecer em solidariedade com os outros sem aclamar suas lutas como nossas? Que tipos de projetos, ações, táticas, etc. demonstram as diversas formas em que a solidariedade pode ser utilizada com fins anticapitalistas? Como os conceitos de solidariedade e autonomia estão relacionados entre si? É a idéia de um aliado de um conceito válido para as lutas sociais, e como se relaciona com o conceito de solidariedade? É porque a solidariedade significa ataque? Significa estruturas alternativas de sobrevivência? Pode existir como uma mera afirmação falada ou implica ação? É uma questão de amizade ou de um acordo estritamente político? É eficiente o uso de “solidariedade” como explicação das relações que atingimos no processo de rebelião?

    Possíveis temas da conferência incluem: apoio aos presos, ocupação/ataque à embaixada, ocupação de universidades, vigilância e monitoramento da polícia, acampamentos contra as fronteiras, projetos de solidariedade indígena, comunidade/responsabilidade/consentimento entre os anarquistas/pessoas antiautoridade, solidariedade feministas e sobreviventes dos ataques sexuais, a solidariedade com as lutas sociais internacionais, autonomia e auto-determinação, a relação entre o nacionalismo e o anarquismo, o sindicalismo revolucionário, a solidariedade e a luta de classes, a solidariedade com os indocumentados, solidariedade e aliados, táticas de solidariedade, solidariedade e o trabalho sexual, união e/ou a destruição da esquerda, apoio jurídico para anarquistas que enfrentam um julgamento, solidariedade prática com as pessoas transgêneros, solidariedade entre as pessoas de cor, resistindo ao aburguesamento, a história da solidariedade no seio da organização anarquista, solidariedade com ocupas, intersetorialidade e solidariedade, a solidariedade como ataque, libertação animal e as possibilidades de solidariedade entre as espécies, a recuperação da solidariedade ao serviço do capitalismo.

    Mais infos:

    http://findingourroots.tumblr.com/