Tag: Direitos Animais

  • [Espanha] 75 entradas do metrô amanhecem pintadas contra as touradas

    Para marcar as touradas no início de inverno, com o assassinato de touros na Praça de Vistalegre, e outros locais na comunidade, queríamos levar a luta anti-touradas para as ruas, para dar visibilidade ao conflito e não deixar que mais uma vez, como há tantos anos, caia no esquecimento.

    Nesta ocasião a meta que estabelecemos foi o de assegurar que todas as pessoas que vivem em nossos bairros percebam a importância dessa luta, e o quanto passa despercebido, como sempre tem acontecido.

    Considerando que em Madri existem vários grupos, coletivos e indivíduos que compartilham essa luta, com abordagens muito semelhantes, não tem sido difícil coordenarmos para que, nas primeiras horas do último fim de semana de fevereiro, 75 entradas de metrôs de toda a Madri amanhecessem com frases anti-touradas e de libertação animal. Também foram visitados os arredores da praça de touros de Vistalegre e da Praça de Las Ventas, onde no mesmo momento dezenas de animais foram escravizados pelo Circo Mundial.

    Este “pequeno” ato não é mais um lembrete de uma luta apequenada baseada em políticas abertamente touricidas e de controle forte da mídia, que estamos dispostos a combater.

    Cada vez são mais os grupos anti-especistas que surgem em nossa cidade, e esperamos que esta ação incentive a levar suas reivindicações para a rua e ser ouvidos, como ouviremos a todos nós.

  • Processados dois ativistas por investigar fazendas de peles na Suécia

    Processados dois ativistas por investigar fazendas de peles na Suécia

    Malin e Björn
    Os ativistas Malin Gustafsson e Björn Gustafsson, que trouxeram à tona as irregularidades de 100 explorações suinícolas, poderão arcar com uma multa de 100.000 euros.

    Em novembro de 2009, o grupo Aliança de Direito dos Animais da Suécia tornou públicas algumas fotografias e gravações, de 100 granjas suinícolas suecas.

    Uma das propriedades visitadas – Blackstaby – pertence ao ex-presidente da associação da indústria de carnes: “Swedish Meats” (Carnes Suecas). “Produzimos um informe sobre essa granja e outras 91 que não cumpriram os requisitos mínimos ou regras de bem-estar animal”, diz os ativistas.

    Apesar de horas de gravações, 400 fotografias, veterinários apoiando o caso e duas pessoas testemunharem o que havia sido documentado na granja, o proprietário não foi processado. Não só isso, os dois ativistas agora estão sendo envolvidos em um processo legal por entrarem na fazenda e gravar as condições em que viviam os animais que ali se encontravam. O proprietário pediu mais 100.000 euros.

    “A indústria da carne tenta assustar-nos para nos silenciar. Ameaçam-nos com grandes somas de dinheiro, mas vamos continuar expondo o abuso de animais”, conta os ativistas.

    Foi criada uma página eletrônica de apoio com informações:

    › www.grisvittnena.se

     

  • [Espanha] II Concurso de Desenho Antiespecista

    [Espanha] II Concurso de Desenho Antiespecista

    Começou o II Concurso de Desenhos Antiespecistas. Este projeto, em grande parte tem sido possível graças às colaborações de vários grupos de música, coletivos, distribuidoras…

    Estreamos um site para o concurso. Lá dentro encontrará toda a informação necessária para concorrer (como fazer os desenhos, colaborações, objetivos, prêmios…). Inscrições até 23 de abril de 2011.

    Também poderá ver e baixar todos os desenhos do I Concurso.

    Anime-se para participar com seus desenhos!

    Desperte sua mente – Pense, crie e difunda!

    Mande seus desenhos a:

    › concurso@resistenciavegana.es

    › info@resistenciavegana.es

    Mais infos:

    › http://www.concurso.resistenciavegana.es/

     

  • [Espanha] Resgatadas 10 galinhas de um matadouro em Madri

    Comunicado:

    Em 16 de fevereiro de 2011, um grupo de amigo/as nos aproximamos de um abatedouro de aves em uma vila nos arredores de Madri, com a intenção de resgatar todas as galinhas que fossem possíveis.

    Após a jornada noturna de trabalho do matadouro, ali ficaram as poucas galinhas que conseguiram escapar dos assassinos e dos caminhões, ficando escondidas nos cantos sujos à mercê da fome, da sede e das condições meteorológicas.

    Desta vez, elas foram localizadas e resgatadas daquele lugar horrível. Levamo-las para um lugar quente e seguro, onde viverão livres, saudáveis e felizes.

    Nós fazemos público este resgate não só para informar da boa notícia, mas também para dar força e estímulo para todas aquelas pessoas capazes de ter empatia com a dor dos outros e que querem acabar com o sofrimento de algum indivíduo.

    Anônimo/as pela Libertação Animal.

    Você pode ver o vídeo do resgate aqui: http://vimeo.com/20623253

     

  • [Espanha] Novidade editorial: “Introdução aos Direitos dos Animais: Seu filho ou um cão?

    [Espanha] Novidade editorial: “Introdução aos Direitos dos Animais: Seu filho ou um cão?

    Dois terços dos estadunidenses entrevistados pela agência Associated Press concorda com a seguinte afirmação: o direito dos animais de viverem livres do sofrimento deve ser tão importante como o direito de uma pessoa a uma vida livre de sofrimento. Mais de 50 por cento dos estadunidenses acreditam que é errado matar animais para fazer casacos de peles, ou caçar para o esporte. Mas esses mesmos estadunidenses comem hambúrgueres, levam seus filhos para circos e rodeios, e usam produtos testados em animais. Como podemos justificar esta incoerência?

    Nesta introdução “fácil de ler”, o advogado dos direitos dos animais Gary Francione olha para o nosso pensamento moral convencional sobre os animais. Através de exemplos, analogias e experiências de pensamento, revela a incoerência dramática entre o que dizemos que acreditamos sobre animais e como nós realmente os tratamos.

    “Introdução aos Direitos dos Animais: Seu filho ou um cão?” fornece um guia para analisar nossas crenças éticas pessoais e sociais. Leva-nos através de conceitos de propriedade e de igual consideração para alcançar a tese básica dos direitos dos animais: todos – humanos e não humanos – têm o direito de ser tratado como um meio para um fim. Ao longo do caminho, ilumina conceitos e teorias que todos usamos, mas poucos de nós compreendemos – a natureza dos “direitos” e “interesses”, por exemplo, e as teorias de Locke, Descartes e Bentham.

    Cheio de informações fascinantes e argumentos convincentes, este é um livro que você pode amar ou odiar, mas nunca deixará de informar, esclarecer e educar.

    Introdução aos Direitos dos Animais – Seu filho ou um cão? – G. Francione – 367 páginas – 9 €

    Mais infos: http://www.antartis.org

     

  • Crônica do Segundo Encontro de Libertação Animal na Bolívia

    Crônica do Segundo Encontro de Libertação Animal na Bolívia

    [Na Bolívia, neste verão de 2011, entre 20 e 24 de janeiro, aconteceu o Segundo Encontro de Libertação Animal. A seguir uma breve descrição do que foi a jornada.]

    Segundo Encuentro Liberacion Animal - Bolívia

    Com o objetivo de afiar a filosofia de libertação animal para usá-la como uma ferramenta que ajude a desmantelar o atual sistema de dominação antropocêntrica (capitalista, patriarcal, tecnoindustrial) e não como uma alternativa de consumo “livre de crueldade”, foi realizado o segundo Encontro de Libertação Animal, de 19 a 25 de janeiro, na região de Los Yungas, Bolívia.

    Cerca de 200 pessoas de diferentes partes do mundo compartilharam a partir de sua realidade, conceitos, erros, acertos, críticas e diferentes formas de interpretar e exercitar a libertação animal.

    A organização do Encontro foi autogerida e horizontal. Algumas reuniões virtuais foram realizadas para tomar decisões pontuais e, conforme as pessoas foram chegando a La Paz, elas foram se envolvendo com diversas tarefas como, por exemplo, o planejamento do cronograma ou as compras de alimentos. Depois de iniciado o Encontro, todos participantes colaboraram com as tarefas cotidianas (limpeza, cozinha etc.) e houve espaço para propor e realizar novas atividades. Decisões, como, por exemplo, a de não utilização de registro fotográfico ou áudio, de segurança, foram tomadas em conjunto entre todos. Outra decisão conjunta foi a de doar o dinheiro que sobrou do Encontro aos presos de Chile e México.

    Pouco menos da metade dos custos (comida, aluguel e transporte) foram cobertos por doações realizadas por indivíduos, jantares veganos e jornadas beneficentes, como as realizadas em Barcelona (Espanha) e São Paulo (Brasil).

    Somando a totalidade dos gastos, se dividiu pela quantidade de pessoas inscritas, em uma tentativa de fazer restar algum excedente para investir em causas de interesse geral. Portanto, a sugestão de colaboração voluntária por pessoa foi de U$10,00 (10 dólares), o que incluía a alimentação dos 5 dias (4 refeições diárias), aluguel do espaço e transporte de La Paz até o local do Encontro (3h de viagem e difícil acesso). Essa colaboração não era obrigatória e cada pessoa colaborou conforme sua possibilidade.

    Sempre levando em consideração os objetivos do Encontro, qualquer pessoa pôde sugerir e responsabilizar-se por uma atividade, sempre e quando expusesse os objetivos e fundamentos. Por este motivo, duas atividades foram negadas; uma de caráter de proteção/bem-estarista/legalista e outra de um grupo religioso. Infelizmente seis pessoas que haviam se comprometido a apresentar atividades não compareceram ao Encontro, quatro delas avisaram com antecedência, o que prejudicou significativamente o cronograma. Independentemente disso, as outras 16 atividades (e mais outras 5 que surgiram durante o Encontro), foram de grande importância e geraram intensos debates e aprendizados. Vale citar a crítica ao reformismo e ao capitalismo verde, bem como a vinculação da libertação animal com a libertação da terra, humana e total, que esteve presente na maioria das propostas.

    Sex. 21/9h – Ecologismo Revolucionário X Ambientalismo: O chamado ecocapitalismo, o desenvolvimento sustentável, as políticas verdes, tratados, convênios etc., são somente reformas, que por meio do discurso verde, continuam destruindo grande parte da natureza, animais, plantas, “recursos” com megaprojetos, do progresso e do desenvolvimento capitalista fazendo desaparecer etnias, animais, ecosistemas. É uma guerra silenciosa. Além de uma introdução sobre o tema, o grupo também comentou sobre o avanço do progresso na região ocupada pelo estado boliviano.

    Sex. 21/10h45 – Ecologia Descolonizada: Como em muitos lugares se conseguiu conservar uma forma de vida não antropocêntrica, resistindo à colonização e a imposição de novos costumes, políticas e religiões?

    Sex. 21/17h – O Sistema Tecnoindustrial e a dominação de nossas vidas: Se vivemos amontoados nas cidades, destruímos os “recursos naturais” do planeta, contaminamos o meio ambiente ou temos uma vida totalmente dominada e vigiada é única e exclusivamente porque o tecnossistema precisa para continuar progressando. O responsável pela apresentação não compareceu, porém um grupo de pessoas decidiu improvisar e seguir com a atividade programada.

    Sex. 21/19h – Apresentação do documentário “La Boa Negra” [A Jiboia Preta]: Em 19 de junho de 2010, novamente o rio Marañon (Peru) sofre um derramamento de petróleo. Este documentário não somente mostra o desastre ambiental causado pela extração de hidrocarbonetos na Amazônia Peruana, mas também serve como ponto de partida para criticar o modelo de desenvolvimento industrial. Com a presença dos realizadores do documentário, houve uma conversa informativa muito rica e um debate sobre as realidades destrutivas em lugares onde atuam empresas petroleiras.

    Sáb. 22/9h – Mapeamento de grupos de libertação animal no Brasil: Pesquisa que mostra como diferentes grupos abolicionistas no Brasil estão atuando, segundo as características de suas respectivas regiões. O responsável pela apresentação não compareceu, porém um grupo de pessoas decidiu improvisar e seguir com a atividade programada.

    Sáb. 22/10h45 – Apresentação do projeto “Red Verde por la Liberacion”: coletivo de La Paz, apresenta sua proposta para coordenar atividades em rede.

    Sáb. 22/15h – Espaço de intercâmbio de experiências: Em pequenos grupos, ativistas de diferentes latitudes compartilham suas experiências, acertos, erros, projetos etc.

    Dom. 23/10h45 – Apresentação do livro: Liberacion animal: Mas que Palabras: A libertação animal não é uma dieta e com a apresentação do livro se pretende debater sobre os diferentes métodos que podem ser utilizados para consegui-la. O livro espanhol foi reeditado pela editorial argentina Mas Que Palavras, e pode ser encontrado na internet.

    Dom. 22/15h – Libertação Animal ou Libertação Total?: São nossas atividades reformistas ou revolucionárias? Após a leitura do conto “O Navio dos Tolos”, realizamos uma reflexão a respeito. O conto foi lido entre todos e houve discussões, numa das quais se criticou o universalismo.

    Dom. 22/19h – Repressão e Solidariedade na luta pela libertação animal: Porque existem tantos ativistas presos? Como é possível sermos solidários com eles? Quais são as medidas que devemos tomar? Em uma conversa informativa, presos pela libertação animal e suas causas de todo mundo foram lembrados, assim como a campanha SHAC e formas de como ser solidário.

    Seg. 23/9h – Animais não humanos, humanos e máquinas de hierarquização: Quais são os mecanismos que sustentam o especismo? Quais similaridades existem com o sexismo e/ou racismo? Coletivo CALEP de Bogotá apresenta o tema.

    Seg. 23/10h45 – Ecofeminismo: Por que será que os animais mais explorados na indústria alimentícia (vacas leiteras e galinhas botadoras) são fêmeas?

    Seg. 23/15h – Refletindo sobre o patriarcado: O que é o sistema patriarcal e de que maneira este repercute sobre nossas relações com nós mesmos e o resto da natureza? O tema foi discutido em grupos exclusivos de mulheres, de homens e também mistos.

    Fóruns, debates, noturnos e informais: todas as noites, qualquer pessoa poderia sugerir um tema para debate (podendo-se aprofundar algum tema abordado durante a jornada ou qualquer outro) para ser discutido entre quem estivesse interessado. Temas como segurança cibernética, amor livre, crudivorismo, entre outros foram propostos e discutidos.

    Atividade Corporal: Nada melhor que começar a manhã com uma atividade física, por isso a partir das 7h foram realizadas oficinas de autodefesa, aikido e yoga.

    Oficinas: Fitoterapia, pemacultura, autogestão da saúde feminina e outras oficinas que aconteceram de forma simultânea.

    Mais infos:

    › http://liberacionanimalbolivia2011.blogspot.com/

  • 53 chinchilas liberadas de uma granja de peles na Itália

    53 chinchilas liberadas de uma granja de peles na Itália

    Comunicado:

    Na noite de 24 de janeiro de 2011, nossa célula visitou a maior granja de chinchilas [uma das poucas] na Itália: A granja de chinchilas Pegoraro, localizada no Campo de San Martino (PD).

    Dentro de um hangar no pátio de trás da família Pegoraro, centenas de chinchilas estão sendo criadas em jaulas de arame para serem assassinadas, extrair-lhes a pele e convertê-las em casacos. Esta granja também faz uso do bronzeado e da venda direta das peles.

    A partir da nossa primeira visita nos demos conta que para entrar no hangar teríamos que entrar pela janela de uns 4 metros de altura, e passar através das barras e plásticos que nos separava dos animais.

    A distância entre as barras era o suficientemente grande para passar nossos corpos e uma escada; a noite de ação seguia sendo difícil para encontrar uma maneira de passar a janela de plástico com o menor ruído possível, já que a granja estava em uma zona residencial e a uns 20 metros da casa do proprietário e das casas de outros vizinhos.

    Durante aproximadamente meia hora, de cócoras sobre um teto laminado sob a janela, cortamos um pedaço do plástico, esquentando uma faca com a ajuda de um maçarico a gás para fundir o plástico e realizando um corte menos ruidoso.

    Com o corte completo, com a respiração contida, deu-se um último puxão ao pedaço de plástico, que saiu com um rangido forte: olhando pela janela até o interior do edifício, vimos quatro grandes corredores de jaulas, cada uma composta de três fileiras de jaulas uma em cima da outra.

    Depois de esperar um minuto para estar seguros de que não despertamos alguém, colocamos uma escada no pequeno orifício que havíamos cortados e dois de nós entrou no hangar.

    Dentro da granja tudo era muito ruim, muito sujo e fedia a urina e as fezes dos animais eram asfixiantes. Muitas das chinchilas tinham uma coleira que as mantinha em um constante estresse. Uma vez que os colares foram retirados, muitas delas tinham lesões no pescoço.

    Devido a demora no corte da janela, tínhamos que atuar o mais rápido possível. Abrir as jaulas, encher as bolsas com os animais, subir a escada e passar de bolsa pela janela para aqueles que estavam no teto para tirar os bichos. E a continuação, fazê-lo tudo outra vez, sem parar nem um segundo. Escolhemos só as fêmeas, para deter a reprodução e arruinar a linha genealógica que Pegararo havia criado durante muitos anos.

    Em meia hora liberamos 53 chinchilas, a carregamos em nosso veículo e as levamos a uma nova vida onde já não estarão obrigadas a criar ou não serão pele de uma inútil e sangrenta moda. Antes de sair, também deixamos escrito FLA na parede exterior da granja.

    Dedicamos este comunicado a todos que decidiram atuar pessoalmente, sem delegar a espera de um tempo que nunca chegará. Porque estamos lutando por uma alteração radical deste sistema, o desmantelamento do antropocentrismo e o colapso da civilização. As opções da vida, protestos e as ações podem ser caminhos para chegar ao mundo livre que temos em nossos corações, em contraste com o mundo que nos encontramos, no descarregar do grito de dor, das jaulas, da exploração e da opressão. Não aceitamos a idéia especistas que os animais são objetos de nosso consumo (peles, comida, entretenimento, investigação) e que estamos dispostos a arriscar nossa liberdade para destruir a exploração e o encarceramento e para resgatar aqueles que consideramos indivíduos.

    Sem negócios, pela liberação animal!

    Frente de Libertação Animal (FLA)

    Fotos: http://www.flickr.com/photos/58854078@N04/

  • [EUA] Declaração de Walter Bond em seu julgamento condenatório: “Toda a ferocidade e amor em meu coração seguem vivo”

    [EUA] Declaração de Walter Bond em seu julgamento condenatório: “Toda a ferocidade e amor em meu coração seguem vivo”

    Walter Bond, também conhecido como Lone Wolf
    Walter Bond, também conhecido como Lone Wolf

    [No dia 12 de fevereiro, Walter Bond foi finalmente condenado à pena mínima de 5 anos de prisão e 3 anos de liberdade condicional. Christine Arguello, a juíza, afirmou ter lido as cartas que lhe tinha enviado os solidários com Walter, assim como os ensaios que ele foi tornando público da prisão. Ela comentou que considera Walter muito inteligente e o incentivou a, no futuro, focar seus escritos sobre a libertação animal e não praticar incêndios como método de luta. A seguir palavras de Walter Bond para o tribunal no dia de seu julgamento de condenação.]

    “Estou aqui hoje porque eu queimei a fábrica de pele de carneiro, em Glendale, Califórnia; uma empresa que vende peles e couros de animais mortos. Eu sei que muitas pessoas pensam que eu deveria sentir remorso pelo que fiz. Suponho que este é o momento em que, de costume, deve se humilhar e implorar por misericórdia. Eu lhes asseguro, que se fosse isso que sentisse, eu o faria. Mas eu não me arrependo de nada que fiz. Também não estou assustado com a autoridade deste tribunal, já que qualquer sistema jurídico que valorize os direitos do opressor sobre o oprimido é um sistema injusto. E quando este tribunal tem o poder real e atual, eu questiono a sua moralidade. Duvido que o tribunal esteja interessado nas precauções que tomei para não prejudicar qualquer pessoa ou pessoal em serviço, e muito menos com as miseráveis vidas que ovelhas, vacas e visons têm que suportar, até a morte, e com as quais uma empresa do Colorado se beneficiou de sua prisão, escravidão e assassinato.

    Obviamente, os proprietários e empregados da fábrica de pele de ovelha não se importam muito se são parte do comércio sinistro e macabro de sangue. Então eu não vou perder meu tempo com eles, pois só cairia em ouvidos surdos. É por isso que me voltei para a ação direta ilegal para começar, porque, a eles, não importa. Não importa o quanto os ativistas lhes falem e argumentem sobre os direitos dos animais, não importa para eles. Bem, Sr. Livaditis [proprietário da fábrica de pele de carneiro], você realmente não me importa. Não existe terreno comum entre as pessoas como você e eu. Eu quero que você saiba que não importa com o que o tribunal condene-me hoje, você não ganhou nada! A prisão não é uma grande dificuldade para mim. Em uma sociedade que valoriza o dinheiro acima da vida, considero uma honra ser um prisioneiro de guerra; a guerra contra a escravidão entre espécies e a objetivação! Eu também quero que saiba nunca vou estar disposto a pagar um dólar, nem um! Espero que o seu negócio fracasse e te sufoque até a morte, a cada centavo que entra do benefício que é para você matar os animais! Espero que sufoque e queime no inferno!

    Às pessoas que me apóiam, quero agradecê-las por se juntar a mim e mostrar a este tribunal, e a estes exploradores de animais, que apoiamos uns aos outros e, como movimento, não pediremos desculpas por ter um senso de urgência. Não vamos colocar os interesses do comércio sobre a sensibilidade! E nunca deixaremos de educar, agitar e enfrentar os responsáveis pela morte de nossa Mãe Terra e suas nações animais. Minhas irmãs e irmãos vegans, nossas vidas não são nossas. O egoísmo é a forma dos gananciosos, pervertidos e fornecedores de injustiça. Já foi dito que todo o necessário para o mal vencer é que as pessoas de bem não façam nada. Já pelo contrário, todo o necessário para acabar com a escravidão, o uso de drogas, abuso e assassinato de outros animais além dos humanos, é a vontade de lutar em seu nome!

    Faça o que puder, faça o que deve fazer: ser guerreiros vegans e verdadeiros defensores dos animais, e nunca se comprometer com seus assassinos e especuladores. A Frente de Libertação Animal (FLA) é a resposta. Raramente houve um movimento de grande alcance e eficaz a nível internacional na história humana. Não podes se somar a FLA, mas então se converta nela. E é o de mais orgulhoso e mais poderoso que eu fiz. Ao sair desta sala hoje não fique consternado com a minha prisão. Toda a ferocidade e amor em meu coração seguem vivo. Toda vez que alguém liberta um animal e quebra sua gaiola, sigo vivo! Cada vez que um ativista se recusa a curvar-se às leis que protegem o assassinato, sigo vivo! E eu vivo cada vez que o céu a noite é iluminado pelas chamas de uma outra empresa exploradora de animais em ruínas!

    Isso é tudo, senhor juiz; estou pronto para ir para a prisão.”

    Walter Bond

    Mais infos:

    › http://www.supportwalter.org/index.htm

  • [EUA] Dois presos da Frente de Libertação Animal estão nas ruas

    [EUA] Dois presos da Frente de Libertação Animal estão nas ruas

    Matadouro "Cavel West" queimado
    Matadouro "Cavel West" queimado

    [Nas últimas semanas, dois presos da Frente de Libertação Animal (FLA), Jonathan Paul e Alex Hall, foram colocados em “liberdade” nos Estados Unidos.]

    Jonathan Paul:

    Foi acusado de incendiar o matadouro de cavalos “Cavel West”, em 1997, em Redmond, Oregon. A ação foi reivindicada pela FLA. O matadouro queimou completamente (como mostrado na foto em anexo) e, após a ação, foi fechado definitivamente.

    Jonathan também foi relacionado à várias ações da FLA, no ano de 1980. Ele admitiu a sua participação nas atividades da Universidade do Arizona, em 1989, onde 1.000 animais foram liberados dos laboratórios da universidade.

    Jonathan saiu da prisão após cumprir 4 anos de sua sentença.

    Alex Hall:

    Depois de cumprir 21 meses de prisão, Alex foi liberado. Ele foi acusado de libertar 650 visons de uma fazenda de peles em Utah, ação que também foi atribuída à FLA.

  • Ativista pela libertação animal e anarquista é preso em Israel

    Em meados do último mês de janeiro, Jonathan Pollak, um ativista pelos direitos dos animais e membro do grupo “Anarquistas Contra o Muro”, foi condenado a três meses de prisão por conduzir a sua bicicleta “demasiado devagar” em uma grande manifestação contra o bombardeio de Gaza pelo exército israelense. Isso fez com que ele “violasse as condições” de uma liberdade condicional, motivo pelo qual está agora na prisão.

    Jonathan agradece as cartas de apoio. Aqui está o seu endereço:

    Jonathan Pollak, Hermon Prision NSWING, P.O. BOX 4011, Maghar 14930, Israel.

    Você também pode contatá-lo através deste e-mail: xfreejonathanx@gmail.com. Os e-mails serão impressos e enviados para ele.