Autor: anacc

  • [Grécia] As montagens da Polícia não passarão: libertação imediata dos detidos na manifestação da greve geral em 23 de fevereiro

    [Grécia] As montagens da Polícia não passarão: libertação imediata dos detidos na manifestação da greve geral em 23 de fevereiro

    A manifestação da greve geral, em 23 de fevereiro, foi uma manifestação da oposição de massas e raiva contra a ofensiva anti-social e anti-trabalhista do Estado e empregadores. A mobilização de dezenas de milhares de pessoas no centro de Atenas, e sua vontade de responder na rua, de forma combativa, teve como efeito a brutal repressão da manifestação. O uso maciço de produtos químicos, os constantes ataques aos blocos dos manifestantes, espancamentos, retenções preventivas e prisões tentaram evitar a presença organizada da manifestação na Praça da Constituição (Syntagma), em frente ao Parlamento, assim como a dissolução da multidão de manifestantes.

    Assembléia da Resistência e da Solidariedade Kipseli/Patission (Atenas), que participou com um bloco na marcha organizada à greve geral (como em 15 de dezembro), recebeu, bem como outros blocos da marcha, a cruel e desmotivada agressão das forças de repressão, chegando à Praça Syntagma pela rua no centro de Stadíu. O resultado do ataque foi a dissolução temporária do bloco e a repressão violenta à alguns manifestantes, companheiros e companheiras da Assembléia, para as ruas Ermú e Nikis (perto da praça central de Syntagma). Naquele ponto, as equipes policiais motorizadas Delta e Dias atacaram e detiveram nossa companheira Leda Sofianú, arrastando-a violentamente para a entrada do Ministério da Fazenda. Eles tentaram retirar o saco no qual foram colocados textos da Assembléia, para colocar um coquetel molotov, fato que foi evitado graças à forte reação e protestos imediatos de outros transeuntes. Após a transferência da companheira para a delegacia central de Atenas, a polícia apresentou uma nova versão, segundo a qual é acusada de ter atacado os policiais encapuzada e com um objeto.

    As acusações contra ela são absolutamente falsas e fabricadas, já que a companheira durante toda a manifestação segurava a faixa da Assembléia – e enquanto que, no momento de sua prisão, estava entre muitos manifestantes atacados pela polícia, que tinha seus rostos cobertos! A repressão violenta do movimento grevista em geral, assim como as ofensivas políticas organizadas contra os combatentes, aponta para a intimidação e terrorismo a todos aqueles que resistem nas ruas, assim como ao envio de mensagem para toda a sociedade.

    O terrorismo não passará!

    Nenhum ataque punitivo permanecerá sem resposta.

    A libertação imediata de todos os detidos no protesto da greve geral em 23 de fevereiro.

    A solidariedade é nossa arma!

    Assembléia da Resistência e Solidariedade Kipseli/Patission (Atenas)

     

  • Convocatória para o Primeiro Congresso Anarquista no México

    Convocatória para o Primeiro Congresso Anarquista no México

    Companheiros e Companheiras anarquistas:

    Nos alvores do século XXI, a barbárie do capitalismo mundial manifesta-se através do aumento da exploração, da miséria e da morte de milhões de seres humanos. A arbitrariedade, o roubo, a violência, a dominação e a discriminação continuam a ser os motores que impulsionam a civilização capitalista nesta era de novos conhecimentos e tecnologias. Por fim a cobiça das empresas provoca a destruição descontrolada dos recursos naturais do planeta.

    Os Estados dominantes no mundo recorrem à guerra para exercer a hegemonia que lhes permitirá submeter e saquear os países e as sociedades. Do mesmo modo os Estados e os governos de diferentes origens políticas usam a repressão e procuram aniquilar os movimentos sociais para sufocar as chamas libertárias da insurreição, na tentativa de acabar com as greves e as revoltas populares que – com dignidade e por um novo mundo – lutam contra a barbárie da exploração e da dominação.

    A exploração, a dominação, a espoliação, a discriminação e uma devastação gritante dos recursos naturais que resultam desta situação não só legitimam mas tornam necessária, agora,  mais do que nunca, toda a luta contra o capitalismo e o Estado

    No México, a exploração e a miséria deixaram um rastro de 55 milhões de  pobres, salários de miséria,  a destruição dos direitos laborais, o desemprego e a imigração. Fome, exploração e morte para o povo mexicano. Em contrapartida, para os senhores do poder e com muito dinheiro, lucros elevados e uma crescente concentração de riqueza. No entanto, e contra o que os seus dominadores desejam, o povo mexicano não se deixou abater, resiste, rebela-se e constrói alternativas  contra a miserável realidade da fome, do roubo e da violência a que  querem condená-los os ladrões e exploradores  empresariais e governamentais.

    À tenaz rebeldia do povo mexicano, o Estado responde com a perseguição, a detenção, o desaparecimento e o assassinato dos homens e das mulheres dignos que lutam contra todas as injustiças e desejam uma transformação radical do sistema. A aposta das elites políticas e econômicas é a do terrorismo de Estado através da militarização do país e da criminalização dos indivíduos e dos movimentos sociais insurgentes.

    Com efeito, o Estado impõe a insegurança, o medo e a repressão em muitas áreas sociais, a fim de imobilizar a sociedade. O povo, longe de se deixar paralisar, resiste e rebela-se contra essa opressão e esse terror: luta contra a desapropriação das suas terras; protesta contra a construção de barragens, defende os ecossistemas  contra  a voracidade das empresas de construção, resiste à biopirataria das empresas biotecnológicas; protesta contra a Igreja e contra os reacionários de todos os quadrantes que visam impedir os direitos das mulheres e dos homossexuais, bissexuais e transgêneros de usufruírem o livre exercício de seus corpos, desejos e afetos, contra empresas privadas que lucram com os espaços públicos, como a auto-estrada oeste, Metrobus e linha 12 do Metrô, na Cidade do México, exige liberdade para os presos e presas políticos, a autonomia indígena e constrói nas ruas, para exigir seu direito à saúde, educação, habitação, terra, pão e a liberdade. Em suma, enquanto os senhores do poder e do dinheiro espalham o medo, a fome e a violência, o povo semeará a autonomia, liberdade e dignidade.

    A repressão do Estado, mas, acima de tudo, a força do povo mexicano, tornam inadiável a necessidade dos e das anarquistas de todo o país se reunirem no Primeiro Congresso Anarquista para se trocar impressões acerca da forma como nos queremos organizar, como lutar contra o Estado e o capital hoje e como acompanhar a rebelião do povo até à construção de um mundo novo sem exploração e sem dominação.

    O propósito do Primeiro Congresso Anarquista no México é criar um espaço de encontro, de diálogo e ação para a prática do apoio-mútuo, conhecer as nossas insurgências, trocar experiências, acordar – entre aqueles que o desejarem – atividades e ações conjuntas contra a exploração e a dominação atuais. O Congresso Anarquista não pretende homogeneizar a luta e o pensar das diferentes formas de entender e agir dos anarquistas do país, o que constituiria de resto uma pretensão contraditória com a nossa natureza libertária.

    Congresso Anarquista também não pretende hegemonizar as diversas forças e tendências ácratas que atualmente estão espalhadas por todo o país, o que seria uma contradição e iria contra os mais elementares princípios libertários. Enfatizamos que o Congresso Anarquista não pretende centralizar nem hegemonizar a ação e o pensar dos libertários, ou criar vanguardas ou dirigentes do nada nem de ninguém.

    Primeiro Congresso Anarquista do México pretende criar um espaço de encontro, diálogo e de apoio-mútuo entre os anarquistas que fortaleça a ação anarquista contra a investida da repressão dos governos do PAN, PRI e PRD, assim como criar um espaço que permita dar continuidade à revolta social e cultural dos anarquistas de todo o país.

    O espaço de encontro, diálogo e apoio-mútuo – que se pretende construir com o Primeiro Congresso Anarquista no México – é inspirado na ética anarquista que se baseia na autonomia individual, na fraternidade e na igualdade dos seres humanos.

    Inspirados por esses princípios éticos, diversos indivíduos e grupos anarquistas realizaram uma série de reuniões com o objetivo de convocarem os nossos irmãos e irmãs para a sua participação no Primeiro Congresso Anarquista no México, a ser realizado na Cidade do México em 29, 30 de abril e a 1 de maio de 2011, no Auditório Che Guevara.

    Companheiros e Companheiras anarquistas:

    A urgente necessidade de destruir a exploração e a dominação da podre civilização capitalista, assim como a aspiração de construir, aqui e agora, uma sociedade de pessoas autônomas, livres, iguais e respeitosas da natureza, levaram-nos à convocação da realização do Primeiro Congresso Anarquista no México.

    Esperamos que o seu coração e a sua palavra verdadeira e libertária construam com todos e todas nós esse espaço de liberdade, rebeldia e apoio-mútuo. Além disso, instamos os anarquistas que vivem nos estados da República a confirmar a sua participação no Primeiro Congresso Anarquista o mais rapidamente possível para preparar o seu alojamento, bem como providenciar apoios financeiros para contribuir para a sua deslocação desde o local de origem até à Cidade do México.

    Saúde e Revolução Social!

    México, Planeta Terra, Janeiro de 2011.

    Fraternalmente.

    • Indivíduos da Federação Local Libertária (FLL)

    • Projeto TV Neza

    • Estudantes ácratas da Faculdade de Ciências da UNAM

    • Membros do Auditório “Che Guevara”

    • Pensamento Ingovernável-FLL

    • Célula Anarco-feminista

    • Fanzinoteca do Auditório “Che Guevara”

    • Cruz Negra Anarquista

    • Estudantes do Politécnico

    • Indivíduos libertári@s

    • Coletivo Autônomo Magonista-FLL

    • Motim-FLL

    • Filhos do Povo-FLL

    • KontrAxãoZocial

    • Coletivo Libertário Resiste Luta Constrói

    Tradução > Liberdade à Solta

     

  • Ataque de skinheads na Jornada Anti-Fascista, em São Paulo

    Ataque de skinheads na Jornada Anti-Fascista, em São Paulo

    Comunicado:

    O último dia de atividades da Jornada Anti-Fascista 2011, sábado, 26 de fevereiro, organizada pelo Movimento Anarcopunk de São Paulo, foi marcado pelo ataque de um grupo de cerca de 10 skinheads nas imediações da Praça da Sé, em São Paulo.

    Pela manhã foi organizado um ato público contra o fascismo na Praça da República, e um dos skinheads agressores (foto em anexo) já havia feito uma saudação nazista para os manifestantes quando por ali passava.

    Durante a tarde, no Espaço Ay Carmela, acontecia uma atividade com bandas e denúncias contra o fascismo e a intolerância quando nas proximidades ocorreu a agressão. 4 companheiros foram feridos com facadas no braço, barriga e cabeça; um deles sofreu perfuração no crânio e será submetido a cirurgia.

    Foram detidos pela polícia 5 skinheads com punhais, soco inglês, machadinha, espingarda de chumbinho, e facas – uma delas com inscrições nazistas. Os 5 skinheads continuam detidos no 1 DP (Distrito Policial), na Liberdade, e segundo a polícia dois deles já possuem antecedentes criminais.

    Há algumas semanas atrás skinheads nazistas também haviam pixado uma suástica em frente ao espaço Ay Carmela.

    Fica mais uma vez evidente a necessidade urgente de um combate efetivo a ação violenta destes grupos skinheads. Este tipo de violência contra anti-fascistas, negros/as, nordestinos/as, imigrantes e outros/as é cada vez mais recorrente e não pode ser encarado como “briga entre gangues”, como muitas vezes a imprensa insiste em noticiar, e muito menos como casos isolados e sem relevância. Tem de ser combatidos com toda a força e amplamente discutidos e problematizados. Minimizar a gravidade deste tipo de ação fascista que ocorre há tempos em todo o mundo atingindo uma série de grupos é fechar os olhos para um problema que coloca em risco a liberdade de todos/as nós!

    Todo apoio e solidariedade aos companheiros e força na luta anti-fascista!

    Avante o/as que lutam, nem um passo atrás!

    Infos atualizadas:

    › anarcopunk.org/antifaanarcopunk.org/noticias

    Veja outras matérias na mídia:

    › http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/02/487470.shtml

    › http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4964672-EI5030,00.html

    › http://blogs.estadao.com.br/jt-seguranca/cinco-skinheads-sao-presos-apos-agressao/

    › http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/seis-possiveis-skinheads-sao-presos-por-agressao-na-se-20110226.html

    › http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/881638-skinheads-sao-presos-apos-agredir-pessoas-no-centro-de-sp.shtml

    Vídeo:

    › http://video.globo.com/Videos/Player/0,,GIM1446544-7759-SKINHEADS+SAO+PRESOS+DEPOIS+DE+AGREDIR+CONVIDADOS+DE+UMA+FESTA,00.html

     

  • Crônica do Segundo Encontro de Libertação Animal na Bolívia

    Crônica do Segundo Encontro de Libertação Animal na Bolívia

    [Na Bolívia, neste verão de 2011, entre 20 e 24 de janeiro, aconteceu o Segundo Encontro de Libertação Animal. A seguir uma breve descrição do que foi a jornada.]

    Segundo Encuentro Liberacion Animal - Bolívia

    Com o objetivo de afiar a filosofia de libertação animal para usá-la como uma ferramenta que ajude a desmantelar o atual sistema de dominação antropocêntrica (capitalista, patriarcal, tecnoindustrial) e não como uma alternativa de consumo “livre de crueldade”, foi realizado o segundo Encontro de Libertação Animal, de 19 a 25 de janeiro, na região de Los Yungas, Bolívia.

    Cerca de 200 pessoas de diferentes partes do mundo compartilharam a partir de sua realidade, conceitos, erros, acertos, críticas e diferentes formas de interpretar e exercitar a libertação animal.

    A organização do Encontro foi autogerida e horizontal. Algumas reuniões virtuais foram realizadas para tomar decisões pontuais e, conforme as pessoas foram chegando a La Paz, elas foram se envolvendo com diversas tarefas como, por exemplo, o planejamento do cronograma ou as compras de alimentos. Depois de iniciado o Encontro, todos participantes colaboraram com as tarefas cotidianas (limpeza, cozinha etc.) e houve espaço para propor e realizar novas atividades. Decisões, como, por exemplo, a de não utilização de registro fotográfico ou áudio, de segurança, foram tomadas em conjunto entre todos. Outra decisão conjunta foi a de doar o dinheiro que sobrou do Encontro aos presos de Chile e México.

    Pouco menos da metade dos custos (comida, aluguel e transporte) foram cobertos por doações realizadas por indivíduos, jantares veganos e jornadas beneficentes, como as realizadas em Barcelona (Espanha) e São Paulo (Brasil).

    Somando a totalidade dos gastos, se dividiu pela quantidade de pessoas inscritas, em uma tentativa de fazer restar algum excedente para investir em causas de interesse geral. Portanto, a sugestão de colaboração voluntária por pessoa foi de U$10,00 (10 dólares), o que incluía a alimentação dos 5 dias (4 refeições diárias), aluguel do espaço e transporte de La Paz até o local do Encontro (3h de viagem e difícil acesso). Essa colaboração não era obrigatória e cada pessoa colaborou conforme sua possibilidade.

    Sempre levando em consideração os objetivos do Encontro, qualquer pessoa pôde sugerir e responsabilizar-se por uma atividade, sempre e quando expusesse os objetivos e fundamentos. Por este motivo, duas atividades foram negadas; uma de caráter de proteção/bem-estarista/legalista e outra de um grupo religioso. Infelizmente seis pessoas que haviam se comprometido a apresentar atividades não compareceram ao Encontro, quatro delas avisaram com antecedência, o que prejudicou significativamente o cronograma. Independentemente disso, as outras 16 atividades (e mais outras 5 que surgiram durante o Encontro), foram de grande importância e geraram intensos debates e aprendizados. Vale citar a crítica ao reformismo e ao capitalismo verde, bem como a vinculação da libertação animal com a libertação da terra, humana e total, que esteve presente na maioria das propostas.

    Sex. 21/9h – Ecologismo Revolucionário X Ambientalismo: O chamado ecocapitalismo, o desenvolvimento sustentável, as políticas verdes, tratados, convênios etc., são somente reformas, que por meio do discurso verde, continuam destruindo grande parte da natureza, animais, plantas, “recursos” com megaprojetos, do progresso e do desenvolvimento capitalista fazendo desaparecer etnias, animais, ecosistemas. É uma guerra silenciosa. Além de uma introdução sobre o tema, o grupo também comentou sobre o avanço do progresso na região ocupada pelo estado boliviano.

    Sex. 21/10h45 – Ecologia Descolonizada: Como em muitos lugares se conseguiu conservar uma forma de vida não antropocêntrica, resistindo à colonização e a imposição de novos costumes, políticas e religiões?

    Sex. 21/17h – O Sistema Tecnoindustrial e a dominação de nossas vidas: Se vivemos amontoados nas cidades, destruímos os “recursos naturais” do planeta, contaminamos o meio ambiente ou temos uma vida totalmente dominada e vigiada é única e exclusivamente porque o tecnossistema precisa para continuar progressando. O responsável pela apresentação não compareceu, porém um grupo de pessoas decidiu improvisar e seguir com a atividade programada.

    Sex. 21/19h – Apresentação do documentário “La Boa Negra” [A Jiboia Preta]: Em 19 de junho de 2010, novamente o rio Marañon (Peru) sofre um derramamento de petróleo. Este documentário não somente mostra o desastre ambiental causado pela extração de hidrocarbonetos na Amazônia Peruana, mas também serve como ponto de partida para criticar o modelo de desenvolvimento industrial. Com a presença dos realizadores do documentário, houve uma conversa informativa muito rica e um debate sobre as realidades destrutivas em lugares onde atuam empresas petroleiras.

    Sáb. 22/9h – Mapeamento de grupos de libertação animal no Brasil: Pesquisa que mostra como diferentes grupos abolicionistas no Brasil estão atuando, segundo as características de suas respectivas regiões. O responsável pela apresentação não compareceu, porém um grupo de pessoas decidiu improvisar e seguir com a atividade programada.

    Sáb. 22/10h45 – Apresentação do projeto “Red Verde por la Liberacion”: coletivo de La Paz, apresenta sua proposta para coordenar atividades em rede.

    Sáb. 22/15h – Espaço de intercâmbio de experiências: Em pequenos grupos, ativistas de diferentes latitudes compartilham suas experiências, acertos, erros, projetos etc.

    Dom. 23/10h45 – Apresentação do livro: Liberacion animal: Mas que Palabras: A libertação animal não é uma dieta e com a apresentação do livro se pretende debater sobre os diferentes métodos que podem ser utilizados para consegui-la. O livro espanhol foi reeditado pela editorial argentina Mas Que Palavras, e pode ser encontrado na internet.

    Dom. 22/15h – Libertação Animal ou Libertação Total?: São nossas atividades reformistas ou revolucionárias? Após a leitura do conto “O Navio dos Tolos”, realizamos uma reflexão a respeito. O conto foi lido entre todos e houve discussões, numa das quais se criticou o universalismo.

    Dom. 22/19h – Repressão e Solidariedade na luta pela libertação animal: Porque existem tantos ativistas presos? Como é possível sermos solidários com eles? Quais são as medidas que devemos tomar? Em uma conversa informativa, presos pela libertação animal e suas causas de todo mundo foram lembrados, assim como a campanha SHAC e formas de como ser solidário.

    Seg. 23/9h – Animais não humanos, humanos e máquinas de hierarquização: Quais são os mecanismos que sustentam o especismo? Quais similaridades existem com o sexismo e/ou racismo? Coletivo CALEP de Bogotá apresenta o tema.

    Seg. 23/10h45 – Ecofeminismo: Por que será que os animais mais explorados na indústria alimentícia (vacas leiteras e galinhas botadoras) são fêmeas?

    Seg. 23/15h – Refletindo sobre o patriarcado: O que é o sistema patriarcal e de que maneira este repercute sobre nossas relações com nós mesmos e o resto da natureza? O tema foi discutido em grupos exclusivos de mulheres, de homens e também mistos.

    Fóruns, debates, noturnos e informais: todas as noites, qualquer pessoa poderia sugerir um tema para debate (podendo-se aprofundar algum tema abordado durante a jornada ou qualquer outro) para ser discutido entre quem estivesse interessado. Temas como segurança cibernética, amor livre, crudivorismo, entre outros foram propostos e discutidos.

    Atividade Corporal: Nada melhor que começar a manhã com uma atividade física, por isso a partir das 7h foram realizadas oficinas de autodefesa, aikido e yoga.

    Oficinas: Fitoterapia, pemacultura, autogestão da saúde feminina e outras oficinas que aconteceram de forma simultânea.

    Mais infos:

    › http://liberacionanimalbolivia2011.blogspot.com/

  • Polícia grega usa armas produzidas no Brasil contra manifestantes

    As armas (granadas lacrimogêneas, sprays de pimenta, munições de impacto ou granadas de efeito moral) que a polícia grega usou ontem (23 de fevereiro) para reprimir os manifestantes gregos durante a Greve Geral foram feitas no Brasil (veja foto em anexo). Suas armas também são usadas pelas “forças de paz” no Haiti. A empresa brasileira é do Rio de Janeiro e se chama “Condor”, e tem como slogan “Condor em defesa da vida” (sic).

    Greve Geral na Grécia, 23/02 - arma importada do Brasil

    Abaixo segue o texto de apresentação da “Condor” retirado do seu site oficial (www.condornaoletal.com.br). Vale à pena perder alguns minutinhos navegando neste site e perceber o modus operandi desta empresa e de seus clientes.

    Moésio Rebouças

    CONDOR, SOLUÇÕES NÃO-LETAIS PARA O SÉCULO XXI

    A Condor Tecnologias Não-Letais é líder e pioneira, na América Latina, na fabricação de Equipamentos Não-Letais e Pirotécnicos de alta tecnologia para situações de distúrbios, sinalização militar e salvatagem, ocupando lugar de destaque no ranking mundial.

    Situada no Rio de Janeiro, no município de Nova Iguaçu, tem sua fábrica instalada numa área total aproximada de 1 milhão de metros quadrados vizinha da reserva biológica do Tinguá com 26 mil hectares, que é a maior reserva de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro. A Condor adota como política permanente a proteção da natureza, destinando 70% da sua área total para a preservação da floresta nativa, dos mananciais hídricos, da flora e da fauna, tornando o ambiente da fábrica uma ilha ecológica, em perfeita sintonia com o conceito “Não-Letal” de respeito à vida e à cidadania.

    Desde 1985, a empresa já desenvolveu e homologou mais de 100 produtos com grande aplicabilidade pelas Forças Armadas e pelas Forças de Paz das Nações Unidas em operações que requerem defesa passiva como solução.

    As munições não-letais têm também o seu uso consagrado pelas Forças Policiais no Controle de Distúrbios, em Operações Especiais, no Controle de Rebeliões e modernamente no Policiamento Ostensivo e Proteção ao Patrimônio, atestando a importância e eficácia dos Equipamentos não-letais.

    No curso de sua existência, a empresa acumulou experiência comercial no Brasil e no exterior, equipando Forças da Lei de diversos países e consolidando de forma definitiva seus produtos e a marca Condor.

    A empresa promove parcerias com fabricantes internacionais, detentores de reconhecida capacitação no ramo de defesa, para o desenvolvimento de novas tecnologias não-letais.

    Pioneira também na disseminação do conceito “Não-Letal” no Brasil, seus produtos têm servido como instrumento eficaz das autoridades constituídas para promoverem o cumprimento da Lei e a manutenção da Ordem Pública, através do uso escalonado da força, sem ferir os Direitos Humanos.

    Todos os produtos fabricados pela Condor são comercializados com exclusividade pela Welser-Itage Participações e Comércio S.A.

    Valores

    Acreditamos que a ética, a responsabilidade social, o respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos são a garantia da nossa credibilidade.

    Visão

    Ser líder mundial em soluções não-letais nos segmentos de segurança e defesa, primando pela inovação tecnológica.

  • Urgente: massacre e revolução na Líbia

    Urgente: massacre e revolução na Líbia

    Os relatos provenientes da Líbia são impressionantes. O regime de Gaddafi está perpetrando um massacre cruel sobre a insurreição da massa. Os mercenários recrutados pelo regime de Gaddafi (o equivalente aos ‘baltagi’ do regime de Mubarak), ao lado do exército regular e as forças de segurança, abriram fogo contra o povo líbio desarmado, ou, em alguns casos, armados apenas com armas de fogo muito leves. As forças repressivas do regime não apenas usam armas de fogo, mas também de artilharia, tanques, aviões e helicópteros de combate. Do ponto de vista militar, esta não pode ser considerada uma guerra. Aliás, esse é um massacre conduzido pelo regime de Gaddafi sob a supervisão das potências imperialistas da Europa e dos Estados Unidos que, como sempre, só se preocupam com petróleo e dinheiro, apenas para o lucro, e não os direitos humanos ou até mesmo vidas humanas.

    O governo Europeu e estadunidense estão mantendo um silêncio vergonhoso, que diz mais do que qualquer possível declaração. No fundo eles estão apoiando os assassinos, a ditadura, contra a rebelião em massa, como fizeram na Tunísia e no Egito, para em seguida mudar de lado quando o triunfo da revolução torna-se inevitável. E não há nenhum segredo nisto. Trata-se apenas de todo o petróleo e dinheiro que deve permanecer nas mãos de ditadores, e não dos povos. E, como aconteceu antes no Bahrein, Tunísia e Egito, a maioria das armas antidistúrbio e sua munição usada pelas forças do regime para assassinar e reprimir o povo, são provenientes de empresas européias e estadunidenses. Duas noites atrás, o filho do ditador líbio ameaçou as massas e ontem seus assassinos e mercenários passaram de ameaça à ação. A ditadura de Gaddafi na Líbia é um exemplo perfeito de um regime totalitário, como aquela sociedade opressiva descrita por George Orwell, em seu romance “1984”. Agora, o “Grande Irmão” tem travado uma verdadeira guerra contra o seu próprio povo, ou mais precisamente, guiando uma matança sangrenta contra os líbios em rebelião. Mais uma vez, estão apelando para o “fantasma” dos fundamentalistas. Esta não é uma luta entre os fundamentalistas e o regime; a luta está sendo travada entre as massas e a ditadura.

    Isto é simplesmente uma escandalosa manipulação da realidade; uma tentativa descarada de justificar não só a repressão do regime, mas também os seus crimes bárbaros, quando a verdade é que nada, absolutamente nada, pode justificar os crimes do regime de Gaddafi, como o uso de tanques e aviões de combate contra as massas desarmadas, contra as crianças e suas mães.

    Nós, os anarquistas e libertários, não devemos descartar a possibilidade de alguma força repressiva (islâmica ou não) se apropriar da revolução. Mas diante disso, não preferimos uma força de repressão não religiosa a uma religiosa. Optamos pela verdadeira liberdade das massas, por uma sociedade autogerida e organizada de forma livre e voluntária, de baixo para cima. Diante deste cenário, vemos que a única resposta apropriada é a ação direta popular desenvolvida pelas massas, e não para qualquer outro tipo de repressão brutal exercida por uma ditadura feroz.

    Aqui estão algumas notícias e comentários do blog de um companheiro anarquista líbio (apenas em árabe). O link para o blog é: http://saoudsalem.maktoobblog.com

    • Centenas de pessoas assassinadas na Líbia – Gaddafi, o açougueiro, escondido em sua fortaleza.
    • Testemunhas relataram o fato de que um verdadeiro massacre acontece na cidade de Benghazi, no leste da Líbia, onde dezenas de pessoas foram mortas e centenas feridas. E os hospitais da cidade estão sobrecarregados com pessoas feridas. Um advogado e ativista declarou à Al Jazeera que o número de pessoas assassinadas pelas forças de segurança em Benghazi pode aumentar para 200 e entre 800 e 900 feridos (escrito em 20 de fevereiro).
    • Gaddafi bombardeou os líbios… e os líbios estão  avançando para Trípoli.
    • Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, a mais importante depois da capital Trípoli – onde a primeira centelha da revolta ocorreu em fevereiro – está enfrentando um genocídio (escrito em 20 de fevereiro).
    • A família governante (ou seja, a família Gaddafi) na Líbia, perdeu a paciência e chamou os manifestantes de “bandidos”.
    • Parece que o abuso de poder por parte do regime e seu massacre contra os manifestantes saiu pela culatra, tanto que até mesmo muitos membros das forças armadas e da polícia se recusaram a disparar contra os manifestantes e se uniram a eles, forçando o regime de Gaddafi a recrutar mercenários de países pobres da África (escrito em 21 de fevereiro).

    Mazen Kamalmaz

    Anarquista sírio.

  • Nova Greve Geral na Grécia

    Nova Greve Geral na Grécia

    Confronto com grevistas em Atenas
    Polí­cia grega entra em confronto com grevistas em Atenas

    Milhares de pessoas aderiram hoje (23) à primeira greve geral do ano na Grécia contra as medidas de austeridade do governo. Na manifestação em Atenas participam mais de 200 mil pessoas, com diversos cortejos. Enfrentamentos entre manifestantes e policiais antidistúrbios explodiram nas ruas da capital do país.

    Os policiais, posicionados diante o ministério das Finanças, na praça central de Syntagma, lançaram gases lacrimogêneos e bombas de efeito moral contra os ativistas para fazê-los retroceder. Os protestantes, por sua parte, jogaram todos os tipos de objetos, principalmente coquetéis molotov contra as forças policiais. Junto ao parlamento há também registro de confrontos entre a polícia e os manifestantes.

    Lojistas fecharam as portas e os serviços públicos pararam em toda a Grécia. Os hospitais ficarão 24 horas funcionando apenas em esquema de emergência. As escolas fecharam, e os transportes foram afetados. Vôos emergenciais foram autorizados apenas entre 10h e 14h (horário local), e os navios passarão todo o dia atracados nos portos.

    Jornalistas aderiram ao protesto, levando a TV estatal a transmitir documentários, e as rádios a tocarem músicas.

    [Atualizações da Greve Geral até às 17h37]

    17h37, Atenas: Após uma pausa, houve pelo menos mais um confronto na Praça Syntagma. A polícia tentou dispersar a multidão e pelo menos uma pessoa foi espancada por um grupo de cerca de 10 policiais sendo depois detida. A situação está de novo bastante tensa. A estação de metrô de Syntagma foi fechada outra vez.

    16h50, Atenas: Há um apelo para uma concentração na Praça Syntagma às 19h (hora local). Há seis feridos confirmados entre os manifestantes. Há muitos policiais da tropa de choque e motorizados na Avenida Alexandras

    Volos: Houve três manifestações com cerca de 4.000 pessoas.

    16h30, Atenas: Um manifestante sofreu queimaduras sérias por causa de uma granada de gás lacrimogêneo e foi levado para o hospital. O seu joelho está em péssimo estado. Até agora, há pelo menos 20 detenções confirmadas e 4 ou 5 prisões efetivas confirmadas. Um policial motorizado tentou atropelar um manifestante perto da Praça Syntagma, mas os polícias foram atacados com um coquetel molotov e a sua moto foi consumida pelas chamas. As pessoas estão tentando organizar um concerto de fim da tarde na Praça. A maioria das pessoas ficará na Praça até o concerto.

    Tessalônica: Cerca de 200 manifestantes estão em marcha em direção à delegacia de Aristóteles em solidariedade com a pessoa que foi presa e levada para lá.

    16h10, Atenas: A polícia atacou uma parte da Praça com gás lacrimogêneo. As pessoas fugiram mas já começaram a voltar e apelam para um assembléia em frente ao parlamento. A estação de metrô central foi reaberta.

    Tessalônica: Há detenções arbitrárias sendo efetuadas por polícias à paisana. Há notícias de confrontos na Praça Aristóteles. Os manifestantes atacaram uma delegacia em Ano Polis com coquetéis molotov.

    15h38, Atenas: Milhares de pessoas estão na Praça Syntagma, onde cordões policiais protegem o parlamento. Pelo menos 30 pessoas foram detidas à frente do ministério dos negócios estrangeiros. As autoridades estão reunidas preparando a violação do asilo acadêmico. Há gente a reunir-se na Praça Omonoia e se preparando para ir para a Praça Syntagma. As estações de metrô centrais foram intencionalmente fechadas pela polícia.

    15h23: Há manifestações em muitas cidades gregas, incluindo Tessalônica, Patras, Ioannina, Kozani, Agrinio, Naxos, Rethymno, Volos, Arta, Heraklion, Larisa, Serres, Kefallonia, Mytilene, etc. A cidade de Drama esteve ocupada por manifestantes durante um bom período de tempo.

    15h05, Atenas: Há muito gente a juntar-se em frente ao parlamento e apelam para que toda a gente se reúna ali. As pessoas que estão em Exarchia estão tentando formar uma assembléia. Muitas notícias dizem que a multidão se assemelha à de 5 de maio de 2010 (cerca de 250 mil pessoas). Ainda há milhares de manifestantes nas ruas perto de Exarchia e Propylaea, que estão tentando aceder à Praça Syntagma. Há muitos policias da tropa de choque bloqueando as ruas. Em muitos lugares de Atenas, os manifestantes atiram pedras e a polícia responde com granadas de flash e barulho. Houve um número indeterminado de detenções. A estação de metrô central está fechada. A Praça Syntagma continua ocupada por muita gente.

    14h28, Tessalônica: A polícia tentou quebrar a manifestação, através de um ataque com grandes quantidades de gás e granadas de flash e barulho (flash bang grenades). Foram destruídos muitos bancos 24 horas e os confrontos continuam na Praça Aristóteles e nas ruas circundantes.

    14h10, Atenas: Parece uma câmara de gás. Há confrontos violentos por todo o lado e há muitos manifestantes feridos, incluindo idosos e deficientes. Há muitos policiais à paisana de capuz. As pessoas mantêm-se nas ruas.

    13h57, Atenas: A manifestação foi alvejada de gás lacrimogêneo e dividida em partes. Há confrontos em todo o lado e há notícias de motos da polícia em chamas. Tem havido detenções.

    13h40, Atenas: Milhares de pessoas estão na Praça Syntagma. Foi utilizado muito gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Foram atirados coquetéis molotov contra a polícia que está na parte de fora do parlamento. Houve manifestantes que tentaram ocupar o ministério das finanças, que fica perto dessa praça.

    13h30, Atenas: Há mais pessoas a concentrarem-se na Praça Syntagma. A polícia está a atirar gás lacrimogêneo. De acordo com a emissora Radio Revolt, a polícia também atacou várias partes da manifestação em Tessalônica.

    12h53, Atenas: A manifestação é uma das maiores que Atenas já viu. Bom tempo e um ambiente ótimo. As pessoas dirigem-se para a Praça Syntagma.

    12h50, Atenas: A manifestação é enorme. Há relatórios que indicam que é maior do que as últimas manifestações da greve geral do ano passado. O presidente (corrupto) do GSEE (General Confederation of Greek Workers), Panagopoulos, foi provocado pelos manifestantes. O PAME (o sindicato ligado ao PC grego) organizou, como habitualmente, uma manifestação separada, que também tem milhares de pessoas

    12h30, Atenas: Há detenções “preventivas” de sindicalistas. Milhares de pessoas continuam a juntar-se. Há muitos polícias à paisana no bairro de Exarchia e nas ruas limítrofes.

    Tessalônica: Polícias à paisana foram perseguidos por manifestantes. Câmaras de vigilância foram destruídas quando a marcha começou.

    Patras: Mais de 4000 pessoas estão a marchar nas ruas centrais da cidade. Há imigrantes que também se juntaram ao protesto.

    12h (horário local): Milhares de pessoas estão no centro de Atenas, Patras, Tessalônica, etc. As marchas ainda não começaram, há muita gente chegando. Há milhares de polícias (de choque, motorizada e à paisana) tentando aterrorizar as pessoas.

  • 53 chinchilas liberadas de uma granja de peles na Itália

    53 chinchilas liberadas de uma granja de peles na Itália

    Comunicado:

    Na noite de 24 de janeiro de 2011, nossa célula visitou a maior granja de chinchilas [uma das poucas] na Itália: A granja de chinchilas Pegoraro, localizada no Campo de San Martino (PD).

    Dentro de um hangar no pátio de trás da família Pegoraro, centenas de chinchilas estão sendo criadas em jaulas de arame para serem assassinadas, extrair-lhes a pele e convertê-las em casacos. Esta granja também faz uso do bronzeado e da venda direta das peles.

    A partir da nossa primeira visita nos demos conta que para entrar no hangar teríamos que entrar pela janela de uns 4 metros de altura, e passar através das barras e plásticos que nos separava dos animais.

    A distância entre as barras era o suficientemente grande para passar nossos corpos e uma escada; a noite de ação seguia sendo difícil para encontrar uma maneira de passar a janela de plástico com o menor ruído possível, já que a granja estava em uma zona residencial e a uns 20 metros da casa do proprietário e das casas de outros vizinhos.

    Durante aproximadamente meia hora, de cócoras sobre um teto laminado sob a janela, cortamos um pedaço do plástico, esquentando uma faca com a ajuda de um maçarico a gás para fundir o plástico e realizando um corte menos ruidoso.

    Com o corte completo, com a respiração contida, deu-se um último puxão ao pedaço de plástico, que saiu com um rangido forte: olhando pela janela até o interior do edifício, vimos quatro grandes corredores de jaulas, cada uma composta de três fileiras de jaulas uma em cima da outra.

    Depois de esperar um minuto para estar seguros de que não despertamos alguém, colocamos uma escada no pequeno orifício que havíamos cortados e dois de nós entrou no hangar.

    Dentro da granja tudo era muito ruim, muito sujo e fedia a urina e as fezes dos animais eram asfixiantes. Muitas das chinchilas tinham uma coleira que as mantinha em um constante estresse. Uma vez que os colares foram retirados, muitas delas tinham lesões no pescoço.

    Devido a demora no corte da janela, tínhamos que atuar o mais rápido possível. Abrir as jaulas, encher as bolsas com os animais, subir a escada e passar de bolsa pela janela para aqueles que estavam no teto para tirar os bichos. E a continuação, fazê-lo tudo outra vez, sem parar nem um segundo. Escolhemos só as fêmeas, para deter a reprodução e arruinar a linha genealógica que Pegararo havia criado durante muitos anos.

    Em meia hora liberamos 53 chinchilas, a carregamos em nosso veículo e as levamos a uma nova vida onde já não estarão obrigadas a criar ou não serão pele de uma inútil e sangrenta moda. Antes de sair, também deixamos escrito FLA na parede exterior da granja.

    Dedicamos este comunicado a todos que decidiram atuar pessoalmente, sem delegar a espera de um tempo que nunca chegará. Porque estamos lutando por uma alteração radical deste sistema, o desmantelamento do antropocentrismo e o colapso da civilização. As opções da vida, protestos e as ações podem ser caminhos para chegar ao mundo livre que temos em nossos corações, em contraste com o mundo que nos encontramos, no descarregar do grito de dor, das jaulas, da exploração e da opressão. Não aceitamos a idéia especistas que os animais são objetos de nosso consumo (peles, comida, entretenimento, investigação) e que estamos dispostos a arriscar nossa liberdade para destruir a exploração e o encarceramento e para resgatar aqueles que consideramos indivíduos.

    Sem negócios, pela liberação animal!

    Frente de Libertação Animal (FLA)

    Fotos: http://www.flickr.com/photos/58854078@N04/

  • Solidariedade aos 300 imigrantes em greve de fome na Grécia

    Solidariedade aos 300 imigrantes em greve de fome na Grécia

    Em 25 de janeiro, 300 trabalhadores imigrantes começaram uma greve de fome em Atenas e Tessalônica. A principal reivindicação é que se legalize a situação em que estão.

    Neste momento, quando a crise financeira eclodiu e as forças políticas de direita entraram em ação, pode parecer uma necessidade extrema. Por esta razão, precisamos prestar atenção a suas demandas, para criar fissuras simbólicas no sistema e alcançar vitórias políticas.

    O aparelho político e os meios de comunicação na Grécia já começaram a pressionar a luta dos imigrantes e aqueles que simpatizam com eles. É urgente garantir o maior apoio possível neste instante. Eles já estão em 28 dias de greve de fome, num momento crucial.

    Em seguida, uma petição de assinaturas. Todos aqueles que pretendam assinar pode enviar seu nome e profissão para o seguinte endereço:ypografes.allilegyi.stin.apergia@gmail.com

    Solidariedade aos 300 imigrantes em greve de fome na Grécia

    Solidariedade com a luta dos 300 em greve de fome

    Quantas vezes têm que arriscar suas vidas para confirmar sua existência e as nossas?

    Para ter o direito de viver com dignidade e esperança, em um país que coloca os fracos e vulneráveis como bodes expiatórios.

    Pelos imigrantes que, com seu próprio sangue, o seu trabalho mal pago e criatividade, fazem mover o motor econômico do país.

    Por aqueles que buscam a liberdade e escapar da miséria, guerra ou qualquer tipo de ocupação “pacífica”, e cruzam fronteiras em busca de uma vida melhor.

    Pelos imigrantes que perderam suas vidas nas fronteiras dos países europeus; para as 13.000 vítimas da doutrina da segurança desde 1993 e milhares de pessoas que continuam desaparecidas.

    Pelos filhos de imigrantes que crescem com limitações e exclusões sociais e jurídicas.

    Para gerar uma consciência comum, uma luta e uma causa, juntando-se os interesses sociais de gregos e imigrantes, que produzem riqueza social em todos os tipos de serviços: construções, fábricas, no campo, no trabalho doméstico – assim como os interesses dos desempregados.

    Pelas razões acima mencionadas e outras não mencionadas:

    Expressamos nossa solidariedade com os 300 imigrantes em greve de fome.

    Exigimos a legalização incondicional de todos os imigrantes.

    Apoiamos a necessidade dos imigrantes de igualdade de direitos políticos e sociais e de obrigações com relação aos trabalhadores gregos.

    Assembléia de Solidariedade aos Imigrantes em greve de fome

    Mais infos:

    › http://hungerstrike300.espivblogs.net/