Autor: anacc

  • [Grécia] Chamado urgente à solidariedade internacional!

    Companheiros e companheiras, o objetivo desta mensagem é informá-lo brevemente sobre o que aconteceu durante os últimos dias em nosso país e fazer um chamado para a solidariedade internacional dos anarquistas de todo o mundo.

    A Grécia está em um ponto de inflexão e ocorrem muitas e críticas mudanças na sociedade, como na política e na economia. A desarticulação e dissolução, até o presente momento, do modelo de autoridade e de exploração é mais do que evidente e torna concreto o que é geralmente chamado de “crise”. O que nós estamos vivendo em definitivo é o fracasso absoluto de um sistema que, não podendo fazer mais nada para garantir o consenso social, se lança em um ataque frontal, sem condições e sem desculpas de qualquer tipo.

    Quando começou a conjuntura que se chamou de “crise”, a agressão foi manifestada em termos materiais – com a desvalorização do trabalho, redução dos salários, flexibilização das condições de trabalho, a institucionalização da instabilidade, o aumento dos preços dos artigos de primeira necessidade e as contas de bens de interesse comum, o aumento dos impostos e a redução dos serviços de bem-estar. Ao mesmo tempo, começou a liquidação a “particulares” da riqueza pública, a presença generalizada da polícia nas ruas, leilões, o aumento do desemprego…

    Paralelamente, se articulou um ataque de propaganda sem precedentes, em um ritmo frenético de publicação, com os meios de comunicação controlados pelo Estado e pelo Capital, cenários de desastre e calendários com datas “apocalípticas”, como “…se não for aprovada a próxima injeção de empréstimo pela troika [Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE)], estamos falidos…”. Com todo este mecanismo de comunicação da autoridade, consegue embaçar a visão continuamente, mantendo um estado de terror permanente, e assegurar definitivamente a paralisia, por meio da coerção, do corpo social.

    Apesar de todo o exposto, nunca cessou a resistência dos grupos da sociedade grega e do proletariado. As poucas convocações para greves gerais partem dentro de um contexto definido em maior ou menor medida por pessoas que resistem e expressam sua intenção de lutar contra as condições impostas pelo Estado e Capital.

    A manifestação da greve em 11 de maio em Atenas trouxe novamente milhares de manifestantes para as ruas, que expressaram sua oposição às novas medidas anti-sociais do governo, que afogam os trabalhadores e toda a população. Durante a manifestação, e enquanto alguns iam deixando a área do Parlamento para finalizar a marcha, a polícia atacou brutalmente e com raiva os blocos dos manifestantes mais radicais, e os blocos de anarquistas e anti-autoritários, as assembléias de bairro, as corporações operárias de base e a esquerda extra-parlamentar. Golpeando com muita dureza e utilizando grande quantidade de substâncias químicas, diluíram os blocos mencionados. Mais de cem manifestantes foram levados para hospitais e alguns deles submetidos à cirurgia.

    O companheiro Giannis é o manifestante que está em pior situação. Tendo recebido um ataque assassino por parte da polícia, e com ferimentos graves na cabeça, foi transferido em situação de quase-morte (de acordo com a declaração dos médicos) para o hospital. Lá, foi vista a verdadeira extensão da hemorragia interna na cabeça, foi operado rapidamente e assim entrou, entubado e em estado grave, na unidade de terapia intensiva. Sua condição é crítica mas estável, mas ainda não superou o perigo de morte ou danos irreversíveis à sua saúde.

    Claramente estes ataques assassinos contra os manifestantes grevistas na quarta-feira tinham um único objetivo: assustar as pessoas e os que resistem às agressões da autoridade estatal e econômica. Foi uma ação exemplificadora a fim de subjugar o povo e que parecia ter a seguinte mensagem: mantenham-se em suas casas e permaneçam tranqüilos e disciplinados.

    Em seu quadro de ações o poder alista, cada vez de forma mais contínua, seus jovens de extrema-direita e/ou paraestatais. Os focos de violência racista, que estão se multiplicando em todo o país recentemente, tiveram seu pico na última semana. Com a desculpa de assassinato a sangue frio de um morador do centro de Atenas, durante a tentativa de roubá-lo, por imigrantes, se estendeu um massacre sem precedentes contra eles. Grupos fascistas, organizados ou não, de racistas e de ultra-direitistas, encontraram sua oportunidade; estão se concentrando a cada tarde e atacam os imigrantes, ferindo a muitos, e parece que o assassinato de um imigrante se deve aos mesmos. Paralelamente, neonazis juntamente com a polícia atacam okupas do centro de Atenas, levando companheiros a uma situação em que devemos defendê-los contra o perigo de perder a própria vida, contra a brutalidade policial e a barbárie fascista.

    A situação critica é clara. No momento em que a sociedade recebe um golpe sem precedentes em termos materiais, seus grupos políticos mais radicalizados e, especialmente, o ambiente anarquista, estão na mira (e desta vez literalmente, a julgar pela mania homicida) da polícia e fascistas.

    Por isso, apelamos urgentemente para a solidariedade internacional!

    A solidariedade sempre foi um valor fundamental dos anarquistas. Nela que sempre nos baseamos para apoiar nossas lutas e para enfrentarmos a lógica do isolamento e de si mesmo, que impulsiona a autoridade do Estado, assim como o individualismo e da decomposição do coletivo que coloca o capitalismo.

    No momento em que a sociedade grega e o proletariado estão sob crescente pressão, com um agravamento das condições de vida não visto até o momento; nestes tempos em que nós anarquistas recebemos um golpe repressivo do tamanho de uma tentativa de assassinato em si; nestes tempos em que o ambiente político anarquista está na mira da violência do Estado e da ameaça do fascismo; temos de ver os nossos companheiros de todo o mundo agir e manterem-se solidários com nossa luta, através de jornadas, manifestações, passeatas, protestos, textos, por palavras e por ações, da forma que considerem mais adequada. Qualquer mostra de solidariedade revolucionária que só os anarquistas conhecem e querem mostrar, levantará a moral e nos fortalecerá em nossas lutas.

    Saudações, companheiros e companheiras.

    Grupo dos Comunistas Libertários (Atenas)

    Jornal Eutopia

    • Consulte também os seguintes links:

    Infos atualizadas:

    http://en.contrainfo.espiv.net/

    http://www.occupiedlondon.org/

    http://athens.indymedia.org/

    Vídeos da polícia atacando a manifestação:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1288989

    Vídeo de fascistas e polícia atacando os imigrantes:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1290982

    Fotos de nazistas atacando os imigrantes:

    http://www.Demotix.com/Photo/688561/Demonstration-stabbed-Greek-Turns-Riots-and-racist-Acts

    Fotos da polícia atacando a manifestação:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1288923

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1289018

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1289114

  • [Grécia] Protesto de detentos na prisão de Korydalos, em Atenas

    Os prisioneiros da primeira ala da prisão de Korydallos rebelaram-se e emitiram o seguinte comunicado:

    Nós, presos da 1ª ala da prisão de Korydallos, nos rebelamos hoje, sábado, 14 de maio de 2011, e rejeitamos a revista ao meio-dia e o fechamento das celas.

    Podemos estar encarcerados por várias razões, e nem todos temos as mesmas opiniões, mas isso não significa que não seguimos sendo seres humanos. Preocupamo-nos com todas as coisas que acontecem fora de onde estamos exilados. Estamos testemunhando as decisões adotadas por uma justiça prostituta, cujos cafetões são os juízes e promotores que dão anos de prisão como se fossem amendoins. Não é muito dizer que estamos ao lado daqueles que lutam contra a ditadura econômica e por um mundo livre e justo.

    Em 10 de maio, um homem no centro de Atenas foi assassinado e mais uma vez algumas pessoas oprimidas, ao invés de converter suas facas e armas contra os verdadeiros ladrões – os banqueiros, os grandes patrões e os proprietários de navios [os armadores gregos têm a maior frota comercial do mundo e é uma classe política muito influente] – povos oprimidos se voltam uns contra os outros. Por causa da propaganda midiática, foi dado um despertar para o racismo e aos grupos paraestatais neonazistas – os melhores amigos da polícia – que lançaram ataques aleatórios contra os imigrantes, que culminaram no assassinato de Kato Patissia, de 20 anos de idade.

    O porrete de mando foi levado por seus companheiros, os policiais que atacaram a manifestação que ia contra as medidas econômicas que impõe a todos a miséria. Dezenas de manifestantes foram feridos e um está em coma, entre a vida e a morte, atacado por cães da polícia antidistúrbios. Esses mesmos cães são os que haviam atacado os presos da 3ª ala há alguns meses juntamente com centenas de pessoas nos últimos anos em vários presídios. Por trás dos altos muros construídos, para nos manter longe de nossa gente, temos o desejo de solidariedade e luta para superar as divisões religiosas e nacionais, e vamos lutar junto àqueles que lutam fora da prisão por liberdade, contra a polícia e suas garras, que espancam e matam manifestantes e oprimidos.

    Prisioneiros da 1ª ala da prisão de Korydallos

  • [França] Crônica da manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo

    [França] Crônica da manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo

    [Ao apelo da rede Reclaim the Fields e dos ocupantes da ZAD, em 7 de maio, 1000 pessoas das cercanias de Nantes e dos quatro cantos da França e arredores, foram mobilizadas para ocupar coletivamente uma parcela de terra, trabalhá-la e sustentar um projeto de instalação agrícola numa área coletiva. Esta ação inscreveu-se numa dinâmica de ocupação da zona afetada pela construção do novo aeroporto próximo de Nantes; contra as políticas urbanísticas mortíferas da Metrópole de Nantes; pela recuperação das terras agrícolas onde o acesso é cada vez mais difícil devido à construção massiva e descontrolada, à especulação imobiliária e à política de expansão das fazendas (explorações agrícolas).]

    Desde manhãzinha que algumas centenas de pessoas vão carregando reboques para as Planchettes, no centro das ZAD. Caixotes de garrafas de cerveja, carrinhos de mão, infokiosk, cartazes, faixas, entre outros apetrechos. As ferramentas permanecem nas costas até chegar ao ponto de encontro.

    Foi assim que um primeiro cortejo atravessou os campos até ao final das ZAD. Longe desta atividade vários carros da polícia colocados num caminho lateral… meia volta,  inversão de marcha, à ré, à frente… Depois deste jogo que parece falta de organização, eles debandam. Não parecem querer nos ver muito de perto.

    10 horas, chegada a tempo às Paquelais. Após 30 minutos de espera um cortejo de cerca de 800 pessoas e 5 tratores movimenta-se em direção às ZAD, para chegar até à parcela a ser demarcada… Pás, garfos, ganchos, forquilhas, enxadas, rastelos, foices, facões… as ferramentas são levantadas, colocadas bem alto. “Parece que vamos tomar a Bastilha!” grita um idoso, sorrindo. “Em frente pelos camponeses”, gritou outro. Não havia nenhum slogan unitário, mas um desfilar de pequenos grupos com muita imaginação, embalados por uma batucada. Canções, slogans alto e bom som… o ruído das colunas… o ambiente é acolhedor e divertido.

    Chegada ao local, em cada parcela, uma pequena troca de palavras com os que estão ao lado: muita gente, não há alto-falantes, nem todos podem escutar, mas a multidão está entusiasmada. Um trator abre agora um sulco na terra improdutiva e os desbravadores entram em cena. Ao mesmo tempo, o bar está montado, a cerveja gelada, a logística para o dia em ordem e as gargantas são irrigadas. Do lado do campo, após uma hora de trabalho, a terra já está bem demarcada.  Esta demarcação vai de vento em popa, poucos dedos cortados perante tanta energia. E os assentadores e assentadoras não se esquecem de ir comer!

    À tardinha, um pequeno sistema de som é montado nas parcelas para se ouvir as intervenções dos diversos grupos de luta contra o aeroporto de Notre Dame; mas também os coletivos em luta contra o reordenamento do território (luta contra uma linha de alta tensão em Catalogne e outra contra a ampliação do aeroporto de Heathrow, no Reino Unido), e até mesmo depoimentos de lutas passadas e vitoriosas na região (contra os projetos de centrais nucleares de Carnet e do Pellerin). Após esta troca de impressões, diversas manifestações e ações são marcadas para os próximos meses, em Notre Dame e outros lugares. Os grupos se reúnem para falar mais detalhadamente sobre as diversas problemáticas, a gentrificação rural, a luta contra a MAT, memória de lutas…

    A marcação de terras prosseguiu até à noite; dezenas de montes de mato, de vários metros de altura são postos a rodear o terreno. Missão cumprida. Resta agora deitar debaixo de algumas árvores e preparar a terra, mas um trabalho impressionante já foi realizado. A jornada termina maravilhosamente com uma noite de festa, de reuniões, concertos, encontros… madrugada a dentro.

    Domingo, o despertar foi difícil, mas coletivos camponeses são organizados assim como uma discussão sobre um possível acampamento neste verão, a ser implementado nas ZAD.

    Esta ação foi a primeira ocupação massiva na zona prevista para o aeroporto. O entusiasmo geral deixa prever novas ações deste tipo. Ao mesmo tempo, a ocupação da ZAD continua: outras instalações já estão em andamento. Nós não os deixaremos expulsar-nos.

    Tradução > Liberdade à Solta

  • [Alemanha] Berlim: Nazis são expulsos de Kreuzberg, mesmo com a proteção da polícia

    [Alemanha] Berlim: Nazis são expulsos de Kreuzberg, mesmo com a proteção da polícia

    [No último sábado (14 de maio), um grupo de aproximadamente 100 nazistas de várias partes da Alemanha tentou organizar um ato no bairro berlinense de Kreuzberg. O “caminho” dos nazis foi impedido por mais de 500 anarquistas, antifascistas, esquerdistas e populares, com bloqueios de rua espontâneo e ações de confronto.]

    Desde o primeiro momento a polícia tentou esconder essa manifestação nazi, quando o normal, em especial as manifestações de esquerda, é falar sobre isso aos meios de comunicação com vários dias de antecedência, incluindo discorrer sobre sua trajetória. Muito diferente deste evento, que se tornou conhecido graças a um nazista que colocou em sua conta do Facebook a chamada do ato.

    Os nazis e a polícia, vendo que as pessoas ouviram sobre a manifestação, tentaram convencer aos antifascistas que a concentração seria feita no bairro de Kreuzberg, em frente à sede da BKA (Escritório Federal Criminal), quando na verdade a concentração seria feita no bairro adjacente, Neukölln, na praça Hermannplatz.

    Neukölln é um bairro onde vivem muitos imigrantes, e Hermannplatz muitas vezes é usado como um lugar de encontro de muitas pessoas deste bairro, como no sábado passado, onde houve uma festa infantil. Ali se juntaram alguns nazis em seu carro, com megafone dizendo slogans racistas; pessoas que estavam no local naturalmente reagiram às provocações, e a polícia se dedicou à defesa dos nazis, com sprays de pimenta contra as pessoas que reagiam.

    Depois de algum tempo os nazistas voltaram a Kreuzberg, em um lugar que não era muito longe de onde oficialmente foi o chamado. Ao que parece, no caminho através do metrô, os nazis se dedicaram a espancar as pessoas de cor diferente a de seu gosto.

    Em Mehringdamm (local de concentração nazista), juntaram-se cerca de 100 nazistas, e mais de 500 pessoas. Os nazistas reuniram-se em uma das saídas do metrô, e a polícia fez barreiras e tornou a defendê-los o tempo todo; houve um momento que, como a barreira policial que estava ao redor deles era mais “permeável”, saíram para a parte onde havia muito menos pessoas, para atacar os manifestantes e todas as pessoas de cor que viram.

    Segundo a versão da polícia, eles se viram “oprimidos”, mas em uma fotografia do jornal liberal e do sistema Tagesspiegel, vê-se que a polícia gentilmente agarra os nazistas que se dedicaram a bater nas pessoas.

    Entre os agredidos estavam 4 antifascistas, atacados por cerca de 40 nazis. Nenhum nazista foi preso por esta ação. Diferente foi a reação da polícia contra os antifascistas.

    Para que a polícia fosse capaz de por “ordem” aos nazistas, eles se reuniram novamente perto da estação de metrô, onde, após cerca de 20 minutos – objetos voavam dos dois lados – e, visto que os nazistas não poderiam fazer sua manifestação, saíram do metrô, onde também criaram o caos. Segundo as autoridades, 600 policiais foram destacados, 46 presos, 37 deles com base em denúncia, e 36 policiais feridos.

    Fotos, muitos nazis aparecem nas imagens:

    http://www.flickr.com/photos/pm_cheung/sets/72157626718625614

    http://www.flickr.com/photos/neukoellnbild/sets/72157626717530426

  • [Espanha] Tattoo Circus acontece neste fim de semana em Barcelona

    [Espanha] Tattoo Circus acontece neste fim de semana em Barcelona

    [Acontece neste final de semana 20, 21 e 22 de maio, no Centro Social Okupado La Forsa, em Barcelona, mais uma edição do Tattoo Circus, como ferramenta de apoio aos presos e presas que decidiram declarar guerra ao Estado a ao Capital e que estão pagando por isso nas malditas prisões. O evento, além das tatuagens, piercings, escarificações, terá todos os dias palestras, vídeos, exposições, concertos, performances, suspensões, comedores veganos… A seguir reproduzimos uma entrevista realizada pelo portal lahaine.org com os organizadores do Tattoo Circus.]

    Pergunta > Quando e como surgiu a idéia de organizar o Tattoo Circus em Barcelona?

    Resposta < O Tattoo Circus nasce em 2007 em Roma, dada a necessidade de cobrir os custos de várias compas na Itália. Aproveitando que muitos tatuadores fazem parte do movimento anarquista, é organizado no Ateneo Ocupatto, uma espécie de convenção alternativa, com tatuagens e concertos, em que todos os rendimentos vão para a luta pró-presos; se cria assim um precedente que rompe com a dinâmica domesticada da maioria das convenções oficiais, trazendo o conceito de solidariedade revolucionária a um mundo, o das tatuagens, que nos últimos anos, com seu crescimento, foi dominado pelo comércio e pela aparência, esquecendo a verdadeira essência da tatuagem.

    Pouco tempo depois a iniciativa chega a Barcelona, ​​onde se realiza pela primeira vez no bairro de La Salut. Desde então, a Tattoo Circus se realiza em muitos lugares: Tessalônica, Londres, Roma, Torino, Cádiz… Em Barcelona, ​​esta será a 4ª edição. E se está estudando realizar em breve em Madri e Amsterdã.

    Pergunta > O que os motiva a realizar o Tattoo Circus a cada ano? Para que e por que o vê necessário?

    Resposta < O principal motivo que move o Tattoo Circus é a necessidade de continuar a financiar tanto as campanhas de apoio a presos e presas, como também advogados, peculiaridades e todas as despesas decorrentes dos golpes repressivos do Estado e seus capangas. Cada ano a arrecadação é geralmente para 5 ou 6 casos diferentes, em que os companheiros enfrentam condenações a penas de prisão muito elevadas, ou já estão sendo cumpridas.

    Portanto, é importante não só financiar as campanhas de apoio, mas tornar público os casos para que se estenda o máximo possível à solidariedade – para isso no Tattoo Circus se realizam palestras a respeito, assim como exposições, sessões de vídeo, correio para escrever para os presos e outras iniciativas anti-carcerárias. Ao mesmo tempo, cria um ponto de encontro para ver uns aos outros em torno de uma atividade que, por outro lado, é muito divertida. Esta é uma outra faceta da Tattoo Circus… a nível artístico e lúdico há uma abundância de coisas divertidas para fazer, desde fazer uma tatuagem, piercing ou escarificação, ou ver como eles fazem, até desfrutar de shows, performances (suspensões, freakshows…), comedores…

    Pergunta > Como você avalia a assistência e o apoio dos anos anteriores?

    Resposta < A verdade é que até agora todas as Tattoo Circus que têm sido feitas têm sido um sucesso absoluto. Primeiro porque o atendimento tem sido grande e não para de trabalhar, o que fez com que a situação econômica de todos vai muito bem… e porque o sentimento de todos os participantes tem sido muito bom, criando laços fortes entre os organizadores de toda a Europa. Parece o típico discurso triunfalista de partido político (risos), mas é realmente assim.

    Pergunta > Os tatuadores e participantes, o fazem de forma desinteressada?

    Resposta < Sim, sem cobrar absolutamente nada por participar do Tattoo Circus. É um dos pilares que o sustentam. Apela-se para a solidariedade de cada um, na medida em que queiram se envolver. De fato, os custos são minimizados ao máximo para que a arrecadação seja grande o quanto possível. Assim, não são pagos nem os tatuadores, bandas que tocam, nem a quem cozinha ou limpa… só se custeiam as despesas de viagem aos tatuadores ou piercers, se eles não têm dinheiro para participar, pois é necessária sua presença, visto que são, entre aspas, o motor econômico indispensável do Circus (isto a nível prático é raro porque ou são tatuadores locais ou aqueles que vêm de fora e não pedem nada para eles).

    Os preços das tatuagens são bastante baratos (menos de um terço do que eles valem na rua) para que sejam acessíveis, mas alto o suficiente para que ao final o benefício seja também alto o suficiente. A entrada é gratuita e alimentos e bebidas têm preços populares.

    Pergunta > Qual a sua opinião sobre o sistema prisional?

    Resposta < A prisão é a face mais cruel desse sistema sujo e, como tal, o nosso único objetivo é destruí-lo. É uma máquina destinada a triturar fisicamente e psicologicamente a todos que não entre pelo aro, a todos os rebeldes sociais e, finalmente, todos os que atacam ou questionam o funcionamento desta máquina demente chamada de Estado/Capital. É necessário golpear a máquina onde podemos com toda a força possível, e é necessário não deixar somente a quem se vêem reféns dela. Este monstro é baseado em isolamento e impunidade; é essencial que nós quebremos esse isolamento, acompanhando aqueles que estão sofrendo repressão, sendo suas vozes na rua e apoiando as lutas que temos dentro; assim apontamos os responsáveis pelo abuso diário dentro dos muros e desmascaramos a selvageria do sistema prisional em si.

    Já que estamos falando de tatuagens, há uma boa metáfora a este respeito: a tatuagem lendária dos cinco pontos: em alguns lugares na América do Sul representa o prisioneiro no meio, cercado por quatro carcereiros… mas, se visto de outro ponto de vista tem um outro significado: na rua, a tortilha dá a volta e é o carcereiro quem está no meio, cercado por todos. Assim que vejo…

    Pergunta > O que podemos esperar este ano? Que eventos e atividades estão organizando?

    Resposta < Bem, este ano terá cerca de 25 tatuadores de todos os estilos, 3 piercers e 2 escarificadores, que são responsáveis ​​pela marcação de tudo o que resta…  serão realizadas palestras toda tarde às 17h (“Como atuamos com a repressão?; “Situação atual da Companheira Tamara”; “Xose Tarrio”; “A repressão na América Latina”) e projeção de filmes (mais notavelmente um muito interessante sobre talego e tatuagens na Rússia, que estamos tentando traduzir); na sexta-feira à noite e domingo haverá freakshows e faquirismos variados, e shows no sábado. Domingo à tarde se fará suspensão e estará aberto para quem quiser experimentar. Todos os dias se fará comedor e cenador vegeta e haverá exposições sobre vários temas… De toda forma em um par de semanas será divulgado o programa definitivo e publicado na Internet.

    Pergunta > Se você quiser acrescentar algo…

    Resposta < Sim, somente lembrar às pessoas que o horário de funcionamento é das 11h às 24h, todos os dias (sexta, sábado e domingo) em La Forsa Cornella; que por motivos de saúde não podem entrar cães ou qualquer animal, nem se pode fumar na área de tatuagem, e se animem e venham participar com a mudança, que será muito bom e também é uma necessidade e é urgente aumentar a massa suficiente para 6 histórias para este ano… Assim, nos vemos lá!

  • [Grécia] Dezenas de anarquistas são detidos em Atenas; Consulado grego em Montreal é invadido em solidariedade com os anarquistas e imigrantes

    [Grécia] Dezenas de anarquistas são detidos em Atenas; Consulado grego em Montreal é invadido em solidariedade com os anarquistas e imigrantes

    Hoje (17 de maio), nas proximidades da okupa Skaramangas, no centro de Atenas, por volta das 18 horas, cerca de 50 anarquistas foram detidos quando realizavam uma colação de cartazes (cópia ao lado) contra os recentes ataques fascistas sofrido pela comunidade imigrante e pelos anarquistas na região central da capital grega. O grupo foi levado e fichado numa delegacia e posteriormente liberado.

    Antes, na madrugada desta terça-feira (17), às 00h15, um bando de fascistas, apoiados por policiais atacaram a okupa Skaramangas. Os okupas resistiram à agressão e revidaram, convertendo a rua Patision num campo de batalha. Os fascistas abriram o bico e se retiraram.

    Recordamos que tudo isto se enquadra num contexto de ataques fascistas indiscriminados contra os imigrantes que custou a vida de um jovem de 21 anos de Bangladesh e ferimentos com armas brancas, pontapés e socos a outros 15 imigrantes na semana passada. Os fascistas aproveitaram a morte de um cidadão grego de 44 anos – ajudados pela forma sensacionalista com que a mídia tratou o fato – para lançar um pogrom (linchamento) contra todos os imigrantes que estavam em seu caminho.

    Após as lutas sociais dos últimos anos na Grécia, o movimento fascista grego tem crescido imensamente, apoiado e protegido por forças de segurança estatais.

    Sempre que acontece uma nova greve geral, agrupações fascistas aproveitam da situação para atacar os grupos revolucionários (anarquistas, autônomos, niilistas, comunistas, trotskistas) e estudantes, bem como os imigrantes, que na conjuntura do desemprego em massa são vistos como um alvo fácil para eles.

    Consulado grego em Montreal é invadido em solidariedade com os anarquistas e imigrantes

    Cerca de 12 anarquistas invadiram ontem (16 de maio) o Consulado Geral da Grécia em Montreal, no Canadá, em solidariedade ativa com os anarquistas gregos e imigrantes. Na ação direta móveis e outros objetos do órgão diplomático foram derrubados, e espalhados panfletos em francês e inglês. Do lado de fora, outro grupo distribuía folhetos para os transeuntes e exibia uma faixa solidária. Ninguém foi preso.

  • [Espanha] Livro: Farto de tudo. A história oral do punk na cidade de Barcelona (1979-1987)

    [Espanha] Livro: Farto de tudo. A história oral do punk na cidade de Barcelona (1979-1987)

    Documento vital que registra, pela primeira vez de forma séria e verdadeira, a história do punk e do hardcore catalão.

    “Farto de Tudo” é uma história oral da erupção do punk na cidade de Barcelona durante os anos de 1979 e 1987, e reflete a experiência pessoal de uma série de pioneiros que viveram o germe e a evolução desta comunidade. Em “Farto de Tudo” confissões são abundantes dos primeiros grupos punk e hardcore (Último Resorte, Attak, Shit S.A., Kangrena, Sentido Común, Frenopatikss, L’Odi Social, GRB, Subterranean Kids, HHH, Skatalà…) mas também aqueles envolvidos em fanzines (NDF), rádios livres (Rádio Pica), primeiras lojas ou locais auto-gestionados (Informe o Kafe Volter) ou, simplesmente, os heróis de rua que tomaram o passo corajoso de se declararem punks na cinzenta Espanha de 1979 .

    Através do testemunho honesto e apaixonado de todos estes exploradores conhecemos suas descobertas: o seu primeiro contato com o punk rock, como se fundiram a raiva nativa com os preceitos de um movimento juvenil Inglês, adaptando sua estética e ideologia ao sentir o cotidiano dos nossos protagonistas, o nascimento da Do It Yourself (ou autogestão), a conexão com outros atiradores similares ao redor do mundo e da criação de uma rede de informação internacional; o papel das drogas (heroína e anfetamina), as primeiras ocupações, a progressiva consciência política dos punks e sua evolução musical, estética e ideológica para o hardcore (e o papel que representou a visita dos americanos MDC nesta mutação), o surgimento dos skinheads e sua posterior bifurcação em dois ramos opostos políticos, e assim por diante.

    E, acima de tudo, a música: forte, veloz, intensa, raivosa, feita por eles e para eles.

    “Farto de Tudo” é, no todo, um documento fundamental que registra, pela primeira vez de forma séria e verdadeira, o surgimento e a história de punk e hardcore catalão. Feito com amor e cheio de detalhes, repleto de um espetacular material visual de arquivo e escrito com uma sinceridade arrebatadora, este é um trabalho de importância comparável aos estrangeiros do gênero, como “Por favor, me mate”, “Banned in DC”, “From Velvets to the Voidoids” ou “Hardcore California” e não pode faltar na bibliografia de qualquer estudioso/ aficionado do gênero.

    Harto de todo. Historia oral del punk en la ciudad de Barcelona, 1979-1987

    Autor: Jordi Llansamà – Editorial: BCORE – Preço: €25.00 – Páginas: 625 p. – Tamanho do livro: 23×15 cm – ISBN: 9788461467877

  • [Rússia] Continua a luta pelas florestas de Khimki

    [Rússia] Continua a luta pelas florestas de Khimki

    Em 8 de maio, na cidade de Khimki, foi realizada uma manifestação popular sob o lema “Defendemos as florestas de Khimki”. Próximo ao estádio da cidade, reuniu-se cerca de 200 pessoas de diferentes lugares da Rússia. Os organizadores da manifestação declararam que são os próprios dirigentes que estão contra o povo e fizeram um chamado para ir para os acampamentos de ecologistas na floresta. Forças anti-motins chegaram pouco depois do início da manifestação e 15 pessoas foram detidas. O resto dos manifestantes tentou bloquear a rua para parar o ônibus com os detidos, mas os anti- motim os impediu. Os presos, mesmo do ônibus, continuaram incentivando os manifestantes a ir para o acampamento.

    Do acampamento, duas patrulhas foram direcionadas para vistoriar a floresta. No retorno, relataram que não haviam encontrado indícios de novas derrubadas de árvores, mas havia visto mensagens de aviso sobre o descobrimento de gasodutos subterrâneos. Os gestores da construção da rodovia privada “Moscou-São Petersburgo” declararam que vão transferir o gasoduto, mas não informaram nada sobre uma possível mudança na rota do caminho.

    Por outro lado, aos detidos foi imposto o protocolo 20.2, referente à violação das regras de organização de eventos públicos, e o 19.3, por desrespeito aos funcionários da polícia. Parte dos manifestantes foi para a delegacia para realizar piquetes e exigir a libertação imediata dos participantes. No início, a polícia disse que os detidos permaneceriam ali até 10 de maio, mas, em seguida, foram levados ao tribunal, mesmo estando em recesso. O juiz acabou por decidir a relegar o assunto para os tribunais locais, onde os prisioneiros vivem, e na parte da tarde foram liberados.

    Entre os participantes das manifestações em defesa das florestas de Khimki e do acampamento de protesto se encontram representantes de diversas organizações sociais e políticas de Moscou e em torno da capital, incluindo, infelizmente, ideologias extremistas. No acampamento, por exemplo, próximo a máquina de corte de madeiras perto do aeroporto “Sheremetievo II” foi posta uma faixa da “Rússia Imperial”, que foi posteriormente removida, a pedido de ativistas de outros pontos de vista ideológicos.

    Em 7 de maio um novo acampamento foi levantado junto a máquina de corte, não muito longe da vereda Starbeevo, e neste lugar, em 8 de maio, foi posta a bandeira do movimento ecológico radical “Vigilantes do Arco-íris”, cujos membros, em sua maioria, são anarquistas. Na manifestação do mesmo dia, participaram representantes de movimentos anarquistas e anti-fascistas.

    Após as ativas noites de 5 e 6 de maio, não houve mais ataques ao acampamento pela empresa de segurança responsável pelo monitoramento das derrubadas ilegais de árvores. Os integrantes do acampamento realizaram patrulhas constantes para evitar o abate de mais árvores.

  • 1º Congresso Anarquista no México

    1º Congresso Anarquista no México

    O Primeiro Congresso Anarquista no México foi realizado durante a última semana de abril, no auditório “Che Guevara”, um edifício histórico no campus universitário, expropriado pelos estudantes na Cidade do México. Concluiu-se com uma avaliação produtiva, embora esta avaliação não fosse compartilhada por alguns dos grupos ali presentes ou mesas de trabalho que não puderam/souberam concluir os trabalhos, mas que, de qualquer maneira, foram mínimas.

    Este Congresso foi uma reunião de diálogo e ação para a prática do apoio mútuo, compartilhar experiências, organizar atividades e ações conjuntas contra a dominação, exploração e a favor do comunismo libertário. O atual evento poderia ser um reflexo dos primeiros congressos da Federação Anarquista do México, realizados em 1941 e 1945, em León Gto. e o último realizado em 1953 em Nayarit.  Agora convergem novas propostas para anarquistas para o México do século XXI, a ser realizado contra a ordem do sistema político e econômico vigente do México, que refletem as condições de pobreza que estão submersos mais de sessenta milhões de pessoas, e como os governos de esquerda e direita têm vindo a implementar uma política de repressão de grupos e indivíduos anarquistas, contra a sociedade em geral e, finalmente, a possibilidade de consolidar um movimento anarquista no México apto a lidar com esta situação.

    Uma projeção de vídeo do anarquismo mexicano que fazia menção ao passado e presente, levou à declaração de abertura do 1º Congresso Anarquista do México, onde destacava as finalidades e propósitos para a realidade atual. Minutos mais tarde, as delegações da CNT-AIT (Confederação Nacional do Trabalho – Espanha), a Federação Anarquista Francófona, a FORA-AIT (Federação Trabalhista Regional da Argentina), Cruz Negra Anarquista da Colômbia, enviam os sinceros cumprimentos ao Congresso. Posteriormente, foram lidas cartas enviadas pela Internacional de Federações Anarquistas, o Movimento Libertário Cubano, a Federação Libertária Argentina, a Federação Anarquista de Berlim, e também, apoio e saudações de editoras, publicações e personalidades (Edições Malatesta, Grilo Libertário, O Libertário da Venezuela, Edições Tocha, Octavio Alberola…)

    Depois começaram as oficinas que enfatizam a difusão do ideário anarquista em organizações estudantis; a criação de um grupo anarco-sindicalista, que continue o trabalho que, em outros tempos, estava ligado à AIT e com o objetivo de fortalecer as relações e esforços novamente com a Internacional; a promoção da pedagogia libertária (Blog da Confederação dos Pedagogos Anarquistas, projetos de docência…); o desenvolvimento de campanhas contra a opressão e a exploração de todos os seres vivos; o agendamento uma Primeira Reunião de Ocupas no México e organizar reuniões com os bairros, contra a especulação e propriedade privada; a realização de manobras concretas de solidariedade com os prisioneiros (diretório de presos anarquistas, manuais de defesa contra as detenções); a criação de laços estreitos e tangíveis entre grupos anarquistas com o povo e a criação da literatura anarquista virtual… entre outros.

    No sábado, último dia de deliberações, juntaram-se os companheiros por afinidade aos grupos de trabalho que não já eram temáticos. Consistia em apresentar suas experiências de organização e de luta em diferentes áreas, para aumentar e amadurecer um processo organizacional anarquista em todo o México, como um preâmbulo para a discussão e conferência. Além disso, as decisões finais foram discutidas em uma plenária final informativa. Fechando o dia, mulheres anarquistas atacam o estrado em protesto, segurando faixas e cartazes denunciando a violência de gênero e a opressão contra as mulheres, um problema que ocorre até mesmo dentro do nosso movimento. Casos como da companheira Salí, assassinada por um “companheiro” em Oaxaca em 2008, e outros semelhantes em nosso meio são a prova disso.

    Cabe destacar a presença de estudantes, professores, trabalhadores, ex barricadeiros do movimento social de Oaxaca 2006, que refletem outra realidade de um anarquismo que está começando a ressurgir no México. No final do congresso, foi anunciada a assistência de cerca de 600 participantes de todo o México e de 10 países e, portanto, se dá por encerrado e é dado por um ato que excedeu as expectativas de quase todos.

    A noite de sexta-feira, foi anunciado que o prisioneiro indígena Abraham Ramírez Vázquez, lutador pela autonomia dos povos indígenas e defensor dos recursos naturais do seu povo, foi liberado após ser preso por mais de seis anos, havendo uma ovação de pé da platéia.

    Para fechar o dia, os esforços foram depositados na grande Marcha Anarquista do 1º de Maio. Os anarquistas tomaram as ruas e nenhum governo de esquerda ou direita poderiam parar com suas táticas repressivas de encapsulamento ao contingente libertário. Tanto os companheiros de dentro como de fora do cerco, mostraram pressão sobre o seqüestro de pessoas e de idéias, que tanto incomodam ao poder. Além disso, tornou-se algo evidente que certifica a ação social dos anarquistas, a solidariedade de pessoas e organizações fora do movimento libertário que ficaram indignados ao ver o assédio da polícia de que foram vítimas.

    É assim que termina o que pode muito bem ser um bom sinal de um ressurgimento anarquista.

    Mais informações: congresolibertario.blogspot.com

    Secretaria de Relações Exteriores, Comitê Confederal da CNT [espanhola]

  • [França] Protesto em Lyon: fascistas no pasarán!

    [França] Protesto em Lyon: fascistas no pasarán!

    Comunicado:

    Com o pretexto falacioso de defender a “carne de porco” a extrema-direita decidiu convocar uma manifestação em Lyon neste sábado (14 de maio). A resposta antifascista não se fez esperar e a sua organização fez os fascistas perder esta aposta.

    A CNT, reunida neste fim de semana na Comissão Confederal Nacional de Lyon, saúda a mobilização dos seus filiados e simpatizantes que participaram no bem sucedido protesto antifascista que, mesmo sob chuva, reuniu cerca de 2.000 pessoas enquanto os fachas juntaram pouco mais de 400 elementos, apesar dos diversos carros vindos de Paris, de Nice e até do estrangeiro, e dos seus esforços de mobilização.

    Após os fiascos (insucessos) das manifestações nacionalistas do 1º Maio e 8 de Maio, que juntaram menos pessoas do que nos anos anteriores, a extrema-direita mostrou mais uma vez que se por um lado sabe usar os meios de comunicação mesmo assim não consegue aumentar o número de militantes.

    A CNT recorda que a mobilização social continua a ser o melhor meio de enfrentar a extrema-direita – que procura “cavalgar” uma crise para dividir os trabalhadores – e destaca que continuará a ocupar as ruas cada vez mais que os bandidos nacionalistas tentem ocupá-la e se expandir.

    Secretariado de Relações de Mídia

    Mais infos

    http://www.cnt-f.org/

    Imagens do evento fascista em Lyon:

    http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150187245057200.324341.217213912199

    Tradução > Liberdade à Solta