Autor: anacc

  • criaram um blog pra “ana”!

    já está funcionando um weblog (não oficial) que reproduz as notícias da agência de notícias anarquistas (ana).

    não faço a mínima idéia de quem o criou. mas, sem dúvida, trata-se de uma iniciativa meritória.

    para acessá-lo visite:

    http://noticiasanarquistas.noblogs.org/

    moésio R.

  • [EUA] Dia Internacional de Solidariedade com os eco-anarquistas Marie Mason e Eric McDavid

    [EUA] Dia Internacional de Solidariedade com os eco-anarquistas Marie Mason e Eric McDavid

    11 de junho de 2011! Dia Internacional de Solidariedade com os eco-anarquistas estadunidenses Marie Mason e Eric McDavid, detidos sob as duras condições prisionais e sujeitos a repressão por parte do FBI e das autoridades penitenciárias. O dia também é um chamado por todos os anarquistas presos a longo prazo em todo o mundo.

    O 11 de junho começou como um dia internacional de solidariedade com o anarquista Jeff “Free” Luers, prisioneiro de longo prazo, em 2004. Naquela época, Jeff estava cumprindo 22 anos de prisão. Enfurecido pela devastação ambiental que via acontecer em uma escala global, Free queimou três picapes esportivas 4×4 de uma concessionária de carros, em Eugene, Oregon. A sentença que lhe foi imposta teve a intenção de enviar uma mensagem clara para os outros que estavam indignados com a contínua guerra do capitalismo nos ecossistemas da Terra – e para aqueles que estavam dispostos a tomar medidas para impedi-la. Free, depois de tudo, não está sozinho em sua preocupação com a mudança do clima, os combustíveis fósseis, a poluição e os organismos geneticamente modificados (OGM).

    Após anos de luta, Jeff e sua equipe legal obtiveram uma redução de sua pena e ele foi libertado da prisão em dezembro de 2009. Mas nos anos desde a prisão de Jeff e sua libertação, o FBI realizou uma série de indiciamentos e prisões, na tentativa de devastar comunidades de ambientalistas radicais e anarquistas. Dois dos que foram pegos no turbilhão da repressão foram Eric McDavid e Marie Mason.

    Eric McDavid foi preso em janeiro de 2006, após ser pego por um informante pago do governo – “Anna” – e foi acusado de conspiração. Eric – que nunca realizou qualquer ação e foi carregado do que equivale a “delito de opinião” – se recusou a cooperar com o Estado e levou o caso a julgamento. Depois de um julgamento cheio de erros, o júri condenou Eric. Ele foi condenado a quase 20 anos de prisão. Você pode encontrar mais informações sobre o caso de Eric em www.supporteric.org.

    Marie Mason foi presa em março de 2008, após seu ex-parceiro – Frank Ambrose – se tornar um informante do FBI. Diante de uma sentença de prisão perpétua se ela fosse a julgamento, Marie aceitou um acordo judicial em setembro de 2008, admitindo seu envolvimento no incêndio de um escritório de investigação relacionado com OGM e a destruição de um equipamento de gravação. Em sua sentença, em fevereiro do ano seguinte, recebeu uma pena de quase 22 anos. Você pode encontrar mais informações sobre o caso de Marie em www.supportmariemason.org.

    Marie e Eric agora compartilham a triste distinção de ter as sentenças mais longas de todos os presos ambientalistas nos Estados Unidos.

    Por favor, queira juntar-se a nós no Dia Internacional de Solidariedade com os eco-anarquistas presos a longo prazo, Marie Mason e Eric McDavid, em 11 de Junho. Este é um momento para lembrar os nossos amigos que estão na prisão – que continuam a luta no interior. Este é um tempo para continuar e reforçar o mesmo trabalho pelo qual Eric e Marie estão agora cumprindo na cadeia há muito tempo – a luta contra o capitalismo, a devastação ecológica, e as formas cada vez mais difusas de controle nesta sociedade da prisão.

    Liberdade a Marie e Eric!

    Liberdade a todos os presos e presas!

    Mais infos:

    http://june11th.org

    Contato:

    june11thsolidarity@gmail.com

  • Curtas da Grécia rebelde

    Curtas da Grécia rebelde

    Ataques incendiários em Atenas

    Na madrugada de 5 e 6 de abril realizou-se em Atenas uma série de ataques incendiários, em solidariedade a Simos  Seisidis (mencionando também os dois em busca e captura pelo mesmo caso e Giannis Dimitraki). Em uma procura simples e sem qualquer assinatura em particular, foi assumida a responsabilidade pela queima de: uma motocicleta particular, pertencente ao policial da brigada DIAS (região de Ano Glyfada), um carro da empresa de segurança “Athens Guard Security” (Petralona), um carro da empresa de telecomunicações OTE (Thymarakia), um caixa do banco “ETE” (centro de Atenas), um caixa do “Alpha Bank” (Paleo Faliro), um caixa do “Banco de Chipre” (Ano Patisia) e um caixa da “Casa de Poupança “(Immitos).

    Câmara Municipal de Polihni é alvejada

    Na madrugada de 11 de abril, dois artefatos incendiaram a Câmara Municipal do município Polihni (região metropolitana de Tessalônica). O ataque foi dedicado à Giannis Skouloudis e quatro companheiros, co-réus no mesmo processo, a Rami Sirianos e aos presos membros do grupo Conspiração das Células de Fogo, sendo assinado pela Federação Anarquista Informal/Célula de Consciência Ofensiva.

    Expropriação da livraria “Protoporia” em Atenas

    Na quinta-feira, 14 de abril, houve uma expropriação de livros da grande livraria “Protoporia” (“Vanguarda”), no centro de Atenas, realizada por dezenas de anarquistas. Durante a ação foram jogados panfletos ao ar, dizendo, entre outras coisas:

    “Contra a exploração dos chefes e a chantagem dos bens e dinheiro, optamos por atender às nossas necessidades desta maneira”; “Tudo é roubado, tudo pertence a nós”; “Expropriação aqui e agora da sociedade mercantilista”; “Destruir a alienação das relações de mercado”; “Contra a crise capitalista, ocupações – expropriações – conflitos, ações individuais e coletivas”.

    Atacada sede do Partido Socialista Grego

    Às 22h20, em 18 de abril, dispositivos incendiários compostos de botijões de gás de acampamento e gasolina atearam fogo às portas dos gabinetes de duas figuras políticas bem conhecidas do PASOK (Partido Socialista Grego), senhoras Vaso Papandreu e  Fanni Petralia. Seus escritórios estão localizados, respectivamente, no quinto andar e no mezanino do mesmo prédio, na rua Akadimias (centro de Atenas). Esta mensagem aos políticos em geral foi dedicada a “dezenas de revolucionários que estão presos nas masmorras do Estado” e assinado pela Organização “Tolerância Zero”.

    Anarquistas destroem as máquinas de venda e validação de bilhetes em duas estações do metrô de Atenas

    Na manhã de terça-feira, 19 de abril, pequenos grupos de anarquistas encapuzados entraram nas estações de metrô de Sygrou-Fix e Halandri, em Atenas e destruíram a marteladas todas as máquinas de venda e de validação de bilhetes em ambas as estações. Eles também jogaram para o ar folhetos com uma curta reivindicação assinada “Passageiros Rebeldes”.

    O montante do prejuízo é estimado em “centenas de milhares de euros, podendo chegar a um milhão de euros”, segundo declarações da empresa. Nenhuma pessoa foi detida.

    Organização 6 de Dezembro assume responsabilidade por ataque com bomba em Atenas

    Há poucos dias, a Organização 6 de Dezembro, com uma extensa declaração intitulada “Silêncio é Obediência. Vale a pena viver para um sonho. Reflexões sobre o desenvolvimento de um programa de desestabilização” –  assumiu a responsabilidade de plantar uma bomba no edifício da Fazenda Pública, no município de Neos Kosmos (Atenas), em 23 de março de 2011. Então, depois de uma chamada de alerta, o edifício foi evacuado e a bomba, feita com explosivos e um temporizador automático, escondida no banheiro, não explodiu. O ataque mais conhecido deste grupo foi um forte dispositivo que explodiu no Ministério da Imprensa (centro de Atenas), em 15 de janeiro de 2010. A Organização 6 de Dezembro apareceu pela primeira vez em 21 de dezembro de 2008, através da assinatura do ato simbólico do envio de balas 9mm para o criminologista Alexis Kougias (que por sua vez, é o advogado de defesa do policial Korkoneas, assassino de Aleksandros Grigoropoulos) e o famoso jornalista-informante Giannis Pretenderis. Em seguida, em 4 de janeiro de 2009, incendiaram com cilindros de gás e gasolina à Sede Regional do partido Nea Dimokratia e, em 5 fevereiro de 2009, de forma semelhante, atacaram o escritório de H. Markogiannakis, o então Ministro do Interior substituto, e responsável pelas questões da chamada Ordem Pública.

  • [Chile] As companheiras e companheiros deixam a greve de fome

    [Chile] As companheiras e companheiros deixam a greve de fome

    Hoje (27 de abril), os companheiros e companheiras, seqüestrado/as pela montagem do “Caso Bombas” decidiram abandonar a greve de fome que levaram por 65 dias, desde 21 de fevereiro deste ano. Quanto à decisão que tomaram, esperamos que eles e elas que se pronunciem, porque nenhuma notícia nos deixará saber como se sentem, ou porque foi decidido, se não por suas próprias bocas.

    No entanto, a luta para conseguir a liberdade continua, e agora temos de apoiá-los em sua recuperação após o longo jejum, não só materialmente, mas também moralmente, como tem sido até agora. Esta solidariedade não pára. Nossas forças para eles.

    Que o medo não destrua a solidariedade…

    Que a solidariedade destrua o confinamento.

    Seqüestrados pelo Estado às ruas!

  • [Reino Unido] A batalha de Stokes Croft

    [Reino Unido] A batalha de Stokes Croft

    Pela manhã da quinta-feira, 21 de abril, um grupo de pessoas entrou em confronto com a polícia depois de um ataque coordenado e violento de cerca de 200 agentes de segurança que arrombaram a porta do squatter “Telepathics Heights” e fecharam o bairro de Stokes Croft em Bristol.

    A população local revidou a ofensiva dos policiais tomadas por uma raiva que não se via há muito tempo na cidade. Aproximadamente 300 pessoas com garrafas de vidro, tijolos, erguendo e queimando barricadas lutaram contra a polícia por mais de cinco horas em resposta à ocupação policial do bairro.

    Um estabelecimento Tesco (maior rede de supermercados do Reino Unido) foi saqueado e destruído, enquanto nenhuma das outras lojas de rua de proprietários independentes foi tocada pelos manifestantes nos distúrbios. Os protestantes também danificaram diversos carros policiais

    Pelo menos nove pessoas foram presas, cinco da rua e quatro do “Telepathics Heights”, acusadas de posse e fabricação de coquetéis molotov. Outros detidos nessa noite também receberam cargos ou estão em liberdade sob fiança.

    O “Telepathics Heights” está localizado na movimentada área cultural de Stokes Croft, onde há muitos bares, cafés, squaters, projetos comunitários, etc.

    Mais infos:

    http://www.bristol.indymedia.org.uk/

    http://bristolaf.wordpress.com/

    Vídeos:

    http://www.youtube.com/watch?v=M7qeY3tEeKk&feature=player_embedded

    http://www.youtube.com/watch?v=0cdScUCPIzI&feature=player_embedded

    http://www.youtube.com/watch?v=hkCvka1uwuo&feature=player_embedded

  • EUA reexaminarão condenação à morte de Mumia Abu-Jamal

    EUA reexaminarão condenação à morte de Mumia Abu-Jamal

    O tribunal federal de recurso do estado da Pennsylvania ordenou hoje (26 de abril) que seja reexaminada a sentença de morte contra Mumia Abu-Jamal, há 30 anos no corredor da morte, sem que a culpabilidade do ativista afro-americano seja posta em causa.

    “O estado da Pennsylvania deverá organizar a realização de novas audiências nos próximos 180 dias”, diz o decreto do tribunal de recurso citado pela agência Associated Press.

    O reexame da condenação de Mumia Abu-Jamal, que se tornou o mais célebre condenado à morte em todo o mundo, decidirá se será mantida a pena capital ou se a sentença será comutada em prisão perpétua sem possibilidade de libertação.

    Abu-Jamal, que tem hoje 58 anos (ele fez aniversário no último domingo), foi enviado para o corredor da morte em 1982 pelo homicídio de um policial branco, crime que nega ter cometido.

  • [EUA] Compartilhando Comida e Anti-autoritarismo mundialmente

    [EUA] Compartilhando Comida e Anti-autoritarismo mundialmente

    Nascida em Cambridge (Massachussets) em 1980, nos Estados Unidos, o Comida Sim Bombas Não (Food Not Bombs, em inglês) é a criação de Keith McHenry e sete outros ativistas. “Nós viemos do Clamshell Alliance”, disse McHenry, que estava “tentando fechar as portas da Central Nuclear Seabrook. Em sua maioria o grupo era composto por anarquistas, mas havia também Quakers e o Red Clams que era socialista”.

    Com raízes numa variedade de causas sociais, não é de se surpreender que McHenry descreva o projeto FNB como essencialmente “a asa alimentícia de um movimento que engloba música antiautoritária, arte, rádio livre, zines, okupas, troca de seringas, bicicleta e liberação da maconha, infoshops, redes de computadores, organização autônoma descentralizada não-hierárquica, decisões por consenso e o compartilhamento de uma filosofia de tolerância, prazer e liberdade de expressão”.

    Fazendo uma ligação do problema dos sem-teto com a questão do catastrófico militarismo, o objetivo de McHenry é endereçar “a agenda inumana do governo a níveis pessoais e internacionais” como um caminho de se começar um debate a nível nacional. Ele trabalha visando este objetivo não somente com comprometimento e paixão, mas também com criatividade… freqüentemente diante da repressão policial massiva. Recentemente falei com McHenry.

    Mickey Z > Porque você acha que o FNB permaneceu ativo enquanto outros grupos radicais desapareceram?

    Keith McHenry < Acho que o FNB está ativo até hoje porque podemos ver claramente os resultados; as pessoas se transformam quando vêem que podem coletar comida, compartilhar as refeições e os alimentos, e ao mesmo tempo ter um impacto direto sobre a vida das pessoas. Outro aspecto que promove a sua longevidade pode ser encontrado em nosso princípio de não ter nenhum líder, encorajando cada grupo a um próprio esforço de tomar decisões através do consenso. O/as voluntário/as não sentem que estão sendo obrigados a fazer alguma coisa e também não sentem que tem alguém no escritório sendo pago enquanto ele/as fazem o trabalho. Ele/as têm uma responsabilidade pessoal para fazer o FNB acontecer. Outra razão de estarmos continuamente crescendo após 30 anos é o fato dos problemas políticos, econômicos e ambientais, ao redor dos quais começamos a nos organizar, estarem ainda mais terríveis hoje do que estavam em 1980. Muito/as voluntário/as também sabem que organizando um FNB local ele/as podem apoiar uma grande variedade de ações e vêem nisto como sendo uma das ações mais positivas que podem tomar. Nosso modelo é muito simples, baseado em nossos três princípios e sete passos para se começar um grupo; então é fácil as pessoas se organizarem e verem os resultados imediatamente.

    MZ > Onde está o FNB hoje? E o que te deixa mais empolgado sobre isto?

    KM < O FNB continua a crescer – grupos começando em novas comunidades, além das atividades aumentarem nas cidades que já tem o FNB. O movimento está florescendo nos países de língua inglesa, castelhana e russa, assim como também em outras regiões. As okupas do Casas Sim Prisões Não estão começando novamente nos Estados Unidos, e, com a crise da execução hipotecária, estamos começando a alcançar a população estadunidense em geral com o que uma vez era pensado como sendo idéias um tanto radicais sobre seus direitos à comida, moradia e outras necessidades. Muitos grupos também estão acrescentando em seus trabalhos os jardins comunitários do Comidas Sim Gramados Não, Mercado Realmente Grátis (Really Really Free Markets), Bicicletas Sim Bombas Não, e muitos outros projetos que desenvolvem com os grupos do FNB. Estamos também buscando por uma maior comunicação entre-grupos, visando a organização de dias, semanas e meses de ações globais. Estamos também bastante ocupados com o trabalho de descobrir informações sobre os métodos que estão sendo utilizados pela Intelligence Community para acabar com nosso trabalho.

    MZ > A repressão policial parece não ter fim…

    KM < Temos um processo federal pendente ao 11º Tribunal de Circuito de Apelações em Atlanta defendendo nosso direito de livre expressão que emergiu das prisões por compartilhar refeições veganas em Orlando, Flórida. O/as voluntário/as dos FNB por todo os Estados Unidos continuam a resistir contra as tentativas de acabar com suas refeições. Concord (Califórnia), Flagstaff (Arizona) e Ann Arbor (Michigan) foram as últimas cidades em que a polícia tentou por um fim às nossas refeições, propaganda e literatura. Nosso/as voluntário/as resistem em cada cidade e as autoridades cederam. Temos também um punhado de voluntário/as preso/as em Minsk (Bielorrússia) acusado/as de atacar com bombas incendiárias a embaixada russa, além de vário/as prisioneiro/as nos Estados Unidos com o/as quais estamos fazendo campanhas para libertá-lo/as.

    MZ > Com o que mais você está passando a palavra adiante?

    KM < Estou ocupado com um novo livro sobre o FNB chamado Cooking for Peace. Vendemos ao menos 8.000 cópias de nosso primeiro livro, Food Not Bombs, em setembro. Estou em turnê neste outono assando pão em um forno solar e dando palestras nas universidades. Cada vez mais cresce o número de pessoas procurando por assistência alimentícia e moradia, além de pessoas ansiosas para estarem envolvidas com o movimento. Mais do que nunca o FNB está sendo necessário, com o preço da comida e a fome crescendo, e mais e mais pessoas desempregadas e sem lugar para morar enquanto milhões estão sendo gastos com o militarismo.

    MZ > Você realmente está na lista do Departamento de Estado dos Estados Unidos como uma das 100 pessoas mais perigosas?

    KH < Eu soube que estava registrado entre as 100 pessoas mais perigosas na lista do Departamento de Estado dos Estados Unidos através de diversos repórteres que ficaram chocados quando viram que eu estava distribuindo comida nas manifestações contra a Organização Mundial do Comércio em Cancun, 2003. Com certeza estou tendo muitos problemas que provavelmente estão sendo organizados pelas autoridades.

    MZ > Você estudou pintura muitos anos atrás na Universidade de Boston. O que você faz hoje para nutrir o teu lado criativo?

    KM < Eu ainda continuo desenhando e pintando freqüentemente. Eu nunca saio sem o meu caderno e os materiais de desenho. Meus desenhos consistem basicamente de paisagens que faço no próprio local ou aquarelas sobre um futuro que estou lutando para criar. Uma destas pinturas está colocada na página inicial do website do FNB. Outro esforço criativo é a jardinagem; Eu nado quase todos os dias, e amo pedalar. Nos dois últimos anos, estou fazendo pão num forno solar. Estou também gostando muito de escrever o Cooking for Peace.

    MZ > Quais são os próximos planos, os teus e do FNB? Como os leitores podem aprender mais, se envolver?

    KM < Uma vez terminado meu novo livro, pretendo passar mais tempo com as jardinagens e também me esforçar para viver no meu pequeno pedaço de terra em Taos, Novo México. No inverno ainda pretendo dar palestras em universidades e apoiar os grupos locais do FNB. Ultimamente tenho focado bastante no fortalecimento dos grupos de Washington D.C. pois descobri – quando estava fazendo pão solar no lado de fora da Casa Branca dois verões atrás – que podemos alcançar pessoas do mundo inteiro com nossas idéias e que há uma sub-cultura muito excitante que está crescendo cada vez mais.

    O FNB está planejando organizar um encontro em cada continente para discutir sobre a construção de uma rede mais forte e uma melhor coordenação e comunicação entre grupos. Estamos também preparando uma resposta ao contínuo colapso da economia, do sistema político e do meio ambiente. Os grupos estão iniciando novos jardins do Comidas Sim Gramados Não, organizando mais apresentações e protestos. Outros estão coletando alimentos não-perecíveis e suprimentos para complementar a comida que já coletaram. Outros grupos estão fornecendo refeições em ações contra a mineração, desflorestamento, abuso dos direitos civis de imigrantes, ciganos, sem terras e povos indígenas. Estamos também participando em manifestações contra o Banco Mundial, acordos comerciais e outras formas de exploração econômica. Grupos locais também estão ativamente apoiando os esforços para por um fim à crueldade contra os animais e estão trabalhando para diminuir as causas da mudança climática. E em nossa lista de problemas as seguintes tarefas podem ser encontradas: acabar com a produção industrial de animais e o controle da Monsanto sobre nossa comida e os efeitos danosos de suas sementes geneticamente projetadas. E o FNB continua com sua luta para acabar com as guerras, que desperdiçam os nossos recursos com o militarismo.

    Você está convidado para ajudar. Precisamos de todo/as o/as voluntário/as possíveis. Você pode se juntar a um grupo ativo ou se você verificar que não estamos presente em sua comunidade você pode começar um grupo local do FNB.  Visite nosso site e procure seu grupo local. Você também pode clicar sobre o “Começar um FNB” e baixar os folhetos e outras informações. Mande um e-mail para nós no menu@foodnotbombs.net caso você tenha alguma dúvida. Nós também ficaríamos felizes de falar com você. Ligue para nós no 1-800-884-1136. Você pode fazer doações para o FNB através do programa Dollar for Peace.

    Mais infos:

    http://www.foodnotbombs.net/

    Tradução > Marcelo Yokoi

  • Ações diretas na Rússia

    Liberação de mais de 50 cães em Syktyvkar

    Um grupo de eco-anarquistas liberou mais de 50 cães de um canil de cães de rua em Syktyvkar, República de Komi, na Rússia. A razão para esta ação era de que, segundo grupos de direitos dos animais da região, no passado todos os cães que haviam sido presos neste abrigo foram mortos (degolados com facas) e seus corpos queimados na câmara de cremação.

    Vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=79wJSEt2H2I&feature=player_embedded

    Ataque a escavadora em Moscou

    O grupo “Guerrilha Urbana” reivindicou a responsabilidade pela queima de uma grande escavadeira em um canteiro de obras de um condomínio em construção perto da floresta Bitcevski em 9 de abril, na cidade de Moscou. O condomínio está sendo construído em parte pelo Seviço de Inteligência (?) Militar Russo. Os militares devem ser instalados nos edifícios.

    Vídeo do ataque e comunicado da ação em russo:

    http://blackblocg.info/index.php/protestnye-dejstviya/93-gorodskie-partizany-atakovali-tochechnuyu-zastrojku-v-yasenevo

  • [Grécia] Ações solidárias em Atenas

    [Grécia] Ações solidárias em Atenas

    Ataque a dois bancos no centro de Atenas

    Um pouco depois das 12 horas de ontem (13 de abril), houve um ataque com martelos, pedras, etc. em dois bancos, o Banco Alfa, na rua H, e o Eurobank  e Trikoupi na rua Solonos. A área estava cheia de policiais, que ainda fizeram uma rápida passagem no bairro de Exarchia, apenas para ser vistos. Se retiraram e a área estava calma novamente.

    Fotos: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1281933

    Liberdade a Simos Seisidis

    Em 8 de abril, início da tarde, o Banco Nacional da Grécia, na Praça Exarchia, em Atenas, foi alvejado, como sinal de apoio à Simos Seisidis. Também foram distribuídos panfletos onde se lia “Liberdade a Simos Seisidis” e “polícia e os tribunais vão encontrar-nos em frente de vocês”.

    Simos é acusado e está a ser julgado por roubar o Banco Nacional da Grécia, na rua Solonos, em janeiro de 2006.

    Julgamento adiado

    O julgamento do anarquista Aris Sirinidis foi adiado na sexta-feira passada, pois um juiz estava doente. Não importa quando ocorra, estaremos também ali novamente. Liberdade a Aris Sirinidis!

  • [Reino Unido] Polícia teme protestos de anarquistas durante casamento real

    [Reino Unido] Polícia teme protestos de anarquistas durante casamento real

    A polícia britânica diz temer que grupos anarquistas pretendam realizar protestos violentos durante o casamento real do príncipe William com Kate Middleton, marcado para o próximo dia 29 de abril.

    Em entrevista ao jornal britânico “The Daily Telegraph”, o comandante da Scotland Yard (como é conhecida a polícia metropolitana de Londres), Bob Broadhurst, afirmou que um grupo de pessoas avisou que irá ”deliberadamente almejar” o casamento real.

    Ele acrescentou que tem estado atento a possíveis ataques visando o casamento do príncipe William e Kate Middleton.

    Broadhurst disse que irá dispor de sua autoridade para garantir que o casamento não seja prejudicado pelos protestos.

    “Estou lidando com uma operação de segurança em uma cidade que vive sob ameaça terrorista. Nós usaremos ações contraterrorismo, fecharemos ruas e utilizaremos poderes para abordar e revistar pessoas”.’

    Fonte: agências internacionais de notícias