Quinhentos anos depois da conquista da América, as multinacionais espanholas, com o apoio da diplomacia, das organizações financeiras internacionais e dos meios de comunicação, são os setores-chave das economias da América Latina.
É o segundo desembarque. Modernização, geração de emprego, redução da pobreza… foram apenas mitos. O saldo na forma de qualquer tipo de impacto não poderia ser mais negativo: dano ambiental, deslocamento populacional, escassez de alimentos e as deficiências dos serviços públicos privatizados, a deterioração dos direitos trabalhistas, violações dos direitos humanos e, em geral, pilhagem econômica e dos recursos naturais.
Frente a isso, hoje, uma vasta rede de organizações sociais nas regiões Sul e Norte coordenam suas lutas e resistência.
Um vídeo do: Observatório das Multinacionais na América Latina (OMAL) e Paz com Dignidade.
O que começou como uma iniciativa popular está se tornando um movimento de desobediência civil em todo Estado, que já preocupa o Governo. Os gregos que optam por não pagar o transporte público e os pedágios rodoviários são cada vez mais, e os cofres estatais começam a ressentir-se.
Sob o lema “Den Pliróno” (eu não pago) estão agrupados cidadãos de todos os tipos, com um objetivo comum: “Não pagamos a crise dos outros”. Este movimento decidiu não arranhar o bolso pelo transporte público ou pelos pedágios nas rodovias. Os ativistas do movimento viajam sem bilhete, sabotam as máquinas de venda automática ou levantam barreiras nos pedágios. Publicam fotos em seu site e incentivam a seguir o exemplo.
E o certo é que estão conseguindo. Uma pesquisa realizada pelo MRB e publicada neste domingo pela imprensa local disse que mais de 56% dos gregos aprova essa forma de protesto, contra 39% que não apóia.
Iniciativa contagiosa
O número de passageiros que opta por viajar de graça aumentou para quase 40% em ônibus e em até 15% no resto dos meios de transporte, de acordo com estimativas oficiais recolhidas pela midía. E as empresas concessionárias estimam que entre 15% e 18% dos motoristas não pagam pedágio, em comparação aos 6% que assim faziam há menos de um ano atrás. “Falamos acerca de 8.000 usuários por dia”, afirma Nea Odos, uma empresa que opera uma das rodovias no país.
O encarecimento das tarifas dos transportes urbanos, que variam entre 28% e 80% e também nos pedágios, aumentou o tom das ações, que culminaram em 1 de março em uma manifestação que atingiu as portas do Parlamento. “O pagamento de 1,40 € por um bilhete? Um aumento de 40%, quando tudo mais reduziu: salários, pensões, subsídios”, disse à midía Maro Fassea, um consultor de TI de 48 anos de idade.
Desde que a Grécia lançou medidas de austeridade para reduzir o déficit e atender às exigências de Bruxelas e do FMI, funcionários públicos e aposentados tiveram seus salários e pensões reduzidos. Além disso, impostos como o IVA subiram ao mesmo tempo, sofrendo com o aumento da inflação. O resultado é, segundo alguns economistas, uma perda de até 25% do seu poder aquisitivo.
O resultado é que já são milhares de pessoas que pedem que seja “a plutocracia” que pague a conta da crise, e exigem que se lute contra a sonegação de impostos para tapar os buracos no orçamento do Estado.
Os riscos
Isto é assim apesar dos esforços do governo helênico para conter os atos de revolta pública, endurecendo as multas e criticando duramente seus instigadores. “Não é um movimento, são uns aproveitadores”, declarou recentemente o porta-voz do governo, Yorgos PetalotÍs.
Por sua parte, o primeiro-ministro grego, Yorgos Papandreu, alertou para o risco crescente de que este movimento afete não apenas o orçamento do Estado, mas também futuros investimentos comprometidos pelas empresas. “Se os contratos falham, o que é uma possibilidade, a credibilidade do país será prejudicada”, disse ele ao Congresso.
Em novembro passado, Papandreu anunciou que tinha sido adiada, até 2021, a devolução da ajuda da UE, totalizando cerca de 110 mil milhões de euros.
O movimento “Não pago” da Grécia é mais uma das muitas iniciativas dos cidadãos, que estão surgindo nos países mais afetados pela crise. Na Espanha, por exemplo, a Rede serve como base à Juventude em Ação, Anonymous ou Nolesvotes.com, para organizar e divulgar seus protestos contra a gestão do governo ou aos bancos, por exemplo.
Polícia grega entra em confronto com grevistas em Atenas
Milhares de pessoas aderiram hoje (23) à primeira greve geral do ano na Grécia contra as medidas de austeridade do governo. Na manifestação em Atenas participam mais de 200 mil pessoas, com diversos cortejos. Enfrentamentos entre manifestantes e policiais antidistúrbios explodiram nas ruas da capital do país.
Os policiais, posicionados diante o ministério das Finanças, na praça central de Syntagma, lançaram gases lacrimogêneos e bombas de efeito moral contra os ativistas para fazê-los retroceder. Os protestantes, por sua parte, jogaram todos os tipos de objetos, principalmente coquetéis molotov contra as forças policiais. Junto ao parlamento há também registro de confrontos entre a polícia e os manifestantes.
Lojistas fecharam as portas e os serviços públicos pararam em toda a Grécia. Os hospitais ficarão 24 horas funcionando apenas em esquema de emergência. As escolas fecharam, e os transportes foram afetados. Vôos emergenciais foram autorizados apenas entre 10h e 14h (horário local), e os navios passarão todo o dia atracados nos portos.
Jornalistas aderiram ao protesto, levando a TV estatal a transmitir documentários, e as rádios a tocarem músicas.
[Atualizações da Greve Geral até às 17h37]
17h37, Atenas: Após uma pausa, houve pelo menos mais um confronto na Praça Syntagma. A polícia tentou dispersar a multidão e pelo menos uma pessoa foi espancada por um grupo de cerca de 10 policiais sendo depois detida. A situação está de novo bastante tensa. A estação de metrô de Syntagma foi fechada outra vez.
16h50, Atenas: Há um apelo para uma concentração na Praça Syntagma às 19h (hora local). Há seis feridos confirmados entre os manifestantes. Há muitos policiais da tropa de choque e motorizados na Avenida Alexandras
Volos: Houve três manifestações com cerca de 4.000 pessoas.
16h30, Atenas: Um manifestante sofreu queimaduras sérias por causa de uma granada de gás lacrimogêneo e foi levado para o hospital. O seu joelho está em péssimo estado. Até agora, há pelo menos 20 detenções confirmadas e 4 ou 5 prisões efetivas confirmadas. Um policial motorizado tentou atropelar um manifestante perto da Praça Syntagma, mas os polícias foram atacados com um coquetel molotov e a sua moto foi consumida pelas chamas. As pessoas estão tentando organizar um concerto de fim da tarde na Praça. A maioria das pessoas ficará na Praça até o concerto.
Tessalônica: Cerca de 200 manifestantes estão em marcha em direção à delegacia de Aristóteles em solidariedade com a pessoa que foi presa e levada para lá.
16h10, Atenas: A polícia atacou uma parte da Praça com gás lacrimogêneo. As pessoas fugiram mas já começaram a voltar e apelam para um assembléia em frente ao parlamento. A estação de metrô central foi reaberta.
Tessalônica: Há detenções arbitrárias sendo efetuadas por polícias à paisana. Há notícias de confrontos na Praça Aristóteles. Os manifestantes atacaram uma delegacia em Ano Polis com coquetéis molotov.
15h38, Atenas: Milhares de pessoas estão na Praça Syntagma, onde cordões policiais protegem o parlamento. Pelo menos 30 pessoas foram detidas à frente do ministério dos negócios estrangeiros. As autoridades estão reunidas preparando a violação do asilo acadêmico. Há gente a reunir-se na Praça Omonoia e se preparando para ir para a Praça Syntagma. As estações de metrô centrais foram intencionalmente fechadas pela polícia.
15h23: Há manifestações em muitas cidades gregas, incluindo Tessalônica, Patras, Ioannina, Kozani, Agrinio, Naxos, Rethymno, Volos, Arta, Heraklion, Larisa, Serres, Kefallonia, Mytilene, etc. A cidade de Drama esteve ocupada por manifestantes durante um bom período de tempo.
15h05, Atenas: Há muito gente a juntar-se em frente ao parlamento e apelam para que toda a gente se reúna ali. As pessoas que estão em Exarchia estão tentando formar uma assembléia. Muitas notícias dizem que a multidão se assemelha à de 5 de maio de 2010 (cerca de 250 mil pessoas). Ainda há milhares de manifestantes nas ruas perto de Exarchia e Propylaea, que estão tentando aceder à Praça Syntagma. Há muitos policias da tropa de choque bloqueando as ruas. Em muitos lugares de Atenas, os manifestantes atiram pedras e a polícia responde com granadas de flash e barulho. Houve um número indeterminado de detenções. A estação de metrô central está fechada. A Praça Syntagma continua ocupada por muita gente.
14h28, Tessalônica: A polícia tentou quebrar a manifestação, através de um ataque com grandes quantidades de gás e granadas de flash e barulho (flash bang grenades). Foram destruídos muitos bancos 24 horas e os confrontos continuam na Praça Aristóteles e nas ruas circundantes.
14h10, Atenas: Parece uma câmara de gás. Há confrontos violentos por todo o lado e há muitos manifestantes feridos, incluindo idosos e deficientes. Há muitos policiais à paisana de capuz. As pessoas mantêm-se nas ruas.
13h57, Atenas: A manifestação foi alvejada de gás lacrimogêneo e dividida em partes. Há confrontos em todo o lado e há notícias de motos da polícia em chamas. Tem havido detenções.
13h40, Atenas: Milhares de pessoas estão na Praça Syntagma. Foi utilizado muito gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Foram atirados coquetéis molotov contra a polícia que está na parte de fora do parlamento. Houve manifestantes que tentaram ocupar o ministério das finanças, que fica perto dessa praça.
13h30, Atenas: Há mais pessoas a concentrarem-se na Praça Syntagma. A polícia está a atirar gás lacrimogêneo. De acordo com a emissora Radio Revolt, a polícia também atacou várias partes da manifestação em Tessalônica.
12h53, Atenas: A manifestação é uma das maiores que Atenas já viu. Bom tempo e um ambiente ótimo. As pessoas dirigem-se para a Praça Syntagma.
12h50, Atenas: A manifestação é enorme. Há relatórios que indicam que é maior do que as últimas manifestações da greve geral do ano passado. O presidente (corrupto) do GSEE (General Confederation of Greek Workers), Panagopoulos, foi provocado pelos manifestantes. O PAME (o sindicato ligado ao PC grego) organizou, como habitualmente, uma manifestação separada, que também tem milhares de pessoas
12h30, Atenas: Há detenções “preventivas” de sindicalistas. Milhares de pessoas continuam a juntar-se. Há muitos polícias à paisana no bairro de Exarchia e nas ruas limítrofes.
Tessalônica: Polícias à paisana foram perseguidos por manifestantes. Câmaras de vigilância foram destruídas quando a marcha começou.
Patras: Mais de 4000 pessoas estão a marchar nas ruas centrais da cidade. Há imigrantes que também se juntaram ao protesto.
12h (horário local): Milhares de pessoas estão no centro de Atenas, Patras, Tessalônica, etc. As marchas ainda não começaram, há muita gente chegando. Há milhares de polícias (de choque, motorizada e à paisana) tentando aterrorizar as pessoas.
Em 25 de janeiro, 300 trabalhadores imigrantes começaram uma greve de fome em Atenas e Tessalônica. A principal reivindicação é que se legalize a situação em que estão.
Neste momento, quando a crise financeira eclodiu e as forças políticas de direita entraram em ação, pode parecer uma necessidade extrema. Por esta razão, precisamos prestar atenção a suas demandas, para criar fissuras simbólicas no sistema e alcançar vitórias políticas.
O aparelho político e os meios de comunicação na Grécia já começaram a pressionar a luta dos imigrantes e aqueles que simpatizam com eles. É urgente garantir o maior apoio possível neste instante. Eles já estão em 28 dias de greve de fome, num momento crucial.
Em seguida, uma petição de assinaturas. Todos aqueles que pretendam assinar pode enviar seu nome e profissão para o seguinte endereço:ypografes.allilegyi.stin.apergia@gmail.com
Solidariedade com a luta dos 300 em greve de fome
Quantas vezes têm que arriscar suas vidas para confirmar sua existência e as nossas?
Para ter o direito de viver com dignidade e esperança, em um país que coloca os fracos e vulneráveis como bodes expiatórios.
Pelos imigrantes que, com seu próprio sangue, o seu trabalho mal pago e criatividade, fazem mover o motor econômico do país.
Por aqueles que buscam a liberdade e escapar da miséria, guerra ou qualquer tipo de ocupação “pacífica”, e cruzam fronteiras em busca de uma vida melhor.
Pelos imigrantes que perderam suas vidas nas fronteiras dos países europeus; para as 13.000 vítimas da doutrina da segurança desde 1993 e milhares de pessoas que continuam desaparecidas.
Pelos filhos de imigrantes que crescem com limitações e exclusões sociais e jurídicas.
Para gerar uma consciência comum, uma luta e uma causa, juntando-se os interesses sociais de gregos e imigrantes, que produzem riqueza social em todos os tipos de serviços: construções, fábricas, no campo, no trabalho doméstico – assim como os interesses dos desempregados.
Pelas razões acima mencionadas e outras não mencionadas:
Expressamos nossa solidariedade com os 300 imigrantes em greve de fome.
Exigimos a legalização incondicional de todos os imigrantes.
Apoiamos a necessidade dos imigrantes de igualdade de direitos políticos e sociais e de obrigações com relação aos trabalhadores gregos.
Assembléia de Solidariedade aos Imigrantes em greve de fome
[Durante as últimas duas semanas houveram várias ações de solidariedade com os processados do grupo anarquista “Conspiração das Células de Fogo”, algumas das quais foram dedicadas também aos presos do grupo “Luta Revolucionária” e aos 4 companheiros de Tessalônica, detidos no início de janeiro de 2011.]
Na madrugada de 21 de janeiro foram queimadas, em Chania (Creta), duas caminhonetes blindadas da empresa de segurança “Brinks”, usadas para o transporte de dinheiro. A ação foi assinada pelo grupo “Agitadores Noturnos”.
Em Tessalônica, a “Federação Anarquista Informal/Célula de Solidariedade Revolucionária” realizou os seguintes ataques incendiários:
Ao meio-dia de 12 de janeiro – no escritório do jornalista e parlamentar do LAOS (partido de extrema-direita), A. Kolokotroni, e escritórios do Sindicato de Policiais Aposentados.
Na noite de 13 de janeiro – dois carros particulares de policiais e um carro diplomático.
Em Atenas, os “Guerreiros da Consciência Revolucionária” reivindicaram o ataque incendiário contra a construtora “Vasartis”, que construiu a sala do tribunal da prisão de Koridallos. O ataque foi feito em 15 de janeiro, no distrito de Halandri.
Também em Halandri, em 15 de janeiro, foram colocados 5 litros de gasolina e três botijões de gás de acampamento no pátio do complexo de apartamentos onde mora Kalliopi Spanou, que tem o ridículo cargo de “Defensor do Cidadão”, como uma autoridade “independente” que criaria um contato direto entre o Estado e “o povo”, e na verdade serve apenas para legitimar o regime democrático. O ataque foi assinado pela “Formação Guerrilheira Lambros Foundas”.
Em 25 de janeiro, em Tessalônica, atearam fogo em um café freqüentado por policiais e no escritório da “Associação de Superintendentes Judiciários”. Os ataques foram reivindicados pela “Federação Anarquista Informal/Célula da Linha Ofensiva”.
Houve também um fato “curioso”: no último fim de semana, um dos policiais antidistúrbios que vigiava a sede do PASOK (partido “socialista” grego), na rua Eksarhia Ipokratous, foi ao banheiro e deu um tiro na cabeça. Supostamente deixou uma “declaração” aos seus colegas (a carta de despedida), mas que não foi publicada.
As autoridades gregas encontraram e desativaram ontem (2 de abril), em Atenas, uma carta-bomba cujo destino seria o gabinete do ministro da Justiça, Harris Kastanidis.
A carta-bomba foi descoberta depois que funcionários do ministério desconfiaram da carta e chamaram a polícia.
De acordo com as autoridades, o dispositivo era muito semelhante às bombas encontradas em novembro passado contra embaixadas de governos estrangeiros na capital grega e contra governantes de países europeus.
A polícia grega estabeleceu, por isso, uma ligação entre este ato e o julgamento – em curso desde 17 de janeiro – de 13 presumíveis membros do grupo anarquista “Conspiração das Células de Fogo”, que reivindicou em novembro o envio de pacotes e cartas-bomba para embaixadas estrangeiras e dirigentes europeus.
Das dezenas de ataques reivindicados pelo grupo, desde que surgiu em 2008, nunca resultaram vítimas mortais.
Baterias que “morrem” em 18 meses de uso; impressoras bloqueadas ao alcançar um determinado número de impressões; lâmpadas que derretem às mil horas… Por que, apesar dos avanços em tecnologia, os produtos de consumo duram cada vez menos?
Filmado na Catalunha, França, Alemanha, Estados Unidos e Gana, “Comprar, descartar, comprar” faz uma viagem através da história de uma prática empresarial que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto, para aumentar o seu consumo pois, como publicado em 1928 em uma influente revista de publicidade estadunidense, “um artigo que não se deteriora é uma tragédia para os negócios.”
O documentário, dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pela TV espanhola, é o resultado de três anos de pesquisa; faz uso de imagens de arquivo pouco conhecido, fornece provas documentais e mostra as desastrosas conseqüências ambientais decorrentes dessa prática. Também apresenta vários exemplos do espírito de resistência que está crescendo entre os consumidores, e inclui a análise e opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem alternativas para salvar a economia e o meio ambiente.
Uma “luz” na origem da obsolescência planejada
Tomas Edison fez a sua primeira lâmpada em 1881. Durou 1.500 horas. Em 1911, um anúncio na imprensa espanhola destacou os benefícios de uma marca de lâmpadas com um certificado de duração de 2.500 horas. Mas, como foi revelado no documentário, em 1924 um cartel que reunia os principais fabricantes na Europa e os Estados Unidos negociaram para limitar a vida útil de uma lâmpada elétrica à 1.000 horas. O cartel foi chamado “Phoebus” e, oficialmente, nunca existiu, mas, em “Comprar, descartar, comprar” é mostrado o ponto de partida de obsolescência planejada, que hoje é aplicado a produtos eletrônicos de última geração, como impressoras e iPods, e aplicada também na indústria têxtil.
Consumidores rebeldes na era da Internet
Ao longo da história do “vencimento previsto”, o filme descreve um período da história da economia nos últimos cem anos e mostra um fato interessante: a mudança de atitude nos consumidores, através do uso de redes sociais e da Internet. O caso dos irmãos Neistat, do programador de computador Vitaly Kiselev, e do catalão Marcos López demonstram isso.
África, aterro eletrônico do Primeiro Mundo
Este uso e descarte constantes têm graves conseqüências ambientais. Como vemos nesta pesquisa, países como o Gana estão se tornando a lixeira eletrônica do Primeiro Mundo. Até então, periodicamente, centenas de containers chegam cheios de resíduos, sob o rótulo de “material de segunda mão”, e, eventualmente, tomar o lugar de rios ou campos onde as crianças brincam.
Além da denúncia, o documentário dá visibilidade aos empresários que implementam novos modelos de negócio, e ouvem as alternativas propostas por intelectuais como Serge Latouche, que fala sobre empreender a revolução do “decrescimento”, a redução do consumo e a produção para economizar tempo e desenvolver outras formas de riqueza, como a amizade ou o conhecimento, que não se esgotam ao usá-los.