Categoria: Geral

  • [Uruguai] Marcha contra Mega-Operativos acaba com enfrentamentos com a polícia

    [Uruguai] Marcha contra Mega-Operativos acaba com enfrentamentos com a polícia

    Frente a repressão constante levada a cabo pelo governo, tanto através da implementação dos mega-operativos nos bairros mais pobres, como com patrulhas preventivas e ante a eventual aprovação da diminuição da maioridade penal e da lei de segurança cidadã, foi convocada uma marcha no dia 31 de maio passado até o Ministério do Interior, em Montevidéu.

    A manifestação partiu da avenida da Universidade depois das 19h. Cerca de 300 pessoas marcharam levando faixas que diziam “a imprensa aponta, a polícia reprime, o estado aprisiona” e “na democracia a polícia também reprime e tortura”, entre outras frases.

    Os e as manifestantes chegaram até a cerca que a polícia havia montado para impedir a passagem das pessoas, mas a derrubaram, o que culminou em enfrentamentos com a polícia.

    Vídeos da imprensa corporativa:

    http://www.youtube.com/watch?v=ElIxVbY9zkY

    http://www.youtube.com/watch?v=prhHABdVSss

  • [Grécia] “Como pai estou orgulhoso do meu filho e sua postura”

    Algumas semanas atrás, o pai do anarquista Giannis Skouloudis (preso após queimar veículos utilitários da empresa elétrica DEI em 13 de outubro de 2010, em Tessalônica) divulgou uma carta. Ainda que tardiamente, a divulgamos com prazer, porque raras vezes os pais vão além da defesa puramente emocional de seus filhos e filhas e se mostram verdadeiramente solidários com eles e elas.

    Carta do pai do anarquista Giannis Skouloudis

    “(O “terrorismo” como um ato de inocência…) Desde quando meninos de 20 anos são chamados de terroristas? Quando você tinha 2 anos foi batizado cristão e aos 22 te batizaram de terrorista, estavam te elogiando porque você já leu mais livros do que aqueles que foram forçados a ler na escola e agora usam isso como prova contra você, te colocam um avental branco nos desfiles e agora te vestem com um chaleco branco à prova de balas quando te levam ao tribunal…” As reflexões são vossas…

    Passou 7 meses desde o dia em que prenderam meu filho Giannis Skouloudis por atear fogo a um carro da DEI. O fato de que ele assumiu a responsabilidade por essa ação resultou em sua prisão, na “instituição penitenciária de menores em Avlona” como vocês, o Estado, chamam a estes modernos lugares de punição para as almas humanas.

    Vendo como a guerra se intensifica ao longo deste período senti a necessidade de saudar, querendo dar força e coragem, a todos àqueles que estiveram ao seu lado, todos aqueles que resistem, lutam e continuam lutando dentro e fora dos muros contra este sistema podre que nos fazem escravos. Contrariamente ao “curvar-se, lamber e pegar o que puder”. Ao contrário do “ser correto e decente”, contra a história de “ficar com” e contra o modo de vida moderno que, como seu ideal supremo, promove a paz, a ordem e a segurança.

    Pela minha parte, como pai estou orgulhoso do meu filho e sua postura, mas também de todos os outros meninos que lutam pela liberdade de pensamento e do indivíduo.

    E algumas palavras para os pais: nós trouxemos ao mundo os nossos filhos, temos os criado, e chegou o momento de deixá-los para que nos conduzam para o futuro. Não devemos tentar mantê-los amarrados ao passado. Temos que estar ao seu lado nas barricadas e agora temos que aprender com eles.

    Eu envio a minha solidariedade a todos os presos políticos, mas também aqueles que estão fora dos muros e seguem lutando, aos que escolheram o difícil caminho para a liberdade total.

    Giorgos Skouloudis

    Quinta-feira, 05 de maio de 2011

  • [Egito] Nasce o Movimento Socialista Libertário

    Comunicado:

    Nós, socialistas libertários, lutamos por uma sociedade socialista sem classes, uma sociedade antiautoritária livre do aparato repressivo do Estado e do capital. Somos contra a introdução do capitalismo de Estado, como aos regimes opressivos que existiram nos países “socialistas”. Rejeitamos e nos opomos ao sistema capitalista.

    Acreditamos que a classe trabalhadora é capaz de liderar uma grande coalizão construída com um esforço determinado a derrotar tanto o poder capitalista como o Estado repressivo.

    Nossos objetivos imediatos são:

    1.- Descentralização administrativa sem governadores ou prefeitos, gerida por conselhos locais de bairro e região; o direito de controle popular com os delegados eleitos, revogável do conselhos locais e comitês cidadãos.

    2.- A conversão de todas as empresas de serviços e instalações de produção em cooperativas autogeridas pelos seus membros em uma sociedade democrática, descentralizada com a ajuda da liberdade e da independência das administrações estaduais.

    3.- O cancelamento dos impostos que são dados aos investidores e aplicação de taxas progressivas para apoiar as cooperativas de serviços que incluem setores como educação, saúde e outros.

    4.- Pluralismo sindical, liberdade de associação nas fábricas e locais de trabalho e a criação de sindicatos para funcionários públicos e estabelecimentos militares para apoiar a participação de todos os trabalhadores na gestão de seus locais de trabalho, autogestão de fábricas e empresas que foram privatizadas entre a injustiça e corrupção durante a era Mubarak.

    5.- Confiscação de todo o dinheiro de origem ilícita e distribuição entre as cooperativas.

    6.- Uma constituição que garanta todas as formas de liberdade humana, incluindo a liberdade de associação, religião e pensamento; criação de uma república parlamentar, com governo descentralizado, sob controle popular permanente das administrações locais e comitês de cidadãos para tomar o lugar de governo e da Presidente do Estado; direito aos delegados de atuar em mandatos populares para propor novas leis e referendos.

    7.- A criação de uma sociedade socialista, não dependente de um ato de autoridades liberais, e sim da vontade de cooperativas sem uma autoridade centralizada, para que a sociedade sem classes possa ser auto-organizada através de comitês populares e comitês locais, contra a autoridade de um Estado central e repressivo.

    Movimento Socialista Libertário

    E-mail: lsm.egypt@ gmail.com

    Blog: http://anarchisminarabic.blogspot.com/2011/05/blog-post_24.html

  • [Chile] Informação atualizada sobre o que acontece com Luciano Pitronello

    Comunicado:

    Luciano Pitronello [conhecido também como Tortuga, Tartaruga] foi transferido no dia de ontem (2), com risco de vida, desde a Posta Central até a Clínica Indisa, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), que é mantida sob constante vigilância da polícia. Luciano recebeu o apoio de algumas pessoas que vieram para o hospital antes dele ser transferido, gritando algumas palavras de ordem e mantendo o clima de tensão devido à presença da polícia.

    Tortuga ainda permanece em coma induzido e a sua família pediu expressamente que não se entregue nenhum tipo de informação à imprensa.

    A informação do seu estado de saúde é reservada, a clínica é proibida de falar sobre o assunto. Sabemos que, para além da amputação das mãos, ele teria realizado um exame de córneas, que respondeu de forma positiva e com indícios que possa não existir perda total da visão. Além das queimaduras em seu corpo e rosto, tem queimaduras graves nos pulmões devido à inalação de ar quente, comprometendo as vias respiratórias.

    A noite do dia de ontem foi encontrada a motocicleta em que Luciano alegadamente chegou à cena da ação com outra pessoa para executar o ataque. Esta foi transferida pelo GOPE (Grupo de Operações Policiais Especiais), e está sendo periciada.

    Enquanto tentam vinculá-lo com os companheiros e companheiras implicados no “Caso Bombas”, notamos o desespero do governo para tentar tirar o máximo de proveito do episódio. A imprensa, como sempre, tem sido responsável pela publicação de notícias com o fim de preparar o terreno para a repressão. Tortuga é uma pessoa de idéias e convicções, e não um link de uma suposta associação.

    Solidariedade com o companheiro Luciano.

    Força!

  • [Grécia] Políticos são atacados por manifestantes e fogem de barco na ilha de Corfu

    Na noite de quarta-feira (01 de junho), por volta das 22h30, centenas de “indignados”, na ilha de Corfu, se reuniram em torno de um restaurante chamado Velha Fortaleza, onde estava acontecendo um jantar para os eurodeputados que participam em questões de imigração e refugiados na Europa.

    Entre os eurodeputados presentes no jantar estava a ministra do Trabalho, Anna Dalara, Ntinos Vrettos, deputado do Pasok (Partido Socialista Grego), Angela Gerekou e Nikos Dendias, que é também vice-presidente do Conselho de Refugiados, entre outras autoridades.

    Os manifestantes bloquearam a saída do restaurante, evitando que os políticos pudessem sair e começaram a gritar slogans como “ladrões” e “traidores”, entre outros. Como resultado, foi enviado uma embarcação para a ministra, os eurodeputados e autoridades, para que pudessem deixar a ilha sem grandes transtornos.

    O porta-voz do governo sob ataque

    O porta-voz do governo grego Yiorgos Petalotis foi atacado e vaiado pelos cidadãos do bairro de Argyroupolis, em Atenas, onde participava de um ato do partido no poder, o Pasok. Mais de 50 pessoas o estavam esperando na porta, e, quando ele chegou, começou o ataque verbal e o lançamento de ovos, iogurtes e pedras. A multidão foi repelida pela polícia.

    Este tipo de incidentes está crescendo na Grécia desde que o país entrou em recessão. O episódio mais grave até agora foi o espancamento do ex-ministro grego dos transportes Kostis Hatzidakis, quando este saia do Parlamento, em 15 de dezembro passado.

    O vice-primeiro-ministro grego Theodoros Pangalos foi atacado por manifestantes várias vezes nos últimos meses.

    Em setembro passado, o radiologista de 60 anos, Prapavesis Stergios, jogou um sapato contra o primeiro-ministro grego George Papandreou, quando ele deixava um evento internacional em Tessalônica.

    O ministro da Saúde, Andreas Loverdos, foi forçado a deixar a apresentação do seu livro no início de março, após um grupo de cidadãos entrar na livraria em que estava acontecendo o evento e começar a insultá-lo. O deputado da oposição, da Nova Democracia, Aris Spiliotopoulos, também estava presente e teve de deixar o local entre vaias e insultos.

    Os ataques contra funcionários do governo grego no último ano e meio já totalizam mais de 90.

    Vídeos:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1299218

  • [Chile] Ataque incendiário contra caminhão florestal em Temuco

    [Chile] Ataque incendiário contra caminhão florestal em Temuco

    [No lugar da ofensiva foram encontrados panfletos em solidariedade com os quatro indígenas mapuches que estão em greve de fome há mais de 75 dias na prisão de Angol, a 600 quilômetros de Santiago. O estado de saúde deles piorou bastante nos últimos dias. Dois deles foram levados a um hospital na cidade de Victoria, no sul chileno. “Eles estão estáveis, mas apresentam uma perda de peso importante e outros problemas associados à greve de fome, como hipotermia, o que requer monitoramento e exames permanentes”, segundo boletim médico. Os quatro mapuches em greve de fome foram condenados por um tribunal a penas de entre 20 e 25 anos, por atacar há três anos um promotor na zona de Araucanía, que os mapuches reivindicam para si. A seguir nota que circulou entre as agências de notícias internacionais.]

    O incidente ocorreu por volta das 00h30 de quarta-feira, 1 de junho, quando um grupo de encapuzados atacou e queimou um caminhão que prestava serviço a Florestal Mininco no km 10 da estrada entre Labranza com Temuco.

    Os encapuzados atacaram o caminhão carregado de toras de madeira, intimidando o motorista com um disparo no ar e em seguida retirando-o do veículo.

    Depois queimaram o caminhão e gritaram slogans Mapuche, deixando para trás alguns panfletos alusivos à libertação dos prisioneiros de Angol assinado por “Órgão de Resistência da Coordenadoria Arauco-Malleco.”

    No lugar do ocorrido, pessoal da Labocar de carabineiros realizou trabalhos de pericias e o fato já está sendo investigado pelo Ministério Público.

  • [Espanha] Entrevista a Abdennur Prado, autor de “Anarquismo e Islã”

    Durante anos, Abdennur Prado trabalhou e refletiu sobre o Islã, que não se costuma falar ou conhecer. Nesta ocasião, reflete sobre anarquismo e islamismo. Presidente da Junta Islâmica Catalã, diretor do Congresso Internacional sobre Feminismo Islâmico e editor do Webislam, Abdennur tem escrito livros e artigos sobre o feminismo, os direitos civis, a perseguição de minorias… Em seu último livro – O Islã e o Anarquismo místico (Vírus editorial) – Abdennur oferece uma perspectiva diferente do que observar da realidade e trabalhar com ela: oposições falsas geradas e mantidas pelo poder (amigos/inimigos, próprio/estrangeiro, o ocidental/o islâmico, etc.) oferecem uma visão de conflito e, portanto, não fechada.

    Diagonal > O livro relaciona termos como “entrega”, “servo”, “submissão”, com “ajuda mútua”, “resistência”, “coletivismo”, “oposição às estruturas de poder”, etc. Como você captura a relação entre o Islã, o anarquismo, e o misticismo?

    Abdennur Prado < A relação entre o Islã, o místico e o anarquismo vem a mim naturalmente, é algo que eu compartilho com muitos muçulmanos. Ao afirmar que o Islã é uma relação direta entre Deus e cada uma das criaturas, estamos propondo uma forma mística, que ignora qualquer mediação instituída. Para acessar o “poder matriz” que move o universo não precisamos de igrejas, conselhos ou sacerdotes… Não aceitamos que nenhum poder humano que seja, nenhum conhecimento humano, nenhuma lei humana… Podemos aceitá-las por necessidade, mas sabendo que estas são meras convenções. Eu me entrego a Deus e nessa entrega me liberto, na medida em que a faço na minha própria capacidade e compreensão. Esse é o radicalismo ao qual o Islã nos convida: assumir a liberdade do homem do deserto. E conviver com o resto das criaturas desde essa entrega, a partir da consciência, da liberdade. Não falo de grandes teorias, mas uma expressão diária.

    Diagonal > De acordo com a crítica de Bakunin à religião, diz que é uma crítica de sua ordem hierárquica, de inspiração eminentemente cristã. Você não vê essa relação entre religião e Estado nos países de maioria religiosa muçulmana?

    Abdennur < Claro que há! O conluio de religiosos com o poder mundial é um arquétipo universal, do qual não escapa qualquer tradição. Nem mesmo o Islã que, em teoria, surgiu para lidar com essa trama… Conselhos Ulemás, os clérigos a serviço com o poder, e suas conseqüências: a violência religiosa, sexismo, o patriarcado, a homofobia, a discriminação das minorias… Tudo isso acontece hoje em nome do Islã. O Islã foi gradualmente transformado em uma religião ao serviço do poder. Portanto, considero como urgente voltar ao básico, realizando a experiência da revelação, aqui e agora, e recuperar a natureza anarquista e libertária do Islã. E, principalmente, do discurso de igualdade social e da luta contra a opressão, que está na sua origem. Por isso, creio que é muito saudável para o Islã contemporâneo a crítica atéia à religião. Apesar de nada servir o materialismo grosseiro que reduz o ser humano a um consumidor-produtor, e que hoje é o melhor aliado da globalização corporativa.

    Diagonal > O capítulo “A revelação como revolução” considera que a revelação é uma revolução individual e coletiva. Esta tensão entre o individual e o coletivo que há no anarquismo, também está presente no islamismo?

    Abdennur < Antes do ovo e da galinha, há Deus. Ou seja, a “realidade” é uma, mas a nossa percepção linear e fragmentada não consegue captar todos os processos. Estamos separados por nosso ego limitado, por nosso egoísmo, e não somos capazes de nos reconhecermos no outro. Por isso, precisamos da revelação: entrar em comunicação com a “realidade” diretamente. Nesse sentido, a revelação é a única força capaz de romper com o nosso solipsismo das criaturas, e tornar-nos disponíveis uns para outros. A tensão entre o indivíduo e a coletividade se resolve na comunidade, como espaço em que cada um ocupa o seu lugar naturalmente. Isso é a prova de que temos realmente deixado o nosso egoísmo, sem renunciar àquilo que somos. Por isso é tão importante opor a idéia de comunidade à idéia do Estado, ou de macro estruturas de poder, em que somos engolidos pela massa.

    Diagonal > Para além do interesse e desejo de discutir que desperta sua leitura, o que você pensa que o Islã como anarquismo místico pode trazer ao debate sobre as lutas antiautoritárias?

    Abdennur < Seria pretensioso para eu destacar algo… Em qualquer caso, a partir de uma perspectiva libertária, há sempre um prazer em dinamitar tópicos, em explodir em pedaços barreiras mentais herdadas, e trazer novas possibilidades. De minha parte, tenho cada vez mais claro que o que distingue os seres humanos não é se consideram crentes ou descrentes, nem os rótulos que nos “identificam”. Tenho claro que diferentes anarquistas são mais dignos representantes dos valores do Islã que muitos supostos muçulmanos. E eu vi uma verdadeira consciência libertária em comunidades muçulmanas sem sequer saberem que eram anarquistas…

    Diagonal > Qual é o estado de saúde do movimento feminista islâmico? Que tarefas desempenha como co-diretor do Congresso Internacional de Feminismo Islâmico?

    Abdennur < O feminismo islâmico é uma realidade emergente. Agora ele funciona de várias formas: re-leitura do Alcorão, com uma perspectiva de gênero, sensibilização e divulgação para as bases, a reforma dos códigos de família patriarcal, o reforço das redes transnacionais, a colaboração entre crentes e descrentes feministas, e assim por diante. Esta é uma tarefa gigantesca, impossível de resumir aqui. Como co-diretor do Congresso, me limito a atuar como um facilitador. Não tentamos apresentar o feminismo islâmico como um movimento monolítico, nem confirmar o nosso ponto de vista anterior, mediante a seleção de oradores, mas para reunir diferentes perspectivas e contextos.

    Diagonal > O que diz o Alcorão sobre a homossexualidade?

    Abdennur < Apesar do que se pretende, insisto que o Alcorão não diz nada sobre a homossexualidade… É verdade que, tradicionalmente, têm-se interpretado as passagens sobre o povo de Lot como uma condenação da homossexualidade, mas isso não resiste à mais mínima análise. Primeiro, porque o Alcorão não menciona o amor entre dois homens, mas a promiscuidade desenfreada e ao estupro. Há alguns que confundem um com o outro, mas isso só mostra até que ponto os preconceitos herdados se projetam sobre a leitura do Alcorão. Por outro lado, existem alguns versículos que sugerem uma aceitação da homossexualidade.

    Atração e raiva

    “Webislam é um exemplo de muitas das coisas que eu tentei mostrar neste livro. Esta não é uma militância anarquista, mas uma comunidade interpretativa, baseada na fraternidade e ajuda mútua em que não há hierarquias artificiais. Desta plataforma, fomos capazes de desenvolver um discurso islâmico contemporâneo, crítico e criativo, tanto sobre o poder constituído como com as estruturas religiosas conservadoras. Daí a atração e raiva que gera… Webislam é o marco no qual desenvolvo a minha visão do Islã como o anarquismo místico”.

    Fonte: Diagonal

  • [Chile] Explosão acidental de bomba deixa jovem anarquista gravemente ferido

    [Lamentavelmente, um jovem anarquista de 22 anos, Luciano Pitronello, ficou gravemente ferido nesta quarta-feira (1) após a explosão acidental de uma bomba que colocava numa agência bancária, em Santiago. Ele foi levado ao hospital e corre risco de vida. A seguir reproduzimos um texto divulgado pelas agências de notícias internacionais.]

    Jovem perde as duas mãos ao detonar uma bomba acidentalmente

    Um jovem que pretendia colocar uma bomba em uma filial bancária de Santiago na madrugada desta quarta-feira perdeu as duas mãos e permanece em estado grave depois de detonar o explosivo acidentalmente, informaram fontes policiais.

    O incidente ocorreu às 02h25 no horário local (03h25 de Brasília) nos arredores de uma filial do Banco Santander situada no centro da capital chilena, revelaram as fontes.

    Testemunhas disseram ter visto dois homens junto à filial e afirmaram que um deles levava a bomba que explodiu acidentalmente, atirando-o longe.

    O jovem, que foi identificado pela Polícia como Luciano Pitronello Schuffeneger, foi levado para um hospital. A explosão fez com que ele perdesse as duas mãos e provocou queimaduras no rosto e no tronco.

    O delegado encarregado do caso, Héctor Barros, disse aos jornalistas que Pitronello tem vínculos com grupos anarquistas.

    Segundo a Polícia, a bomba consistia em um extintor cheio de pólvora, similar a outras que explodiram há alguns anos em Santiago e em outras cidades do Chile.

  • [Turquia] Anarquistas são atacados por fascistas em Ancara

    [Turquia] Anarquistas são atacados por fascistas em Ancara

    Na noite de 22 de maio, domingo, por volta das 23h30, um bando de fascistas atacou um grupo de anarquistas com facões (cutelos) e armas de fogo em Ancara, capital da Turquia.

    Segundo testemunhas cerca de 8-9 pessoas emboscaram os anarquistas numa rua e que, logo em seguida, eles foram atacados pelos fascistas. Um anarquista ficou seriamente ferido e encaminhado para um hospital. Lá foi submetido a uma cirurgia de emergência. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e corre risco de vida.

    Na rua em que os fascistas esperavam para emboscar o grupo anarquista foi visto um carro de polícia, que permaneceu lá durante o ataque. Depois da agressão os fascistas entraram nesse carro e desapareceram com a polícia do local do crime.

    A agressão fortalece mais uma vez a situação de guerra enfrentada por anarquistas de diversas regiões da Turquia, uma vez que os fascistas do Partido de Ação Nacionalista (MHP) sempre estiveram presentes na história revolucionária deste país.

    É importante frisar que a situação deve piorar, primeiramente porque os fascistas têm o apoio do governo, que além de os fortalecer, os encobre, no combate às forças revolucionárias.

    Também porque, se comparada a anos anteriores, a violência das milícias fascistas parecem mais planejadas e organizadas, pois não temem expor suas armas de fogo, nem tentam esconder o trabalho conjunto com a polícia.

    Mais infos e imagens de um protesto antifascista realizado em 23 de maio em Ankara:

    Ahaligaszetesi (Zeitung):

    http://www.ahaligazetesi.org/2011/05/1537/

    Karakok Autonome:

    http://karakok.wordpress.com/2011/05/23/anarchistinnen-in-ankara-von-faschos-angegriffen/

    Kurdistan Anarşist Grup:

    http://efendisizler.blogsport.de/2011/05/23/anarchistinnen-in-ankara-von-faschos-angegriffen/

  • [EUA] Ativistas serão indenizados por repressão policial

    [EUA] Ativistas serão indenizados por repressão policial

    Três ativistas receberão 50.000 dólares do FBI e da cidade de St. Paul como compensação por uma incursão policial durante a Convenção Nacional Republicana em 2008.

    Um grupo de ativistas pertencentes ao chamado Comitê de Recepção à Convenção Nacional Republicana foi detido em 30 de agosto de 2008 na cidade de St. Paul, Minnesota, pela polícia, em um espaço alugado há alguns dias antes do início da Convenção Nacional Republicana (RNC), enquanto agentes de segurança realizavam um registro do imóvel. Ninguém foi preso, mas pelo menos 50 pessoas que ali estavam foram identificadas e fotografadas.

    Alguns desses ativistas, Sarah Coffey, Erin Stalnaker e Kris Hermes, decidiram processar o FBI (polícia federal estadunidense) e a cidade de St. Paul pela conduta de seus agentes, que, segundo um dos advogados, entraram “não apenas com armas na mão, mas também armas semi-automáticas, e não tinham mandado de busca”. A advogada salientou que o local se tornou um alvo só por suas idéias políticas dissidentes.

    Finalmente chegou-se a um acordo em 26 de maio, o qual os três ativistas receberão 50.000 dólares como compensação pelos atos de 2008. Estes ativistas destacaram que grande parte do dinheiro vai para o Committee to Stop FBI Repression (Comitê para Parar a Repressão do FBI), o Institute for Anarchist Studies (Instituto de Estudos Anarquistas) e para um fundo de defesa jurídica para ativistas.

    Os advogados dos ativistas também direcionaram parte dos seus honorários para um “Fundo de Impacto”, que fornece dinheiro para pequenos escritórios de advocacia e organizações sem fins lucrativos para cobrir ações judiciais de ativistas envolvidos em questões de direitos civis, justiça ambiental e pobreza.

    O ataque a este espaço (foto em anexo) foi uma das muitas ações da polícia contra manifestantes nos dias antes do início da convenção republicana, incluindo o recolhimento e gravação do centro de convergência dos protestos, um fato que ainda está pendente no esclarecimento judicial.

    Durante os quatros dias que durou a convenção, cerca de 800 pessoas foram detidas, incluindo advogados, dezenas de jornalistas e pessoal médico. Em Minneapolis, 102 pessoas foram presas por “reunião ilegal” após um concerto do Rage Against the Machine. Durante a convenção, mais de 10.000 pessoas protestaram contra as políticas do Partido Republicano, os gastos militares e contra a guerra no Iraque.