Categoria: Meio Ambiente

  • [EUA] Filme conta a história da Frente de Libertação da Terra

    “If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front” (2011) conta a história da Frente de Libertação da Terra (ELF, sua sigla em inglês), um grupo ambientalista radical que o FBI considera a ameaça terrorista numero 1 nos Estados Unidos.  O documentário também narra a história de Daniel McGowan, um membro da ELF, que pode passar o resto da vida na cadeia por ações diretas contra as companhias de madeira do Oregon. O filme foi destaque no Sundance 2011, o principal festival de filmes independentes dos Estados Unidos.

    Mais infos e trailer do filme:

    http://www.ifatreefallsfilm.com/

  • [Peru] Bomba falsa no escritório da Air France-KLM

    Comunicado:

    Em 3 de junho, fizemos uma chamada de advertência de colocação de uma bomba falsa no escritório da Air France-KLM com sede em Lima, Peru. Foi informado aos trabalhadores desta empresa sobre os sórdidos negócios que ela tem com a Huntingdon Life Science [que tortura e mata 500 animais todos os dias em experimentos], transportando Animais para aberrantes experiências.

    Eles foram avisados desta escória e que cortem suas relações com a HLS, do contrário… BUM! ESCRITÓRIO.

    Da próxima vez não será apenas uma chamada.

    Frente de Libertação Animal – Peru

  • [Romênia] Chamada para o acampamento Reclaim the Fields 2011

    A comida, a terra, as sementes, a água e conhecimentos indígenas são muito importantes para serem considerados como mercadorias e centralizados de forma capitalista. Tentamos resistir à lógica do lucro sobre nossas vidas. Tentamos praticar um estilo de vida camponês alternativo para cultivar e viver juntos. Nós reivindicamos o campo!

    Rosia Montana é um povoado na cordilheira Apuseni na Romênia, que está ameaçada de ser destruída por um projeto de mineração de ouro. Nós declaramos a nossa solidariedade com os habitantes de Rosia Montana, que defendem suas terras contra o roubo de terras e a exploração por mais de 10 anos.

    Há uma longa história de lutas pelo acesso e controle da terra na Europa e em outras partes do mundo, e é importante compartilhar a diversidade das experiências atuais.

    Se você é ou deseja ser um agricultor, apicultor, ativista, quer cuidar de um jardim urbano, pescar de forma artesanal… junte-se a nós, para o terceiro acampamento Reclaim the Fields, que ocorrerá em Rosia Montana, de 21 a 30 de setembro de 2011.

    Juntos, criaremos um espaço comum para compartilhar experiências e realidades, onde poderemos compartilhar técnicas e conhecimento, ampliar o movimento Reclaim the Fields, reunir nossas energias, reforçar as lutas locais, encontrar conexões entre nós e também com outras lutas anticapitalistas e anticolonialistas e comemorar juntos essas lutas.

    Espalhemos as sementes da resistência!

    Durante o acampamento, convocaremos a Assembléia Geral da Reclaim the Fields, nos informando sobre as diversas ações concretizadas ao longo dos últimos dois anos e imaginando o futuro da constelação. Vamos pensar sobre o acesso a terra e a autonomia de alimentação; faremos ações diretas, trocaremos sementes e idéias sobre resistência, as práticas agrícolas,  questões de gênero…

    O programa é participativo e composto por uma grande variedade de oficinas, atividades práticas, eventos culturais e, principalmente, de tempo para nos conhecer melhor. Precisamos da contribuição dos participantes; se você deseja realizar uma oficina ou palestra, se você é um artista ou de um coletivo e quer compartilhar técnicas e conhecimentos, entre em contato conosco e contribua para a diversidade do acampamento. As propostas devem ser enviadas até 1 de julho, para que possam ser publicadas.

    A cozinha e a logística do acampamento serão organizadas coletivamente. Contamos com sua participação ativa. Esperamos que o acampamento seja também um espaço para as crianças. Uma creche será organizada coletivamente.

    Pediremos doações. Mas se você estiver com dificuldades financeiras que impeçam que você venha, avise-nos.

    Para mais informações, consulte www.reclaimthefields.org e se inscreva.

    Contato: camp2011@reclaimthefields.org

  • [EUA] FBI procura pessoas para se infiltrar entre os ativistas de libertação animal

    Houve dois relatórios esta semana de que o FBI (da Flórida) está à procura de informantes para fornecer dados sobre o movimento local dos direitos dos animais.

    No primeiro caso, uma mulher em West Palm Beach, que é ativa no resgate de cães, foi visitada em sua casa por um agente do FBI. Ele disse que os militantes anti-vivissecção estão “cruzando a linha”, tornando-se “perigosos” e que “causarão danos a alguém”. O agente disse: “você tem um acesso que eu não tenho”. Ele disse-lhe que iria ser “recompensada” por qualquer informação que você fornecer – o agente também se ofereceu para levá-la para almoçar. Ela disse ao agente que não estava interessada. Antes de sair, o funcionário avisou-lhe para não se associar aos ativistas de direitos animais.

    No início de abril, um ativista que faz web design para ganhar a vida foi contatado por uma “personal trainer” para ajudar a criar um site. O ativista se reuniu com a mulher em um café e conversaram por uma hora sobre o projeto. A “treinadora” complementa a sua história com fotos de seu trabalho, etc. Durante uma segunda reunião, do nada, ela mencionou que seu namorado era amigo de alguém que trabalha para o FBI, e que o FBI iria pagar “muito bem” para obter informações sobre ativistas pelos direitos dos animais locais. Ela disse que estava preocupada que os ativistas “poderiam se tornar violentos”. O ativista rapidamente encerrou a conversa.

    É importante sensibilizar quando o FBI começa a dar voltas. A melhor defesa é sempre o silêncio, e as histórias deste tipo devem fornecer uma mensagem aos ativistas para se lembrar por que nunca se pode falar com a polícia.

    Se você tiver sido visitado pelo FBI, por favor, ligue para a linha direta da Green Scare: 888-NLG-ECOLAW.

    Peter Young

  • [México] Artefato explosivo é detonado numa sucursal do BBVA-Bancomer

    Comunicado:

    Em 23 de maio, às 2 da manhã, decidimos detonar um artefato explosivo na filial do BBVA-Bancomer, localizado na Calçada Ignacio Zaragoza, esquina com Agua Caliente, na Delegação Iztacaldo do Distrito Federal.

    O alvo escolhido não é ao acaso. Este banco, de origem espanhola, é o segundo maior banco da América Latina em volume administrado e o primeiro na gestão dos planos de pensões e de seguros. Estas são algumas de suas estratégias de “responsabilidades corporativas”: promover conflitos bélicos no mundo através do financiamento de empresas armamentistas e do comércio neste setor; o financiamento de bombas de fragmentação (usado por Kadafi para bombardear Misrata na Líbia); lavagem de dinheiro do narcotráfico; financiamento de projetos altamente poluentes (Oleoduto de Petróleo Pesado (OCP) no Equador, gasoduto Gasyrg na Bolívia, megapapeleira da ENCE no Uruguai e financiamento de minas a céu aberto no Chile e Peru); financiamento do Repsol YPF e Iberdrola (que produzem energia a partir de combustíveis fósseis), contribuindo para as emissões de CO2 e as mudanças climáticas.

    Embora o Sr. Mancera esforçar-se para desqualificar a ação desta madrugada, falando sobre jovens vândalos com os rostos cobertos, a partir desta declaração, queremos dizer nos sobram motivos para atacar a estes símbolos do capital. Ante o que consideramos estratégias de extermínio, responderemos com fogo até que a última dessas empresas neocolonizadoras desapareça deste país e do mundo.

    Reivindicamos esta ação como uma forma de solidariedade com os nossos companheiros presos no Chile. Com isso também, recordamos o companheiro Mauricio Morales, que foi morto quando detonou os explosivos que usaria contra a Escola de Gendarmaria.

    A solidariedade não entende fronteiras. A ação insurrecional tão pouco.

    Pela destruição do sistema capitalista.

    Pela liberdade dos 14 presos políticos do Chile.

    Pela liberdade dos companheiros mexicanos presos Adrián Magdaleno e Braulio Durán.

    Pela liberdade de nossos companheiros presos na Grécia, Bielorrússia e Estados Unidos.

    Em memória de Mauricio Morales e Patricia Heras.

    CRIA (Célula Revolucionária Insurrecional Anarquista)

  • [Suécia] Novo ataque a um restaurante tailandês em Gotemburgo

    [Suécia] Novo ataque a um restaurante tailandês em Gotemburgo

    Comunicado:

    Na noite de segunda-feira, 16 de maio, aconteceu um novo ataque ao restaurante tailandês Malai, em Gotemburgo, para que deixem de vender sopa de barbatana de tubarão. Voltou-se a quebrar janelas do local com um martelo (as quais haviam sido quebradas há poucos dias) e também a porta de entrada. A ação ocorreu de forma fácil e rápida, inclusive se deparando com um carro da polícia que se dirigia para o local enquanto os ativistas escapavam na noite.

    Anteriormente, havia sido pichada também a frente do local com a mensagem “Não vendam sopa de barbatana de tubarão”, e lançadas bombas de tinta vermelha, cor de sangue.

    Para preparar a sopa de barbatana de tubarão, cortam-se as barbatanas do tubarão ainda vivo e o devolvem para o mar, onde agonizam e afogam dolorosamente. Mas, devido aos ataques contínuos realizados, o restaurante decidiu retirar o item do cardápio.

    Os ativistas escreveram em um comunicado: “Gotemburgo será uma cidade livre do maltrato de animais, e quem ficar no caminho pode contar com a nossa visita”.

    Frente de Libertação Animal – Suécia

  • [Rússia] Ataque incendiário contra máquina de desmatamento na Floresta de Khimki

    [Rússia] Ataque incendiário contra máquina de desmatamento na Floresta de Khimki

    Comunicado:

    Durante a noite de 4 de maio nos deslizamos como serpentes e queimamos uma máquina colhedora utilizada no desmatamento da floresta de Khimki, com a chuva forte como manto. Quinze minutos após a explosão (suspeitamos que o fogo no sistema hidráulico foi a causa), a polícia e funcionários da prefeitura confirmaram o incêndio e o êxito em destruir o veículo.

    Nesta primavera, começaram as obras de desbaste da enorme floresta de Khimki [para a construção da rodovia de alta velocidade Moscou – São Petersburgo], e desde então as obras não cessam. Apesar dos protestos em massa e todas as iniciativas legais (pesquisas, petições, ações, manifestações, vigílias, etc.) as autoridades fazem cumprir a lei, e seus lacaios fascistas e a máfia (sempre juntos na Rússia) conduzem a execução da atividade madeireira. Em uma parte da floresta foi redirecionado o fluxo de um rio (o único e principal afluente de água e um local importante para as diferentes populações de aves na região) para facilitar a construção de um cruzamento.

    Pedimos a todos que possam estar interessados nesta luta, que considere tomar medidas contra a empresa francesa Vinci (faz parte do consórcio internacional de financiamento do projeto de desmatamento), que parece a única meta viável fora da Rússia. Agradecemos a solidariedade de fora; nossa solidariedade com as lutas locais faz parte da nossa resistência global!

    Frente de Libertação da Terra (ELF) – Rússia

    Rede Internacional de Ação e Solidariedade

    Federação Anarquista Informal

  • [França] Crônica da manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo

    [França] Crônica da manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo

    [Ao apelo da rede Reclaim the Fields e dos ocupantes da ZAD, em 7 de maio, 1000 pessoas das cercanias de Nantes e dos quatro cantos da França e arredores, foram mobilizadas para ocupar coletivamente uma parcela de terra, trabalhá-la e sustentar um projeto de instalação agrícola numa área coletiva. Esta ação inscreveu-se numa dinâmica de ocupação da zona afetada pela construção do novo aeroporto próximo de Nantes; contra as políticas urbanísticas mortíferas da Metrópole de Nantes; pela recuperação das terras agrícolas onde o acesso é cada vez mais difícil devido à construção massiva e descontrolada, à especulação imobiliária e à política de expansão das fazendas (explorações agrícolas).]

    Desde manhãzinha que algumas centenas de pessoas vão carregando reboques para as Planchettes, no centro das ZAD. Caixotes de garrafas de cerveja, carrinhos de mão, infokiosk, cartazes, faixas, entre outros apetrechos. As ferramentas permanecem nas costas até chegar ao ponto de encontro.

    Foi assim que um primeiro cortejo atravessou os campos até ao final das ZAD. Longe desta atividade vários carros da polícia colocados num caminho lateral… meia volta,  inversão de marcha, à ré, à frente… Depois deste jogo que parece falta de organização, eles debandam. Não parecem querer nos ver muito de perto.

    10 horas, chegada a tempo às Paquelais. Após 30 minutos de espera um cortejo de cerca de 800 pessoas e 5 tratores movimenta-se em direção às ZAD, para chegar até à parcela a ser demarcada… Pás, garfos, ganchos, forquilhas, enxadas, rastelos, foices, facões… as ferramentas são levantadas, colocadas bem alto. “Parece que vamos tomar a Bastilha!” grita um idoso, sorrindo. “Em frente pelos camponeses”, gritou outro. Não havia nenhum slogan unitário, mas um desfilar de pequenos grupos com muita imaginação, embalados por uma batucada. Canções, slogans alto e bom som… o ruído das colunas… o ambiente é acolhedor e divertido.

    Chegada ao local, em cada parcela, uma pequena troca de palavras com os que estão ao lado: muita gente, não há alto-falantes, nem todos podem escutar, mas a multidão está entusiasmada. Um trator abre agora um sulco na terra improdutiva e os desbravadores entram em cena. Ao mesmo tempo, o bar está montado, a cerveja gelada, a logística para o dia em ordem e as gargantas são irrigadas. Do lado do campo, após uma hora de trabalho, a terra já está bem demarcada.  Esta demarcação vai de vento em popa, poucos dedos cortados perante tanta energia. E os assentadores e assentadoras não se esquecem de ir comer!

    À tardinha, um pequeno sistema de som é montado nas parcelas para se ouvir as intervenções dos diversos grupos de luta contra o aeroporto de Notre Dame; mas também os coletivos em luta contra o reordenamento do território (luta contra uma linha de alta tensão em Catalogne e outra contra a ampliação do aeroporto de Heathrow, no Reino Unido), e até mesmo depoimentos de lutas passadas e vitoriosas na região (contra os projetos de centrais nucleares de Carnet e do Pellerin). Após esta troca de impressões, diversas manifestações e ações são marcadas para os próximos meses, em Notre Dame e outros lugares. Os grupos se reúnem para falar mais detalhadamente sobre as diversas problemáticas, a gentrificação rural, a luta contra a MAT, memória de lutas…

    A marcação de terras prosseguiu até à noite; dezenas de montes de mato, de vários metros de altura são postos a rodear o terreno. Missão cumprida. Resta agora deitar debaixo de algumas árvores e preparar a terra, mas um trabalho impressionante já foi realizado. A jornada termina maravilhosamente com uma noite de festa, de reuniões, concertos, encontros… madrugada a dentro.

    Domingo, o despertar foi difícil, mas coletivos camponeses são organizados assim como uma discussão sobre um possível acampamento neste verão, a ser implementado nas ZAD.

    Esta ação foi a primeira ocupação massiva na zona prevista para o aeroporto. O entusiasmo geral deixa prever novas ações deste tipo. Ao mesmo tempo, a ocupação da ZAD continua: outras instalações já estão em andamento. Nós não os deixaremos expulsar-nos.

    Tradução > Liberdade à Solta

  • [Rússia] Continua a luta pelas florestas de Khimki

    [Rússia] Continua a luta pelas florestas de Khimki

    Em 8 de maio, na cidade de Khimki, foi realizada uma manifestação popular sob o lema “Defendemos as florestas de Khimki”. Próximo ao estádio da cidade, reuniu-se cerca de 200 pessoas de diferentes lugares da Rússia. Os organizadores da manifestação declararam que são os próprios dirigentes que estão contra o povo e fizeram um chamado para ir para os acampamentos de ecologistas na floresta. Forças anti-motins chegaram pouco depois do início da manifestação e 15 pessoas foram detidas. O resto dos manifestantes tentou bloquear a rua para parar o ônibus com os detidos, mas os anti- motim os impediu. Os presos, mesmo do ônibus, continuaram incentivando os manifestantes a ir para o acampamento.

    Do acampamento, duas patrulhas foram direcionadas para vistoriar a floresta. No retorno, relataram que não haviam encontrado indícios de novas derrubadas de árvores, mas havia visto mensagens de aviso sobre o descobrimento de gasodutos subterrâneos. Os gestores da construção da rodovia privada “Moscou-São Petersburgo” declararam que vão transferir o gasoduto, mas não informaram nada sobre uma possível mudança na rota do caminho.

    Por outro lado, aos detidos foi imposto o protocolo 20.2, referente à violação das regras de organização de eventos públicos, e o 19.3, por desrespeito aos funcionários da polícia. Parte dos manifestantes foi para a delegacia para realizar piquetes e exigir a libertação imediata dos participantes. No início, a polícia disse que os detidos permaneceriam ali até 10 de maio, mas, em seguida, foram levados ao tribunal, mesmo estando em recesso. O juiz acabou por decidir a relegar o assunto para os tribunais locais, onde os prisioneiros vivem, e na parte da tarde foram liberados.

    Entre os participantes das manifestações em defesa das florestas de Khimki e do acampamento de protesto se encontram representantes de diversas organizações sociais e políticas de Moscou e em torno da capital, incluindo, infelizmente, ideologias extremistas. No acampamento, por exemplo, próximo a máquina de corte de madeiras perto do aeroporto “Sheremetievo II” foi posta uma faixa da “Rússia Imperial”, que foi posteriormente removida, a pedido de ativistas de outros pontos de vista ideológicos.

    Em 7 de maio um novo acampamento foi levantado junto a máquina de corte, não muito longe da vereda Starbeevo, e neste lugar, em 8 de maio, foi posta a bandeira do movimento ecológico radical “Vigilantes do Arco-íris”, cujos membros, em sua maioria, são anarquistas. Na manifestação do mesmo dia, participaram representantes de movimentos anarquistas e anti-fascistas.

    Após as ativas noites de 5 e 6 de maio, não houve mais ataques ao acampamento pela empresa de segurança responsável pelo monitoramento das derrubadas ilegais de árvores. Os integrantes do acampamento realizaram patrulhas constantes para evitar o abate de mais árvores.

  • [EUA] O terceiro “terrorista” mais procurado pelo FBI é um ativista do movimento de Libertação Animal e da Terra

    [EUA] O terceiro “terrorista” mais procurado pelo FBI é um ativista do movimento de Libertação Animal e da Terra

    Com a suposta morte do fundador e líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o FBI, a polícia federal estadunidense, reorganizou em 2 de maio passado a lista dos mais buscados pelos Estados Unidos por atividades terroristas; Andreas San Diego, fugitivo do movimento de libertação animal é agora o número três.

    San Diego foi acusado em 2004 pelos ataques sofridos a duas metas relacionadas com a campanha contra a HLS (Huntingdon Life Sciences), Chiron (Emeryville, Califórnia) e Shaklee (Pleasonton, Califórnia). Foi visto em 2003, depois que ele escapou da vigilância do FBI no centro de São Francisco.

    Andreas San Diego é o principal suspeito referente ao bombardeio a Shaklee, pois foi detido por uma infração menor de trânsito, a menos de uma milha antes da detonação de explosivos (pelo que a polícia suspeita). Ele está em fuga por quase oito anos.

    A adesão de San Diego na lista dos mais procurados é uma estratégia ousada do governo federal, vendendo ao público a falsa informação de que os ativistas pela libertação animal e a ALF são terroristas. Esse movimento em que, em mais de 30 anos de atividade, nenhum humano foi afetado. Os ataques de San Andreas foram realizados em edifícios de escritórios vazios e ninguém ficou ferido.

    O FBI diz o seguinte sobre o fugitivo:

    Daniel Andreas San Diego é procurado por seu suposto envolvimento no bombardeio de dois edifícios de escritórios na área de São Francisco, Califórnia. Em 28 de agosto de 2003, duas bombas explodiram, cerca de uma hora de diferença na Chiron Corporação, em Emeryville. Então, em 26 de setembro de 2003, uma bomba, amarrada com pregos, explodiu na Corporação Shaklee, em Pleasanton. San Diego foi acusado no Tribunal Federal Distrital, Distrito Norte da Califórnia, em julho de 2004”.

    Depois disse, é claro, “deve ser considerado armado e perigoso” (a ficha de Peter Young, que estava foragido há 7 anos do FBI, continha a mesma anotação, embora ele nunca tenha tido uma arma de fogo).

    É impossível saber onde se esconde Andreas San Diego, mas por favor, pergunte a si mesmo o que você faria se uma noite, em sua porta, ele pedisse ajuda. San Diego está enfrentando uma sentença de prisão perpétua se preso, e agora, literalmente, fugiu por sua vida.