Categoria: Meio Ambiente

  • [França] Manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo!

    [França] Manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo!

    Grande jornada de luta, sábado, 7 de maio, em Notre Dame des Landes, ao norte de Nantes, pelo acesso à terra, contra o aeroporto e o seu mundo!

    Por espaços insurretos, ocupemos as terras!

    Durante quarenta anos, os políticos e os construtores/empreiteiros alimentaram a idéia e prepararam o terreno para a construção de um novo aeroporto próximo de Nantes, com vista à satisfação dos seus vorazes sonhos de metrópole e de expansão econômica, numa área correspondente a 1650 hectares de terras agrícolas e pequenos povoados, chamado ZAD (Zona de Desenvolvimento Reduzido, dito doutro modo Zona a eliminar). O projeto do aeroporto de Notre Dame des Landes, que deveria ser enquadrado como um delírio obsoleto, está sendo adaptado para tornar-se um exemplo gritante do “capitalismo verde” e da sua arrogância ideológica.

    A luta contra o aeroporto encontra-se num ponto de virada com a assinatura em janeiro deste ano do contrato de construção e de exploração com a Vinci, empresa francesa líder mundial na prestação de serviços nas áreas da Construção Civil e Obras Públicas. A ofensiva propagandística em todas as direções é reforçada para justificar um projeto em relação ao qual os responsáveis têm a noção clara da sua fragilidade. Apesar da edificação das obras para os próximos anos, sabemos que esta luta pode ser ganha e estamos nos preparando para que toda a tentativa de construção seja barrada e lhes saia cara. Os exemplos das vitórias obtidas na região no passado, contra os projetos nucleares de Plogoff, de Carnet ou de Pellerin, revelam que as obras, mesmo as mais megalomaníacas, podem ser bloqueadas se a determinação for suficiente e se forem utilizados os meios adequados.

    Paralelamente, existiram numerosas ações em apoio às lutas dos agricultores e agricultoras e outros habitantes que resistiam, de tempos a tempos houve a necessidade de repetir passo a passo todas as lutas e, após dois anos, as casas e terrenos foram requisitadas pelos empreiteiros do aeroporto.

    Construiu-se uma base de resistência nas ZAD: cabanas nas árvores e no solo, jardins, casas reabilitadas, espaços de reunião e de trabalho, mas também uma padaria, um alojamento, uma biblioteca e um atelier de produção gráfica. Atualmente, contamos já com cerca de sessenta novos habitantes na ZAD, repartidos por cerca de uma quinzena de espaços.

    Integrada nesta dinâmica a manifestação de 7 de maio visa a instalação coletiva de um projeto agrícola em terrenos baldios para defender essas terras, viver aí e contribuir para a alimentação da ZAD e seus arredores.

    Esta iniciativa é fruto do encontro entre Reclaim The Fields, rede européia de agricultores e de sem terra, e dos ocupantes da ZAD. Destina-se a todos e a todas aqueles e aquelas que lutam para que a agricultura tenha futuro, que participam há longo tempo na resistência local e não querem renunciar e a quem quiser aderir à luta atualmente. Convidamos todos e todas para que este 7 de maio seja um momento de ação coletiva, de encontro e de festa, e propomos ficar nos dias seguintes para reforçar a instalação da ZAD.

    Pelo acesso à terra!

    Numerosos agricultores e agricultoras procuram cultivar a terra numa lógica crítica a uma indústria agro-alimentar, sinônimo de exploração econômica globalizada, de destruições ambientais e de formatação da gestão da sociedade. E encontram e têm de fazer em face de numerosos obstáculos. Um dos maiores problemas é a dificuldade de acessar a terra, fazer construção, do estrangulamento dos pequenos espaços agrícolas, da política de constante expansão das explorações agrícolas existentes.

    De vez em quando indivíduos ou coletivos, principalmente na cidade, pretendem encontrar meios de se alimentar em bases locais e de trocas diretas ou produzirem uma parte da sua alimentação. Este processo encontra-se também bloqueado pelas políticas agrícolas, pelas formas atuais de urbanização e de concentração de terras.

    Há um conjunto substancial de terras agrícolas na ZAD. Apesar das iniciativas realizadas ao longo de décadas para manter o seu uso, algumas estão transformadas em terrenos baldios, outras podem ter sido expropriadas, e ameaçam as existentes de que o arrendamento rural pode não ser renovado por causa do andamento dos trabalhos. Todas serão perdidas se o projeto do aeroporto chegar ao seu termo.

    A iniciativa do 7 de maio constitui uma etapa na construção de um movimento mais amplo para libertar as terras.

    Contra o aeroporto e o seu mundo!

    A luta contra o aeroporto de Notre Dame é uma luta que envolve as questões que nos unem, o cruzamento das problemáticas e pensar estratégias comuns. Através desta luta, combatemos a alimentação condicionada, a sociedade industrial e o aquecimento climático, as políticas de desenvolvimento econômico e de controle do território, as megacidades e a normalização de formas de viver, a privatização do comum, o mito do crescimento e a ilusão de participação democrática…

    Agora que as preliminares de construção se intensificaram, é necessário dar um novo fôlego a esta luta, que se opõe diretamente às perfurações, prospecções, inquéritos públicos, eventuais expulsões, aumentando a pressão sobre os responsáveis e decisores, assim como sobre as companhias ligadas ao projeto, e ainda criando momentos de ações coletivas de massas. A ocupação da ZAD é um das mais importantes entre todas as luta contra o aeroporto. Estas formas de ocupação de uma zona ameaçada permitem ligar construção e resistência. Elas conjugam experiências de vida e de produção e uma dinâmica ofensiva ao mesmo tempo que bloqueia eficazmente o avanço das obras do aeroporto.

    O aeroporto não passará!

    Não permitiremos que se construa!

    Contato: reclaimthezad[arroba]riseup.net

    Tradução > Liberdade à Solta

  • [Japão] Reportagem sobre a Manifestação Anti-Nuclear de 10 de abril em Tóquio

    [Japão] Reportagem sobre a Manifestação Anti-Nuclear de 10 de abril em Tóquio

    Em 10 de abril passado aconteceu um dia de protesto contra a energia nuclear e as armas em Koenji, Tóquio, e em outras cidades do Japão e do mundo. Um anarquista japonês mandou um breve relato descrevendo a ação em Tóquio. Confira a seguir.

    Sim, a manifestação em Koenji foi incrível, ficamos surpresos com o número de participantes, 15.000! Esta foi a maior marcha que aconteceu aqui no Japão há décadas.

    E é importante notar que os manifestantes, em sua maioria, não estavam organizados em partidos políticos ou sindicatos, eram simplesmente indivíduos. Pude sentir o poder das massas pela primeira vez no Japão.

    No Japão, como você sabe, o controle nas ruas feito pela polícia é muito forte e o nosso movimento não é tão grande. Daí, sempre temos que marchar em uma “linha” da rua [“para permitir que o tráfego passe”]. Mas nesta oportunidade as pessoas tomaram um lado inteiro pela primeira vez em trinta anos!

    Não somente a polícia mas também nós, o/as organizadore/as, não conseguíamos controlar o movimento e a manifestação das pessoas. Foi uma Zona Anárquica (apoio mútuo) Temporária criada pelas pessoas. Esta foi a “manifestação”.

    E também a arte gráfica presente neste protesto foi realmente muito bem feita e deu a ele uma forte presença visual, uma inspiração para todos nós!

    Aqui estão os vídeos da manifestação em Tóquio:

    http://www.youtube.com/user/410nonuke#p/a/u/1/MAU1kos_n9g

    http://www.youtube.com/user/410nonuke#p/a/u/0/leafNnVWB24

    E fotos aqui:

    https://picasaweb.google.com/117565154512211766326/20110410?feat=flashalbum#

    http://www.flickr.com/photos/workshop/sets/72157626348937185/

    E as artes gráficas aqui:

    http://410nonuke.tumblr.com/tagged/|%20graphic

    Nova manifestação antinuclear

    Haverá um segundo protesto antinuclear em 7 de maio no Japão. Mensagens de solidariedade internacional envie para 410nonuke[arroba]gmail.com.

    Mais infos:

    http://57nonukes.tumblr.com/

     

    Tradução > Marcelo Yokoi

  • [Suíça] Marco Camenisch é transferido pela segunda vez em 6 meses!

    [Suíça] Marco Camenisch é transferido pela segunda vez em 6 meses!

    O eco-anarquista preso Marco Camenisch foi transferido pela segunda vez em 6 meses. Desta vez foi levado à cadeia de Lenzburg, em Argovia. Ninguém sabe o porquê. O que está claro é que cada traslado torna-se um grande estresse para o preso. Uma situação nova, um novo regime, novos vexames.

    Marco precisa de nossa solidariedade! Por 20 anos está como um prisioneiro político.

    Envie cartas de apoio:

    Marco Camenisch

    Justizvollzugsanstalt Lenzburg

    Postfach 75

    5600 Lenzburg

    Suíça

    Um pouco de história

    Marco Camenisch: Prisioneiro eco-anarquista suíço, ativo durante a década de 70, realizou uma campanha feroz contra a indústria nuclear, atacando torres de energia e sabotando centrais nucleares. Foi preso em 1980, mas escapou da prisão no ano seguinte, durante a fuga realizada com outros cinco presos – um guarda foi morto a tiros e outro ficou gravemente ferido. As autoridades acusaram Marco de ser o único a disparar a arma. Embora tenha sempre negado.

    Esteve por 10 anos foragido, vivendo nas montanhas e cooperativas, até que foi preso na Itália em 1991; durante sua detenção iniciou-se um tiroteio no qual Camenisch feriu um carabineiro, Marco também foi ferido e preso.

    Sua casa foi revistada e foram encontradas duas pistolas e seis bombas caseiras. Em 2002 ele foi mandado para a Suíça, onde ele está agora.

    Camenisch sempre manteve sua atitude contestatória, publicando de artigos em vários jornais, fazendo greves de fome e outras manifestações.

  • [EUA] Dia Internacional de Solidariedade com os eco-anarquistas Marie Mason e Eric McDavid

    [EUA] Dia Internacional de Solidariedade com os eco-anarquistas Marie Mason e Eric McDavid

    11 de junho de 2011! Dia Internacional de Solidariedade com os eco-anarquistas estadunidenses Marie Mason e Eric McDavid, detidos sob as duras condições prisionais e sujeitos a repressão por parte do FBI e das autoridades penitenciárias. O dia também é um chamado por todos os anarquistas presos a longo prazo em todo o mundo.

    O 11 de junho começou como um dia internacional de solidariedade com o anarquista Jeff “Free” Luers, prisioneiro de longo prazo, em 2004. Naquela época, Jeff estava cumprindo 22 anos de prisão. Enfurecido pela devastação ambiental que via acontecer em uma escala global, Free queimou três picapes esportivas 4×4 de uma concessionária de carros, em Eugene, Oregon. A sentença que lhe foi imposta teve a intenção de enviar uma mensagem clara para os outros que estavam indignados com a contínua guerra do capitalismo nos ecossistemas da Terra – e para aqueles que estavam dispostos a tomar medidas para impedi-la. Free, depois de tudo, não está sozinho em sua preocupação com a mudança do clima, os combustíveis fósseis, a poluição e os organismos geneticamente modificados (OGM).

    Após anos de luta, Jeff e sua equipe legal obtiveram uma redução de sua pena e ele foi libertado da prisão em dezembro de 2009. Mas nos anos desde a prisão de Jeff e sua libertação, o FBI realizou uma série de indiciamentos e prisões, na tentativa de devastar comunidades de ambientalistas radicais e anarquistas. Dois dos que foram pegos no turbilhão da repressão foram Eric McDavid e Marie Mason.

    Eric McDavid foi preso em janeiro de 2006, após ser pego por um informante pago do governo – “Anna” – e foi acusado de conspiração. Eric – que nunca realizou qualquer ação e foi carregado do que equivale a “delito de opinião” – se recusou a cooperar com o Estado e levou o caso a julgamento. Depois de um julgamento cheio de erros, o júri condenou Eric. Ele foi condenado a quase 20 anos de prisão. Você pode encontrar mais informações sobre o caso de Eric em www.supporteric.org.

    Marie Mason foi presa em março de 2008, após seu ex-parceiro – Frank Ambrose – se tornar um informante do FBI. Diante de uma sentença de prisão perpétua se ela fosse a julgamento, Marie aceitou um acordo judicial em setembro de 2008, admitindo seu envolvimento no incêndio de um escritório de investigação relacionado com OGM e a destruição de um equipamento de gravação. Em sua sentença, em fevereiro do ano seguinte, recebeu uma pena de quase 22 anos. Você pode encontrar mais informações sobre o caso de Marie em www.supportmariemason.org.

    Marie e Eric agora compartilham a triste distinção de ter as sentenças mais longas de todos os presos ambientalistas nos Estados Unidos.

    Por favor, queira juntar-se a nós no Dia Internacional de Solidariedade com os eco-anarquistas presos a longo prazo, Marie Mason e Eric McDavid, em 11 de Junho. Este é um momento para lembrar os nossos amigos que estão na prisão – que continuam a luta no interior. Este é um tempo para continuar e reforçar o mesmo trabalho pelo qual Eric e Marie estão agora cumprindo na cadeia há muito tempo – a luta contra o capitalismo, a devastação ecológica, e as formas cada vez mais difusas de controle nesta sociedade da prisão.

    Liberdade a Marie e Eric!

    Liberdade a todos os presos e presas!

    Mais infos:

    http://june11th.org

    Contato:

    june11thsolidarity@gmail.com

  • Ações diretas na Rússia

    Liberação de mais de 50 cães em Syktyvkar

    Um grupo de eco-anarquistas liberou mais de 50 cães de um canil de cães de rua em Syktyvkar, República de Komi, na Rússia. A razão para esta ação era de que, segundo grupos de direitos dos animais da região, no passado todos os cães que haviam sido presos neste abrigo foram mortos (degolados com facas) e seus corpos queimados na câmara de cremação.

    Vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=79wJSEt2H2I&feature=player_embedded

    Ataque a escavadora em Moscou

    O grupo “Guerrilha Urbana” reivindicou a responsabilidade pela queima de uma grande escavadeira em um canteiro de obras de um condomínio em construção perto da floresta Bitcevski em 9 de abril, na cidade de Moscou. O condomínio está sendo construído em parte pelo Seviço de Inteligência (?) Militar Russo. Os militares devem ser instalados nos edifícios.

    Vídeo do ataque e comunicado da ação em russo:

    http://blackblocg.info/index.php/protestnye-dejstviya/93-gorodskie-partizany-atakovali-tochechnuyu-zastrojku-v-yasenevo

  • Dia internacional de ação direta contra a extração

    Dia internacional de ação direta contra a extração

    Junte-se a nós em 20 de abril, onde quer que esteja!

    Comunidades ao redor do mundo estão sendo atacadas por indústrias extrativistas que envenenam nossas famílias, matam aqueles que nos são queridos no trabalho e destroem os ecossistemas que cuidamos. O vazamento da British Petroleum (BP) no Golfo do México, infelizmente foi apenas um de uma cadeia infinita de desastres que nasceu de um sistema econômico que invariavelmente irá consumir os recursos do planeta.

    Extração é o ato de tomar algo sem dar nada em troca. A extração toma a vida de trabalhadores, para que as corporações possam fazer um pouco mais de dinheiro. A extração toma a água e o ar limpos e nos dá oceanos imundos e o clima caótico. A extração toma a riqueza natural de comunidades e ecossistemas, deixando para trás pobreza e vastidões ecológicas.

    Para um clima estável, e ar e água limpos, devemos parar a extração de combustíveis fósseis, e demais “recursos”. Das areias betuminosas de Alberta à Costa do Golfo, as pessoas estão lutando contra as indústrias extrativistas que declararam guerra ao nosso planeta. O Rising Tide está chamando por um dia de ação direta contra a extração no aniversário de 1 ano do vazamento da BP.

    Em 20 de abril, levemos isso aos pontos de produção. Desligue um poço, ocupe uma mina, assuma o controle de um escritório, bloqueie um banco. A comunidade de ninguém deve ser uma zona de sacrifícios.

    Por justiça climática e um planeta habitável,

    Rising Tide América do Norte

    Mais infos:

    http://www.extractionaction.net/

  • Ação direta contra a Petrobras na Nova Zelândia

    Ação direta contra a Petrobras na Nova Zelândia

    Um protesto forçou a Petrobras a suspender estudos sísmicos na bacia de Raukumara. Com cartazes com dizeres como “pare com o petróleo em águas profundas”, manifestantes pularam na água para bloquear o barco Orient Explorer, da empresa brasileira.

    Uma frota de cerca de 20 barcos de ativistas vem protestando há mais de uma semana no litoral da Nova Zelândia contra os trabalhos de perfuração de poços de teste pela Petrobras (Brazil’s Petrobras International Braspetro BV).

    A frota enfrentou nesta segunda-feira (11 de abril) o navio Orient Explorer, da empresa brasileira, que iniciou na semana passada os primeiros testes de perfuração na região.

    Os ativistas reclamam dos potenciais perigos de contaminação ambiental em caso de vazamentos como o que ocorreu no ano passado em um poço da britânica BP no golfo do México.

    Entre os grupos que participam do protesto estão aborígenes da região norte da Nova Zelândia, que temem a destruição dos recursos naturais dos quais dependem para sua subsistência.

    “Não temos confiança nessa companhia ou no governo quando dizem que nenhum dano ocorrerá ao que nos é caro. Não queremos nenhuma exploração de petróleo ou perfurações nas nossas águas”, afirmou Dayle Takitimu, da comunidade maori Te Whanau-a-Apanui.

    “É totalmente temerário que o governo tenha convidado esta indústria para nossas águas, arriscando um desastre que poderia devastar nossa costa e nossa economia”, disse Steve Abel, porta-voz do Greenpeace.

    Os ativistas prometem continuar com as mobilizações até que o governo revogue a permissão à Petrobras para fazer explorações nas águas do país.

    A Petrobras recebeu no ano passado do governo neozelandês a concessão para explorar durante cinco anos a existência de gás natural e petróleo na bacia de Raukumara, na costa nordeste do país, onde a maioria da população é indígena maori.

    Os maoris não foram consultados sobre a decisão. Desde então vem acontecendo atos no litoral da Nova Zelândia em protesto pela permissão dada pelo governo à Petrobras para fazer explorações nas águas do país.

  • [Suécia] Ataques ao parque de animais Slottsskogen

    [Suécia] Ataques ao parque de animais Slottsskogen

    Comunicado:

    “Na Suécia, em Gotemburgo, visitamos o parque Slottsskogen de animais. Quando entramos no local destruímos letreiros pintados sobre os mapas. Nós começamos a cortar as cercas de proteção em algumas áreas; nenhum animal foi resgatado porque há principalmente focas e pingüins, e é impossível a transferência (o que é triste, porque é fácil alcançá-los).

    Em seguida, golpeamos com um bastão as paredes de vidro das gaiolas que estavam vazias, onde ficavam aves, mas elas eram muito grossas para quebrar e o som ecoou pelas ruas. Em vez disso, deixamos mensagens nas paredes de vidro como “escória”, “Aqui os animais estão sendo torturados”, e assim por diante.

    Continuamos com a colocação dos selos em tinta preta, que foi derramada sobre as paredes e janelas, e pintamos “Abusadores de Animais” e “DBF [ALF em sueco]” em todos os lugares, de modo que a escória humana não pode olhar os animais a partir dessas janelas, já que os animais não devem viver para o nosso entretenimento!

    Fundamentalmente, em termos de grafite, bombardeamos o local com “abusadores de animais” e “tortura”. Algumas portas de segurança e uma sorveteria foram pintadas também.

    O curioso é que a mensagem de “escória” feita há alguns meses à esquerda em um de seus mapas ainda está lá.

    Frente de Libertação Animal (ALF) – Suécia

  • [EUA] A Suprema Corte não irá rever o caso do SHAC7

    A Suprema Corte anunciou a alguns dias que não irá rever o caso do SHAC7 (Stop Huntingdon Animal Cruelty), um notável exemplo de um caso envolvendo a Primeira Emenda, em que um grupo de ativistas pelos direitos dos animais foi condenado como “terrorista”, por levar adiante um controverso site.

    A campanha do SHAC7 não tinha nada a ver com o Anthrax, bombas caseiras, ou um plano para seqüestrar um avião. Eles foram responsáveis pela manutenção de um site. Nesta página publicavam notícias sobre a campanha (ações legais, como protestos e ações ilegais, como resgatar animais de laboratório) e certamente havia adeptos.

    Devido a isso, enfrentaram uma série de acusações de conspiração, incluindo conspiração por violar a Lei de Proteção à Empresa Animal e de cometer “terrorismo relacionado com a causa pelos animais.”

    Os réus perderam o julgamento e foram condenados a entre 1 e 6 anos de prisão. Na apelação, o Terceiro Circuito emitiu uma “falha de varredura”. Considerou que a retórica da campanha SHAC era uma “ameaça real” (embora eles nunca fossem acusados de destruição de propriedade, ou violência, ou de incentivo a participar de tais atos), porque nessa mesma campanha, também existiram casos de atividades ilegais.

    Dito de outra forma, o tribunal considerou que poderia limitar os direitos, sob a primeira emenda, de um grupo de pessoas por ações do passado cometidas por outros.

    Por exemplo, um dos réus, Josh Harper, deu dois depoimentos em que falou sobre a campanha e sobre seu apoio, pessoal e teórico, à Frente de Libertação Animal, e a pequenas ações, como o envio de fax em preto para danificar as máquinas de fax de algumas empresas. A corte de apelações observou: “a conduta pessoal de Harper não cruza a linha da ilegalidade. Puni-lo por seus discursos políticos seria inconstitucional. No entanto, seu comportamento… dá indícios os quais o júri pode ter chegado à conclusão razoável de que Harper estava envolvido em uma conspiração para violar a Lei de Proteção à Empresa Animal”.

    A Suprema Corte negou o auto de cerceamento do caso, o que significa que não serão atendidos. Em resumo, a sentença do tribunal de apelações está  parada, dando caso do SHAC7 como encerrado.

    A probabilidade de um caso ser revisto pelo Tribunal Supremo é pouca, claro. Mas estou um pouco surpreso que este seja o caso do SHAC7. A Suprema Corte revisou o caso da Igreja Batista Westboro (o mesmo que criou o slogan “Deus odeia os gays”), declarando finalmente que eles tinham o direito de realizar seus protestos em funerais militares. John G. Roberts, presidente da Suprema Corte, escreveu que sua conduta é “certamente prejudicial, e sua contribuição insignificante ao discurso público”, mas está protegida.

    Todos, exceto um dos condenados do SHAC7 foram libertados, de modo que isto nada tinha a ver com a duração da pena. Teria a ver sobre o precedente que pode criar tais condenações, especialmente no âmbito da Lei de Proteção à Empresa Animal. Também a ver com o rótulo de “terroristas”, que perseguirá esses ativistas pelo resto de suas vidas.

    Mesmo se você não concordar com a campanha SHAC, ou campanhas pelos direitos dos animais em geral, a rejeição do tribunal em conhecer este caso tem implicações graves para todos os ativistas de qualquer movimento de justiça social.

    Aqui está uma resposta de Lauren Gazzola, uma das pessoas pertencente ao grupo SHAC 7:

    “Hoje foi um dia difícil, mas acho que a recusa da Suprema Corte em rever o nosso caso é um erro. Não somente um erro jurídico, mas um erro moral. Nesse sentido, eu tive um monte de dias difíceis durante os últimos anos. Gostaria de falar sobre um dos “menos ruins”.

    Algumas semanas atrás eu dei uma palestra sobre o caso do SHAC7 em uma aula de direito. Antes de começar a falar, o professor mostrou uns vídeos de investigações sigilosas dentro do laboratório HLS (Huntingdon Life Sciences), que mata 500 animais por dia em seus laboratórios. Foi a primeira vez que vi essas imagens desde que saí da prisão e foi superior a mim. Quando os vídeos terminaram, a diretora executiva da Sociedade Nacional Antivivissecção se levantou para me apresentar. Começou dizendo: “É difícil saber por onde começar”.

    Eu estava perto dela, e até um pouco agitada ao ver aquelas imagens. Eu tinha planejado começar a minha intervenção agradecendo ao professor por me convidar, também à SNA (Sociedade Nacional Antivivissecção) por patrocinar o evento, e aos alunos para participar. Em vez disso, me dirigi à classe e disse: “Eu sei exatamente por onde começar. Eu passei três anos da minha vida tentando fechar HLS e outros três anos e meio de prisão por esse motivo. Cada um daqueles dias valeu a pena e faria de novo”. Hoje, eu só gostaria de repetir a mesma coisa: faria isso de novo. Valeu a pena.”

  • [Irlanda] “Guerra contra as peles”

    [Irlanda] “Guerra contra as peles”

    Peles

    Comunicado:

    Por um longo tempo na Irlanda, a família peleteira Barnardo, salva a sua própria “pele”. Acham que podem fazer o que quiserem, até mesmo atacar manifestantes pacíficos. “A Unidade de Assassinos de Peleteiros” já teve o bastante. É hora de mostrar a estes safados que não vão ter uma vida tranqüila, desfrutando de produtos resultantes do assassinato de milhares, milhões de animais – mortos para que duas broacas velhas e suas filhas, netas e familiares possam sentar e relaxar.

    Nós começamos esta campanha com a “redecoração” do seu veículo, estacionado de forma “segura” perto de sua loja de horrores, atrás do Centro de Turismo de Dublin, em Suffolk Street.

    As duas câmeras antigas no estacionamento não nos impediram de fazer o nosso trabalho. Com uma sensação de repugnância, vimos as garrafas de champanhe cara e outros artigos de luxo dentro do carro, comprado com o sofrimento e a morte dos animais. Eles até tinham alimento para alguns animais de estimação lá! Falando de hipocrisia e egoísmo…

    Após esta rápida olhada, despejamos removedor de tinta em todo o carro, e colamos as fechaduras.

    Se você quiser “decorar” um pouco mais, é um Mazda MPV azul (antes da nossa renovação, de qualquer forma), de placa número 02 D62162. Você também pode visitá-los em Hillside Drive 31, Rathfarnham, Dublin 14.

    Este é apenas o começo. Em breve iremos aumentar a nossa tática nesta guerra. É hora dos assassinos experimentarem o medo e a dor impostas sobre as únicas e verdadeiras vítimas, as criaturas mortas por dinheiro.

    “A Unidade de Assassinos de Peleteiros”