Categoria: Meio Ambiente

  • Documentário: “O fim da civilização”

    FIN:CIV (o fim da civilização) é um filme que examina a dependência à violência sistemática e exploração ao meio ambiente, que domina as culturas “civilizadas” ambientais. Os tópicos de “FIN: CIV” são baseadas nos livros “Endgame”, do autor estadunidense Derrick Jensen, onde pergunta: se a vossa terra é invadida por alienígenas que destroem florestas, envenenando o ar e a água, e contaminam as colheitas, resistiria à ocupação?

    A super-exploração dos recursos naturais é a principal razão pela qual as grandes civilizações morrem. Neste momento o mundo está em crise: a economia no caos, a escassez de petróleo, o aquecimento global fora de controle e desordem política. As manchetes de jornal repetem artigos atrás de artigos sobre a corrupção e numerosas traições ao confiante público. Somos testemunhas de como este sistema entra em colapso e em seu desespero tenta agarrar tudo o que pode, até não sobrar nada.

    Dada toda esta destruição, vemos atos de coragem autêntica, por moradores nas zonas mais afetadas. “FIN: CIV” documenta atos heróicos de resistência, no seio das comunidades que sofrem a repressão contínua e a violência do sistema atual. Também “FIN: CIV” analisa os mitos mais comuns da esquerda e faz-nos analisar quais são as táticas que nos levará a um futuro melhor.

    Derrick Jensen narra várias partes de “FIN: CIV” e faz um chamado a proteger a terra como se fosse nossa mãe. “FIN: CIV” desconstrói o sistema capitalista e os mecanismos que o perpetuam, com rápidas montagens, gráficos, comédia, animação e música. Também narra as histórias pessoais, nas quais os indivíduos fazem grandes sacrifícios para defender seus lares. “FIN: CIV” é um documentário para os nossos tempos, tempos em que devemos agir com firmeza, se quisermos salvar o que resta do planeta.

    Trailer e mais infos sobre o filme:

    › http://submedia.tv/endciv/2010/10/12/finciv/

     

  • Anarquistas da Indonésia pedem solidariedade

    Anarquistas da Indonésia pedem solidariedade

    Desde 2007, um grupo de anarquistas está participando de uma luta camponesa em Yogyakarta, um “território especial” no centro de Java, na Indonésia. Na zona costeira de Kulon Progo, os agricultores resistem a uma mineradora de ferro e uma industrialização crescente, que ameaça a sua terra e sua existência. Foram organizados na PPLP-KP (Associação de Produtores Costeiros, Kulon Progo) diferentes batalhas contra os poderes econômicos. Várias vezes, milhares de agricultores se uniram de forma combativa para enfrentar os investidores.

    Yogyakarta é considerado um território especial e tem leis diferentes, por seu papel histórico do reino de Java. No momento, um conflito entre o governo local e o estado central está criando obstáculos à exploração econômica da área, visto que o sultão de Yogyakarta luta por mais autonomia local. Liberais e ONGs consideram o sultão como o mais democrático das autoridades públicas, embora, obviamente, nada é mais do que um jogo de poder. Se ganhar o sultão, os agricultores serão igualmente explorados, uma vez que a empresa local de minério de ferro, Ferro Jogja Magasa, pertence a sua filha.

    Até agora, a polícia e o exército não foram motivados a reprimir a luta campesina com todas as suas forças, porque ainda não apareceu o dinheiro para pagar as suas propinas, visto que o conflito político não está resolvido e a resistência camponesa abalou grande parte da possível inversão econômica.

    Os grandes investidores são empresas japonesas e uma importante empresa australiana, Kimberly Diamond, que em seus projetos na Indonésia se chama Indomines. Apesar da resistência, os planos de desenvolvimento seguem, porque a mineradora de ferro é apenas um pré-requisito para outros mega projetos. A área de Kulon Progo é vista como economicamente estratégica para o desenvolvimento industrial e penetração de mineradoras em toda a Java central. É por isso que o Estado pretende construir uma estrada, aeroporto e mais infra-estrutura no território, os quais tais projetos seriam financiados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (Asian Development Bank).

    Tentam criminalizar a luta dos camponeses, mas ainda não conseguiram impor a lei de seus tribunais. Os agricultores não respeitam as leis e, de acordo com companheiros de lá, “os camponeses vêem toda a lei como a língua do inimigo”. Tampouco confiam nas ONGs e nos esquerdistas, que sempre tentam se infiltrar na sua luta, e várias vezes chegaram pessoas da esquerda em suas assembléias. Com os anarquistas, pelo contrário, têm bons relacionamentos. Juntos criaram um centro social, Gerbong Revolusi (que tem uma biblioteca, estação de rádio, espaço infantil e espaço para assembléias e repouso). Também coordenaram uma rede de solidariedade com os anarquistas na Austrália e estabeleceu uma rádio comunitária.

    Para obter mais informações, leia (em Inglês):

    › http://hidupbiasa.blogspot.com/2009/12/tale-of-sand.html

    Atualidades:

    Quinta-feira, 24 de fevereiro. A empresa mineradora tentou reabrir seu escritório e as suas operações, que em dezembro passado os camponeses haviam fechado e destruído. Falhou, e os locais estão fechados.

    Segunda-feira, 28 de fevereiro. A Ferro Jogja Magasa e alguns investidores japoneses não vieram para uma reunião, ao redor da mina.

    Quarta-feira, 2 de março. Nove carros da polícia fortemente armada passou pelo projeto.

    Quarta-feira, 7 de março. 31 caminhões da polícia, 700 da Brigada Policial Móvel, com canhão de água, veículos especiais para os detidos, cães da polícia, armas de gás lacrimogêneo e armas militares, ocuparam a cidade.

    Chamamos a solidariedade urgente!

     

  • [Espanha] II Concurso de Desenho Antiespecista

    [Espanha] II Concurso de Desenho Antiespecista

    Começou o II Concurso de Desenhos Antiespecistas. Este projeto, em grande parte tem sido possível graças às colaborações de vários grupos de música, coletivos, distribuidoras…

    Estreamos um site para o concurso. Lá dentro encontrará toda a informação necessária para concorrer (como fazer os desenhos, colaborações, objetivos, prêmios…). Inscrições até 23 de abril de 2011.

    Também poderá ver e baixar todos os desenhos do I Concurso.

    Anime-se para participar com seus desenhos!

    Desperte sua mente – Pense, crie e difunda!

    Mande seus desenhos a:

    › concurso@resistenciavegana.es

    › info@resistenciavegana.es

    Mais infos:

    › http://www.concurso.resistenciavegana.es/

     

  • [Espanha] Resgatadas 10 galinhas de um matadouro em Madri

    Comunicado:

    Em 16 de fevereiro de 2011, um grupo de amigo/as nos aproximamos de um abatedouro de aves em uma vila nos arredores de Madri, com a intenção de resgatar todas as galinhas que fossem possíveis.

    Após a jornada noturna de trabalho do matadouro, ali ficaram as poucas galinhas que conseguiram escapar dos assassinos e dos caminhões, ficando escondidas nos cantos sujos à mercê da fome, da sede e das condições meteorológicas.

    Desta vez, elas foram localizadas e resgatadas daquele lugar horrível. Levamo-las para um lugar quente e seguro, onde viverão livres, saudáveis e felizes.

    Nós fazemos público este resgate não só para informar da boa notícia, mas também para dar força e estímulo para todas aquelas pessoas capazes de ter empatia com a dor dos outros e que querem acabar com o sofrimento de algum indivíduo.

    Anônimo/as pela Libertação Animal.

    Você pode ver o vídeo do resgate aqui: http://vimeo.com/20623253

     

  • O segundo desembarque. Multinacionais espanholas na América Latina

    Quinhentos anos depois da conquista da América, as multinacionais espanholas, com o apoio da diplomacia, das organizações financeiras internacionais e dos meios de comunicação, são os setores-chave das economias da América Latina.

    É o segundo desembarque. Modernização, geração de emprego, redução da pobreza… foram apenas mitos. O saldo na forma de qualquer tipo de impacto não poderia ser mais negativo: dano ambiental, deslocamento populacional, escassez de alimentos e as deficiências dos serviços públicos privatizados, a deterioração dos direitos trabalhistas, violações dos direitos humanos e, em geral, pilhagem econômica e dos recursos naturais.

    Frente a isso, hoje, uma vasta rede de organizações sociais nas regiões Sul e Norte coordenam suas lutas e resistência.

    Um vídeo do: Observatório das Multinacionais na América Latina (OMAL) e Paz com Dignidade.

    Roteiro, direção e produção: José Manzaneda.

    Duração: 41 minutos.

    Ano: 2010.

    Baixe aqui: http://www.blip.tv/file/3723791#

     

  • Isso não merece um Tribunal Penal Internacional?

    Isso não merece um Tribunal Penal Internacional?

    Bombas sionistas propagam o câncer e más formações em Gaza: Alguns dias atrás, a Assembléia Geral da ONU expulsou a Líbia do Conselho de Direitos Humanos, enquanto os antecedentes da Líbia foram enviados ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra. A decisão da ONU se baseia em “suposições” e “presunções”, porque não havia nenhuma evidência de mortos como foi falado, até então.

    Veja aqui os dois pesos da chamada comunidade internacional, quando se trata de analisar o que torna uma das engrenagens mais simbólicas do Imperialismo – o sionismo:

    O número de pacientes com câncer e má formação tem aumentado em Gaza, devido ao uso de urânio empobrecido pelo exército israelita, durante o violento ataque ao pobre enclave durante dois anos, segundo fontes médicas.

    Após a guerra, os casos de câncer aumentaram mais de 30% em Gaza, informou o correspondente da PressTV esta semana.

    “Temos visto um aumento acentuado em pacientes com câncer de sangue e outras doenças. Muitos pacientes vêm de áreas que foram atacadas por aviões israelenses que usaram armas químicas proibidas”, disse o oncologista Mohammed Atteya.

    O Hospital Shifa, o maior provedor de cuidados de saúde na Faixa de Gaza, tem presenciado recentemente um forte aumento no número de pacientes com câncer.

    Os médicos afirmam que a maioria dos pacientes de câncer reside em áreas que foram fortemente bombardeadas durante a ofensiva de Israel sobre Gaza, no inverno de 2008-2009.

    O ataque israelense matou 1.400 palestinos e deixou milhares de feridos; a maioria das vítimas era civil.

    Naquele momento, os médicos noruegueses, voluntários em hospitais de Gaza, afirmaram que algumas vítimas tinham traços de urânio empobrecido em seus corpos.

    Os danos ambientais e a poluição é outro subproduto infeliz da guerra.

    As medições do pós-guerra indicam que áreas no enclave são mil vezes mais radioativas do que os níveis normais, e os casos de câncer e má formação começaram a surgir diariamente.

    “O número de pacientes com câncer tem aumentado significativamente. Israel usou urânio empobrecido, fósforo branco contra a cidade, que se tornou um campo de testes para essas armas proibidas”, disse o especialista ambiental Zekra Ajour.

    Um denominador comum entre pacientes com câncer é que eles vivem em áreas que foram fortemente bombardeadas.

    Atualmente, a maioria das armas da mais alta tecnologia contém urânio empobrecido e outros metais pesados.

    O resíduo de uma arma com urânio empobrecido pode ser espalhado pelo vento, infectando os residentes nas proximidades e contaminando a cadeia alimentar.

    De acordo com médicos especialistas e ambientalistas, a população e o meio ambiente da Faixa de Gaza sofreram graves conseqüências do uso de armas proibidas internacionalmente por Israel durante a guerra.

     

  • Ações diretas incendiárias na Rússia

    Ataque incendiário contra máquina destruidora da Terra em Moscou

    Comunicado:

    No início da noite de 19 de fevereiro de 2011, à luz da lua cheia, incendiamos a um trator escavadeira na clareira da floresta no norte do Khimki, norte de Moscou, Rússia. Estado e capital privado foram fundidos para construir uma estrada através da floresta – estamos fazendo-os pagar por cada árvore cortada.

    Ardente solidariedade para com Mikalaj Dziadok, Aliaksandar Fratskevich, Ihar Alinevich e Maksim Vetkin – anarquistas da Bielorrússia (acusados de vários ataques com coquetéis molotov contra secretarias estaduais e do capital), Adrian Magdaleno González e Braulio Arturo Duran, do México, Walter Bond (“ALF Lone Wolf “) dos Estados Unidos, os anarquistas do Chile (“Caso Bombas”), e os companheiros perseguidos na Grécia, acusados de serem membros do grupo Conspiração das Células de Fogo.

    Ataque Incendiário contra a construção de casas burguesas em uma floresta em Moscou

    Comunicado:

    A construção de um assentamento rural burguês está ocorrendo na região de Moscou (Rússia), em um lugar chamado Opaliha. Como de costume, um edifício localizado numa área agradável, com uma floresta às margens do Lago lesnoe (em russo é chamado de “foresty”). Hoje há uma grande derrubada de florestas de pinheiros e os poços de água são destruídos devido às obras de construção massivas e as escavações. Assim, as florestas e lagos estão à venda, privatização e, finalmente, a destruição. Não aceitaremos!

    Na noite de 19 de fevereiro de 2011, nós, verdadeiros filhos e filhas da natureza, queimamos o depósito de materiais combustíveis de construção, armazenados em uma das cabines inacabadas. Isso causou um grande incêndio no prédio. Também queimamos o transformador elétrico e isso trouxe a esses assassinos da Mãe Terra danos consideráveis.

    Você pode assistir ao vídeo e história detalhada em russo aqui:

    › http://blackblocg.blogspot.com/2011/02/blog-post_2825.html

    Continuar lutando em todo o mundo pela Natureza e pela Liberdade!

    Frente de Liberação da Terra – Região de Moscou

  • [Espanha] Novidade editorial: “Introdução aos Direitos dos Animais: Seu filho ou um cão?

    [Espanha] Novidade editorial: “Introdução aos Direitos dos Animais: Seu filho ou um cão?

    Dois terços dos estadunidenses entrevistados pela agência Associated Press concorda com a seguinte afirmação: o direito dos animais de viverem livres do sofrimento deve ser tão importante como o direito de uma pessoa a uma vida livre de sofrimento. Mais de 50 por cento dos estadunidenses acreditam que é errado matar animais para fazer casacos de peles, ou caçar para o esporte. Mas esses mesmos estadunidenses comem hambúrgueres, levam seus filhos para circos e rodeios, e usam produtos testados em animais. Como podemos justificar esta incoerência?

    Nesta introdução “fácil de ler”, o advogado dos direitos dos animais Gary Francione olha para o nosso pensamento moral convencional sobre os animais. Através de exemplos, analogias e experiências de pensamento, revela a incoerência dramática entre o que dizemos que acreditamos sobre animais e como nós realmente os tratamos.

    “Introdução aos Direitos dos Animais: Seu filho ou um cão?” fornece um guia para analisar nossas crenças éticas pessoais e sociais. Leva-nos através de conceitos de propriedade e de igual consideração para alcançar a tese básica dos direitos dos animais: todos – humanos e não humanos – têm o direito de ser tratado como um meio para um fim. Ao longo do caminho, ilumina conceitos e teorias que todos usamos, mas poucos de nós compreendemos – a natureza dos “direitos” e “interesses”, por exemplo, e as teorias de Locke, Descartes e Bentham.

    Cheio de informações fascinantes e argumentos convincentes, este é um livro que você pode amar ou odiar, mas nunca deixará de informar, esclarecer e educar.

    Introdução aos Direitos dos Animais – Seu filho ou um cão? – G. Francione – 367 páginas – 9 €

    Mais infos: http://www.antartis.org

     

  • Crônica do Segundo Encontro de Libertação Animal na Bolívia

    Crônica do Segundo Encontro de Libertação Animal na Bolívia

    [Na Bolívia, neste verão de 2011, entre 20 e 24 de janeiro, aconteceu o Segundo Encontro de Libertação Animal. A seguir uma breve descrição do que foi a jornada.]

    Segundo Encuentro Liberacion Animal - Bolívia

    Com o objetivo de afiar a filosofia de libertação animal para usá-la como uma ferramenta que ajude a desmantelar o atual sistema de dominação antropocêntrica (capitalista, patriarcal, tecnoindustrial) e não como uma alternativa de consumo “livre de crueldade”, foi realizado o segundo Encontro de Libertação Animal, de 19 a 25 de janeiro, na região de Los Yungas, Bolívia.

    Cerca de 200 pessoas de diferentes partes do mundo compartilharam a partir de sua realidade, conceitos, erros, acertos, críticas e diferentes formas de interpretar e exercitar a libertação animal.

    A organização do Encontro foi autogerida e horizontal. Algumas reuniões virtuais foram realizadas para tomar decisões pontuais e, conforme as pessoas foram chegando a La Paz, elas foram se envolvendo com diversas tarefas como, por exemplo, o planejamento do cronograma ou as compras de alimentos. Depois de iniciado o Encontro, todos participantes colaboraram com as tarefas cotidianas (limpeza, cozinha etc.) e houve espaço para propor e realizar novas atividades. Decisões, como, por exemplo, a de não utilização de registro fotográfico ou áudio, de segurança, foram tomadas em conjunto entre todos. Outra decisão conjunta foi a de doar o dinheiro que sobrou do Encontro aos presos de Chile e México.

    Pouco menos da metade dos custos (comida, aluguel e transporte) foram cobertos por doações realizadas por indivíduos, jantares veganos e jornadas beneficentes, como as realizadas em Barcelona (Espanha) e São Paulo (Brasil).

    Somando a totalidade dos gastos, se dividiu pela quantidade de pessoas inscritas, em uma tentativa de fazer restar algum excedente para investir em causas de interesse geral. Portanto, a sugestão de colaboração voluntária por pessoa foi de U$10,00 (10 dólares), o que incluía a alimentação dos 5 dias (4 refeições diárias), aluguel do espaço e transporte de La Paz até o local do Encontro (3h de viagem e difícil acesso). Essa colaboração não era obrigatória e cada pessoa colaborou conforme sua possibilidade.

    Sempre levando em consideração os objetivos do Encontro, qualquer pessoa pôde sugerir e responsabilizar-se por uma atividade, sempre e quando expusesse os objetivos e fundamentos. Por este motivo, duas atividades foram negadas; uma de caráter de proteção/bem-estarista/legalista e outra de um grupo religioso. Infelizmente seis pessoas que haviam se comprometido a apresentar atividades não compareceram ao Encontro, quatro delas avisaram com antecedência, o que prejudicou significativamente o cronograma. Independentemente disso, as outras 16 atividades (e mais outras 5 que surgiram durante o Encontro), foram de grande importância e geraram intensos debates e aprendizados. Vale citar a crítica ao reformismo e ao capitalismo verde, bem como a vinculação da libertação animal com a libertação da terra, humana e total, que esteve presente na maioria das propostas.

    Sex. 21/9h – Ecologismo Revolucionário X Ambientalismo: O chamado ecocapitalismo, o desenvolvimento sustentável, as políticas verdes, tratados, convênios etc., são somente reformas, que por meio do discurso verde, continuam destruindo grande parte da natureza, animais, plantas, “recursos” com megaprojetos, do progresso e do desenvolvimento capitalista fazendo desaparecer etnias, animais, ecosistemas. É uma guerra silenciosa. Além de uma introdução sobre o tema, o grupo também comentou sobre o avanço do progresso na região ocupada pelo estado boliviano.

    Sex. 21/10h45 – Ecologia Descolonizada: Como em muitos lugares se conseguiu conservar uma forma de vida não antropocêntrica, resistindo à colonização e a imposição de novos costumes, políticas e religiões?

    Sex. 21/17h – O Sistema Tecnoindustrial e a dominação de nossas vidas: Se vivemos amontoados nas cidades, destruímos os “recursos naturais” do planeta, contaminamos o meio ambiente ou temos uma vida totalmente dominada e vigiada é única e exclusivamente porque o tecnossistema precisa para continuar progressando. O responsável pela apresentação não compareceu, porém um grupo de pessoas decidiu improvisar e seguir com a atividade programada.

    Sex. 21/19h – Apresentação do documentário “La Boa Negra” [A Jiboia Preta]: Em 19 de junho de 2010, novamente o rio Marañon (Peru) sofre um derramamento de petróleo. Este documentário não somente mostra o desastre ambiental causado pela extração de hidrocarbonetos na Amazônia Peruana, mas também serve como ponto de partida para criticar o modelo de desenvolvimento industrial. Com a presença dos realizadores do documentário, houve uma conversa informativa muito rica e um debate sobre as realidades destrutivas em lugares onde atuam empresas petroleiras.

    Sáb. 22/9h – Mapeamento de grupos de libertação animal no Brasil: Pesquisa que mostra como diferentes grupos abolicionistas no Brasil estão atuando, segundo as características de suas respectivas regiões. O responsável pela apresentação não compareceu, porém um grupo de pessoas decidiu improvisar e seguir com a atividade programada.

    Sáb. 22/10h45 – Apresentação do projeto “Red Verde por la Liberacion”: coletivo de La Paz, apresenta sua proposta para coordenar atividades em rede.

    Sáb. 22/15h – Espaço de intercâmbio de experiências: Em pequenos grupos, ativistas de diferentes latitudes compartilham suas experiências, acertos, erros, projetos etc.

    Dom. 23/10h45 – Apresentação do livro: Liberacion animal: Mas que Palabras: A libertação animal não é uma dieta e com a apresentação do livro se pretende debater sobre os diferentes métodos que podem ser utilizados para consegui-la. O livro espanhol foi reeditado pela editorial argentina Mas Que Palavras, e pode ser encontrado na internet.

    Dom. 22/15h – Libertação Animal ou Libertação Total?: São nossas atividades reformistas ou revolucionárias? Após a leitura do conto “O Navio dos Tolos”, realizamos uma reflexão a respeito. O conto foi lido entre todos e houve discussões, numa das quais se criticou o universalismo.

    Dom. 22/19h – Repressão e Solidariedade na luta pela libertação animal: Porque existem tantos ativistas presos? Como é possível sermos solidários com eles? Quais são as medidas que devemos tomar? Em uma conversa informativa, presos pela libertação animal e suas causas de todo mundo foram lembrados, assim como a campanha SHAC e formas de como ser solidário.

    Seg. 23/9h – Animais não humanos, humanos e máquinas de hierarquização: Quais são os mecanismos que sustentam o especismo? Quais similaridades existem com o sexismo e/ou racismo? Coletivo CALEP de Bogotá apresenta o tema.

    Seg. 23/10h45 – Ecofeminismo: Por que será que os animais mais explorados na indústria alimentícia (vacas leiteras e galinhas botadoras) são fêmeas?

    Seg. 23/15h – Refletindo sobre o patriarcado: O que é o sistema patriarcal e de que maneira este repercute sobre nossas relações com nós mesmos e o resto da natureza? O tema foi discutido em grupos exclusivos de mulheres, de homens e também mistos.

    Fóruns, debates, noturnos e informais: todas as noites, qualquer pessoa poderia sugerir um tema para debate (podendo-se aprofundar algum tema abordado durante a jornada ou qualquer outro) para ser discutido entre quem estivesse interessado. Temas como segurança cibernética, amor livre, crudivorismo, entre outros foram propostos e discutidos.

    Atividade Corporal: Nada melhor que começar a manhã com uma atividade física, por isso a partir das 7h foram realizadas oficinas de autodefesa, aikido e yoga.

    Oficinas: Fitoterapia, pemacultura, autogestão da saúde feminina e outras oficinas que aconteceram de forma simultânea.

    Mais infos:

    › http://liberacionanimalbolivia2011.blogspot.com/

  • 53 chinchilas liberadas de uma granja de peles na Itália

    53 chinchilas liberadas de uma granja de peles na Itália

    Comunicado:

    Na noite de 24 de janeiro de 2011, nossa célula visitou a maior granja de chinchilas [uma das poucas] na Itália: A granja de chinchilas Pegoraro, localizada no Campo de San Martino (PD).

    Dentro de um hangar no pátio de trás da família Pegoraro, centenas de chinchilas estão sendo criadas em jaulas de arame para serem assassinadas, extrair-lhes a pele e convertê-las em casacos. Esta granja também faz uso do bronzeado e da venda direta das peles.

    A partir da nossa primeira visita nos demos conta que para entrar no hangar teríamos que entrar pela janela de uns 4 metros de altura, e passar através das barras e plásticos que nos separava dos animais.

    A distância entre as barras era o suficientemente grande para passar nossos corpos e uma escada; a noite de ação seguia sendo difícil para encontrar uma maneira de passar a janela de plástico com o menor ruído possível, já que a granja estava em uma zona residencial e a uns 20 metros da casa do proprietário e das casas de outros vizinhos.

    Durante aproximadamente meia hora, de cócoras sobre um teto laminado sob a janela, cortamos um pedaço do plástico, esquentando uma faca com a ajuda de um maçarico a gás para fundir o plástico e realizando um corte menos ruidoso.

    Com o corte completo, com a respiração contida, deu-se um último puxão ao pedaço de plástico, que saiu com um rangido forte: olhando pela janela até o interior do edifício, vimos quatro grandes corredores de jaulas, cada uma composta de três fileiras de jaulas uma em cima da outra.

    Depois de esperar um minuto para estar seguros de que não despertamos alguém, colocamos uma escada no pequeno orifício que havíamos cortados e dois de nós entrou no hangar.

    Dentro da granja tudo era muito ruim, muito sujo e fedia a urina e as fezes dos animais eram asfixiantes. Muitas das chinchilas tinham uma coleira que as mantinha em um constante estresse. Uma vez que os colares foram retirados, muitas delas tinham lesões no pescoço.

    Devido a demora no corte da janela, tínhamos que atuar o mais rápido possível. Abrir as jaulas, encher as bolsas com os animais, subir a escada e passar de bolsa pela janela para aqueles que estavam no teto para tirar os bichos. E a continuação, fazê-lo tudo outra vez, sem parar nem um segundo. Escolhemos só as fêmeas, para deter a reprodução e arruinar a linha genealógica que Pegararo havia criado durante muitos anos.

    Em meia hora liberamos 53 chinchilas, a carregamos em nosso veículo e as levamos a uma nova vida onde já não estarão obrigadas a criar ou não serão pele de uma inútil e sangrenta moda. Antes de sair, também deixamos escrito FLA na parede exterior da granja.

    Dedicamos este comunicado a todos que decidiram atuar pessoalmente, sem delegar a espera de um tempo que nunca chegará. Porque estamos lutando por uma alteração radical deste sistema, o desmantelamento do antropocentrismo e o colapso da civilização. As opções da vida, protestos e as ações podem ser caminhos para chegar ao mundo livre que temos em nossos corações, em contraste com o mundo que nos encontramos, no descarregar do grito de dor, das jaulas, da exploração e da opressão. Não aceitamos a idéia especistas que os animais são objetos de nosso consumo (peles, comida, entretenimento, investigação) e que estamos dispostos a arriscar nossa liberdade para destruir a exploração e o encarceramento e para resgatar aqueles que consideramos indivíduos.

    Sem negócios, pela liberação animal!

    Frente de Libertação Animal (FLA)

    Fotos: http://www.flickr.com/photos/58854078@N04/