Categoria: Espaços Autônomos

  • [Romênia] Chamada para o acampamento Reclaim the Fields 2011

    A comida, a terra, as sementes, a água e conhecimentos indígenas são muito importantes para serem considerados como mercadorias e centralizados de forma capitalista. Tentamos resistir à lógica do lucro sobre nossas vidas. Tentamos praticar um estilo de vida camponês alternativo para cultivar e viver juntos. Nós reivindicamos o campo!

    Rosia Montana é um povoado na cordilheira Apuseni na Romênia, que está ameaçada de ser destruída por um projeto de mineração de ouro. Nós declaramos a nossa solidariedade com os habitantes de Rosia Montana, que defendem suas terras contra o roubo de terras e a exploração por mais de 10 anos.

    Há uma longa história de lutas pelo acesso e controle da terra na Europa e em outras partes do mundo, e é importante compartilhar a diversidade das experiências atuais.

    Se você é ou deseja ser um agricultor, apicultor, ativista, quer cuidar de um jardim urbano, pescar de forma artesanal… junte-se a nós, para o terceiro acampamento Reclaim the Fields, que ocorrerá em Rosia Montana, de 21 a 30 de setembro de 2011.

    Juntos, criaremos um espaço comum para compartilhar experiências e realidades, onde poderemos compartilhar técnicas e conhecimento, ampliar o movimento Reclaim the Fields, reunir nossas energias, reforçar as lutas locais, encontrar conexões entre nós e também com outras lutas anticapitalistas e anticolonialistas e comemorar juntos essas lutas.

    Espalhemos as sementes da resistência!

    Durante o acampamento, convocaremos a Assembléia Geral da Reclaim the Fields, nos informando sobre as diversas ações concretizadas ao longo dos últimos dois anos e imaginando o futuro da constelação. Vamos pensar sobre o acesso a terra e a autonomia de alimentação; faremos ações diretas, trocaremos sementes e idéias sobre resistência, as práticas agrícolas,  questões de gênero…

    O programa é participativo e composto por uma grande variedade de oficinas, atividades práticas, eventos culturais e, principalmente, de tempo para nos conhecer melhor. Precisamos da contribuição dos participantes; se você deseja realizar uma oficina ou palestra, se você é um artista ou de um coletivo e quer compartilhar técnicas e conhecimentos, entre em contato conosco e contribua para a diversidade do acampamento. As propostas devem ser enviadas até 1 de julho, para que possam ser publicadas.

    A cozinha e a logística do acampamento serão organizadas coletivamente. Contamos com sua participação ativa. Esperamos que o acampamento seja também um espaço para as crianças. Uma creche será organizada coletivamente.

    Pediremos doações. Mas se você estiver com dificuldades financeiras que impeçam que você venha, avise-nos.

    Para mais informações, consulte www.reclaimthefields.org e se inscreva.

    Contato: camp2011@reclaimthefields.org

  • [Estônia] Recém inaugurado espaço libertário em Tallinn precisa de ajuda

    [Estônia] Recém inaugurado espaço libertário em Tallinn precisa de ajuda

    Comunicado:

    O primeiro Centro Social Antiautoritário em Tallinn abriu as suas portas no início deste mês. O espaço, onde os ativistas podem organizar diferentes eventos públicos, encontros e reuniões, também sediará um infoshop e uma biblioteca alternativa.

    Nosso objetivo é dar às pessoas locais, incluindo nós mesmos, a chance de ler e se educar sobre diversas questões e ideologias políticas, muitas vezes marginalizadas e ignoradas pelas grandes bibliotecas e livrarias.

    Estas questões e ideologias incluem, entre outras: o anarquismo, o antiautoritarismo, o autonomismo, a luta contra a discriminação social, o feminismo, os direitos dos trabalhadores, o movimento queer, diferentes lutas sociais em todo o mundo, direitos dos animais etc.

    Como gostaríamos de montar uma coleção de literatura o mais abrangente possível, estamos pedindo a ajuda de companheiros e companheiras, livrarias, infoshops, editoras etc. de todo o mundo para fortalecer este projeto antiautoritário.

    Nós somos gratos por cada doação feita, seja na forma de recursos financeiros, apoio ou literatura (usada ou nova). Deixando claro que tudo é para uso coletivo e sem fins lucrativos.

    • Se você gostaria de nos enviar literatura (livros, revistas, panfletos, cartazes, adesivos…), ou outros materiais, pode fazê-lo enviando-os para um dos nossos ativistas, pois ainda não temos a nossa própria caixa postal:

    Kiisel Andres

    Kärberi 28-200

    Tallinn, 13919

    Estônia

    • Se você quiser nos ajudar fazendo doações, podes fazer isso usando a seguinte conta bancária:

    221051887080, Kristina Mering, IBAN para transferências internacionais: EE712200221051887080 (se possível, mencionar “doação para a infoshop”)

  • [Suíça] Lugares ocultos em Lausanne

    [No coração da cidade encontraremos o Centro Internacional de Recursos Anarquistas (CIRA). E à uma hora de carro, Espace Noir, um centro social operado por uma cooperativa.]

    O CIRA, fundado em Genebra em 1957, encontra-se atualmente localizado em Lausanne, uma bela cidade às margens do lago Léman. No número 24 da Avenida Central de Beaumont, uma casa cercada de árvores vem acumulando durante anos um arquivo único no mundo, compreendendo cerca de 18.000 obras. Destes, há muitos livros, outros tantos números em torno de 4.000 periódicos libertários registrados. Há também gravações de som e vídeo, fotografias, ilustrações e todo o tipo de imagens e documentos relacionados ao anarquismo.

    Todo este acervo é mantido exclusivamente através de doações e contribuições dos parceiros, a quem se reservou o direito a empréstimos, que opera também à distância, pelo correio. No entanto, qualquer pessoa pode visitar este lugar interessante, que abre suas portas de segunda a sexta-feira, das 16 a 19 horas.

    Para obter mais informações, consulte seu website: www.cira.ch. Lá você encontrará também um catálogo on-line.

    Espace Noir

    Cerca de 90 quilômetros ao norte de Lausanne, no Cantão de Vaud, encontra-se Saint Imier. Esta pequena cidade nas montanhas entraria para a história quando se realizou, em 1872, a primeira Internacional puramente anarquista. E a tradição continua, já que no número 29 da rua Francillon está o local da cooperativa cultural libertária Espace Noir (Espaço Negro). Os cooperativados autogestionam o prédio de três andares que detém, entre outros projetos, um café-bar, uma sala de exposições, uma biblioteca-livraria, um teatro e o cinema (dos quais operam com rolos de fita de 35 mm), o menor no país. Além disso, o espaço é aberto a todas as iniciativas antiautoritárias e às lutas sociais em defesa do meio ambiente. Sua programação, história e tudo mais podem ser encontradas em: www.espacenoir.ch.

  • [Espanha] Tattoo Circus acontece neste fim de semana em Barcelona

    [Espanha] Tattoo Circus acontece neste fim de semana em Barcelona

    [Acontece neste final de semana 20, 21 e 22 de maio, no Centro Social Okupado La Forsa, em Barcelona, mais uma edição do Tattoo Circus, como ferramenta de apoio aos presos e presas que decidiram declarar guerra ao Estado a ao Capital e que estão pagando por isso nas malditas prisões. O evento, além das tatuagens, piercings, escarificações, terá todos os dias palestras, vídeos, exposições, concertos, performances, suspensões, comedores veganos… A seguir reproduzimos uma entrevista realizada pelo portal lahaine.org com os organizadores do Tattoo Circus.]

    Pergunta > Quando e como surgiu a idéia de organizar o Tattoo Circus em Barcelona?

    Resposta < O Tattoo Circus nasce em 2007 em Roma, dada a necessidade de cobrir os custos de várias compas na Itália. Aproveitando que muitos tatuadores fazem parte do movimento anarquista, é organizado no Ateneo Ocupatto, uma espécie de convenção alternativa, com tatuagens e concertos, em que todos os rendimentos vão para a luta pró-presos; se cria assim um precedente que rompe com a dinâmica domesticada da maioria das convenções oficiais, trazendo o conceito de solidariedade revolucionária a um mundo, o das tatuagens, que nos últimos anos, com seu crescimento, foi dominado pelo comércio e pela aparência, esquecendo a verdadeira essência da tatuagem.

    Pouco tempo depois a iniciativa chega a Barcelona, ​​onde se realiza pela primeira vez no bairro de La Salut. Desde então, a Tattoo Circus se realiza em muitos lugares: Tessalônica, Londres, Roma, Torino, Cádiz… Em Barcelona, ​​esta será a 4ª edição. E se está estudando realizar em breve em Madri e Amsterdã.

    Pergunta > O que os motiva a realizar o Tattoo Circus a cada ano? Para que e por que o vê necessário?

    Resposta < O principal motivo que move o Tattoo Circus é a necessidade de continuar a financiar tanto as campanhas de apoio a presos e presas, como também advogados, peculiaridades e todas as despesas decorrentes dos golpes repressivos do Estado e seus capangas. Cada ano a arrecadação é geralmente para 5 ou 6 casos diferentes, em que os companheiros enfrentam condenações a penas de prisão muito elevadas, ou já estão sendo cumpridas.

    Portanto, é importante não só financiar as campanhas de apoio, mas tornar público os casos para que se estenda o máximo possível à solidariedade – para isso no Tattoo Circus se realizam palestras a respeito, assim como exposições, sessões de vídeo, correio para escrever para os presos e outras iniciativas anti-carcerárias. Ao mesmo tempo, cria um ponto de encontro para ver uns aos outros em torno de uma atividade que, por outro lado, é muito divertida. Esta é uma outra faceta da Tattoo Circus… a nível artístico e lúdico há uma abundância de coisas divertidas para fazer, desde fazer uma tatuagem, piercing ou escarificação, ou ver como eles fazem, até desfrutar de shows, performances (suspensões, freakshows…), comedores…

    Pergunta > Como você avalia a assistência e o apoio dos anos anteriores?

    Resposta < A verdade é que até agora todas as Tattoo Circus que têm sido feitas têm sido um sucesso absoluto. Primeiro porque o atendimento tem sido grande e não para de trabalhar, o que fez com que a situação econômica de todos vai muito bem… e porque o sentimento de todos os participantes tem sido muito bom, criando laços fortes entre os organizadores de toda a Europa. Parece o típico discurso triunfalista de partido político (risos), mas é realmente assim.

    Pergunta > Os tatuadores e participantes, o fazem de forma desinteressada?

    Resposta < Sim, sem cobrar absolutamente nada por participar do Tattoo Circus. É um dos pilares que o sustentam. Apela-se para a solidariedade de cada um, na medida em que queiram se envolver. De fato, os custos são minimizados ao máximo para que a arrecadação seja grande o quanto possível. Assim, não são pagos nem os tatuadores, bandas que tocam, nem a quem cozinha ou limpa… só se custeiam as despesas de viagem aos tatuadores ou piercers, se eles não têm dinheiro para participar, pois é necessária sua presença, visto que são, entre aspas, o motor econômico indispensável do Circus (isto a nível prático é raro porque ou são tatuadores locais ou aqueles que vêm de fora e não pedem nada para eles).

    Os preços das tatuagens são bastante baratos (menos de um terço do que eles valem na rua) para que sejam acessíveis, mas alto o suficiente para que ao final o benefício seja também alto o suficiente. A entrada é gratuita e alimentos e bebidas têm preços populares.

    Pergunta > Qual a sua opinião sobre o sistema prisional?

    Resposta < A prisão é a face mais cruel desse sistema sujo e, como tal, o nosso único objetivo é destruí-lo. É uma máquina destinada a triturar fisicamente e psicologicamente a todos que não entre pelo aro, a todos os rebeldes sociais e, finalmente, todos os que atacam ou questionam o funcionamento desta máquina demente chamada de Estado/Capital. É necessário golpear a máquina onde podemos com toda a força possível, e é necessário não deixar somente a quem se vêem reféns dela. Este monstro é baseado em isolamento e impunidade; é essencial que nós quebremos esse isolamento, acompanhando aqueles que estão sofrendo repressão, sendo suas vozes na rua e apoiando as lutas que temos dentro; assim apontamos os responsáveis pelo abuso diário dentro dos muros e desmascaramos a selvageria do sistema prisional em si.

    Já que estamos falando de tatuagens, há uma boa metáfora a este respeito: a tatuagem lendária dos cinco pontos: em alguns lugares na América do Sul representa o prisioneiro no meio, cercado por quatro carcereiros… mas, se visto de outro ponto de vista tem um outro significado: na rua, a tortilha dá a volta e é o carcereiro quem está no meio, cercado por todos. Assim que vejo…

    Pergunta > O que podemos esperar este ano? Que eventos e atividades estão organizando?

    Resposta < Bem, este ano terá cerca de 25 tatuadores de todos os estilos, 3 piercers e 2 escarificadores, que são responsáveis ​​pela marcação de tudo o que resta…  serão realizadas palestras toda tarde às 17h (“Como atuamos com a repressão?; “Situação atual da Companheira Tamara”; “Xose Tarrio”; “A repressão na América Latina”) e projeção de filmes (mais notavelmente um muito interessante sobre talego e tatuagens na Rússia, que estamos tentando traduzir); na sexta-feira à noite e domingo haverá freakshows e faquirismos variados, e shows no sábado. Domingo à tarde se fará suspensão e estará aberto para quem quiser experimentar. Todos os dias se fará comedor e cenador vegeta e haverá exposições sobre vários temas… De toda forma em um par de semanas será divulgado o programa definitivo e publicado na Internet.

    Pergunta > Se você quiser acrescentar algo…

    Resposta < Sim, somente lembrar às pessoas que o horário de funcionamento é das 11h às 24h, todos os dias (sexta, sábado e domingo) em La Forsa Cornella; que por motivos de saúde não podem entrar cães ou qualquer animal, nem se pode fumar na área de tatuagem, e se animem e venham participar com a mudança, que será muito bom e também é uma necessidade e é urgente aumentar a massa suficiente para 6 histórias para este ano… Assim, nos vemos lá!

  • [França] Manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo!

    [França] Manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo!

    Grande jornada de luta, sábado, 7 de maio, em Notre Dame des Landes, ao norte de Nantes, pelo acesso à terra, contra o aeroporto e o seu mundo!

    Por espaços insurretos, ocupemos as terras!

    Durante quarenta anos, os políticos e os construtores/empreiteiros alimentaram a idéia e prepararam o terreno para a construção de um novo aeroporto próximo de Nantes, com vista à satisfação dos seus vorazes sonhos de metrópole e de expansão econômica, numa área correspondente a 1650 hectares de terras agrícolas e pequenos povoados, chamado ZAD (Zona de Desenvolvimento Reduzido, dito doutro modo Zona a eliminar). O projeto do aeroporto de Notre Dame des Landes, que deveria ser enquadrado como um delírio obsoleto, está sendo adaptado para tornar-se um exemplo gritante do “capitalismo verde” e da sua arrogância ideológica.

    A luta contra o aeroporto encontra-se num ponto de virada com a assinatura em janeiro deste ano do contrato de construção e de exploração com a Vinci, empresa francesa líder mundial na prestação de serviços nas áreas da Construção Civil e Obras Públicas. A ofensiva propagandística em todas as direções é reforçada para justificar um projeto em relação ao qual os responsáveis têm a noção clara da sua fragilidade. Apesar da edificação das obras para os próximos anos, sabemos que esta luta pode ser ganha e estamos nos preparando para que toda a tentativa de construção seja barrada e lhes saia cara. Os exemplos das vitórias obtidas na região no passado, contra os projetos nucleares de Plogoff, de Carnet ou de Pellerin, revelam que as obras, mesmo as mais megalomaníacas, podem ser bloqueadas se a determinação for suficiente e se forem utilizados os meios adequados.

    Paralelamente, existiram numerosas ações em apoio às lutas dos agricultores e agricultoras e outros habitantes que resistiam, de tempos a tempos houve a necessidade de repetir passo a passo todas as lutas e, após dois anos, as casas e terrenos foram requisitadas pelos empreiteiros do aeroporto.

    Construiu-se uma base de resistência nas ZAD: cabanas nas árvores e no solo, jardins, casas reabilitadas, espaços de reunião e de trabalho, mas também uma padaria, um alojamento, uma biblioteca e um atelier de produção gráfica. Atualmente, contamos já com cerca de sessenta novos habitantes na ZAD, repartidos por cerca de uma quinzena de espaços.

    Integrada nesta dinâmica a manifestação de 7 de maio visa a instalação coletiva de um projeto agrícola em terrenos baldios para defender essas terras, viver aí e contribuir para a alimentação da ZAD e seus arredores.

    Esta iniciativa é fruto do encontro entre Reclaim The Fields, rede européia de agricultores e de sem terra, e dos ocupantes da ZAD. Destina-se a todos e a todas aqueles e aquelas que lutam para que a agricultura tenha futuro, que participam há longo tempo na resistência local e não querem renunciar e a quem quiser aderir à luta atualmente. Convidamos todos e todas para que este 7 de maio seja um momento de ação coletiva, de encontro e de festa, e propomos ficar nos dias seguintes para reforçar a instalação da ZAD.

    Pelo acesso à terra!

    Numerosos agricultores e agricultoras procuram cultivar a terra numa lógica crítica a uma indústria agro-alimentar, sinônimo de exploração econômica globalizada, de destruições ambientais e de formatação da gestão da sociedade. E encontram e têm de fazer em face de numerosos obstáculos. Um dos maiores problemas é a dificuldade de acessar a terra, fazer construção, do estrangulamento dos pequenos espaços agrícolas, da política de constante expansão das explorações agrícolas existentes.

    De vez em quando indivíduos ou coletivos, principalmente na cidade, pretendem encontrar meios de se alimentar em bases locais e de trocas diretas ou produzirem uma parte da sua alimentação. Este processo encontra-se também bloqueado pelas políticas agrícolas, pelas formas atuais de urbanização e de concentração de terras.

    Há um conjunto substancial de terras agrícolas na ZAD. Apesar das iniciativas realizadas ao longo de décadas para manter o seu uso, algumas estão transformadas em terrenos baldios, outras podem ter sido expropriadas, e ameaçam as existentes de que o arrendamento rural pode não ser renovado por causa do andamento dos trabalhos. Todas serão perdidas se o projeto do aeroporto chegar ao seu termo.

    A iniciativa do 7 de maio constitui uma etapa na construção de um movimento mais amplo para libertar as terras.

    Contra o aeroporto e o seu mundo!

    A luta contra o aeroporto de Notre Dame é uma luta que envolve as questões que nos unem, o cruzamento das problemáticas e pensar estratégias comuns. Através desta luta, combatemos a alimentação condicionada, a sociedade industrial e o aquecimento climático, as políticas de desenvolvimento econômico e de controle do território, as megacidades e a normalização de formas de viver, a privatização do comum, o mito do crescimento e a ilusão de participação democrática…

    Agora que as preliminares de construção se intensificaram, é necessário dar um novo fôlego a esta luta, que se opõe diretamente às perfurações, prospecções, inquéritos públicos, eventuais expulsões, aumentando a pressão sobre os responsáveis e decisores, assim como sobre as companhias ligadas ao projeto, e ainda criando momentos de ações coletivas de massas. A ocupação da ZAD é um das mais importantes entre todas as luta contra o aeroporto. Estas formas de ocupação de uma zona ameaçada permitem ligar construção e resistência. Elas conjugam experiências de vida e de produção e uma dinâmica ofensiva ao mesmo tempo que bloqueia eficazmente o avanço das obras do aeroporto.

    O aeroporto não passará!

    Não permitiremos que se construa!

    Contato: reclaimthezad[arroba]riseup.net

    Tradução > Liberdade à Solta

  • [França] Lyon: Uma TAZ contra o Estado fascista francês

    [França] Lyon: Uma TAZ contra o Estado fascista francês

    No dia 10 de abril, domingo, ocorreu na Place de la Croix-Rousse (Praça da Cruz Vermelha), em Lyon, uma TAZ (Zona Autônoma Temporária) contra a lei LOPPSI 2, com o lema: “Manifestival por nossas liberdades”. O acampamento de resistência reuniu centenas de pessoas, entre crianças e adultos, num ambiente divertido, animado e subversivo.

    O evento contou com diversas atividades: bate-papos, feira de trocas e sem preço, concertos, teatro, performances, roda de brincadeiras, pinturas etc.

    Recentemente, a Assembléia Nacional Francesa aprovou em primeira instância a Lei de Orientação e Programação para a Segurança Interior, a lei LOPPSI 2. O objetivo das autoridades francesas com essa lei draconiana é “tornar a França um lugar mais seguro”, permitindo que o governo instale trojans nos computadores dos usuários para monitorá-los.

    A LOPPSI 2 abrange diversas áreas, como criminalização do roubo de identidade na web e pedofilia, e prevê maior investimento da polícia na ampliação do banco de dados de DNA, monitoramento do acesso à internet, grampos de linhas telefônicas, entre outros assuntos.

    Uma das propostas da lei LOPPSI 2 obriga provedores de acesso a bloquear ou filtrar sites que o governo determinar.

    Para ampliar esta luta contra a lei LOPPSI 2, vários acampamentos de resistência e ação estão sendo organizados ao redor da França, por frentes, redes, organizações, associações, grupos, sindicatos, movimentos, formal ou informal.

    Galeria de imagens da TAZ:

    http://www.flickr.com/photos/atelierdecreationlibertaire/with/5646818647/

  • [Alemanha] Milhares de pessoas participam de passeata contra a gentrificação em Hamburgo

    [Alemanha] Milhares de pessoas participam de passeata contra a gentrificação em Hamburgo

    Uma multidão de aproximadamente 6 mil pessoas participaram ontem (30 de abril) de uma passeata, em Hamburgo, contra a gentrificação e a ameaça de despejo do espaço libertário Rote Flora. O ato foi acompanhado por uma presença massiva da polícia.

    Os manifestantes, muitos vestindo preto, com o rosto coberto, percorreram diversas ruas do centro de Hamburgo, carregando faixas e gritando palavras de ordem contra o desenvolvimento urbano capitalista e a ameaça de evacuação do espaço Rote Flora.

    Alguns grupos de anarquistas quebraram os vidros de algumas viaturas da polícia e pelo menos um carro estatal foi incendiado. Os manifestantes também atacaram a vitrine de uma imobiliária.

    Após a passeata houve confrontos entre manifestantes e a polícia. A polícia usou canhões de água e cassetetes para dispersar os protestantes. As forças de segurança prenderam dezenas de pessoas. A operação policial também deixou vários ativistas feridos.

    O Rote Flora é um antigo teatro em Schanzenviertel, Hamburgo, que foi ocupado por movimentos anarquistas. Hoje é um centro cultural alternativo.

    Mais imagens do protesto:

    http://www.flickr.com/photos/rassloff/sets/72157626617086194/

    http://www.flickr.com/photos/boeseraltermannberlin/sets/72157626618054590/

    http://www.flickr.com/photos/pm_cheung/sets/72157626493582513/

  • [Reino Unido] A batalha de Stokes Croft

    [Reino Unido] A batalha de Stokes Croft

    Pela manhã da quinta-feira, 21 de abril, um grupo de pessoas entrou em confronto com a polícia depois de um ataque coordenado e violento de cerca de 200 agentes de segurança que arrombaram a porta do squatter “Telepathics Heights” e fecharam o bairro de Stokes Croft em Bristol.

    A população local revidou a ofensiva dos policiais tomadas por uma raiva que não se via há muito tempo na cidade. Aproximadamente 300 pessoas com garrafas de vidro, tijolos, erguendo e queimando barricadas lutaram contra a polícia por mais de cinco horas em resposta à ocupação policial do bairro.

    Um estabelecimento Tesco (maior rede de supermercados do Reino Unido) foi saqueado e destruído, enquanto nenhuma das outras lojas de rua de proprietários independentes foi tocada pelos manifestantes nos distúrbios. Os protestantes também danificaram diversos carros policiais

    Pelo menos nove pessoas foram presas, cinco da rua e quatro do “Telepathics Heights”, acusadas de posse e fabricação de coquetéis molotov. Outros detidos nessa noite também receberam cargos ou estão em liberdade sob fiança.

    O “Telepathics Heights” está localizado na movimentada área cultural de Stokes Croft, onde há muitos bares, cafés, squaters, projetos comunitários, etc.

    Mais infos:

    http://www.bristol.indymedia.org.uk/

    http://bristolaf.wordpress.com/

    Vídeos:

    http://www.youtube.com/watch?v=M7qeY3tEeKk&feature=player_embedded

    http://www.youtube.com/watch?v=0cdScUCPIzI&feature=player_embedded

    http://www.youtube.com/watch?v=hkCvka1uwuo&feature=player_embedded

  • [EUA] Novo Centro Social em Providence, Rhode Island: Espaço Autônomo Libertalia

    [EUA] Novo Centro Social em Providence, Rhode Island: Espaço Autônomo Libertalia

    Um novo centro social está sendo aberto em Providence [abriu no começo do mês de abril de 2011] e precisamos de sua ajuda. Libertalia é um lugar onde iremos efetivar nossa política para nos tornar uma presença política tangível. Libertalia é um espaço autônomo para iniciativas públicas para apoiar nosso poder comunitário e encorajar o diálogo. É um lugar onde vários projetos anti-autoritários podem encontram um espaço gratuito.

    Assim como a lenda, Libertalia foi um paraíso comunalista-libertário em Madagascar, morada de escravos livres, fugitivos, e piratas que não tinham nenhuma aliança com estados e nacionalidades. O pirata de Rhode Island, Thomas Tew, teve uma influência em sua fundação. Ninguém sabe se este paraíso pirata existiu de verdade ou não, mas nossa intenção é de celebrar o desejo humano pela liberdade e o acesso a um abrigo seguro em um mundo ocupado.

    Hoje, o Libertalia serve como aquele abrigo seguro para as comunidades de Providence e todo/as o/as companheiro/as que por aqui passarem. Nosso plano é de estabelecer um local para educação pública, projetos comunitários e assembléias gerais na tradição do movimento de centros sociais global do qual nos inspiramos. Nossa esperança é de que o Libertalia se torne um valioso recurso para nossa comunidade e que as pessoas participem de seu projeto e sucesso contínuo. Este é o nosso esforço para expandir nossa prática comunitária e criar um espaço físico mais radical.

    Entre os projetos futuros estão: uma biblioteca, um hacklab, pedagogia libertária, sala de leitura e um espaço de trabalho para o IWW local e o RISE, nossa rede de solidariedade local. Durante o ultimo mês e meio, aproximadamente 25 pessoas do nosso coletivo têm se encontrado todas as semanas para que isso possa se tornar uma realidade. Estamos progredindo num ritmo cada vez mais acelerado. Nosso coletivo irá crescer ainda mais na medida em que este projeto continuar.

    O espaço será financiado, primariamente, por uma contribuição dos membros do coletivo e um programa de apoio de doações mensais, mas nos estágios iniciais, enquanto construímos esta base de suporte em longo prazo, estaremos realizando muitos eventos para levantamento de fundos, assim como iremos fazer pedidos de doações.

    O estabelecimento de espaços anti-autoritários é vital para o movimento no mundo inteiro. Temos a consciência de que nossa força vem da comunidade, local e internacional, e este é o porquê de estarmos pedindo um apoio financeiro para manter o nosso projeto. Nosso aluguel mensal pelo espaço de 52 metros quadrados é de 1.000 dólares. Por favor, mostre a sua solidariedade! Qualquer quantia irá ajudar.

    Também convidamos a todos que compartilham com a nossa visão para se juntar a nós ou oferecer alguma dica.

    Venha nos visitar na Broadway 280, Providence, RI, Sala 200.

    Doações: http://pledgie.com/campaigns/14820

    Contato: libertalia401@gmail.comfacebook.com/libertalia.autonomous.space

    Tradução > Marcelo Yokoi

  • [Holanda] Onda de despejos em Amsterdã

    [Holanda] Onda de despejos em Amsterdã

    Na terça-feira, 22 de março, a cidade de Amsterdã assistiu a uma grande onda de despejos.

    Foi a primeira grande série de despejos, após a nova lei anti-ocupação na Holanda. A antiga atitude tolerante em relação à ocupação ilegal na Holanda foi substituída por uma abordagem de tolerância zero para aquele que tome o direito à moradia com suas próprias mãos.

    Em vez de desalojar as casas ocupadas, uma por uma, a polícia de Amsterdã tem a tradição de desocupar por meio de “ondas de remoção”. Uma onda de despejos geralmente conta com um grande número de brigadas antidistúrbios, equipamentos especializados para quebrar portas e barricadas, cães policiais, caminhões de água blindados e, ás vezes, um helicóptero. Desta vez o circo de sempre foi acompanhado ainda pela polícia militar.

    Começando no início da manhã, a polícia atravessou a cidade e expulsou um número de ocupações previamente avisadas. Em vez de se concentrar na defesa dos espaços a serem desalojados, desta vez foi feita uma chamada para ações descentralizadas e autônomas.

    A noite anterior à evacuação foi caótica. Apesar de estarem presentes nas ruas de forma massiva durante toda a noite antes da onda de despejos, indivíduos atacaram e destruíram diversos objetivos do Estado e empresariais. Um carro da polícia foi incendiado, os bancos foram atacados e os caixas automáticos destruídos. Além disso, um carro pertencente a uma grande corporação habitacional foi reduzido a cinzas. Pichações okupas e antiautoritárias foram pintadas por toda a cidade.

    Seis prisões foram feitas durante a noite. Uma pessoa foi detida quando se recusou a deixar o prédio ocupado e se manteve lá dentro.

    Dez casas foram evacuadas após um dia de atividade policial. Os custos de uma onda de despejos são estimados em 700.000 €.

    A ocupação em Amsterdã continuará e todos sabem disso.