Categoria: Repressão

  • [Chile] Luciano Pitronello desperta do coma induzido

    [Chile] Luciano Pitronello desperta do coma induzido

    Comunicado:

    Nesta quarta-feira (8), foi informado que o anarquista Luciano Pitronello [Tortuga] despertou do coma induzido. Ele foi retirado do respirador mecânico, uma vez que agora é capaz de respirar por conta própria.

    Segundo a imprensa, Luciano teve um desenvolvimento positivo em sua recuperação após o acidente que sofreu no primeiro dia do mês de junho.

    Hoje (9), fontes médicas afirmaram que, após acordar do coma induzido, ele foi questionado sobre o atentado do banco Santander, onde negou todas as acusações e denúncias. Tudo isso apesar de Luciano ainda permanecer em risco de morte por possíveis infecções que possa contrair o seu corpo, dadas as queimaduras que apresenta.

    Os médicos informaram a polícia sobre a saúde de Tortuga, assim os agentes esperam interrogá-lo durante esta semana para investigar mais profundamente sobre seu entorno, saber quem era seu acompanhante e se ele participou de outros atentados neste ano. Em suma, o torturam aproveitando o seu estado debilitado.

    Os procuradores também assinalaram que a companheira de Tortuga está sendo investigada, assim como os membros das okupas La Croata e Las Torres, e disseram também que está sendo preparado um mandado de buscas.

    A evitar o golpe repressivo!

    Bater de frente com o problema, o Estado e seu aparato policial!

    Solidariedade com o Tortuga!

  • [Grécia] Ações solidárias antes do julgamento do anarquista Aris Seirinidis

    [Grécia] Ações solidárias antes do julgamento do anarquista Aris Seirinidis

    [Ontem, 7 de junho, aconteceu uma série de ações em toda a Grécia em solidariedade com o anarquista Aris Serinidis. O julgamento de Aris teve início nesta quarta-feira (8), mas foi transferido para a próxima sexta-feira (10).]

    Em Atenas, o Conselho de Estado foi bloqueado por anarquistas na manhã de ontem. Em Tessalônica, uma estação de rádio local (FM100) foi ocupada e lidos textos solidários no ar. Também em Tessalônica, Ioannina e Xanthi, anarquistas estabeleceram sistemas de megafones e distribuição de textos em solidariedade com Aris em praças públicas.

    Hoje, à tarde, aconteceu um “moto rali” de solidariedade em Atenas com mais de 100 motoclicletas. Gritando palavras de ordem e jogando folhetos os manifestantes percorreram várias ruas do centro de Atenas. Kanellos, o cachorro de rua “anarquista”, também participou do protesto.

    Fotos do “moto rali”:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1302072

    Caso Aris Seirinidis

    Aris Seirinidis foi preso em 3 de maio de 2010 em uma batida aleatória da polícia em Atenas e acusado, em princípio, de “posse de armas” e “resistência à autoridade”. Logo após a mídia e a polícia lançaram uma campanha de desinformação insinuando que Aris e outro anarquista realizaram um “roubo sangrento” num grande supermercado. No dia seguinte, as mesmas autoridades rejeitaram essa versão, e em 7 de maio foi decidido colocar Aris em liberdade sob fiança com acusações. No entanto, os policiais não contentes com esta decisão, imediatamente antes que o companheiro tivesse sido liberado para a rua emitiram um novo mandado de detenção. Desta vez Aris estava sendo acusado de atirar em policiais. Trata-se de um caso raro, uma daquelas histórias que se transformam em “lendas urbanas”: no início de julho de 2009 pela tarde, uma pessoa vestida de shorts, chinelos e… chapéu mexicano, coberto com uma máscara de médico saiu na rua Harilau Trikoupi, em Exarchia, e fez alguns disparos contra uma unidade da polícia que vigiava a sede do Pasok (Partido Socialista Grego). O caso chamado pela mídia de “um louco com chapéu” tornou-se um embaraço para a polícia. A única prova que encontraram foi a dita máscara de médico e declaram que seus testes de DNA batia com o material genético encontrado na carteira de Aris. Existem muitas contradições neste caso, até as declarações do chefe da polícia da unidade de controle antimotim não coincide com as características físicas de Aris.

  • Foi dada a sentença no “caso dos anarquistas bielorrussos”: até oito anos de regime a mais por acusações inconsistentes

    Foi dada a sentença no “caso dos anarquistas bielorrussos”: até oito anos de regime a mais por acusações inconsistentes

    Em 27 de maio, no tribunal da região Zavodsky de Minsk, o juiz Zhanna Jvoynitskaya determinou a sentença no caso dos anarquistas bielorrussos Igor Olinevich, Nikolay Dedok, Alexandr Frantskevich, Maxim Vetkin e Evgueny Silivonchik. Esses jovens foram acusados ​​de realizar uma série de ações diretas, entre as quais o ataque à Embaixada da Federação Russa em Minsk, em agosto de 2010. Foram acusados segundo o artigo sobre “vandalismo premeditado” (parte II, artigo 339 do Código Penal da Bielorrússia) e “destruição premeditada e danos à propriedade privada” (parte II, artigo 218). Frantskevich também foi acusado de “sabotagem em informática”, “acesso ilegal a informações por computador” e “desenvolvimento, uso e disseminação de programas nocivos (parte II, art.349, parte II, art. 351, 354 do Código Penal). O tribunal considerou-os culpados na maioria das acusações.

    Igor Olinevich foi condenado a oito anos de prisão em uma penitenciária de segurança máxima (o advogado pedia nove anos).

    Nikolay Dedok foi condenado a quatro anos e meio de prisão em uma penitenciária de segurança máxima (o advogado pedia seis anos).

    Alexandr Frantskevich foi condenado a três anos de prisão em uma penitenciária de segurança máxima (o advogado pedia cinco anos).

    Maxim Vetkin foi condenado a quatro anos de liberdade restrita e foi enviado para uma instituição correcional aberta (precisamente a condenação requerida pelo advogado). Até o momento de ser enviado às autoridades prisionais, foi deixado em liberdade condicional (antes Vetkin esteve detido).

    Evgueny Silivonchik foi condenado a um ano e meio de liberdade limitada e enviado para uma instituição correcional aberta (o advogado pedia três anos).

    Os acusados deverão pagar uma multa de 100 milhões de rublos bielorrussos (algo como 20 mil dólares) por danos a um automóvel da embaixada russa.

    Olinevich, Dedok e Frantskevich negam sua culpa nos fatos ocorridos. Vetkin e Silovonchik, ao contrário, se declararam culpados e testemunharam contra os outros acusados.

    Valentina Olinevich, mãe de Igor, declarou depois que foi dado o parecer do tribunal: “se antes prendiam os filhos dos outros, acreditávamos que não era nosso problema. Mas hoje prendem nossos filhos, amanhã serão os filhos de mais alguém. Todos devem estar atentos! Não deixemos que isto continue acontecendo!”. Também chamou a atenção para o papel infame que a Rússia tem desempenhado no destino de Igor: “A Rússia tem permitido que em seu território seqüestrem as pessoas. Isto é uma violação infame dos direitos humanos, que tem acontecido com o consentimento das autoridades do país”. Lembremos que em 28 de junho Igor Olinevich foi seqüestrado em Moscou pelos agentes das forças especiais e levado ilegalmente para a prisão da KGB em Minsk.

    Alexandr Dedok, pai de Nikolay e advogado de muitos anos de experiência, muitos deles até mesmo como um juiz, disse à imprensa: “Durante o julgamento, foram cometidas diversas violações de procedimento legal. Se destaca, em primeiro lugar, a inconsistência das acusações. Esta sentença é injusta e ilegal. Um tribunal legal e imparcial não os teria condenado”. Alexandr Dedok traçou um paralelo entre este processo e o processo dos “fatos em 19 de dezembro”, quando os participantes foram acusados ​​de um protesto contra a adulteração das eleições presidenciais.

    A Cruz Negra Anarquista da Bielorrússia declarou que as sentenças têm motivações políticas e que as acusações são inconsistentes. Além disso, todas as ações e participações fictícias as quais foram julgadas essas cinco pessoas não têm caráter violento, porque, como resultado delas, nenhuma pessoa foi atacada ou sofreu ferimentos. A maioria desses “ataques” contra diferentes objetos tinham um caráter simbólico, e os danos sofridos foram insignificantes.

    Você pode visualizar a transmissão da sala de acusações e obter informações mais detalhadas dos últimos dias do processo na página: belarus.indymedia.org

    “Не признающие законов” é um documentário sobre o processo dos anarquistas da Bielorrússia. Veja aqui: http://rutube.ru/tracks/4469719.html

    Cruz Negra Anarquista da Bielorrúsia

  • [EUA] FBI procura pessoas para se infiltrar entre os ativistas de libertação animal

    Houve dois relatórios esta semana de que o FBI (da Flórida) está à procura de informantes para fornecer dados sobre o movimento local dos direitos dos animais.

    No primeiro caso, uma mulher em West Palm Beach, que é ativa no resgate de cães, foi visitada em sua casa por um agente do FBI. Ele disse que os militantes anti-vivissecção estão “cruzando a linha”, tornando-se “perigosos” e que “causarão danos a alguém”. O agente disse: “você tem um acesso que eu não tenho”. Ele disse-lhe que iria ser “recompensada” por qualquer informação que você fornecer – o agente também se ofereceu para levá-la para almoçar. Ela disse ao agente que não estava interessada. Antes de sair, o funcionário avisou-lhe para não se associar aos ativistas de direitos animais.

    No início de abril, um ativista que faz web design para ganhar a vida foi contatado por uma “personal trainer” para ajudar a criar um site. O ativista se reuniu com a mulher em um café e conversaram por uma hora sobre o projeto. A “treinadora” complementa a sua história com fotos de seu trabalho, etc. Durante uma segunda reunião, do nada, ela mencionou que seu namorado era amigo de alguém que trabalha para o FBI, e que o FBI iria pagar “muito bem” para obter informações sobre ativistas pelos direitos dos animais locais. Ela disse que estava preocupada que os ativistas “poderiam se tornar violentos”. O ativista rapidamente encerrou a conversa.

    É importante sensibilizar quando o FBI começa a dar voltas. A melhor defesa é sempre o silêncio, e as histórias deste tipo devem fornecer uma mensagem aos ativistas para se lembrar por que nunca se pode falar com a polícia.

    Se você tiver sido visitado pelo FBI, por favor, ligue para a linha direta da Green Scare: 888-NLG-ECOLAW.

    Peter Young

  • [Argentina] Prendem companheiros acusados de pichar um dos arcos do Parque de Maio; eles foram liberados em seguida

    [Argentina] Prendem companheiros acusados de pichar um dos arcos do Parque de Maio; eles foram liberados em seguida

    Comunicado:

    “Dois anos após a morte de Mauri, lembramos dele revestindo as paredes brancas da ordem social, pois sua vida foi uma propaganda de fato, enfrentando, com as suas ações, o poder, de forma decisiva na busca da liberdade.”

    Na noite de sexta-feira, 20 de maio, na cidade de Bahia Blanca, após o lançamento do livro “Pampa Livre”, que trata sobre anarquistas nos pampas da Argentina, três companheiros foram presos pouco antes das 23 horas, acusados de pichar um dos arcos do Parque de Maio: “tente viver a anarquia”.

    Um dos companheiros chegou a avisar por telefone celular que estavam sendo presos e os levariam para a segunda delegacia. Em seguida, companheiros e companheiras solidários estiveram presentes na tal delegacia, para exigir a libertação dos três anarquistas, que foram liberados às 4h30, após forte agitação na delegacia, onde até a polícia usou spray de pimenta para tentar desencorajar as pessoas, que com canções e gritos de solidariedade, fizeram da solidariedade um fato.

    Sem esta agitação a libertação não teria sido possível naquela noite. Eles foram acusados por contravenção.

    Pela extensão dos atos rebeldes!

    Que viva a anarquia!

  • [Grécia] Anarquista é ferido e detido após trocar tiros com a polícia em Pefki, Atenas

    [Grécia] Anarquista é ferido e detido após trocar tiros com a polícia em Pefki, Atenas

    [Na noite da quarta-feira passada, 18 de maio, um carro da polícia tentou fazer uma blitz “aleatória” em dois anarquistas que estavam próximos a uma motocicleta na área de Pefki, em Atenas. Os dois decidiram não ficar e saíram fora, os policiais correram atrás deles e após uma perseguição curta, os dois anarquistas trocaram tiros com os agentes de segurança, ferindo dois. Mas, infelizmente, o jovem anarquista de 21 anos, Theofilos Mavropoulos (originalmente ele deu um nome falso, mas depois que a mídia e os policiais colocaram sua foto em todos os lugares ele foi identificado), também saiu ferido pelas balas dos policiais e foi preso. O outro anarquista conseguiu fugir depois de roubar a viatura da polícia, abandonando-a alguns quilômetros depois. Theofilos está agora hospitalizado, com a polícia antiterrorista em sua sala e fora dela.]

    Comunicado dos companheiros de Theofilos Mavropoulos

    O anarquista revolucionário, nosso companheiro Theofilos Mavropoulos, está ferido no hospital, após um tiroteio com os malditos trastes da polícia na área de Pefki. Lá, junto com mais um companheiro, optaram por não ceder quando um carro patrulha tentou identificá-los. Durante o confronto, dois policiais foram feridos, mas também nosso companheiro. Ao mesmo tempo, o outro companheiro que estava ali conseguiu escapar usando a viatura da polícia.

    Theofilos é um membro ativo do movimento anarquista revolucionário e, portanto, chamamos todos os anarco-revolucionários, como toda a gente que se vê como parte de um amplo âmbito subversivo, a tomar a iniciativa de ação, com todos os meios julgados como adequados e indispensáveis, para estar ao seu lado. Neste momento o nosso irmão encontra-se ferido e trancado em um quarto vigiado pela polícia. Consideramos como algo mais importante a realização de uma concentração em frente ao hospital, onde está nosso companheiro ferido, a fim de quebrar a condição de isolamento imposta a ele e que o deixa preso aos vermes da [polícia] antiterrorista e outros serviços que estão a “cuidar” da única maneira que sabem. Por causa das dificuldades que têm a ver com o regime que estamos e com a condição na qual agimos e nos movemos; infelizmente não podemos estar ao seu lado (ou seja, no hospital), e assim poder dar força e coragem para o nosso orgulhoso companheiro.

    Temos que mostrar ao inimigo que nenhum companheiro não está sozinho, que a prisão de cada companheiro não ficará sem resposta, que nenhum companheiro nosso pode ser comido vivo. Porque o companheirismo e solidariedade não se definem segundo salários e cargos, e é a base para as relações que desenvolvemos e propomos, como alternativa contra as podres relações sociais dominantes. Não vemos a prisão de Theofilos à luz de uma “alta divulgação” e a asquerosa vitimização, que permite protestar contra os “maus” policiais que atiraram e feriram nosso companheiro. Aliás, à luz de tal lógica a solidariedade perde o seu sentido essencial. A postura orgulhosa do companheiro e seus valores entraram em confronto com a renúncia e rendição. Mostraram que o conflito e a guerra não têm mártires, nem aqueles que a adoram, mas alguns combatentes preparados para tudo. O tesouro que resta se torna uma arma nas mãos de todos nós.

    Ao lado do anarquista revolucionário Theofilos Mavropoulos! Luta pela liberdade com cada meio!

    PS: Igualmente, queremos enviar ao nosso companheiro um agradecimento sincero, pelas lutas que fizemos juntos, por todas as decepções e contratempos que enfrentamos, por tudo de bom e mau. Finalizando, enviamos nossa promessa referente aos compromissos informais que foram feitos, dos sonhos não realizados e os exageros. Por tudo e por nada. Agora, irmão, pode mudar a condição sob a qual você irá viver, mas não altere o estado não arrependido do seu espírito.

  • [Grécia] Dezenas de anarquistas são detidos em Atenas; Consulado grego em Montreal é invadido em solidariedade com os anarquistas e imigrantes

    [Grécia] Dezenas de anarquistas são detidos em Atenas; Consulado grego em Montreal é invadido em solidariedade com os anarquistas e imigrantes

    Hoje (17 de maio), nas proximidades da okupa Skaramangas, no centro de Atenas, por volta das 18 horas, cerca de 50 anarquistas foram detidos quando realizavam uma colação de cartazes (cópia ao lado) contra os recentes ataques fascistas sofrido pela comunidade imigrante e pelos anarquistas na região central da capital grega. O grupo foi levado e fichado numa delegacia e posteriormente liberado.

    Antes, na madrugada desta terça-feira (17), às 00h15, um bando de fascistas, apoiados por policiais atacaram a okupa Skaramangas. Os okupas resistiram à agressão e revidaram, convertendo a rua Patision num campo de batalha. Os fascistas abriram o bico e se retiraram.

    Recordamos que tudo isto se enquadra num contexto de ataques fascistas indiscriminados contra os imigrantes que custou a vida de um jovem de 21 anos de Bangladesh e ferimentos com armas brancas, pontapés e socos a outros 15 imigrantes na semana passada. Os fascistas aproveitaram a morte de um cidadão grego de 44 anos – ajudados pela forma sensacionalista com que a mídia tratou o fato – para lançar um pogrom (linchamento) contra todos os imigrantes que estavam em seu caminho.

    Após as lutas sociais dos últimos anos na Grécia, o movimento fascista grego tem crescido imensamente, apoiado e protegido por forças de segurança estatais.

    Sempre que acontece uma nova greve geral, agrupações fascistas aproveitam da situação para atacar os grupos revolucionários (anarquistas, autônomos, niilistas, comunistas, trotskistas) e estudantes, bem como os imigrantes, que na conjuntura do desemprego em massa são vistos como um alvo fácil para eles.

    Consulado grego em Montreal é invadido em solidariedade com os anarquistas e imigrantes

    Cerca de 12 anarquistas invadiram ontem (16 de maio) o Consulado Geral da Grécia em Montreal, no Canadá, em solidariedade ativa com os anarquistas gregos e imigrantes. Na ação direta móveis e outros objetos do órgão diplomático foram derrubados, e espalhados panfletos em francês e inglês. Do lado de fora, outro grupo distribuía folhetos para os transeuntes e exibia uma faixa solidária. Ninguém foi preso.

  • [Grécia] Atacada e ocupada sede do Partido Socialista Grego em Patras

    [Grécia] Atacada e ocupada sede do Partido Socialista Grego em Patras

    A sede do Pasok (Partido Socialista Grego) da Rua  Gerokostopoulou, no município de Patras, foi atacada e ocupada por algumas horas nesta sexta-feira (13 de maio) por integrantes do movimento anarquista, em resposta aos acontecimentos dos últimos dias na Grécia: assassinato de um cidadão bengalês de 21 anos na madrugada passada, perseguição e agressão contra imigrantes, repressão policial durante a Greve Geral de 11 de maio e a cooperação entre o Estado e bandos fascistas.

    O escritório do Pasok, partido do atual primeiro-ministro grego George Papandreou, foi redecorado com várias pichações. Uma faixa foi estendida na fachada do prédio, e trazia os dizeres: “Nenhuma tolerância aos ataques fascistas” e “Silêncio é cumplicidade com os assassinos”. Também foram distribuídos panfletos aos transeuntes.

    Fotos da ocupação da sede do Pasok:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1290075

    Fotos da manifestação contra a repressão policial ontem (12) em Patras:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1290179

  • [Grécia] Imigrante bengalês é esfaqueado até a morte em Atenas; Manifestação contra a repressão e violência policial reúne milhares de pessoas

    [Grécia] Imigrante bengalês é esfaqueado até a morte em Atenas; Manifestação contra a repressão e violência policial reúne milhares de pessoas

    Desconhecidos (provavelmente nazis) assassinaram a facadas um imigrante bengalês de 21 anos na madrugada de quarta para quinta-feira (12 de maio), no bairro Patissia, em Atenas.

    De acordo com informações disponíveis até o momento, dois homens em uma motocicleta perseguiram a vítima e, quando chegaram a ele o apunhalaram com facas e fugiram.

    A vítima foi levada às pressas para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

    Embora os motivos do assassinato ainda não sejam conhecidos, a possibilidade de um ataque racista é grande, uma vez que, segundo alguns depoimentos de testemunhas os criminosos estavam falando grego.

    Acredita-se que o assassinato se trata de uma represália contra o homicídio há dois dias de um cidadão grego de 44 anos que foi apunhalado por dois desconhecidos que queriam roubar sua câmera de vídeo, quando este se dirigia ao hospital com sua esposa que estava em trabalho de parto. Os imigrantes foram acusados da morte.

    Os nazis aproveitaram os rumores para empreender uma série de ataques contra os imigrantes, incluído agressões com armas brancas (paus, navalhas), deixando dezenas de feridos. Eles também atacaram estabelecimentos gerenciados por imigrantes.

    Manifestação contra a repressão e violência policial reúne milhares de pessoas

    Milhares de pessoas saíram novamente às ruas de Atenas hoje (12 de maio) em protesto contra a repressão e violência policial exercida ontem (11 de maio) em uma manifestação que feriu seriamente um ativista de 31 anos e que  se encontra hospitalizado em estado de coma.

    Durante o protesto desta quinta-feira, outra vez, os agentes antidistúrbios atacaram os manifestantes com gás lacrimogêneo e bombas de barulho. Os protestantes responderam com pedras e outros objetos. Várias batalhas campais tomaram conta das ruas do centro de Atenas.

    O clima na capital grega é tenso após os distúrbios das últimas 48 horas enquanto a crise econômica da Grécia completa um ano e o aumentou da violência nazi e os surtos de racismo e xenofobia nos últimos tempos contra imigrantes.

    Pelo menos outras 15 cidades gregas realizaram manifestações contra a brutal repressão policial durante a greve geral desta quarta-feira.

    Fotos da manifestação em Atenas:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1289694

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1289887

    Vídeo de um grupo de nazis, com proteção policial, perseguindo e agredindo imigrantes em Atenas:

    http://www.youtube.com/watch?v=rxUBr5_tczU&feature=player_embedded

  • [Colômbia] Carta para Nicolás Neira, no sexto aniversário do seu assassinato

    [Colômbia] Carta para Nicolás Neira, no sexto aniversário do seu assassinato

    A repressão que causou sua morte, voltou às ruas do centro de Bogotá neste 1˚ Maio de 2011, e quem desejou lembrá-lo nas palavras e nos gestos saboreamos o aroma de gás lacrimogêneo, a dureza dos espancamentos e detenções arbitrárias (como foi o caso do seu pai).

    Seis anos já, o tempo passa, as feridas não cicatrizam, e me pergunto: por que têm que cicatrizar? Se em uma situação como esta, a única coisa que nos oferece é a morte e a repressão para aqueles que querem defender a idéia de uma sociedade mais justa – talvez devêssemos por um curativo, esquecer e não deixar que brote a necessidade de lutar. Aqueles que te mataram querem que voltemos para casa, que trabalhemos sem parar, que procuremos ter uma vida ostentosa, que nos esqueçamos o sonho da revolução social e que só apareça como um fantasma para falar sobre o nosso passado, o que fomos e já não somos. Mas não daremos essa satisfação, vamos continuar em pé de guerra e nunca dar a outra face.

    Seis anos se passaram e a memória não esquece; lambendo suas feridas, lembramos de sua morte, a morte de tantos outros; lembrando do desamparo, o medo, mas também recordando a paixão pela justiça, a necessidade de mudar a sociedade.

    Não te santifico como um mártir, lembro como quem caiu pela irracionalidade deste modelo, a irracionalidade dos policiais que o espancaram, compreendo não como um fenômeno isolado, mas como a epiderme do estado atual das coisas. A você mataram a bofetadas e patadas, alguns às balas, a outros matam trabalhando alienados em escritórios, muitos são afundados na miséria, outros foram mortos em vida.

    Ontem, como hoje, como amanhã e como sempre, eu vou te levar para as profundezas da minha alma libertária, lembrando e relembrando o que fizeram com você… um crime de Estado.

    Com amor para você, para os seus e para aqueles que lutam.

    Atarka Rebel.

    Sexta-feira, 6 de maio de 2011, a seis anos de seu assassinato covarde.

    PS: Esta pequena carta terminou de ser escrita quando acontecia uma concentração na Rua 7 com 18  pelo sexto aniversário da morte de Nicolás.

    Nota da “ANA”:

    Nicolás David Neira, de 15 anos, foi brutalmente assassinado pela Polícia Nacional Colombiana, o Escuadrón Móvel Anti-disturbios (Esmad) no 1º de maio de 2005. Nicolás participava do bloco anarquista durante uma marcha em comemoração ao Dia do Trabalho em Bogotá, quando a manifestação foi alvo de uma violenta repressão policial, com bombas de gás lacrimogêneo, tiros de balas de borracha e golpes de cassetetes. Nicolás, asmático, sem poder correr, recebeu uma avalanche de golpes na cabeça e caiu inconsciente. Os cassetetes provocaram em Nicolás traumatismo craniano, fraturas múltiplas e edema cerebral.