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  • Dia internacional de ação direta contra a extração

    Dia internacional de ação direta contra a extração

    Junte-se a nós em 20 de abril, onde quer que esteja!

    Comunidades ao redor do mundo estão sendo atacadas por indústrias extrativistas que envenenam nossas famílias, matam aqueles que nos são queridos no trabalho e destroem os ecossistemas que cuidamos. O vazamento da British Petroleum (BP) no Golfo do México, infelizmente foi apenas um de uma cadeia infinita de desastres que nasceu de um sistema econômico que invariavelmente irá consumir os recursos do planeta.

    Extração é o ato de tomar algo sem dar nada em troca. A extração toma a vida de trabalhadores, para que as corporações possam fazer um pouco mais de dinheiro. A extração toma a água e o ar limpos e nos dá oceanos imundos e o clima caótico. A extração toma a riqueza natural de comunidades e ecossistemas, deixando para trás pobreza e vastidões ecológicas.

    Para um clima estável, e ar e água limpos, devemos parar a extração de combustíveis fósseis, e demais “recursos”. Das areias betuminosas de Alberta à Costa do Golfo, as pessoas estão lutando contra as indústrias extrativistas que declararam guerra ao nosso planeta. O Rising Tide está chamando por um dia de ação direta contra a extração no aniversário de 1 ano do vazamento da BP.

    Em 20 de abril, levemos isso aos pontos de produção. Desligue um poço, ocupe uma mina, assuma o controle de um escritório, bloqueie um banco. A comunidade de ninguém deve ser uma zona de sacrifícios.

    Por justiça climática e um planeta habitável,

    Rising Tide América do Norte

    Mais infos:

    http://www.extractionaction.net/

  • [República Tcheca] Sabotagem em um gerador de energia para camêras de vigilância em uma rodovia

    Comunicado:

    “Na madrugada de 10 de abril fez-se explodir um gerador que fornece energia para uma pequena casa na auto-estrada D1. Como resultado, causou um curto-circuito e a câmera ali estacionada parou de gravar. O estado de controle constante não deve deixar-nos inativos. Eles nos tratam como ratos de laboratório enjaulados num labirinto escuro. Devido à resignação dos cidadãos, são livres para impor o clima de medo que lhes agrada. Uma atmosfera de medo e de execução é acompanhada por um monitoramento onipresente realizado por várias autoridades, para manter sempre um olho naqueles que buscam a liberdade deste círculo vicioso.

    Nós nos recusamos a entrar em um acordo com a vida pré-embalada e pré-concebida.

    Nós nos recusamos a ir trabalhar para que os ricos possam ficar mais ricos e os pobres são forçados a viver das migalhas da mesa do rico.

    Nos recusamos a acatar e obedecer.

    Solidariedade com os presos anarquistas do Chile!

    Honra a Lambros Foundas!

    Abaixo o Estado e o capitalismo!”

    Revoluční boj (Luta Revolucionária)

  • [EUA] 1ª Feira do Livro Anarquista de Houston

    [EUA] 1ª Feira do Livro Anarquista de Houston

    A 1ª Feira do Livro Anarquista de Houston tem como objetivo trazer literatura radical e alternativa, educação e cultura com foco na resistência e na construção de comunidades. Este evento está sendo criado como um veículo para organizar comunidades, criando redes de comunicação no sul dos Estados Unidos.

    A feira do livro terá uma variedade de distribuidoras, infoshops, livros novos e usados, em combinação com workshops, troca de habilidades, palestras e debates, facilitando o diálogo aberto. Por isso, esperamos criar um espaço de solidariedade com a comunidade anarquista, e instigar redes regionais, nacionais e internacionais.

    Virá a este evento uma variedade de organizações que, juntas, construirão uma comunidade radical no sul do país.

    Já confirmaram presence com suas banquinhas: Betch HTX/ATX (Beautiful Educated ThunderCunts From Hell), Broken Brick Distro from San Antonio, Monkey Wrench Books from Austin, Tumbleweed infoshop from Austin, ATX Mental Health, Sedition Books from Houston, Critical Resistance Houston, SDS Houston, Houston Earth First/Rising Tide, Little Black Cart, AK Press, PM Press, Ambient Transient, Iron Rail Infoshop, Long Haul Infoshop, Slingshot Collective e Arissa Media Collective.

    A Feira do Livro Anarquista de Houston será realizada de 22 a 24 abril de 2011.

    Para conferir o local e a programação do evento visite o blog:

    http://houstonanarchistbookfair.wordpress.com/

  • Ação direta contra a Petrobras na Nova Zelândia

    Ação direta contra a Petrobras na Nova Zelândia

    Um protesto forçou a Petrobras a suspender estudos sísmicos na bacia de Raukumara. Com cartazes com dizeres como “pare com o petróleo em águas profundas”, manifestantes pularam na água para bloquear o barco Orient Explorer, da empresa brasileira.

    Uma frota de cerca de 20 barcos de ativistas vem protestando há mais de uma semana no litoral da Nova Zelândia contra os trabalhos de perfuração de poços de teste pela Petrobras (Brazil’s Petrobras International Braspetro BV).

    A frota enfrentou nesta segunda-feira (11 de abril) o navio Orient Explorer, da empresa brasileira, que iniciou na semana passada os primeiros testes de perfuração na região.

    Os ativistas reclamam dos potenciais perigos de contaminação ambiental em caso de vazamentos como o que ocorreu no ano passado em um poço da britânica BP no golfo do México.

    Entre os grupos que participam do protesto estão aborígenes da região norte da Nova Zelândia, que temem a destruição dos recursos naturais dos quais dependem para sua subsistência.

    “Não temos confiança nessa companhia ou no governo quando dizem que nenhum dano ocorrerá ao que nos é caro. Não queremos nenhuma exploração de petróleo ou perfurações nas nossas águas”, afirmou Dayle Takitimu, da comunidade maori Te Whanau-a-Apanui.

    “É totalmente temerário que o governo tenha convidado esta indústria para nossas águas, arriscando um desastre que poderia devastar nossa costa e nossa economia”, disse Steve Abel, porta-voz do Greenpeace.

    Os ativistas prometem continuar com as mobilizações até que o governo revogue a permissão à Petrobras para fazer explorações nas águas do país.

    A Petrobras recebeu no ano passado do governo neozelandês a concessão para explorar durante cinco anos a existência de gás natural e petróleo na bacia de Raukumara, na costa nordeste do país, onde a maioria da população é indígena maori.

    Os maoris não foram consultados sobre a decisão. Desde então vem acontecendo atos no litoral da Nova Zelândia em protesto pela permissão dada pelo governo à Petrobras para fazer explorações nas águas do país.

  • [EUA] Polícia reprime e prende 12 jovens em marcha anarquista, em Portland

    [EUA] Polícia reprime e prende 12 jovens em marcha anarquista, em Portland

    No sudoeste de Portland, na noite de quinta-feira (7 de abril), 12 anarquistas foram detidos durante um protesto contra a brutalidade policial. Eles foram liberados na manhã do dia seguinte.

    Antes de começar o protesto, um oficial encarou uma jovem e empurrou-a violentamente, deixando-a sangrando no chão. Seus companheiros relataram que o policial não quis dar seu número de identificação, mas seu nome era “Weinberger”. Outro policial deteve um manifestante por ter atirado um toco de cigarro no parque.

    Quando aproximadamente 20 manifestantes se reuniram, a marcha começou, liderada por uma faixa que dizia: “Cada policial um assassino, cada juiz um inimigo”. Calculou-se uns 30 policiais requisitados neste momento, ao longo das ruas em azul e amarelo, e ordenando que os manifestantes permanecessem na calçada.

    As fileiras de ambos, manifestantes e polícia, seguiram crescendo rapidamente, chegando a 50 no “Black Bloc”. Mais 35 policiais de bicicleta uniram-se as fileiras das forças da ordem, com mais 6 a cavalos e pelo menos 7 carros da polícia. Alguns seguranças particulares estavam presentes, fustigando as pessoas “suspeitas”.

    Aproximadamente às 19h40, na esquina da 9 e Stark, um tumulto estourou. Spray de pimenta foi atirado em cima da multidão; empurrões, golpes, gritos. Muitos dos manifestantes corriam em todas as direções. A causa do conflito era incerta, mas foi notado por vários observadores de que ambos os lados se contra-atacaram. Testemunhei três detenções, neste momento, incluindo uma menina muito jovem. Os manifestantes relataram sua idade: 14 anos de idade.

    Outro detido não estava se movendo, quase inconsciente, e teve de ser levado pela polícia, com os pés arrastando. Um policial empurrou violentamente um dos manifestantes, ordenando-o permanecer na calçada.

    Enquanto os manifestantes se reagruparam no Parque Obryant, chegaram mais policiais: 20 da tropa de choque, mais 10 a pé e de bicicleta, e pelo menos 10 carros da polícia com as sirenes ligadas. Contei 58 policiais nesse momento.

    Os 15 manifestantes restantes estavam reunidos com seus companheiros e começaram uma marcha em torno dos bairros adjacentes, até a Praça Pioneer. Um coro com frases como “Fuck the Police!”(“Foda-se a polícia”) e “A-C-B!  All Cops Are Bastards!” (“Todos os tiras são uns bastardos”) parecia surpreender alguns transeuntes, enquanto outros simplesmente ficaram boquiabertos de espanto. Vários colocaram seus punhos no ar em solidariedade.

    Às 20h25, 12 manifestantes permaneciam na Pioneer Square. Pelo menos 26 policiais acompanharam de perto cada movimento, com carros da polícia em todas as direções, e um grande caminhão anti-motim rodava lentamente, enquanto 20 policiais permaneceram do lado de outro caminhão.

    A partir deste ponto a marcha continuou pela 3ª Avenida e, finalmente, até a 12ª Burnside Avenue, onde um “muro” de policiais deu-lhes boas-vindas, proibindo a passagem. Os manifestantes finalmente mudaram seu curso através da Stark Street e voltaram para a Pioneer Square.

    Por volta das 21h30 aproximadamente uma dúzia de manifestantes permaneceu em frente ao Palácio da Justiça, com a polícia fazendo “companhia”.

  • [Suécia] Ataques ao parque de animais Slottsskogen

    [Suécia] Ataques ao parque de animais Slottsskogen

    Comunicado:

    “Na Suécia, em Gotemburgo, visitamos o parque Slottsskogen de animais. Quando entramos no local destruímos letreiros pintados sobre os mapas. Nós começamos a cortar as cercas de proteção em algumas áreas; nenhum animal foi resgatado porque há principalmente focas e pingüins, e é impossível a transferência (o que é triste, porque é fácil alcançá-los).

    Em seguida, golpeamos com um bastão as paredes de vidro das gaiolas que estavam vazias, onde ficavam aves, mas elas eram muito grossas para quebrar e o som ecoou pelas ruas. Em vez disso, deixamos mensagens nas paredes de vidro como “escória”, “Aqui os animais estão sendo torturados”, e assim por diante.

    Continuamos com a colocação dos selos em tinta preta, que foi derramada sobre as paredes e janelas, e pintamos “Abusadores de Animais” e “DBF [ALF em sueco]” em todos os lugares, de modo que a escória humana não pode olhar os animais a partir dessas janelas, já que os animais não devem viver para o nosso entretenimento!

    Fundamentalmente, em termos de grafite, bombardeamos o local com “abusadores de animais” e “tortura”. Algumas portas de segurança e uma sorveteria foram pintadas também.

    O curioso é que a mensagem de “escória” feita há alguns meses à esquerda em um de seus mapas ainda está lá.

    Frente de Libertação Animal (ALF) – Suécia

  • [Chile] “Caso bombas”: Jornada de agitação e propaganda a partir de 14 de abril

    [Chile] “Caso bombas”: Jornada de agitação e propaganda a partir de 14 de abril

    Comunicado:

    À todos e todas indóceis em cada canto do Planeta.

    Já são quase 8 meses em que as forças da ordem apresaram nossos corpos, que o Estado desenterrou todos seus títeres e trapaças em uma nova onda repressiva. Os 5 anos de investigação aos mais de 100 bombaços manifestavam “resultados concretos”.

    O “caso bombas” é um julgamento político que poderia calçar qualquer dissidente do capital, casos similares vem se repetindo em outros territórios, as garras do panóptico continua levando seres a sua fúnebre boca, uma medida exemplificadora para todo aquele e aquela que tente tão só questionar a agradável ordem cidadã.

    Para os e as que estão atrás das grades, nossas ferramentas são escassas, e desde 21 de fevereiro iniciamos uma greve de fome líquida indefinida, exigindo como primeiro ponto a absolvição desta montagem midiática jurídica-policial e com isso nossa almejada saída para às ruas.

    Qualquer letra neste comunicado careceria de sentido se não se traduz em ações. A solidariedade é um exercício que rompe as lógicas da dominação, uma formosa arma que se pode usar de muitíssimas formas. É por isso que fazemos um chamado a solidariedade em todas as localidades, territórios e espaços onde continua as mentes inquietas, em uma jornada de agitação e propaganda a partir de 14 de abril até o 21 do mesmo mês pelo fim do presídio dos acusados do “caso bombas” detidos desde 14 de agosto de 2010.

    Abaixo os muros das prisões!

    Presos e presas do “caso bombas” em greve de fome para as ruas!

    Presos e presas do “caso bombas” detidos no Centro Penitenciário Feminino e na Unidade Especial de Alta Segurança da Prisão de Alta Segurança de Santiago.

  • [EUA] A Suprema Corte não irá rever o caso do SHAC7

    A Suprema Corte anunciou a alguns dias que não irá rever o caso do SHAC7 (Stop Huntingdon Animal Cruelty), um notável exemplo de um caso envolvendo a Primeira Emenda, em que um grupo de ativistas pelos direitos dos animais foi condenado como “terrorista”, por levar adiante um controverso site.

    A campanha do SHAC7 não tinha nada a ver com o Anthrax, bombas caseiras, ou um plano para seqüestrar um avião. Eles foram responsáveis pela manutenção de um site. Nesta página publicavam notícias sobre a campanha (ações legais, como protestos e ações ilegais, como resgatar animais de laboratório) e certamente havia adeptos.

    Devido a isso, enfrentaram uma série de acusações de conspiração, incluindo conspiração por violar a Lei de Proteção à Empresa Animal e de cometer “terrorismo relacionado com a causa pelos animais.”

    Os réus perderam o julgamento e foram condenados a entre 1 e 6 anos de prisão. Na apelação, o Terceiro Circuito emitiu uma “falha de varredura”. Considerou que a retórica da campanha SHAC era uma “ameaça real” (embora eles nunca fossem acusados de destruição de propriedade, ou violência, ou de incentivo a participar de tais atos), porque nessa mesma campanha, também existiram casos de atividades ilegais.

    Dito de outra forma, o tribunal considerou que poderia limitar os direitos, sob a primeira emenda, de um grupo de pessoas por ações do passado cometidas por outros.

    Por exemplo, um dos réus, Josh Harper, deu dois depoimentos em que falou sobre a campanha e sobre seu apoio, pessoal e teórico, à Frente de Libertação Animal, e a pequenas ações, como o envio de fax em preto para danificar as máquinas de fax de algumas empresas. A corte de apelações observou: “a conduta pessoal de Harper não cruza a linha da ilegalidade. Puni-lo por seus discursos políticos seria inconstitucional. No entanto, seu comportamento… dá indícios os quais o júri pode ter chegado à conclusão razoável de que Harper estava envolvido em uma conspiração para violar a Lei de Proteção à Empresa Animal”.

    A Suprema Corte negou o auto de cerceamento do caso, o que significa que não serão atendidos. Em resumo, a sentença do tribunal de apelações está  parada, dando caso do SHAC7 como encerrado.

    A probabilidade de um caso ser revisto pelo Tribunal Supremo é pouca, claro. Mas estou um pouco surpreso que este seja o caso do SHAC7. A Suprema Corte revisou o caso da Igreja Batista Westboro (o mesmo que criou o slogan “Deus odeia os gays”), declarando finalmente que eles tinham o direito de realizar seus protestos em funerais militares. John G. Roberts, presidente da Suprema Corte, escreveu que sua conduta é “certamente prejudicial, e sua contribuição insignificante ao discurso público”, mas está protegida.

    Todos, exceto um dos condenados do SHAC7 foram libertados, de modo que isto nada tinha a ver com a duração da pena. Teria a ver sobre o precedente que pode criar tais condenações, especialmente no âmbito da Lei de Proteção à Empresa Animal. Também a ver com o rótulo de “terroristas”, que perseguirá esses ativistas pelo resto de suas vidas.

    Mesmo se você não concordar com a campanha SHAC, ou campanhas pelos direitos dos animais em geral, a rejeição do tribunal em conhecer este caso tem implicações graves para todos os ativistas de qualquer movimento de justiça social.

    Aqui está uma resposta de Lauren Gazzola, uma das pessoas pertencente ao grupo SHAC 7:

    “Hoje foi um dia difícil, mas acho que a recusa da Suprema Corte em rever o nosso caso é um erro. Não somente um erro jurídico, mas um erro moral. Nesse sentido, eu tive um monte de dias difíceis durante os últimos anos. Gostaria de falar sobre um dos “menos ruins”.

    Algumas semanas atrás eu dei uma palestra sobre o caso do SHAC7 em uma aula de direito. Antes de começar a falar, o professor mostrou uns vídeos de investigações sigilosas dentro do laboratório HLS (Huntingdon Life Sciences), que mata 500 animais por dia em seus laboratórios. Foi a primeira vez que vi essas imagens desde que saí da prisão e foi superior a mim. Quando os vídeos terminaram, a diretora executiva da Sociedade Nacional Antivivissecção se levantou para me apresentar. Começou dizendo: “É difícil saber por onde começar”.

    Eu estava perto dela, e até um pouco agitada ao ver aquelas imagens. Eu tinha planejado começar a minha intervenção agradecendo ao professor por me convidar, também à SNA (Sociedade Nacional Antivivissecção) por patrocinar o evento, e aos alunos para participar. Em vez disso, me dirigi à classe e disse: “Eu sei exatamente por onde começar. Eu passei três anos da minha vida tentando fechar HLS e outros três anos e meio de prisão por esse motivo. Cada um daqueles dias valeu a pena e faria de novo”. Hoje, eu só gostaria de repetir a mesma coisa: faria isso de novo. Valeu a pena.”

  • [Reino Unido] “As propostas das prisões são claras: retirar essas pessoas das ruas”

    [Reino Unido] “As propostas das prisões são claras: retirar essas pessoas das ruas”

    As autoridades detiveram mais de 200 pessoas na seqüência dos protestos do “26M” (26 de março) em Londres contra as medidas de austeridade apresentadas pelo governo. A manifestação contou com a presença de mais de 500 mil pessoas, num desfile pelas ruas da capital que culminou com um comício em Hyde Park. Peter Wright, da organização South London Solidarity Federation, participou da manifestação e nos fala a seguir sobre a situação dos detidos.

    Agência de Notícias Anarquistas > Ainda tem ativistas presos pelos protestos do “26M”?

    Peter Wright < No mesmo dia 26, a polícia prendeu cerca de 202 pessoas, 138 das quais sendo da ocupação “pacífica” (palavras da polícia) do Fortnum & Mason, o mercado de comida burguês e real. Outros 50 (aproximadamente) foram presos na tentativa de ocupar a Trafalgar Square (talvez a principal praça da cidade, onde se encontra a Coluna de Nelson) pela noite. Parece que a polícia estava com muita raiva depois de todos os fatos do dia, pelos quais os manifestantes foram atacados com grande violência.

    Ultimamente, ou seja, durante as manifestações estudantis no final do ano passado, a polícia veio com fotos de pessoas procuradas e seguiu com as detenções de ativistas, entrando em suas casas e tal. Até agora, após o dia 26, há cerca de 18 fotos, nada mais, mas sabemos que as investigações continuam. Após a revolta estudantil, disse o Met (a polícia londrina), que 18 policiais se dedicariam a ver TODOS os vídeos do Youtube para identificar os suspeitos.

    ANA > E quais acusações pesam contra eles?

    Peter < São poucas as acusações, mas a grande maioria – especialmente aqueles do UK Uncut – pode ter certeza que nunca receberão acusações. As propostas das prisões são claras: para retirar essas pessoas das ruas durante os distúrbios e também gravar seus nomes, fotos, DNA, etc., em suas bases de dados. Assim, essas pessoas serão conhecidas pelas forças de segurança.

    ANA > Entre estes presos há militantes anarquistas, mulheres…

    Peter < Claro, há ambos! O UK Uncut conta com alguns “anarquistas” entre seus membros, mas que sofre de um tipo de liberalismo e pacifismo em vigor a partir das classes média e alta. Eu não saberia dizer o número de mulheres presas: é claro que havia, mas não de forma distinta na contagem.

    ANA > E o que podemos fazer a distância para ajudá-los?

    Peter < Estender a luta e a resistência!

    A sério, ainda não sei bem o que vai acontecer. Os detidos têm direito à fiança e devem retornar às delegacias em maio. Logo se saberá se eles vão a julgamento.

    ANA > E essas pessoas correm o risco de pegar longos anos de prisão?

    Peter < Sim, alguns. Podemos dizer que durante os distúrbios de novembro passado em Millbank, quando universitários ocuparam a sede do partido governante, um estudante – em um momento de loucura – jogou um extintor de incêndio do telhado do prédio. Isso é o que a mídia procurava para excluir e atacar os universitários radicais. Houve uma caça às bruxas, até que o pobre jovem – 17 anos – foi até a delegacia para confessar. Eles fizeram o julgamento de imediato e foi para a cadeia por dois anos, apesar das intervenções de sua mãe e suas desculpas públicas.

    Outro ponto particular sobre a questão do “black bloc”. Queremos estender a resistência até que ele seja um movimento popular. As pessoas que fazem ataques espetaculares contra os bancos e os símbolos de riqueza correm alto risco, e, afinal de contas, não alcançam muito. Aceitamos o que são essas ações que atraem as atenções da mídia, mas nós queremos ganhar a batalha contra os cortes, de modo que buscamos a popularização nas comunidades e postos de trabalho. Acreditamos que para alcançar este objetivo, temos de nos concentrar na luta diária e específica sobre os cortes de benefícios sociais, o fechamento de edifícios públicos, renúncias, etc., etc.

    Nós tentamos usar o interesse no anarquismo, gerado pelas ações do bloco negro, para promover as nossas idéias e estratégias, e por esta razão que eu te escrevo.

  • [França] Manifestação antifascista em Lyon reúne cerca de 2000 pessoas

    [França] Manifestação antifascista em Lyon reúne cerca de 2000 pessoas

    Aos gritos de “nenhum racista na rua, nenhum fascista na rua”, “são racistas, são fascistas, são sexistas. Fora de nossa cidade”, “esmagar os fascistas”, “alerta, alerta antifascista”, “olelê, olalá, Lyon é antifascista”, entre outros, cerca de 2000 pessoas se reuniram neste sábado (9 de abril) em Lyon, em protesto contra a extrema-direita, o fascismo e o recrudescimento da violência nazi.

    Partindo da Praça Bellecour por volta das 14h30, e percorrendo várias ruas do centro de Lyon, os manifestantes marcharam sob um sol forte com um carro de som, faixas, agitando bandeiras, cartazes e gritando palavras de ordem. Um forte contingente de policiais acompanhou a passeata. Não houve prisões nem incidentes.

    Lyon é uma das cidades francesas onde a ascensão de grupos neonazistas é mais visível. Nos últimos dois anos têm visto um aumento nas agressões e atos nazistas na cidade. Os neonazistas da organização Blood & Honour abriram no município um local, através do grupo Bunker Korps Lyon e a associação Lyon Dissidente, onde organizam eventos e shows regularmente com total impunidade.

    Nos últimos dois anos os neonazistas perpetraram dezenas de agressões na cidade, algumas com gravidade. A última violência ocorreu na quarta-feira (6 de abril), neste caso, três nazistas atacaram com bastões de madeira, pistolas de balas de borracha e gás lacrimogêneo vários ativistas que estavam distribuindo panfletos em um instituto escolar para a manifestação deste sábado.

    A presença nazista na cidade conta, de alguma forma, com a cumplicidade das autoridades e dos meios de comunicação da cidade, que se esforçam em retratar o problema simplesmente como uma questão de gangues.

    Além disso, os grupos neonazistas se aproveitam da atual crise e aumento das idéias e partidos de extrema-direita para agir.

    Uma pesquisa recente de opinião surpreendeu a França ao indicar que a líder da extrema-direita Marine Le Pen, filha do anterior líder da Frente Nacionalista, Jean-Marie Le Pen, apareceu na frente de todos os demais candidatos no pleito previsto para o ano que vem. Marine, 42 anos, lidera a Frente Nacional desde janeiro e aparece como sucessora de seu pai.

    Vídeo da manifestação:

    http://www.youtube.com/watch?v=88bwx_v_yCY&feature=player_embedded