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  • [Reino Unido] Anarquistas ocupam mansão londrina do filho de Gaddafi

    [Reino Unido] Anarquistas ocupam mansão londrina do filho de Gaddafi

    A casa em Londres de um dos filhos do líder e tirano líbio Muammar Gaddafi, Saif al Islam, foi ocupada por um grupo de aproximadamente 20 anarquistas nesta quarta-feira (9).

    Os membros do grupo informaram que invadiram a casa em estilo neogeorgiano de nove quartos, cinco salas, piscina, jacuzzi e cinema, localizada em Hampstead Garden, norte de Londres, para exigir que a propriedade seja transferida para o povo da Líbia. O imóvel está avaliado em 19 milhões de dólares.

    “Estamos ocupando esta casa em solidariedade ao povo que combate na Líbia, e pretendemos mantê-la até que possa ser devolvida ao povo líbio e não desapareça nos bolsos dos governos ou corporações”.

    “Quando descobrimos que um dos mais brutais ditadores do mundo possuía uma casa em Londres, nos pareceu lógico ocupá-la em nome do povo da Líbia”, disse o grupo, emendando: “Não acreditamos que o governo britânico vá devolver essa casa para o povo líbio porque ele tem uma longa história de ajuda ao regime de Gaddafi”.

    Os ativistas penduraram faixas sobre o telhado da mansão de tijolos aparentes, pedindo a Gaddafi que fique “fora da Líbia”, “fora de Londres” e “Solidariedade”.

    O grupo, que se intitula “Derrubem os Tiranos”, passou a dividir a ocupação com manifestantes do coletivo Campanha Líbia-Britânica de Solidariedade (BLSC). Mas “agora a coisa mais apropriada é deixar o espaço nas mãos dos grupos da Líbia para que eles decidam o que fazer no futuro com o local”, comentou um ativista.

    Mensagens de apoio:

    › topplethetyrants@hotmail.com

    Vídeo da ocupação:

    › http://www.youtube.com/watch?v=4j-MYGFDrys

     

  • [Espanha] Resgatadas 10 galinhas de um matadouro em Madri

    Comunicado:

    Em 16 de fevereiro de 2011, um grupo de amigo/as nos aproximamos de um abatedouro de aves em uma vila nos arredores de Madri, com a intenção de resgatar todas as galinhas que fossem possíveis.

    Após a jornada noturna de trabalho do matadouro, ali ficaram as poucas galinhas que conseguiram escapar dos assassinos e dos caminhões, ficando escondidas nos cantos sujos à mercê da fome, da sede e das condições meteorológicas.

    Desta vez, elas foram localizadas e resgatadas daquele lugar horrível. Levamo-las para um lugar quente e seguro, onde viverão livres, saudáveis e felizes.

    Nós fazemos público este resgate não só para informar da boa notícia, mas também para dar força e estímulo para todas aquelas pessoas capazes de ter empatia com a dor dos outros e que querem acabar com o sofrimento de algum indivíduo.

    Anônimo/as pela Libertação Animal.

    Você pode ver o vídeo do resgate aqui: http://vimeo.com/20623253

     

  • Chamada urgente de apoio ao coletivo palestino-israelense “Anarquistas Contra o Muro”

    Chamada urgente de apoio ao coletivo palestino-israelense “Anarquistas Contra o Muro”

    

    Quem somos

    Anarquistas Contra o Muro (AATW, sua sigla em inglês) é um grupo de ação direta que nasceu em 2003 como resposta a construção do muro que Israel está levantando em terra Palestina, na Cisjordânia ocupada. O grupo trabalha em cooperação com os Palestinos em uma luta conjunta não-violenta contra a ocupação.

    Desde sua formação o grupo participou em centenas de manifestações e ações diretas, contra o muro especificamente e contra a ocupação em geral, por toda Cisjordânia. Todo o trabalho do grupo AATW na Palestina é em coordenação com os comitês populares locais das aldeias e é essencialmente impulsionado por Palestinos.

    Por que resistimos

    É o dever de todo cidadão israelense se colocar em resistência a políticas e ações imorais realizadas em seu nome. Acreditamos que é possível fazer mais do que se manifestar dentro de Israel ou participar em programas de ajuda humanitária. O apartheid e a ocupação israelense não vão terminar por si só – terminará quando se torne ingovernável e incontrolável. É tempo de opor-se fisicamente aos bulldozers [tratores], ao exército e a ocupação.

    História abreviada

    Em abril de 2003, aos três anos do início da Segunda Intifada, um pequeno grupo majoritariamente anarquista de ativistas israelenses que já realizavam vários trabalhos políticos nos territórios ocupados criou Anarquistas Contra o Muro. O grupo se formou em torno da criação de um acampamento de protesto na aldeia de Mas´ha, aonde o muro se aproximava e deixaria 96% das terras no lado “israelense”.

    O acampamento, formado por ativistas palestinos, israelenses e internacionalistas se compunha de duas tendas nas terras da aldeia que haviam sido programadas para serem confiscadas. Uma presença contínua de palestinos, israelenses e internacionalistas que se estendeu 4 meses. Durante este tempo o acampamento se converteu em um centro para difundir informação e uma base para a tomada de decisões por meio da democracia direta. Um bom número de ações relacionadas com o muro foram planejadas e preparadas no acampamento – como a ação direta na aldeia de Anin de 28 de julho de 2003. Nesta ação palestinos, israelenses e ativistas internacionalistas conseguiram abrir uma entrada no muro apesar de estarem sendo atacados pelo exército.

    Aos finais do mês de agosto de 2003, com o muro ao redor de Mas´ha quase completo, o acampamento se mudou ao pátio de uma casa cuja demolição estava prevista. Depois de dois dias de bloqueio aos bulldozers e prisões massivas, o pátio foi demolido e o acampamento terminou, mas o espírito de resistência que simbolizava não foi demolido.

    Em 2004, a aldeia de Budrus começou suas lutas contra o muro e AATW se uniu a suas manifestações diárias. Através de sua persistência na mobilização comunitária, luta e resistência popular, a aldeia de Budrud conseguiu vitórias significativas.

    Sem apelar aos tribunais israelenses, utilizando somente a resistência popular, a aldeia conseguiu empurrar o traçado do muro quase completamente para fora de sua terra.

    O êxito de Budrus inspirou muitas outras aldeias a construir também uma resistência popular. Durante uma boa parte do ano, quase todas as aldeias que a construção do muro alcançava se levantavam contra ele. AATW se uniu a todas as aldeias que lhe chamaram a participar.

    Mas recentemente nossas ações tem se centrado em e ao redor de Bil´in, ao noroeste de Ramallah, onde a maior parte da terra cultivável da aldeia vai ser efetivamente confiscada pelo muro e um assentamento em expansão.

    Nosso papel na luta

    A mera presença de israelenses em ações civis palestinas oferece um certo grau de proteção frente a violência do exército.

    O código de conduta do exército israelense é significativamente distinto quando há israelenses presentes e a violência, ainda que continue severa, é significativamente menor. Apesar de que muitos ativistas israelenses têm sido feridos nas mobilizações, alguns gravemente, são os palestinos que tem pagado um maior preço. Até a data de hoje 10 manifestantes palestinos foram mortos em manifestações contra o muro e milhares foram feridos.

    O exército e o governo israelenses querem por um fim na resistência popular palestina usando todas as formas de repressão e para dissuadir aos ativistas israelenses de unir-se a esta luta. Sob a lei de ocupação é possível prender pessoas simplesmente por participar em uma manifestação. E no decorrer dos últimos anos, ativistas do grupo AATW tem sido presos centenas de vezes e dezenas de acusação têm sido feitas contra eles.

    A repressão legal por parte das autoridades israelenses é somente outra frente na quais estas tratam de romper nossa resistência.

    Para manter aos ativistas fora da prisão e continuar a luta o grupo AATW tem enfrentado crescentes gastos para sua defesa diante dos tribunais israelenses. O custo da defesa judicial já superou os 60.000 dólares estadunidenses e sobe de forma constante.

    Financiamento

    AATW não recebe financiamento de nenhum Estado, governo ou associação. Dependemos de doações de pessoas de todo o mundo que querem ver a continuidade de nossa luta apoiando o povo palestino pela liberdade. Pelas razões acima expostas e para cobrir gastos operacionais como transporte, contas telefônicas, primeiros socorros, panfletos e cartazes AATW está buscando apoio econômico.

    Apoio econômico

    Estimado/a amigo/a,

    Os custos legais acumulados da luta conjunta Palestino-Israelense, e a crescente perseguição legal de ativistas palestinos, nos forçam a enviar esta urgente campanha de arrecadação de fundos. Solicitamos vosso apoio para continuar o trabalho do grupo israelense Anarchists Against the Wall (Anarquistas Contra o Muro), e talvez ainda mais importante, para nos permitir expandir nosso fundo legal em uma tentativa de cobrir os custos legais de nossos companheiros palestinos presos nas manifestações.

    Desde 2003, o grupo tem apoiado a luta palestina contra a ocupação israelense e especialmente contra o muro de segregação construído por Israel. Semana após semana AATW se une a resistência popular palestina contra o muro, em diversas áreas de West Bank (zona oeste), incluindo as populações de al-Ma´asara, ao sul de Belém, Beit Ummar, ao norte de Hebrón, Bil´in e recentemente quase diariamente a Ni´ilim, ao oeste de Ramallah. Ali o exército está dando passos extremos para suprimir as manifestações, disparando ocasionalmente munição real, sitiando e impondo o toque de recolher.

    Centenas de ativistas têm sido presos e dezenas acusados por sua participação na luta. Afortunadamente o grupo está sendo representado por um dedicado advogado, Gaby Lasky. Lasky tem trabalhado incansavelmente na defesa de ativistas presos em manifestações ou ações diretas no West Bank e em Israel. Sem dúvida e ainda depois da exitosa campanha de apoio econômico do ano passado, AATW ainda deve a Lasky aproximadamente 15.000 dólares. Recentemente estamos constatando um aumento da perseguição legal aos nossos companheiros palestinos. Em solidariedade estamos recolhendo fundos para expandir os fundos legais do grupo AATW para cobrir também aos presos palestinos. Isto se vem a somar a necessidade de saldar a dívida mencionada, e aos gastos operativos como comunicação e transporte. Os sugerimos a ler este artigo de The Nation (http://www.thenation.com/issue/august-4-2008) sobre a luta em Ni´ilin e a fazer donativos que nos permita continuar com ela.

    Em agradecimento e solidariedade, AATW.

    Para mais informação sobre as atividades do grupo AATW e como fazer depósitos ver:

    › www.awalls.org

    Contato donativos:

    › donate@awalls.org

    Tradução > Juvei

     

  • Fim da greve de fome dos 300 imigrantes na Grécia

    Fim da greve de fome dos 300 imigrantes na Grécia

    [Cumpre-se parte importante das demandas dos 300. A assembléia dos imigrantes decidiu encerrar a greve de fome. Abre-se caminho para a legalização de milhares de imigrantes na Grécia.]


    Após os 44 dias em greve de fome de 300 imigrantes “ilegais” na Grécia, sob a pressão de sua luta e de um amplo movimento de solidariedade, o governo grego foi forçado a mudar sua postura intransigente e cumprir uma parte importante das demandas dos 300 grevistas imigrantes.

    Em sua luta, apostando suas vidas a cada dia que passava, conseguiram quebrar o silêncio e abrir caminhos que levam à oportunidade de legalização de milhares de pessoas “sem papéis” na Grécia.

    Assim: o encontro (na tarde de ontem, 9 de março), dos imigrantes em greve de fome com os Ministros do Interior e da Saúde (e dado que os grevistas há dias haviam rejeitado a “oferta” e “generosidade” do governo grego como um regime de tolerância de seis meses para os grevistas), resultou em:

    1. Redução do tempo necessário para a legalização de um imigrante na Grécia, de 12 anos de permanência no país a oito anos (milhares de imigrantes, depois disto, podem se legalizar imediatamente).

    2. Estende “o regime de tolerância”, sem limite de tempo, até que os imigrantes que trabalham no país há anos possam completar o tempo necessário (e assim as propostas e condições) exigido para serem legalizados.

    3. Reduz o número de selos trabalhistas (uma das propostas para a legalização) de 200 para 120.

    4. São dadas aos imigrantes, que estão trabalhando na Grécia, autorizações de trabalho e documentos de viagem, dando-lhes a oportunidade de viajar, por razões humanitárias, à sua terra natal e voltar para a Grécia.

    Após esta reunião, realizou-se uma assembléia dos imigrantes no edifício Ypatía, em Atenas, assim como no Centro de Trabalhadores em Tessalônica, seguido por comunicação direta com todos os imigrantes que estão nos hospitais, decidindo pelo fim da greve de fome.

    “Nossa vitória é uma vitória de todos os trabalhadores, de toda a classe trabalhadora”, declarou Abdul Jatzi, um dos imigrantes. “Agradecemos de coração à Iniciativa de Solidariedade e todo/as o/as solidário/as na Grécia e no estrangeiro. E, especialmente, agradecemos aos companheiro/as médico/as, que nos atenderam e nos acompanharam por dia e noite nesses 44 dias, em nossa luta por dignidade”.

    A Iniciativa de Solidariedade aos 300, em comunicado, afirmou:

    “A decisão do governo grego, de atender parte das justas reivindicações dos 300 imigrantes em greve de fome, demonstra que a única luta perdida é a que não acontece.

    Também demonstra a todo/as o/as trabalhadores que o governo do FMI e as medidas neoliberais não são invencíveis. A luta e a solidariedade social podem dar frutos, podem vencer.

    Obviamente que se necessitam lutas duras, por muitos anos, para acabar com o apartheid contra o/as trabalhadore/as imigrantes na Grécia e na Europa. No entanto, não há dúvida de que o ânimo, a coragem e bravura dos 300 abriu um novo caminho de esperança.

    Agradecemos a todos e a todas (e eram muito/as…) que apoiaram esta luta difícil a cada momento, da Faculdade de Direito aos hospitais.

    Mas, principalmente, queremos saudar com respeito aos 300 lutadores que dão orgulho para toda a classe trabalhadora. ”

    Atenas, 9 de março de 2011

    Iniciativa de Solidariedade aos 300 imigrantes em greve de fome

    Vídeo da vitória:

    › http://www.youtube.com/watch?v=FDLzpVMA3Rw&feature=player_embedded

     

  • [França] Canções e diários inéditos de Georges Brassens descobertos em Paris

    [França] Canções e diários inéditos de Georges Brassens descobertos em Paris

    A descoberta, em vários locais da capital francesa, foi feita pela jornalista Clémentine Deroudille, curadora da exposição “Brassens ou a liberdade”, que será aberta na Cidade da Música de Paris, em 15 de março.

    Algumas músicas apareceram em uma mala encontrada em uma de suas antigas casas em Paris, mas a maioria dos achados, incluindo manuscritos, vem da última residência que o cantor teve na capital, localizada na Rua Santos-Dumont.

    Entre os documentos encontrados, destacam-se também partituras manuscritas pelo próprio Bassens, seu diário pessoal entre 1963-1981 e fotografias do cantor, até então desconhecidas.

    As letras das canções, em sua maioria não acompanhadas de partituras, datam o período entre 1938 e 1952, antes da gravação dos primeiro álbuns do cantor.

    Os documentos fazem parte da exposição, que até o mês de agosto vai apresentar vídeos e arquivos de áudio de Brassens mais “íntimo”.

    Outros objetos que até agora não se havia notícias são cadernos de notas, legados ao seu neto e herdeiro Serge Cazzani.

    Também serão mostrados, pela primeira vez ao público, alguns diários e uma canção que data do tempo em que Brassens foi internado no campo de trabalho alemão de Basdorf, durante a Segunda Guerra Mundial.

    Deroudille destacou que o cantor francês “queimou os muitos documentos que acreditava não ter valor algum”, portanto, a jornalista acredita que os manuscritos encontrados foram preservados “para trazer à posteridade”.

    As músicas encontradas desenvolvem temas amorosos, anticlericais e libertários, com um estilo muito ‘naïf’ (ingênuo), mas característico do que posteriormente desenvolveu Brassens”, disse a jornalista.

    O compositor francês Olivier Daviaud colocará melodia nas letras encontradas, que serão incluídas em um álbum que os visitantes poderão ouvir durante a exposição, explicou a encarregada da pesquisa.

    A exposição também contará com a seção “Brassens no mundo”, que permitirá que os participantes ouçam as versões das músicas do cantor em outras línguas, inclusive em castelhano.

    Para quem quiser ouvir o popular cantor anarquista francês:

    › http://www.georges-brassens.com/

     

  • O segundo desembarque. Multinacionais espanholas na América Latina

    Quinhentos anos depois da conquista da América, as multinacionais espanholas, com o apoio da diplomacia, das organizações financeiras internacionais e dos meios de comunicação, são os setores-chave das economias da América Latina.

    É o segundo desembarque. Modernização, geração de emprego, redução da pobreza… foram apenas mitos. O saldo na forma de qualquer tipo de impacto não poderia ser mais negativo: dano ambiental, deslocamento populacional, escassez de alimentos e as deficiências dos serviços públicos privatizados, a deterioração dos direitos trabalhistas, violações dos direitos humanos e, em geral, pilhagem econômica e dos recursos naturais.

    Frente a isso, hoje, uma vasta rede de organizações sociais nas regiões Sul e Norte coordenam suas lutas e resistência.

    Um vídeo do: Observatório das Multinacionais na América Latina (OMAL) e Paz com Dignidade.

    Roteiro, direção e produção: José Manzaneda.

    Duração: 41 minutos.

    Ano: 2010.

    Baixe aqui: http://www.blip.tv/file/3723791#

     

  • Isso não merece um Tribunal Penal Internacional?

    Isso não merece um Tribunal Penal Internacional?

    Bombas sionistas propagam o câncer e más formações em Gaza: Alguns dias atrás, a Assembléia Geral da ONU expulsou a Líbia do Conselho de Direitos Humanos, enquanto os antecedentes da Líbia foram enviados ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra. A decisão da ONU se baseia em “suposições” e “presunções”, porque não havia nenhuma evidência de mortos como foi falado, até então.

    Veja aqui os dois pesos da chamada comunidade internacional, quando se trata de analisar o que torna uma das engrenagens mais simbólicas do Imperialismo – o sionismo:

    O número de pacientes com câncer e má formação tem aumentado em Gaza, devido ao uso de urânio empobrecido pelo exército israelita, durante o violento ataque ao pobre enclave durante dois anos, segundo fontes médicas.

    Após a guerra, os casos de câncer aumentaram mais de 30% em Gaza, informou o correspondente da PressTV esta semana.

    “Temos visto um aumento acentuado em pacientes com câncer de sangue e outras doenças. Muitos pacientes vêm de áreas que foram atacadas por aviões israelenses que usaram armas químicas proibidas”, disse o oncologista Mohammed Atteya.

    O Hospital Shifa, o maior provedor de cuidados de saúde na Faixa de Gaza, tem presenciado recentemente um forte aumento no número de pacientes com câncer.

    Os médicos afirmam que a maioria dos pacientes de câncer reside em áreas que foram fortemente bombardeadas durante a ofensiva de Israel sobre Gaza, no inverno de 2008-2009.

    O ataque israelense matou 1.400 palestinos e deixou milhares de feridos; a maioria das vítimas era civil.

    Naquele momento, os médicos noruegueses, voluntários em hospitais de Gaza, afirmaram que algumas vítimas tinham traços de urânio empobrecido em seus corpos.

    Os danos ambientais e a poluição é outro subproduto infeliz da guerra.

    As medições do pós-guerra indicam que áreas no enclave são mil vezes mais radioativas do que os níveis normais, e os casos de câncer e má formação começaram a surgir diariamente.

    “O número de pacientes com câncer tem aumentado significativamente. Israel usou urânio empobrecido, fósforo branco contra a cidade, que se tornou um campo de testes para essas armas proibidas”, disse o especialista ambiental Zekra Ajour.

    Um denominador comum entre pacientes com câncer é que eles vivem em áreas que foram fortemente bombardeadas.

    Atualmente, a maioria das armas da mais alta tecnologia contém urânio empobrecido e outros metais pesados.

    O resíduo de uma arma com urânio empobrecido pode ser espalhado pelo vento, infectando os residentes nas proximidades e contaminando a cadeia alimentar.

    De acordo com médicos especialistas e ambientalistas, a população e o meio ambiente da Faixa de Gaza sofreram graves conseqüências do uso de armas proibidas internacionalmente por Israel durante a guerra.

     

  • [Grécia] 5 de março: Jornada de ações coordenadas nos transportes públicos

    [Grécia] 5 de março: Jornada de ações coordenadas nos transportes públicos

    [Uma breve informação sobre algumas ações realizadas em Atenas e Piraeus, durante um dia de ações coordenadas nos transportes públicos.]

    "O transporte não é uma mercadoria, é uma necessidade social – Transporte gratuito para todos – Luta comum dos trabalhadores e dos passageiros."

    Atenas: A assembléia local de moradores dos bairros atenienses de Petralona, Zisio e Kukaki realizaram algumas intervenções nas estações de metrô de Petralona e Zisio. Foram levadas a cabo sabotagens nas máquinas de picar bilhetes (máquinas de validação de bilhetes) e distribuição de um texto da Assembléia, com instruções sobre como enfrentar os conferentes de bilhetes (em 4 idiomas diferentes). Esta ação foi seguida por uma distribuição de textos no bairro de Monastiraki; por volta das 13:00 horas nos reunimos na estação de metrô deste bairro com membros de outras Assembléias locais, áreas autogestionadas e ocupações. Uns alto-falantes foram montados na praça, enquanto eram sabotadas as máquinas de bilhetes e de picar bilhetes da estação de metrô local. Alguns debates, por vezes intensos, às vezes em um contexto de compreensão mútua, compuseram o cenário da ação, enquanto as primeiras 1.300 cópias do texto do comunicado da Assembléia logo se esgotaram.

    "Transporte público gratuito para todos – Solidariedade entre os trabalhadores e passageiros – Não pagamos mais impostos – Desobediência social."

    Piraeus: Às 11h30, os companheiros e companheiras de diversos bairros de Piraeus (Keratsini Perama, Nikea, Korydalós, Cidade de Piraeus) realizaram uma intervenção de uma hora na estação de metrô de Piraeus, pelo uso gratuito dos transportes públicos. Cartazes foram colados sobre o tema, uma faixa foi pendurada e as máquinas de picar bilhetes invalidadas, e centenas de textos distribuídos aos passageiros dos trens de metrô, ônibus e transeuntes.

    Depois subimos no metrô, realizamos outra intervenção semelhante de alguns minutos na estação de Faliro, e então chegamos a Monastiraki, onde nos reunimos com dezenas de outros ativistas que tinham feito uma ação similar em uma série de estações de metrô de Atenas, nas linhas subterrâneas e na de superfície. Passamos duas horas em Monastiraki com alto-falantes, faixas, distribuição de texto e invalidação das máquinas de picar os bilhetes.

    As ações de desobediência social e de recusa a pagar, contra os impostos e o roubo da nossa vida, vão continuar…

    Mais infos:

    › http://sineleusimetafores.wordpress.com

    › http://anarxiko-resalto.blogspot.com

     

  • Movimento “Eu não pago”. Uma iniciativa grega para “não pagar a crise dos outros”

    O que começou como uma iniciativa popular está se tornando um movimento de desobediência civil em todo Estado, que já preocupa o Governo. Os gregos que optam por não pagar o transporte público e os pedágios rodoviários são cada vez mais, e os cofres estatais começam a ressentir-se.

    Sob o lema “Den Pliróno” (eu não pago) estão agrupados cidadãos de todos os tipos, com um objetivo comum: “Não pagamos a crise dos outros”. Este movimento decidiu não arranhar o bolso pelo transporte público ou pelos pedágios nas rodovias. Os ativistas do movimento viajam sem bilhete, sabotam as máquinas de venda automática ou levantam barreiras nos pedágios. Publicam fotos em seu site e incentivam a seguir o exemplo.

    E o certo é que estão conseguindo. Uma pesquisa realizada pelo MRB e publicada neste domingo pela imprensa local disse que mais de 56% dos gregos aprova essa forma de protesto, contra 39% que não apóia.

    Iniciativa contagiosa

    O número de passageiros que opta por viajar de graça aumentou para quase 40% em ônibus e em até 15% no resto dos meios de transporte, de acordo com estimativas oficiais recolhidas pela midía. E as empresas concessionárias estimam que entre 15% e 18% dos motoristas não pagam pedágio, em comparação aos 6% que assim faziam há menos de um ano atrás. “Falamos acerca de 8.000 usuários por dia”, afirma Nea Odos, uma empresa que opera uma das rodovias no país.

    O encarecimento das tarifas dos transportes urbanos, que variam entre 28% e 80% e também nos pedágios, aumentou o tom das ações, que culminaram em 1 de março em uma manifestação que atingiu as portas do Parlamento. “O pagamento de 1,40 € por um bilhete? Um aumento de 40%, quando tudo mais reduziu: salários, pensões, subsídios”, disse à midía Maro Fassea, um consultor de TI de 48 anos de idade.

    Desde que a Grécia lançou medidas de austeridade para reduzir o déficit e atender às exigências de Bruxelas e do FMI, funcionários públicos e aposentados tiveram seus salários e pensões reduzidos. Além disso, impostos como o IVA subiram ao mesmo tempo, sofrendo com o aumento da inflação. O resultado é, segundo alguns economistas, uma perda de até 25% do seu poder aquisitivo.

    O resultado é que já são milhares de pessoas que pedem que seja “a plutocracia” que pague a conta da crise, e exigem que se lute contra a sonegação de impostos para tapar os buracos no orçamento do Estado.

    Os riscos

    Isto é assim apesar dos esforços do governo helênico para conter os atos de revolta pública, endurecendo as multas e criticando duramente seus instigadores. “Não é um movimento, são uns aproveitadores”, declarou recentemente o porta-voz do governo, Yorgos PetalotÍs.

    Por sua parte, o primeiro-ministro grego, Yorgos Papandreu, alertou para o risco crescente de que este movimento afete não apenas o orçamento do Estado, mas também futuros investimentos comprometidos pelas empresas. “Se os contratos falham, o que é uma possibilidade, a credibilidade do país será prejudicada”, disse ele ao Congresso.

    Em novembro passado, Papandreu anunciou que tinha sido adiada, até 2021, a devolução da ajuda da UE, totalizando cerca de 110 mil milhões de euros.

    O movimento “Não pago” da Grécia é mais uma das muitas iniciativas dos cidadãos, que estão surgindo nos países mais afetados pela crise. Na Espanha, por exemplo, a Rede serve como base à Juventude em AçãoAnonymous ou Nolesvotes.com, para organizar e divulgar seus protestos contra a gestão do governo ou aos bancos, por exemplo.

     

  • 10 de março: Jornada Internacional de Ação em solidariedade com os 300 trabalhadores imigrantes em greve de fome na Grécia

    Por favor, publicar, imprimir e divulgar o seguinte texto:

    Últimos conselhos de viagem para a Grécia:

    É possível que você já tenha ouvido falar que a Grécia é um país bonito para visitar, com deliciosa comida e pessoas muito hospitaleiras. Cuidado: isso não é toda a verdade. A realidade para centenas de milhares de visitantes é completamente diferente. Existe uma ameaça geral de violações dos direitos humanos. Os expatriados e visitantes que cruzam a fronteira grega, podem ser deportados ou transferidos para centros de detenção durante 2-4 meses ou mais. Se ou quando esses visitantes são libertados, são forçados a trabalhar na agricultura, na indústria local, no crime organizado, ou como vendedores ambulantes, sem documentos ou quaisquer outros direitos civis. Os visitantes à Grécia são avisados sobre o abuso, a intolerância, o ódio, a calúnia e a violência indiscriminada por parte do Estado grego…

    A Grécia está explorando aproximadamente 500.000 imigrantes ilegais e refugiados, para melhorar o estado miserável da economia. No ano passado, cerca de 140.000 imigrantes cruzaram a fronteira grega em busca de uma vida melhor. A maioria deles vai ser ilegal durante vários anos e tratados como escravos contemporâneos indesejáveis.

    Desde 25 de janeiro, 300 imigrantes que trabalham e vivem na Grécia há muitos anos começaram uma greve de fome em todo o país, em Atenas e Tessalônica. Eles estão exigindo a legalização de todos os imigrantes ilegais na Grécia. Sua luta é uma luta de todos os imigrantes, dos trabalhadores e dos cidadãos do mundo.

    Na próxima quinta-feira, 10 de março, será o 45º dia da greve de fome dos 300 imigrantes, no entanto, o Estado grego ainda não respondeu às suas justas reivindicações!

    Convocamos as pessoas na Grécia e em todo o mundo para realizar no dia 10 de março ações de desobediência civil, em solidariedade com os 300 grevistas. Pedimos a todos que assinalem suas ações ao ponto fraco da Grécia, o turismo: 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da nação vem do turismo. De fato, o turismo e a imigração são os dois lados do direito legal da liberdade de movimento.

    Nós propomos um alvo fácil de alcançar que pode ser encontrado em quase todos os países: Escritórios de Turismo da Grécia. Podem, por exemplo, se manifestar, bloquear, ocupar, distribuir folhetos, ou executar outras ações criativas do lado de fora, dentro ou perto dos Escritórios de Turismo da Grécia.

    Os endereços dos Escritórios de Turismo da Grécia no estrangeiro estão aqui:

    › http://internezia.net/addresses.html

    Se você [grupo, rede, movimento ou organização] não tiver um Escritório de Turismo da Grécia em sua cidade, você pode direcionar suas ações contra as embaixadas ou empresas gregas, ou simplesmente se manifestar em lugares públicos ou nos meios de comunicação.

    300 Assassinatos ou Legalização

    Mais infos sobre a greve de fome dos 300:

    › http://hungerstrike300.espivblogs.net

    “Todos os imigrantes do mundo”