Categoria: Geral

  • [Grécia] Chamado de solidariedade internacional com o preso anarquista Simos Seisidis

    [Grécia] Chamado de solidariedade internacional com o preso anarquista Simos Seisidis

    Quinta-feira, dia 30 de março de 2011, terá lugar no tribunal de primeira instância o caso dos “assaltantes de negro”. Se trata do caso do assalto ao Banco Nacional na rua Solonos em janeiro de 2006, e seis outros assaltos. É o mesmo caso pelo qual Giannis Dimitrakis foi finalmente condenado a 12,5 anos de prisão no tribunal de apelação. Desta vez o acusado é Simos Seisidis, que esteve procurado durante 4,5 anos. Simos foi detido em 3 de maio de 2010, após um encontro casual com uma patrulha de polícia. Dado que estava sendo procurado não parou quando lhe quiseram pegar, foi perseguido e um policial disparou pelas costas. Ainda que sua vida correu um risco muito grave, sobreviveu, mas a causa da gravidade dos ferimentos levou-lhe a amputar a perna direita.

    Entretanto, por este acontecimento, está acusado de tentativa de homicídio do policial que lhe disparou pelas costas atrás de seu carro! De fato a juíza de instrução lhe mandou a prisão preventiva por este caso também, após “encerrar” o caso sem sequer esperar o resultado do diagnóstico do médico forense da perna amputada, assim o informe que foi apresentado com atraso de 9 meses. Outra coisa que confirma o que estamos afirmando.

    A razão pela que Simos fugiu, foi uma ordem de busca e captura contra ele (e também seu irmão Marios Seisidis e o companheiro Grigoris Tsironis, que seguem fugitivos da lei) emitida depois do assalto durante o qual foi detido Giannis Dimitrakis. Sem nenhuma prova substancial, de fato suas relações pessoais e políticas estão sendo criminalizadas, os três companheiros se viram obrigados a fugir, não esperando que os tribunais burgueses, a maquinaria repressiva e os jornalistas, esses papagaios que simplesmente repetem o que diz o Poder, lhes aplicassem sua “justiça”.

    Nenhum destes três poderes, judicial, policial e midiático, se precipitou em desmentir algo, todos colaboraram: o primeiro lhes condenou (em ausência) a 7,5 anos de prisão, e isso só pelos delitos menores de todos os sete assaltos, ademais tirando de Simos o direito de apelar contra a decisão do julgamento! O segundo, após colocar um preço enorme por suas cabeças (600.000 euros) tentou matar a Simos. O último, após contribuir durante todos esses anos difundindo informações vindas diretamente da polícia e publicando artigos que cultivavam o medo ao “terrorismo”, de fato apontou a bala que finalmente alcançou seu objetivo.

    O companheiro tem mais um outro processo pendente. Se trata de um caso de roubo de armas, sendo que a única prova contra ele é supostamente seu DNA (que aliás foi encontrada em outro lugar, mas isto parece ser de menor importância se tratando de um anarquista procurado). Ultimamente os processos a base do DNA estão muito na moda na Grécia. A polícia grega encontrou uma maneira fácil para culpar a quem quiser, dado que o DNA de cada um de nós pode ser encontrado e transportado a qualquer lugar.

    Com outro caso mais (pelo que se poderia ter sido absolvido se não estivesse sendo procurado) pendente, Simos está no momento condenado por dois casos e em prisão preventiva por outros três. Mas a parte jurídica não é a mais substancial de seu caso, ainda que uma descrição de seu caso é necessária pelos companheiros na Grécia ou em outras partes, para ter uma idéia mais clara possível da intensidade do esforço de aniquilar este companheiro, por parte do Estado.

    Esperamos que até seu julgamento em 30 de março, a solidariedade seja da mesma intensidade e amplitude. Na Grécia esses últimos dois anos, “o império contra-ataca” Tendo medo das tensões sociais que podem estourar em qualquer momento como causa do ímpeto da crise econômica, o Estado tenta tirar do meio, deste fator que é capaz, com sua consciência política, de converter esta “explosão” em uma revolução: o movimento antiautoritário

    Nesse seu esforço, a democracia nem sequer tenta parecer democrática. Manifestantes estão sendo golpeados brutalmente, locais anarquistas se convertem em “pisos francos de bandas armadas”, companheiros estão sendo levados a prisão por “pertencer a uns grupos armados sem nome” e, sem mais, outros são acusados de “terrorismo” porque andavam pela rua ou tomavam café com certas pessoas.

    Mas, por desgraça deles, aí onde tentam reprimir um foco de resistência, outros dez novos surgirão. Tentam, por meio do medo, converter às lutas sociais em uma coisa do passado e sem sentido nenhum. É de nosso alcance devolver-lhes o medo em sua cara.

    Tentam, por meio da aniquilação exemplar de lutadores presos, deter aos demais para que não resistam. Tentam converter nossos companheiros presos em fantasmas, presentes só na memória de uns poucos amigos e familiares. É de nosso alcance de não deixar esquecidos todos os nossos companheiros. É de nosso alcance tirá-los das mãos do Estado.

    NÃO PERMITIREMOS A ANIQUILAÇÃO DE SIMOS SEISIDIS.

    Não porque é “inocente”, nem porque foi “castigado” tão brutalmente pelos mecanismos repressores, senão PORQUE É UM LUTADOR.

    EXIGIMOS SUA LIBERTAÇÃO IMEDIATA!

    Não por “sensibilidade democrática”, nem por humanismo, senão PORQUE É NOSSO COMPANHEIRO.

    CHAMAMOS AOS QUE LUTAM, AOS COMPANHEIROS DE TODO O MUNDO A JUNTAR SUAS VOZES COM AS NOSSAS PARA O JULGAMENTO EM 30 DE MARÇO.

    Não por compaixão, nem por dever, senão PORQUE SOMOS ANARQUISTAS e A SOLIDARIEDADE É NOSSA ARMA!

  • Supermercado é expropriado em La Corunha, na Espanha

    O Komando Robin Hood reivindicou, mediante um comunicado postado na internet nesta quarta-feira (16 de março), a expropriação e distribuição de numerosos produtos de um supermercado em 7 de março na cidade espanhola de La Corunha.

    O grupo, com aproximadamente oito pessoas disfarçadas com máscaras do filme Scream, penetrou num supermercado na rua central de Beiramar e encheu as suas bolsas de produtos, saindo posteriormente correndo em direção à Rua Sam Joam.

    Antes de ir embora, os saqueadores lançaram panfletos reivindicativos perante o atônito olhar dos clientes e empregados.

    Comunicado:

    Desde o BOSQUE de Sherwood…

    Neste mundo onde a propriedade privada está por cima do direito a uma vida digna, onde se valoriza mais a defesa dos bens e produtos que cobrir as necessidades básicas das pessoas. São o lucro e a mercadoria os altares onde sacrificamos dia-a-dia a nossa existência. É o dinheiro o único deus que marca os nossos destinos, e aqueles destinos que não tenham ao seu favor estão condenados à miséria.

    Fartos da lógica econômica que abençoa uns com a riqueza, enquanto outros sofrem as privações. Expropriamos este supermercado como uma ação anticapitalista e autônoma, repartindo a abundância que a desigualdade criou.

    Desde a nossa humilde posição decidimos compensar ainda que só seja numa ínfima parte a injusta balança com a qual esta sociedade nos mede, expropriando um dos templos do consumo para reparti-lo entre aqueles que o precisam.

    Se a crise agudiza as diferenças, a ação direta ajudará a mitigá-las. Se os de cima pensam que vamos ser nós os que paguemos a sua crise, encontrarão sempre com a ação autônoma dos explorados.

    Atenciosamente: Komando Robin Hood

  • [EUA] Anarquistas realizam ações contra a polícia em Seattle

    [EUA] Anarquistas realizam ações contra a polícia em Seattle

    A noite do último sábado de fevereiro, dia 26, em Seattle, esteve iluminada pela voz e o fogo de um grupo de aproximadamente 30 anarquistas, que totalmente vestidos de negro, encapuzados, portando faixas e bandeiras combinando com suas roupas, protagonizaram uma série de distúrbios no centro da cidade. Os rebeldes usaram foguetes pirotécnicos, bengalas e extintores, pedras, e mesmo paus de suas bandeiras contra diversos objetivos.

    Atacaram várias entidades financeiras e locais de grandes empresas, além de queimar fogos de artifício em alguns carros dos guarda-costas. Foram realizadas diferentes pichações e lançados cerca de mil panfletos. Tudo isso foi realizado entre múltiplos gritos como “No justice, no peace!” (Sem justiça não haverá paz).

    Uma vez dispersa a massa revoltada três pessoas foram detidas nas horas seguintes à ofensiva, e pese as que foram postas em liberdade um pouco depois, ainda se encontram a espera de julgamento. Elas foram acusadas de vários delitos, entre outros: distúrbios e obstrução do tráfico de carros.

    A ação do bloco negro começou na esquina das ruas Boren e Howell. Para aqueles que não sabem, devido ao silêncio sepulcral dos meios de “informação”, a escolha deste lugar longe de ter sido uma simples casualidade, teve um forte fundo simbólico. Foi nesta rua que durante o mês de agosto do ano passado um indígena estadunidense de 50 anos de idade, que tinha problemas com álcool e trabalhava como talhador de madeira, foi abatido a sangue frio por um agente de polícia.

    O homem, chamado John T. Williams, regressava a sua casa à noite, depois de terminar sua jornada de trabalho. Portava nas mãos um pedaço de madeira e uma navalha que usava para entalhar. Foi abordado por um carro de polícia do qual saiu um agente empunhando sua pistola, ordenando que ele atirasse a arma (sua navalha) ao chão e se deitasse no solo. John, que tinha problemas de surdez em função de sua avançada idade, não ouviu a primeira advertência do policial e depois de somente poucos segundos, o agente da lei abriu fogo contra o pobre homem que morreu instantaneamente por causa dos disparos.

    Convém destacar que as investigações, fotografias, gravações em vídeo e outros dados posteriores ao assassinato corroboraram que o indígena não só portava a navalha porque era uma ferramenta essencial de seu emprego e, além do mais, comprovam que ela estava fechada quando o policial lhe atingiu.

    O fato de John portar uma navalha foi uma mera desculpa para que o bastardo policial miserável, à serviço do Estado, pudesse saciar sua sede de sangue naquela noite.

    Obviamente, o assassino não foi condenado, a farda é um escudo impenetrável para as leis burguesas e na terra do Tio Sam eles sabem disso mais do que ninguém. O juiz determinou que não poderia punir ao policial responsável pelo assassinato porque não havia sido provado que o agente tivesse “atuado com malícia”.

    Por isso, esta noite foi realizada uma ofensiva sob o nome de “anti-cop action” (ação anti-policial), que devolveu aos bastardos o produto de sua opulência e de seu abuso de poder.

    Morte ao Estado. Polícia assassina!

    Tradução > Juvei

  • [Reino Unido] Anarquistas ocupam mansão londrina do filho de Gaddafi

    [Reino Unido] Anarquistas ocupam mansão londrina do filho de Gaddafi

    A casa em Londres de um dos filhos do líder e tirano líbio Muammar Gaddafi, Saif al Islam, foi ocupada por um grupo de aproximadamente 20 anarquistas nesta quarta-feira (9).

    Os membros do grupo informaram que invadiram a casa em estilo neogeorgiano de nove quartos, cinco salas, piscina, jacuzzi e cinema, localizada em Hampstead Garden, norte de Londres, para exigir que a propriedade seja transferida para o povo da Líbia. O imóvel está avaliado em 19 milhões de dólares.

    “Estamos ocupando esta casa em solidariedade ao povo que combate na Líbia, e pretendemos mantê-la até que possa ser devolvida ao povo líbio e não desapareça nos bolsos dos governos ou corporações”.

    “Quando descobrimos que um dos mais brutais ditadores do mundo possuía uma casa em Londres, nos pareceu lógico ocupá-la em nome do povo da Líbia”, disse o grupo, emendando: “Não acreditamos que o governo britânico vá devolver essa casa para o povo líbio porque ele tem uma longa história de ajuda ao regime de Gaddafi”.

    Os ativistas penduraram faixas sobre o telhado da mansão de tijolos aparentes, pedindo a Gaddafi que fique “fora da Líbia”, “fora de Londres” e “Solidariedade”.

    O grupo, que se intitula “Derrubem os Tiranos”, passou a dividir a ocupação com manifestantes do coletivo Campanha Líbia-Britânica de Solidariedade (BLSC). Mas “agora a coisa mais apropriada é deixar o espaço nas mãos dos grupos da Líbia para que eles decidam o que fazer no futuro com o local”, comentou um ativista.

    Mensagens de apoio:

    › topplethetyrants@hotmail.com

    Vídeo da ocupação:

    › http://www.youtube.com/watch?v=4j-MYGFDrys

     

  • Chamada urgente de apoio ao coletivo palestino-israelense “Anarquistas Contra o Muro”

    Chamada urgente de apoio ao coletivo palestino-israelense “Anarquistas Contra o Muro”

    

    Quem somos

    Anarquistas Contra o Muro (AATW, sua sigla em inglês) é um grupo de ação direta que nasceu em 2003 como resposta a construção do muro que Israel está levantando em terra Palestina, na Cisjordânia ocupada. O grupo trabalha em cooperação com os Palestinos em uma luta conjunta não-violenta contra a ocupação.

    Desde sua formação o grupo participou em centenas de manifestações e ações diretas, contra o muro especificamente e contra a ocupação em geral, por toda Cisjordânia. Todo o trabalho do grupo AATW na Palestina é em coordenação com os comitês populares locais das aldeias e é essencialmente impulsionado por Palestinos.

    Por que resistimos

    É o dever de todo cidadão israelense se colocar em resistência a políticas e ações imorais realizadas em seu nome. Acreditamos que é possível fazer mais do que se manifestar dentro de Israel ou participar em programas de ajuda humanitária. O apartheid e a ocupação israelense não vão terminar por si só – terminará quando se torne ingovernável e incontrolável. É tempo de opor-se fisicamente aos bulldozers [tratores], ao exército e a ocupação.

    História abreviada

    Em abril de 2003, aos três anos do início da Segunda Intifada, um pequeno grupo majoritariamente anarquista de ativistas israelenses que já realizavam vários trabalhos políticos nos territórios ocupados criou Anarquistas Contra o Muro. O grupo se formou em torno da criação de um acampamento de protesto na aldeia de Mas´ha, aonde o muro se aproximava e deixaria 96% das terras no lado “israelense”.

    O acampamento, formado por ativistas palestinos, israelenses e internacionalistas se compunha de duas tendas nas terras da aldeia que haviam sido programadas para serem confiscadas. Uma presença contínua de palestinos, israelenses e internacionalistas que se estendeu 4 meses. Durante este tempo o acampamento se converteu em um centro para difundir informação e uma base para a tomada de decisões por meio da democracia direta. Um bom número de ações relacionadas com o muro foram planejadas e preparadas no acampamento – como a ação direta na aldeia de Anin de 28 de julho de 2003. Nesta ação palestinos, israelenses e ativistas internacionalistas conseguiram abrir uma entrada no muro apesar de estarem sendo atacados pelo exército.

    Aos finais do mês de agosto de 2003, com o muro ao redor de Mas´ha quase completo, o acampamento se mudou ao pátio de uma casa cuja demolição estava prevista. Depois de dois dias de bloqueio aos bulldozers e prisões massivas, o pátio foi demolido e o acampamento terminou, mas o espírito de resistência que simbolizava não foi demolido.

    Em 2004, a aldeia de Budrus começou suas lutas contra o muro e AATW se uniu a suas manifestações diárias. Através de sua persistência na mobilização comunitária, luta e resistência popular, a aldeia de Budrud conseguiu vitórias significativas.

    Sem apelar aos tribunais israelenses, utilizando somente a resistência popular, a aldeia conseguiu empurrar o traçado do muro quase completamente para fora de sua terra.

    O êxito de Budrus inspirou muitas outras aldeias a construir também uma resistência popular. Durante uma boa parte do ano, quase todas as aldeias que a construção do muro alcançava se levantavam contra ele. AATW se uniu a todas as aldeias que lhe chamaram a participar.

    Mas recentemente nossas ações tem se centrado em e ao redor de Bil´in, ao noroeste de Ramallah, onde a maior parte da terra cultivável da aldeia vai ser efetivamente confiscada pelo muro e um assentamento em expansão.

    Nosso papel na luta

    A mera presença de israelenses em ações civis palestinas oferece um certo grau de proteção frente a violência do exército.

    O código de conduta do exército israelense é significativamente distinto quando há israelenses presentes e a violência, ainda que continue severa, é significativamente menor. Apesar de que muitos ativistas israelenses têm sido feridos nas mobilizações, alguns gravemente, são os palestinos que tem pagado um maior preço. Até a data de hoje 10 manifestantes palestinos foram mortos em manifestações contra o muro e milhares foram feridos.

    O exército e o governo israelenses querem por um fim na resistência popular palestina usando todas as formas de repressão e para dissuadir aos ativistas israelenses de unir-se a esta luta. Sob a lei de ocupação é possível prender pessoas simplesmente por participar em uma manifestação. E no decorrer dos últimos anos, ativistas do grupo AATW tem sido presos centenas de vezes e dezenas de acusação têm sido feitas contra eles.

    A repressão legal por parte das autoridades israelenses é somente outra frente na quais estas tratam de romper nossa resistência.

    Para manter aos ativistas fora da prisão e continuar a luta o grupo AATW tem enfrentado crescentes gastos para sua defesa diante dos tribunais israelenses. O custo da defesa judicial já superou os 60.000 dólares estadunidenses e sobe de forma constante.

    Financiamento

    AATW não recebe financiamento de nenhum Estado, governo ou associação. Dependemos de doações de pessoas de todo o mundo que querem ver a continuidade de nossa luta apoiando o povo palestino pela liberdade. Pelas razões acima expostas e para cobrir gastos operacionais como transporte, contas telefônicas, primeiros socorros, panfletos e cartazes AATW está buscando apoio econômico.

    Apoio econômico

    Estimado/a amigo/a,

    Os custos legais acumulados da luta conjunta Palestino-Israelense, e a crescente perseguição legal de ativistas palestinos, nos forçam a enviar esta urgente campanha de arrecadação de fundos. Solicitamos vosso apoio para continuar o trabalho do grupo israelense Anarchists Against the Wall (Anarquistas Contra o Muro), e talvez ainda mais importante, para nos permitir expandir nosso fundo legal em uma tentativa de cobrir os custos legais de nossos companheiros palestinos presos nas manifestações.

    Desde 2003, o grupo tem apoiado a luta palestina contra a ocupação israelense e especialmente contra o muro de segregação construído por Israel. Semana após semana AATW se une a resistência popular palestina contra o muro, em diversas áreas de West Bank (zona oeste), incluindo as populações de al-Ma´asara, ao sul de Belém, Beit Ummar, ao norte de Hebrón, Bil´in e recentemente quase diariamente a Ni´ilim, ao oeste de Ramallah. Ali o exército está dando passos extremos para suprimir as manifestações, disparando ocasionalmente munição real, sitiando e impondo o toque de recolher.

    Centenas de ativistas têm sido presos e dezenas acusados por sua participação na luta. Afortunadamente o grupo está sendo representado por um dedicado advogado, Gaby Lasky. Lasky tem trabalhado incansavelmente na defesa de ativistas presos em manifestações ou ações diretas no West Bank e em Israel. Sem dúvida e ainda depois da exitosa campanha de apoio econômico do ano passado, AATW ainda deve a Lasky aproximadamente 15.000 dólares. Recentemente estamos constatando um aumento da perseguição legal aos nossos companheiros palestinos. Em solidariedade estamos recolhendo fundos para expandir os fundos legais do grupo AATW para cobrir também aos presos palestinos. Isto se vem a somar a necessidade de saldar a dívida mencionada, e aos gastos operativos como comunicação e transporte. Os sugerimos a ler este artigo de The Nation (http://www.thenation.com/issue/august-4-2008) sobre a luta em Ni´ilin e a fazer donativos que nos permita continuar com ela.

    Em agradecimento e solidariedade, AATW.

    Para mais informação sobre as atividades do grupo AATW e como fazer depósitos ver:

    › www.awalls.org

    Contato donativos:

    › donate@awalls.org

    Tradução > Juvei

     

  • Fim da greve de fome dos 300 imigrantes na Grécia

    Fim da greve de fome dos 300 imigrantes na Grécia

    [Cumpre-se parte importante das demandas dos 300. A assembléia dos imigrantes decidiu encerrar a greve de fome. Abre-se caminho para a legalização de milhares de imigrantes na Grécia.]


    Após os 44 dias em greve de fome de 300 imigrantes “ilegais” na Grécia, sob a pressão de sua luta e de um amplo movimento de solidariedade, o governo grego foi forçado a mudar sua postura intransigente e cumprir uma parte importante das demandas dos 300 grevistas imigrantes.

    Em sua luta, apostando suas vidas a cada dia que passava, conseguiram quebrar o silêncio e abrir caminhos que levam à oportunidade de legalização de milhares de pessoas “sem papéis” na Grécia.

    Assim: o encontro (na tarde de ontem, 9 de março), dos imigrantes em greve de fome com os Ministros do Interior e da Saúde (e dado que os grevistas há dias haviam rejeitado a “oferta” e “generosidade” do governo grego como um regime de tolerância de seis meses para os grevistas), resultou em:

    1. Redução do tempo necessário para a legalização de um imigrante na Grécia, de 12 anos de permanência no país a oito anos (milhares de imigrantes, depois disto, podem se legalizar imediatamente).

    2. Estende “o regime de tolerância”, sem limite de tempo, até que os imigrantes que trabalham no país há anos possam completar o tempo necessário (e assim as propostas e condições) exigido para serem legalizados.

    3. Reduz o número de selos trabalhistas (uma das propostas para a legalização) de 200 para 120.

    4. São dadas aos imigrantes, que estão trabalhando na Grécia, autorizações de trabalho e documentos de viagem, dando-lhes a oportunidade de viajar, por razões humanitárias, à sua terra natal e voltar para a Grécia.

    Após esta reunião, realizou-se uma assembléia dos imigrantes no edifício Ypatía, em Atenas, assim como no Centro de Trabalhadores em Tessalônica, seguido por comunicação direta com todos os imigrantes que estão nos hospitais, decidindo pelo fim da greve de fome.

    “Nossa vitória é uma vitória de todos os trabalhadores, de toda a classe trabalhadora”, declarou Abdul Jatzi, um dos imigrantes. “Agradecemos de coração à Iniciativa de Solidariedade e todo/as o/as solidário/as na Grécia e no estrangeiro. E, especialmente, agradecemos aos companheiro/as médico/as, que nos atenderam e nos acompanharam por dia e noite nesses 44 dias, em nossa luta por dignidade”.

    A Iniciativa de Solidariedade aos 300, em comunicado, afirmou:

    “A decisão do governo grego, de atender parte das justas reivindicações dos 300 imigrantes em greve de fome, demonstra que a única luta perdida é a que não acontece.

    Também demonstra a todo/as o/as trabalhadores que o governo do FMI e as medidas neoliberais não são invencíveis. A luta e a solidariedade social podem dar frutos, podem vencer.

    Obviamente que se necessitam lutas duras, por muitos anos, para acabar com o apartheid contra o/as trabalhadore/as imigrantes na Grécia e na Europa. No entanto, não há dúvida de que o ânimo, a coragem e bravura dos 300 abriu um novo caminho de esperança.

    Agradecemos a todos e a todas (e eram muito/as…) que apoiaram esta luta difícil a cada momento, da Faculdade de Direito aos hospitais.

    Mas, principalmente, queremos saudar com respeito aos 300 lutadores que dão orgulho para toda a classe trabalhadora. ”

    Atenas, 9 de março de 2011

    Iniciativa de Solidariedade aos 300 imigrantes em greve de fome

    Vídeo da vitória:

    › http://www.youtube.com/watch?v=FDLzpVMA3Rw&feature=player_embedded

     

  • [Grécia] 5 de março: Jornada de ações coordenadas nos transportes públicos

    [Grécia] 5 de março: Jornada de ações coordenadas nos transportes públicos

    [Uma breve informação sobre algumas ações realizadas em Atenas e Piraeus, durante um dia de ações coordenadas nos transportes públicos.]

    "O transporte não é uma mercadoria, é uma necessidade social – Transporte gratuito para todos – Luta comum dos trabalhadores e dos passageiros."

    Atenas: A assembléia local de moradores dos bairros atenienses de Petralona, Zisio e Kukaki realizaram algumas intervenções nas estações de metrô de Petralona e Zisio. Foram levadas a cabo sabotagens nas máquinas de picar bilhetes (máquinas de validação de bilhetes) e distribuição de um texto da Assembléia, com instruções sobre como enfrentar os conferentes de bilhetes (em 4 idiomas diferentes). Esta ação foi seguida por uma distribuição de textos no bairro de Monastiraki; por volta das 13:00 horas nos reunimos na estação de metrô deste bairro com membros de outras Assembléias locais, áreas autogestionadas e ocupações. Uns alto-falantes foram montados na praça, enquanto eram sabotadas as máquinas de bilhetes e de picar bilhetes da estação de metrô local. Alguns debates, por vezes intensos, às vezes em um contexto de compreensão mútua, compuseram o cenário da ação, enquanto as primeiras 1.300 cópias do texto do comunicado da Assembléia logo se esgotaram.

    "Transporte público gratuito para todos – Solidariedade entre os trabalhadores e passageiros – Não pagamos mais impostos – Desobediência social."

    Piraeus: Às 11h30, os companheiros e companheiras de diversos bairros de Piraeus (Keratsini Perama, Nikea, Korydalós, Cidade de Piraeus) realizaram uma intervenção de uma hora na estação de metrô de Piraeus, pelo uso gratuito dos transportes públicos. Cartazes foram colados sobre o tema, uma faixa foi pendurada e as máquinas de picar bilhetes invalidadas, e centenas de textos distribuídos aos passageiros dos trens de metrô, ônibus e transeuntes.

    Depois subimos no metrô, realizamos outra intervenção semelhante de alguns minutos na estação de Faliro, e então chegamos a Monastiraki, onde nos reunimos com dezenas de outros ativistas que tinham feito uma ação similar em uma série de estações de metrô de Atenas, nas linhas subterrâneas e na de superfície. Passamos duas horas em Monastiraki com alto-falantes, faixas, distribuição de texto e invalidação das máquinas de picar os bilhetes.

    As ações de desobediência social e de recusa a pagar, contra os impostos e o roubo da nossa vida, vão continuar…

    Mais infos:

    › http://sineleusimetafores.wordpress.com

    › http://anarxiko-resalto.blogspot.com

     

  • [Grécia] Momentos críticos para os 300 imigrantes em greve de fome

    Momentos críticos para os 300 imigrantes em greve de fome em Atenas e Tessalônica, no 38º dia de greve de fome. 100 deles estão hospitalizados, enquanto o governo está aguardando as primeiras mortes. Para esta sexta-feira, 4 de março, foi convocada uma manifestação de solidariedade em Atenas, enquanto outras ações de solidariedade estão ocorrendo em todo o país, ocupações de prédios do governo, intervenções em programas de canais de televisão e estações de rádio.

    Iniciativa de Solidariedade com os 300 Imigrantes em Greve de Fome, em resposta à sua proposta, apelam a uma manifestação de solidariedade na sexta-feira, 4 de março, às 18:00 horas, no Museu Arqueológico de Atenas.

    Enquanto que 100 grevistas estão nos hospitais de Atenas e Tessalônica (quarta-feira à noite), o governo está reforçando a sua dura intransigência política com as únicas armas que possuem: mentiras e calúnias. É, no entanto, uma tentativa inútil. Este “Estado que está tentando triunfar com um interminável chiado”, se apresenta débil ante o espírito e a ética dos 300 grevistas, que estão lutando, tendo como a única arma o cerne da existência, que sempre permanece invulnerável aos ataques do Poder.

    Cada dia que passa, o gesto político dos imigrantes em greve de fome tem cada vez mais destinatários. Mais e mais pessoas descobrem que essa luta que está chegando ao 38º dia agora em Ipati (edifício no centro de Atenas, onde se encontram os grevistas), no Centro de Emprego de Tessalônica e nos hospitais, não é apenas uma luta contra o apartheid que sofrem os trabalhadores estrangeiros. É uma luta de todos os trabalhadores contra a pobreza organizada que sufoca o presente e rouba o futuro.

    Já está pendente que o Governo tome uma decisão. Ou aceitar o óbvio, ou escrever seu nome em uma página do livro da bestialidade.

    Atenas, 3 de março de 2011

    Iniciativa de Solidariedade com os 300 Imigrantes em Greve de Fome

    E-mails e faxes de protesto podem ser enviados para os seguintes endereços e números:

    E-mail:

    dialogue@politicalforum.gr, ypourgos@ypes.gov.gr, info@ypes.gr, papoutsi@otenet.gr, pressoffice@yptp.gr, Louka.katseli@parliament.gr, anna.dalaras@gmail.com, hungerstrike300@gmail.com

    Os números de fax:

    Ministério de Assuntos Interior da Grécia, fax: 0030 2103665089,

    Ministério de Proteção do Cidadão, fax: 0030 2103387708

    Ministério do Trabalho, fax: 0030 2105249805, 0030 2103213688

    Um vídeo feito por Brandon Jourdan sobre estes momentos críticos para os grevistas:

    › http://www.youtube.com/watch?v=Fz1cTtokAFU&feature=player_embedded

     

  • E os políticos gregos não podem ficar tranqüilos nem no exterior

    Berlim, Alemanha

    [Algumas intervenções tiveram lugar em 21 de fevereiro, em um discurso do primeiro-ministro da Grécia, George Papandreu, na Universidade Humboldt, em Berlim. Dois diferentes grupos de pessoas da Alemanha e da Grécia conseguiram interromper o discurso do primeiro-ministro, agredindo verbalmente o sistema grego.]

    Em 21 de fevereiro, Papandreu teve a descarada vontade de falar sobre o sucesso de sua política e a política econômica do governo. O título da palestra foi neoliberal; “a crise econômica como uma oportunidade para a Europa”. Para quem? Apesar da presença significativa de policiais alemães e gregos e simpatizantes do PASOK (até um padre estava presente), metade da sala estava cheia de inimigos do sistema grego. Basta ter em mente que tentaram exibir quatro bandeiras, jogaram panfletos e folhetos foram distribuídos durante o discurso, apesar da reação imediata dos chamados funcionários e da polícia alemã. Muitas pessoas estavam gritando, xingando, reclamando, e muitas vezes conseguiram interromper o evento. Todo mundo foi jogado para fora (alguns violentamente), enquanto aqueles que não conseguiram entrar gritavam de fora. Papandreu não foi mencionado nem mesmo em letras pequenas dos jornais alemães. É notável que ninguém queira discutir com o primeiro-ministro da Grécia. Até mesmo algumas pessoas mais velhas o injuriaram, chamando-o de traidor. Aqueles que foram expulsos da sala, ou metade das pessoas que participaram, para além daqueles que foram obrigados a entregar seus dados, foram liberados.

    Vídeo:

    › http://www.youtube.com/watch?v=hd_2gvRW8BU&feature=player_embedded

    Paris, França

    [Outra operação ocorreu no dia 26 de fevereiro em Paris, durante um evento de Costas Gavrás, na chamada “Casa Grega.” Estudantes da Grécia e França, que estavam ali para fazer uma intervenção em solidariedade com a luta dos 300 imigrantes em greve de fome na Grécia, identificaram entre os presentes o vice-presidente do governo grego, Theodoros Pangalos, que foi forçado a deixar a sala.]

    O vice-presidente do governo ditatorial de Papandreu participou de um evento sobre o trabalho de Costas Gavras, na “Casa Grega”, em Paris. Imediatamente, um pequeno grupo de pessoas que lá estavam começou a insultá-lo, gritando palavras de ordem e exigindo que eles saíssem imediatamente. Algumas faixas foram exibidas, em solidariedade aos 300 grevistas de fome na Grécia, e logo seus amigos e companheiros que vivem em Paris chegaram para o evento. Costas Gavras e a diretora da “Casa Grega” tentaram acalmar a situação com truques, enquanto estavam apoiando Pangalos. Pangalos tentou mudar o protesto para um programa de entrevistas (talk show) para o dia seguinte. Os manifestantes insistiram em exigir que saísse, o que finalmente ocorreu um pouco mais tarde. Ele saiu com o lábio inferior tremendo e seu rosto completamente vermelho, dizendo: “Eles verão o nível dessas pessoas!”.  Destacamos aqui que Costas Gavras saiu da sala, juntamente com Pangalos, os organizadores do evento e outros servos, e  pediu o cancelamento do evento.

    Vídeo:

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