Categoria: Repressão

  • [Grécia] Chamado de solidariedade internacional com o preso anarquista Simos Seisidis

    [Grécia] Chamado de solidariedade internacional com o preso anarquista Simos Seisidis

    Quinta-feira, dia 30 de março de 2011, terá lugar no tribunal de primeira instância o caso dos “assaltantes de negro”. Se trata do caso do assalto ao Banco Nacional na rua Solonos em janeiro de 2006, e seis outros assaltos. É o mesmo caso pelo qual Giannis Dimitrakis foi finalmente condenado a 12,5 anos de prisão no tribunal de apelação. Desta vez o acusado é Simos Seisidis, que esteve procurado durante 4,5 anos. Simos foi detido em 3 de maio de 2010, após um encontro casual com uma patrulha de polícia. Dado que estava sendo procurado não parou quando lhe quiseram pegar, foi perseguido e um policial disparou pelas costas. Ainda que sua vida correu um risco muito grave, sobreviveu, mas a causa da gravidade dos ferimentos levou-lhe a amputar a perna direita.

    Entretanto, por este acontecimento, está acusado de tentativa de homicídio do policial que lhe disparou pelas costas atrás de seu carro! De fato a juíza de instrução lhe mandou a prisão preventiva por este caso também, após “encerrar” o caso sem sequer esperar o resultado do diagnóstico do médico forense da perna amputada, assim o informe que foi apresentado com atraso de 9 meses. Outra coisa que confirma o que estamos afirmando.

    A razão pela que Simos fugiu, foi uma ordem de busca e captura contra ele (e também seu irmão Marios Seisidis e o companheiro Grigoris Tsironis, que seguem fugitivos da lei) emitida depois do assalto durante o qual foi detido Giannis Dimitrakis. Sem nenhuma prova substancial, de fato suas relações pessoais e políticas estão sendo criminalizadas, os três companheiros se viram obrigados a fugir, não esperando que os tribunais burgueses, a maquinaria repressiva e os jornalistas, esses papagaios que simplesmente repetem o que diz o Poder, lhes aplicassem sua “justiça”.

    Nenhum destes três poderes, judicial, policial e midiático, se precipitou em desmentir algo, todos colaboraram: o primeiro lhes condenou (em ausência) a 7,5 anos de prisão, e isso só pelos delitos menores de todos os sete assaltos, ademais tirando de Simos o direito de apelar contra a decisão do julgamento! O segundo, após colocar um preço enorme por suas cabeças (600.000 euros) tentou matar a Simos. O último, após contribuir durante todos esses anos difundindo informações vindas diretamente da polícia e publicando artigos que cultivavam o medo ao “terrorismo”, de fato apontou a bala que finalmente alcançou seu objetivo.

    O companheiro tem mais um outro processo pendente. Se trata de um caso de roubo de armas, sendo que a única prova contra ele é supostamente seu DNA (que aliás foi encontrada em outro lugar, mas isto parece ser de menor importância se tratando de um anarquista procurado). Ultimamente os processos a base do DNA estão muito na moda na Grécia. A polícia grega encontrou uma maneira fácil para culpar a quem quiser, dado que o DNA de cada um de nós pode ser encontrado e transportado a qualquer lugar.

    Com outro caso mais (pelo que se poderia ter sido absolvido se não estivesse sendo procurado) pendente, Simos está no momento condenado por dois casos e em prisão preventiva por outros três. Mas a parte jurídica não é a mais substancial de seu caso, ainda que uma descrição de seu caso é necessária pelos companheiros na Grécia ou em outras partes, para ter uma idéia mais clara possível da intensidade do esforço de aniquilar este companheiro, por parte do Estado.

    Esperamos que até seu julgamento em 30 de março, a solidariedade seja da mesma intensidade e amplitude. Na Grécia esses últimos dois anos, “o império contra-ataca” Tendo medo das tensões sociais que podem estourar em qualquer momento como causa do ímpeto da crise econômica, o Estado tenta tirar do meio, deste fator que é capaz, com sua consciência política, de converter esta “explosão” em uma revolução: o movimento antiautoritário

    Nesse seu esforço, a democracia nem sequer tenta parecer democrática. Manifestantes estão sendo golpeados brutalmente, locais anarquistas se convertem em “pisos francos de bandas armadas”, companheiros estão sendo levados a prisão por “pertencer a uns grupos armados sem nome” e, sem mais, outros são acusados de “terrorismo” porque andavam pela rua ou tomavam café com certas pessoas.

    Mas, por desgraça deles, aí onde tentam reprimir um foco de resistência, outros dez novos surgirão. Tentam, por meio do medo, converter às lutas sociais em uma coisa do passado e sem sentido nenhum. É de nosso alcance devolver-lhes o medo em sua cara.

    Tentam, por meio da aniquilação exemplar de lutadores presos, deter aos demais para que não resistam. Tentam converter nossos companheiros presos em fantasmas, presentes só na memória de uns poucos amigos e familiares. É de nosso alcance de não deixar esquecidos todos os nossos companheiros. É de nosso alcance tirá-los das mãos do Estado.

    NÃO PERMITIREMOS A ANIQUILAÇÃO DE SIMOS SEISIDIS.

    Não porque é “inocente”, nem porque foi “castigado” tão brutalmente pelos mecanismos repressores, senão PORQUE É UM LUTADOR.

    EXIGIMOS SUA LIBERTAÇÃO IMEDIATA!

    Não por “sensibilidade democrática”, nem por humanismo, senão PORQUE É NOSSO COMPANHEIRO.

    CHAMAMOS AOS QUE LUTAM, AOS COMPANHEIROS DE TODO O MUNDO A JUNTAR SUAS VOZES COM AS NOSSAS PARA O JULGAMENTO EM 30 DE MARÇO.

    Não por compaixão, nem por dever, senão PORQUE SOMOS ANARQUISTAS e A SOLIDARIEDADE É NOSSA ARMA!

  • [Chile] Comunicado do/as companheiro/as em greve de fome

    [Chile] Comunicado do/as companheiro/as em greve de fome

    Frente à campanha de assédio e perseguição contra nosso/s advogado/as, familiares, amigo/as e companheiro/a.

    Não satisfeitos com as numerosas perseguições e escutas telefônicas por mais de 5 anos à nós, nossas famílias, casais, amigo/as e companheiro/as, o assédio por parte das forças de repressão continuou contra o nosso ambiente afetivo, desde as nossas prisões. Vigilância, escutas telefônicas e até mesmo a colocação de microfones contra nosso/as advogado/as, amigo/as e familiares, bem como contra aqueles que se solidarizaram para denunciar a nossa prisão, tem sido o padrão do assédio da polícia, como, por exemplo, a presença da polícia durante as transmissões especiais da rádio Primeiro de Maio ou as agressões e prisões de companheiro/as após as atividades e manifestações de apoio.

    No sábado, 12 de março, o clima de perseguição chegou a um momento crítico, afetando diretamente os escritórios do/as advogado/as, empenhados na defesa de vários de nós, culminando em um processo de várias horas, onde a polícia encontrou-se sozinha para inspecionar as instalações da nossa defesa. Queremos expressar publicamente que nós cumprimos com a nossa defesa legal e que estas últimas manobras têm o tom claro de atuação das agências de inteligência do Estado, que visam intimidar e impedir nossa defesa jurídica e também gerar uma atmosfera ainda mais rarefeita a quem questiona o processo falho e se solidarizam conosco.

    Rejeitamos os métodos pelos quais a repressão atuou em quase três semanas, iniciada nossa mobilização, e apenas um par de dias de nossa ida ao tribunal para ser reformalizado/as. Intimidar e confundir é o que buscam com esses métodos. Desde o encerramento continuamos com a greve de fome, iniciada em 21 de fevereiro, exigindo nossa liberdade, o fim da montagem político/policial/jurídica, a não aplicação da lei anti-terrorista e a pronta realização do julgamento.

    Agradecemos profundamente as diferentes mostras de solidariedade e apoio, em várias áreas que convergem na luta pela liberdade do/as preso/as político/as.

    Fim da lei anti-terrorista! Liberdade a todo/as preso/as político/as!

    Camilo Perez, Carlos Riveros, Omar Hermosilla, Rodolfo Retamales, Felipe Guerra, Francisco Solar, Vinicio Aguilera.

    15 de março de 2011

    Seção de Segurança Máxima, prisão de alta segurança, Santiago – Chile.

  • 10 de março: Jornada Internacional de Ação em solidariedade com os 300 trabalhadores imigrantes em greve de fome na Grécia

    Por favor, publicar, imprimir e divulgar o seguinte texto:

    Últimos conselhos de viagem para a Grécia:

    É possível que você já tenha ouvido falar que a Grécia é um país bonito para visitar, com deliciosa comida e pessoas muito hospitaleiras. Cuidado: isso não é toda a verdade. A realidade para centenas de milhares de visitantes é completamente diferente. Existe uma ameaça geral de violações dos direitos humanos. Os expatriados e visitantes que cruzam a fronteira grega, podem ser deportados ou transferidos para centros de detenção durante 2-4 meses ou mais. Se ou quando esses visitantes são libertados, são forçados a trabalhar na agricultura, na indústria local, no crime organizado, ou como vendedores ambulantes, sem documentos ou quaisquer outros direitos civis. Os visitantes à Grécia são avisados sobre o abuso, a intolerância, o ódio, a calúnia e a violência indiscriminada por parte do Estado grego…

    A Grécia está explorando aproximadamente 500.000 imigrantes ilegais e refugiados, para melhorar o estado miserável da economia. No ano passado, cerca de 140.000 imigrantes cruzaram a fronteira grega em busca de uma vida melhor. A maioria deles vai ser ilegal durante vários anos e tratados como escravos contemporâneos indesejáveis.

    Desde 25 de janeiro, 300 imigrantes que trabalham e vivem na Grécia há muitos anos começaram uma greve de fome em todo o país, em Atenas e Tessalônica. Eles estão exigindo a legalização de todos os imigrantes ilegais na Grécia. Sua luta é uma luta de todos os imigrantes, dos trabalhadores e dos cidadãos do mundo.

    Na próxima quinta-feira, 10 de março, será o 45º dia da greve de fome dos 300 imigrantes, no entanto, o Estado grego ainda não respondeu às suas justas reivindicações!

    Convocamos as pessoas na Grécia e em todo o mundo para realizar no dia 10 de março ações de desobediência civil, em solidariedade com os 300 grevistas. Pedimos a todos que assinalem suas ações ao ponto fraco da Grécia, o turismo: 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da nação vem do turismo. De fato, o turismo e a imigração são os dois lados do direito legal da liberdade de movimento.

    Nós propomos um alvo fácil de alcançar que pode ser encontrado em quase todos os países: Escritórios de Turismo da Grécia. Podem, por exemplo, se manifestar, bloquear, ocupar, distribuir folhetos, ou executar outras ações criativas do lado de fora, dentro ou perto dos Escritórios de Turismo da Grécia.

    Os endereços dos Escritórios de Turismo da Grécia no estrangeiro estão aqui:

    › http://internezia.net/addresses.html

    Se você [grupo, rede, movimento ou organização] não tiver um Escritório de Turismo da Grécia em sua cidade, você pode direcionar suas ações contra as embaixadas ou empresas gregas, ou simplesmente se manifestar em lugares públicos ou nos meios de comunicação.

    300 Assassinatos ou Legalização

    Mais infos sobre a greve de fome dos 300:

    › http://hungerstrike300.espivblogs.net

    “Todos os imigrantes do mundo”

     

  • [Chile] Segunda marcha em solidariedade com os presos e presas do “Caso Bombas” em greve de fome

    Nesta quinta-feira, 3 de fevereiro, a 10 dias do início da greve de fome de Andrea Urzúa, Mônica Caballero, Camilo Pérez, Carlos Riveros, Felipe Guerra, Francisco Solar, Rodolfo Retamales, Vinicio Aguilera e Omar Hermosilla, uma nova marcha de solidariedade percorreu algumas das principais ruas do centro de Santiago.

    Cerca de 500 pessoas solidárias se reuniram na Praça de Armas para protestar contra a situação em que se encontram os presos e presas do Estado por lutar pela liberdade.

    Com gritos de apoio, faixas, pichações, adesivos e cartazes se tentavam romper a rotina em um horário onde a maioria dos assalariados e assalariadas se dirigem para suas casas. A marcha contou também com a presença de um grupo Tinku, que com música e danças exigiam liberdade e gritavam FORÇAFORÇA!

    Depois de mais de uma hora de agitação e solidariedade a marcha terminou sem nenhum incidente grave.

    Petição dos e das grevistas: Liberdade imediata; Fim dos prazos investigativos e realização imediata de um julgamento justo; Fim da lei anti-terrorista herdada da ditadura e aperfeiçoada na democracia; Término da montagem jurídico-policial.

    Atualizações:

    › http://www.solidaridadporlxspresxs.blogspot.com/

     

  • [Chile] Videoclipe: SubVerso – Terroristas

    [Chile] Videoclipe: SubVerso – Terroristas

    Depois de mais de 6 meses de prisão preventiva e uma tosca montagem que busca amedrontar a todos aqueles que lutam contra este sistema, seguem encarcerados a maioria dos presos e presas políticas do 14 de agosto de 2010 [“Caso Bombas”].

    Nada nem ninguém calará as vozes que denunciam o capitalismo desumano!

    Carlos, Felipe, Carlos, Felipe, Francisco, Mônica, Pablo e Rodolfo: às Ruas!

    Veja o videoclipe em:

    › http://www.youtube.com/watch?v=oPzCEIl2PUc

    Baixe a canção em:

    › http://banashare.com/rccx1xkz2hwi/TERRORISTAS_(SubVerso).mp3.html

    Mais infos em:

    › http://solidaridadporlxspresxs.blogspot.com

    Nota: Este vídeo originalmente não pôde sair por problemas tecnológicos, agradecemos às contribuições de PlanzetasBrnrdohuauquiBelen1alondraPsikodeliaa para que ele fosse finalizado.

    Atentamente,

    SubVerso

    Hip Hop, Amor e Rebelião

     

  • 21 de fevereiro: Acabou-se a paciência! Presos e presas da montagem bombas iniciam greve de fome líquida no Chile

    21 de fevereiro: Acabou-se a paciência! Presos e presas da montagem bombas iniciam greve de fome líquida no Chile

    10 días en huelda de hambre
    Aderem à greve: Mônica Caballero, Andrea Urzua, Rodolfo Retamales, Felipe Guerra, Camilo Pérez, Carlos Riveros e Francisco Solar.

    Comunicado:

    Em 14 de agosto de 2010 o Ministério Público por meio da Promotoria Metropolitana Sul, emana uma série de ordens de detenção e invasões, aplicando todo o terror policial a casas particulares e centros culturais, que resulta na detenção de 14 pessoas nesta batida repressiva e comunicacional, conhecida midiaticamente como “Caso Bombas”. Todos acusados de pertencer a uma suposta associação ilícita terrorista criada na irracional mente de alguns “profissionais do direito” e que hoje nos mantém atrás das grades.

    Há aproximadamente cinco anos se inicia a investigação do midiático “Caso Bombas”. Assim durante o governo de Bachelet, o Estado destinou três investigadores com dedicação exclusiva e com o objetivo de esclarecer a autoria de cada uma das bombas colocadas em estruturas financeiras, policiais, de serviço público ou outras. Neste tempo se recopilaram mais de 43 volumes com dados de fontes policiais, peritos criminais, testemunhas protegidas, declarações, vigilantes residenciais, perseguição a suspeitos e seu entorno familiar, intervenções telefônicas e invasões de casas e bibliotecas populares (todos os lugares em que a polícia irrompeu na madrugada do dia 14 de agosto de 2010).

    Com todo este material nenhum fiscal nem juiz tomou a decisão de encarcerar ninguém. A evidência acumulada não é suficiente, é difusa e não permite identificar aos responsáveis da colocação das bombas. Inclusive o promotor Xavier Armendáriz declara ante as ânsias de resultados por parte do Ministério do Interior da época que “é necessário atuar com cautela investigativa ante as frágeis provas”, mas ainda quando os “autores das bombas não integram células violentas propriamente ditas, senão que se trata de grupos sem organização, nem chefes” (Emol 27 de novembro 2009).

    Toda essa maneira de atuar no direito muda em 14 de junho de 2010 quando Armendáriz é retirado do cargo, produto de pressões do Ministro do Interior Rodrigo Hinzpeter e até do fiscal Nacional Sabas Chahuán. Assim, entra em cena o fiscal Alejandro Peña, descrito pelo diário La Tercera como “um paradoxo ambulante, o que resulta da fusão num só ser de burocracia judicial e policial com a  fantasia de um ilusionista”. Com esta apresentação a montagem começa.

    O promotor desenvolve uma nova estratégia sem reparar nos custos humanos que esta ação implica. Se antes os promotores que lhe precederam não puderam reconhecer, nem identificar organizações definidas, o fiscal se preocupou de inventá-las e buscar por todos os meios fazer com que as peças se encaixassem em sua nova “linha investigativa”. Estruturar a famosa associação ilícita com chefes aos quais não se falavam há anos; executores que nem se conheciam e o mais engraçado, financiadores europeus!!! Como se 950 euros enviados em uma ocasião a um dos acusados fosse uma grande remessa para ações subversivas (casas de segurança, carros, armas, documentação falsa, etc.). Quanta imaginação deste personagem, inclusive inventaram nexos entre um dos supostos cabeças com o paquistanês detido na Embaixada dos Estados Unidos por supostos traços de TNT e posteriormente posto em liberdade em poucas semanas.

    Finalmente a fantasia ajuda a planificação desta “inovadora estratégia”, sobretudo com a campanha midiática, informativa e comunicacional realizada pelo meios de comunicação oficiais da informação que começam a entregar dados dos supostos suspeitos de colocar artefatos explosivos, lugares que freqüentam, perfis de supostos líderes, etc. Os dardos apontados à pessoas vinculadas a espaços sociais, canais e rádios comunitárias, estudantes que aderem a idéias libertárias, ex-presos políticos e todos reconhecidos críticos do modelo neoliberal e solidários com a luta dos povos, em especial com a levada a cabo pelos Mapuches em seu anseio por manter sua identidade, cosmovisão e território. Não se perseguem atos senão idéias, relações de amizade, bibliotecas autônomas, casas okupadas e espaços de cultura, arte e de encontro comunitário.

    Uma vez desenhado o cenário teatral, seus protagonistas e correspondentes características físicas e psicológicas, com a opinião pública perfeitamente moldada, o golpe repressivo se desata; para então havia transcorrido 2 meses desde que assume como diretor da montagem jurídico policial Alejandro Peña. Com as mesmas pastas, os mesmos diálogos, lugares, atores e um renovado guia incriminatório e espetacular operativo toma os canais televisivos na manhã do dia 14 de agosto de 2010.

    Logo de nossa detenção a promotoria solicitou três dias para formalizar-nos dos fatos acusatórios, situação que na prática deveria realizar-se ao mesmo dia da nossa prisão. Posteriormente solicita um prazo de 180 dias (6 meses) de prisão preventiva até o término das investigações, prazo que acabou em 14 de fevereiro de 2011, dia em que nos notifica que a promotoria bis submeterá a uma nova formalização em 16 de março de 2011, tudo isso encarece ainda mais este julgamento. Nada nos disse que Alejandro Peña solicite mais 6 meses como prazo para armar seu quebra-cabeça policial.

    Nesses longos meses não só permanecemos 22 horas diárias em celas individuais de 2×3 metros, visitas 1 vez na semana com nossos familiares durante 3 dias em reduzidos espaços sem luz natural, senão que também vivemos na própria carne a tortura dos funcionários do Estado. Como mostra, em 8 de outubro de 2010 profissionais do Serviço Médico Legal, mais agentes de LABOCAR, DIPOLCAR e agentes extraíram violentamente amostra de DNA de cada um dos acusados, para ser contrastadas com as  amostras recolhidas nos lugares dos bombaços. Esta “prova científica” não produziu nenhuma relação entre nós e o encontrado nos lugares do acontecido.

    Por outro lado, somos testemunhas de como as evidências nas pastas investigativas só se afirmam em conjecturas policiais baseadas em amizades, laços familiares ou concorrência à marchas públicas, atividades político-culturais e sons; ainda assim neste contínuo suposto, cabe assinalar que entre todos os acusados não nos conhecíamos até a nossa detenção, assim, é impossível que conformemos alguma suposta “associação ilícita”, menos ainda uma organização.

    Cabe assinalar que em nenhuma das invasões realizadas se encontrou algum tipo de evidência nem material para a fabricação de artefatos explosivos, tampouco existem provas digitais ou gravações que inculpem a nenhum dos acusados

    Ante os vícios e aberrações judiciais, pastas secretas, intervenções telefônicas a nossos advogados, a contínua utilização de testemunhas protegidas com antecedentes psiquiátricos como Rodrigo Vera Morales e Gustavo Fuentes Aliaga e por tudo anteriormente exposto, decidimos começar uma greve de fome de caráter líquida a partir das 00:00 horas do 21 de fevereiro de 2011 exigindo:

    1. Liberdade imediata

    2. Término da montagem jurídico-policial

    3. Fim da lei anti-terrorista herdada da ditadura e aperfeiçoada na democracia

    4. Fim dos prazos investigativos e realização imediata de um julgamento justo

    Não mais as montagens midiáticas, jurídicas e policiais!

    Liberdade a todos os presos políticos chilenos e Mapuches!

    Nota: Eles e elas já estão no décimo dia de greve de fome líquida. Infos atualizadas:

    › http://www.solidaridadporlxspresxs.blogspot.com/

     

  • [Sérvia] Continua a repressão contra o sindicato ASI

    Informamos ao público que o Estado da Sérvia mantém sua repressão contra nossa organização. Desta vez em forma de investigação policial ao Secretário-Geral da ASI, Milan Stojanovic, por suspeita de cometer um crime de “furto de veículo a motor com arrombamento, invasão e ameaça”, para o qual a pena possível é de até cinco anos de prisão.

    Por exemplo, em 2006, Milan foi testemunha em um inquérito conduzido pelo mesmo crime, e foi demitido logo depois. Agora, cinco anos depois, a promotoria retomou o caso, e Milan mudou misteriosamente de papel – de testemunha a réu. Para tornar as coisas ainda mais absurdas, Milan não sabe dirigir; na verdade nunca sequer deu partida em um carro.

    Este é apenas o último (por enquanto), em uma série de ações judiciais forjadas contra os membros da Iniciativa Anarco-Sindicalista – ASI.

    Observamos que, há um ano e meio, seis anarquistas foram acusados de terrorismo internacional; três membros do Grupo Local de Vrsac da ASI foram tratados como suspeitos de obstrução da justiça; e um cidadão croata, que chegou a Belgrado, em apoio aos seus companheiros presos, ficou mais seis meses, sob a proibição de deixar o país. Os membros da ASI têm estado até agora na prisão por quase mil dias, ou seja, quase três anos. Em nenhum dos casos acima a promotoria conseguiu provar culpa alguma! Adicione a isso um ataque físico ao Secretário do Grupo Local da ASI em Kragujevac, inúmeras ameaças, assédios e interrogatórios realizados pela polícia, bem como as ameaças e ataques de grupos parapoliciais fascistas.

    A Iniciativa Anarco-sindicalista – ASI está lutando por uma sociedade baseada na liberdade individual e coletiva, pela igualdade, solidariedade e ajuda mútua, livre de todas as formas de hierarquia, de repressão e autoridade de um homem sobre outro. Percebe as contradições essenciais da sociedade em que vivemos e as injustiças cometidas pela classe dominante.

    Devido a isso, as autoridades não hesitam em usar todos os recursos disponíveis para deter o trabalho de nossa organização. Intencionalmente, prendem e acusam pessoas inocentes para silenciar qualquer crítica e assegurar a exploração, roubo e opressão contínua às pessoas.

    Esta montagem de falsas acusações e provas contra os nossos membros deve parar!

    Pedimos o cancelamento do julgamento de Milan Stojanovic, Secretário Geral da ASI!

    Exigimos o fim da repressão contra a nossa organização!

    Confederação Sindical “Iniciativa Anarco-sindicalista”- ASI

    Seção da Associação Internacional dos Trabalhadores – AIT

    Belgrado

    Domingo, 20 de fevereiro de 2011

     

  • [Grécia] As montagens da Polícia não passarão: libertação imediata dos detidos na manifestação da greve geral em 23 de fevereiro

    [Grécia] As montagens da Polícia não passarão: libertação imediata dos detidos na manifestação da greve geral em 23 de fevereiro

    A manifestação da greve geral, em 23 de fevereiro, foi uma manifestação da oposição de massas e raiva contra a ofensiva anti-social e anti-trabalhista do Estado e empregadores. A mobilização de dezenas de milhares de pessoas no centro de Atenas, e sua vontade de responder na rua, de forma combativa, teve como efeito a brutal repressão da manifestação. O uso maciço de produtos químicos, os constantes ataques aos blocos dos manifestantes, espancamentos, retenções preventivas e prisões tentaram evitar a presença organizada da manifestação na Praça da Constituição (Syntagma), em frente ao Parlamento, assim como a dissolução da multidão de manifestantes.

    Assembléia da Resistência e da Solidariedade Kipseli/Patission (Atenas), que participou com um bloco na marcha organizada à greve geral (como em 15 de dezembro), recebeu, bem como outros blocos da marcha, a cruel e desmotivada agressão das forças de repressão, chegando à Praça Syntagma pela rua no centro de Stadíu. O resultado do ataque foi a dissolução temporária do bloco e a repressão violenta à alguns manifestantes, companheiros e companheiras da Assembléia, para as ruas Ermú e Nikis (perto da praça central de Syntagma). Naquele ponto, as equipes policiais motorizadas Delta e Dias atacaram e detiveram nossa companheira Leda Sofianú, arrastando-a violentamente para a entrada do Ministério da Fazenda. Eles tentaram retirar o saco no qual foram colocados textos da Assembléia, para colocar um coquetel molotov, fato que foi evitado graças à forte reação e protestos imediatos de outros transeuntes. Após a transferência da companheira para a delegacia central de Atenas, a polícia apresentou uma nova versão, segundo a qual é acusada de ter atacado os policiais encapuzada e com um objeto.

    As acusações contra ela são absolutamente falsas e fabricadas, já que a companheira durante toda a manifestação segurava a faixa da Assembléia – e enquanto que, no momento de sua prisão, estava entre muitos manifestantes atacados pela polícia, que tinha seus rostos cobertos! A repressão violenta do movimento grevista em geral, assim como as ofensivas políticas organizadas contra os combatentes, aponta para a intimidação e terrorismo a todos aqueles que resistem nas ruas, assim como ao envio de mensagem para toda a sociedade.

    O terrorismo não passará!

    Nenhum ataque punitivo permanecerá sem resposta.

    A libertação imediata de todos os detidos no protesto da greve geral em 23 de fevereiro.

    A solidariedade é nossa arma!

    Assembléia da Resistência e Solidariedade Kipseli/Patission (Atenas)

     

  • Urgente: massacre e revolução na Líbia

    Urgente: massacre e revolução na Líbia

    Os relatos provenientes da Líbia são impressionantes. O regime de Gaddafi está perpetrando um massacre cruel sobre a insurreição da massa. Os mercenários recrutados pelo regime de Gaddafi (o equivalente aos ‘baltagi’ do regime de Mubarak), ao lado do exército regular e as forças de segurança, abriram fogo contra o povo líbio desarmado, ou, em alguns casos, armados apenas com armas de fogo muito leves. As forças repressivas do regime não apenas usam armas de fogo, mas também de artilharia, tanques, aviões e helicópteros de combate. Do ponto de vista militar, esta não pode ser considerada uma guerra. Aliás, esse é um massacre conduzido pelo regime de Gaddafi sob a supervisão das potências imperialistas da Europa e dos Estados Unidos que, como sempre, só se preocupam com petróleo e dinheiro, apenas para o lucro, e não os direitos humanos ou até mesmo vidas humanas.

    O governo Europeu e estadunidense estão mantendo um silêncio vergonhoso, que diz mais do que qualquer possível declaração. No fundo eles estão apoiando os assassinos, a ditadura, contra a rebelião em massa, como fizeram na Tunísia e no Egito, para em seguida mudar de lado quando o triunfo da revolução torna-se inevitável. E não há nenhum segredo nisto. Trata-se apenas de todo o petróleo e dinheiro que deve permanecer nas mãos de ditadores, e não dos povos. E, como aconteceu antes no Bahrein, Tunísia e Egito, a maioria das armas antidistúrbio e sua munição usada pelas forças do regime para assassinar e reprimir o povo, são provenientes de empresas européias e estadunidenses. Duas noites atrás, o filho do ditador líbio ameaçou as massas e ontem seus assassinos e mercenários passaram de ameaça à ação. A ditadura de Gaddafi na Líbia é um exemplo perfeito de um regime totalitário, como aquela sociedade opressiva descrita por George Orwell, em seu romance “1984”. Agora, o “Grande Irmão” tem travado uma verdadeira guerra contra o seu próprio povo, ou mais precisamente, guiando uma matança sangrenta contra os líbios em rebelião. Mais uma vez, estão apelando para o “fantasma” dos fundamentalistas. Esta não é uma luta entre os fundamentalistas e o regime; a luta está sendo travada entre as massas e a ditadura.

    Isto é simplesmente uma escandalosa manipulação da realidade; uma tentativa descarada de justificar não só a repressão do regime, mas também os seus crimes bárbaros, quando a verdade é que nada, absolutamente nada, pode justificar os crimes do regime de Gaddafi, como o uso de tanques e aviões de combate contra as massas desarmadas, contra as crianças e suas mães.

    Nós, os anarquistas e libertários, não devemos descartar a possibilidade de alguma força repressiva (islâmica ou não) se apropriar da revolução. Mas diante disso, não preferimos uma força de repressão não religiosa a uma religiosa. Optamos pela verdadeira liberdade das massas, por uma sociedade autogerida e organizada de forma livre e voluntária, de baixo para cima. Diante deste cenário, vemos que a única resposta apropriada é a ação direta popular desenvolvida pelas massas, e não para qualquer outro tipo de repressão brutal exercida por uma ditadura feroz.

    Aqui estão algumas notícias e comentários do blog de um companheiro anarquista líbio (apenas em árabe). O link para o blog é: http://saoudsalem.maktoobblog.com

    • Centenas de pessoas assassinadas na Líbia – Gaddafi, o açougueiro, escondido em sua fortaleza.
    • Testemunhas relataram o fato de que um verdadeiro massacre acontece na cidade de Benghazi, no leste da Líbia, onde dezenas de pessoas foram mortas e centenas feridas. E os hospitais da cidade estão sobrecarregados com pessoas feridas. Um advogado e ativista declarou à Al Jazeera que o número de pessoas assassinadas pelas forças de segurança em Benghazi pode aumentar para 200 e entre 800 e 900 feridos (escrito em 20 de fevereiro).
    • Gaddafi bombardeou os líbios… e os líbios estão  avançando para Trípoli.
    • Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, a mais importante depois da capital Trípoli – onde a primeira centelha da revolta ocorreu em fevereiro – está enfrentando um genocídio (escrito em 20 de fevereiro).
    • A família governante (ou seja, a família Gaddafi) na Líbia, perdeu a paciência e chamou os manifestantes de “bandidos”.
    • Parece que o abuso de poder por parte do regime e seu massacre contra os manifestantes saiu pela culatra, tanto que até mesmo muitos membros das forças armadas e da polícia se recusaram a disparar contra os manifestantes e se uniram a eles, forçando o regime de Gaddafi a recrutar mercenários de países pobres da África (escrito em 21 de fevereiro).

    Mazen Kamalmaz

    Anarquista sírio.

  • [Grécia] Exercícios militares de repressão de revoltas, no âmbito da OTAN e do exército europeu

    Novos casos de denúncias de soldados gregos puseram em evidência a decisão do governo grego, a OTAN e a UE de avançarem para a integração e participação das forças militares da Grécia em operações contra o “inimigo interno” e em especial na repressão de manifestações e em insurreições, consideradas por todos os estados como as modernas “ameaças desproporcionadas”.

    De acordo com as queixas dos soldados de vários batalhões da 71ª Brigada Aerotransportada “Pontos”, com sede em Nea Santa Kilkis, norte da Grécia, entre quinta-feira, 3 e 4 de fevereiro, foram realizados no norte da Grécia na cidade de Koromilá exercícios militares de repressão de manifestações sob a supervisão dos chefes civis e militares das Forças Armadas.

    As revelações da Rede Livre de Soldados de Espartaco sobre a formação da 71ª Brigada Aerotransportada, em táticas e métodos de repressão de manifestações, descontrolaram o comandante do Batalhão 596 de Argirúpolis. Insultando, ameaçando e aterrorizando os soldados, afirmou: “Somos uma força dirigida pela OTAN. Estamos a ser treinados para reprimir manifestações na Grécia, mas também noutros países. Amanhã podem nos enviar para o Egito para reprimir a revolta. Esse é o nosso papel”.

    A seguir a carta aberta dos soldados da 71ª Brigada Aerotransportada:

    Carta aberta de soldados da 71ª Brigada Aerotransportada

    Repudiamos qualquer participação em operações de repressão de manifestações. Basta de mentiras dos oficiais do Estado Maior e do Ministério da Defesa. A formação dos soldados da Brigada Aerotransportada 71 em Kilkis progride. Ser “boina vermelha” (como se tivéssemos sonhado com ela alguma vez) requer sacrifícios, correr e suar. Como se revelou, neste tipo de formação temos que  desempenhar o papel de manifestantes num simulacro de repressão de uma manifestação. Por isso pediram-nos para não fazer a barba.

    A publicidade sobre este assunto e as reclamações provocaram as primeiras reações. No quartel, na inspeção da manhã, o capitão informou os soldados da existência da denúncia, passando ao ataque e acusando os autores de falta de rigor e de divulgarem mentiras. Falou de covardia, exortando os soldados a expressarem-se imediatamente, na reunião dessa manhã. Em poucos segundos mostrou a sua verdadeira face, empregando ameaças de encarceramento e de tribunais militares.

    A nossa opinião é semelhante à do resto da população: é uma covardia esconder-se atrás dos galões e da hierarquia, separando a vida no quartel da do resto da sociedade, proibindo até a publicação das “arbitrariedades” que as sentenças judiciais permitiram a todos os uniformizados. Trata-se de resistência, de um direito e de uma obrigação nossa para com o povo grego, far-lhes conhecimento da conversão do exército numa guarda civil.

    Em seguida, disse-nos que estava apoiado e que não tinha medo de nada. Quanto mais ênfase punha no caso mais se notava que estava numa posição difícil.

    Como balanço, uma única carta foi suficiente para lhes causar um problema e pôr em causa a nossa participação nesta fantochada, a qual, entre outras coisas, é um insulto à nossa dignidade. Se quisermos protestar, sabemos onde, quando e por que fazê-lo. E isto nunca será um ensaio para um novo e sofisticado tipo de repressão. Em breve enfrentaremos o governo do PASOK – o tal que desmantela e privatizar a Saúde e a Educação, que suspende os direitos laborais e a segurança social, que nos deixa sem trabalho

    Mas o melhor ainda estava para vir com o discurso do comandante. Segundo ele, a Grécia pertence à UE, o exército grego faz parte do Exército Europeu e a partir da primavera é obrigado a ter dois esquadrões da repressão de manifestações! Esses esquadrões não se destinam a ser utilizados na Grécia, mas para “missões cujo propósito sejam processo de paz”, onde muitas vezes há a necessidade de intervir entre duas “facções em conflito”, como por exemplo, no Kosovo. Trata-se da revelação completa de todo o projeto! Onde estão, pois as imprecisões e mentiras de que nos acusam?

    São os oficiais e o comandante da 71ª Brigada Aerotransportada,o Estado-Maior Geral e o Ministro da Defesa Nacional, que enganam o nosso povo ao utilizarem mentiras propagandísticas.

    – Que facções em guerra separam agora a OTAN, no Afeganistão?

    – Desde quando a intervenção da OTAN no Kosovo, onde sérvios e albaneses lhes são hostis, é uma “missão de paz”?

    – A OTAN e o Exército Europeu não defendem os interesses dos armadores na Somália?

    Rejeitamos o termo “missão de paz”, já que nos pomos do lado de nosso povo, que rejeitou os “bombardeamentos humanitários” da OTAN contra o povo iugoslavo, cujo objetivo era o desmembramento do país e a imposição da soberania da OTAN, os Estados Unidos e a UE.

    Direta ou indiretamente a OTAN e a União Européia provocam guerras e conflitos entre civis, formando uma série de novos países com novas correlações políticas, sociais e econômicas, a serviço de interesses específicos. Os governos dos países da UE, a administração Bush e a OTAN, armaram, instruíram e incitaram o chamado Exército  de “libertação” do Kosovo (UCK), os mesmo a que hoje acusam de contrabando de armas, de drogas, de mulheres e de crimes contra a humanidade.

    A OTAN e o Exército Europeu são forças de ocupação, sob o título de “missão de paz” garantem é a estabilidade das novas correlações e dos novos interesses.

    Acabemos já com estas histórias.

    No Kosovo, Afeganistão, Somália e noutros países, a Grécia não exporta paz, é somente ocupação. É o destino destas missões, descaradamente classistas, que exigem uma nova forma, mais policial.

    Com o Tratado de Lisboa, a OTAN foi nomeada a garantia da Nova Ordem Mundial, mantendo o direito de interferir nos assuntos internos dos países para reprimir as revoltas sociais causadas pela crise financeira. Porque o seu inimigo não é só o que os militares enfrentam ou os “terroristas”, mas qualquer força social que ameaça o status existente.

    Contra os manifestantes é necessário mais do que metralhadoras e banhos de sangue, que podem provocar a opinião pública. No início fazem falta produtos químicos, balas de borracha e cassetetes em número maior ao que a polícia normalmente utiliza. Se a intensidade das explosões sociais o justificar virão os tanques.

    As novas doutrinas militares da OTAN e do exército europeu são o que nos preocupa. Para elas o Inimigo, em última instância é o que põe em perigo o sistema. Uma parte dos funcionários do governo e o próprio primeiro ministro elevaram a “ameaça nacional”, una série de questões como os imigrantes, as greves indeterminadas e as manifestações massivas.

    Por que é que deveríamos estar seguros de que os treinos para a repressão das manifestações no âmbito da OTAN e do exército europeu servirão apenas para a Brigada dos Bálcãs no estrangeiro? (Não que isso nos vá tranqüilizar).

    Não deveríamos aprender com a experiência mundial, onde as tropas imperialistas treinadas dos EUA, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália, retornando aos seus países, têm assumido o papel de repressão contra o inimigo interno e de consolidação do ambiente de segurança do regime da autoridade burguesa.

    É claro que o poder se está a preparar ao introduzir o Exército, ainda que indiretamente e num ambiente intimidatório, na “operação” repressão. Já o provaram na Grécia, em dezembro de 2008, tal como na grande greve geral de 5 de maio de 2010.

    Examinando, no entanto, os exemplos mais recentes de países africanos, é óbvio que, se o povo quiser, nem o exército os poderá controlar.

    Rede de Soldados Livres Spartacos

    Mais infos:

    › http://diktiospartakos.blogspot.com

    Veja os exercícios no seguinte vídeo:

    › http://www.youtube.com/watch?v=SlF-URQfuoA&feature=player_embedded

    Tradução > Liberdade à Solta