Categoria: Movimentos Políticos & Sociais

  • Greve geral na Grécia: “Povo, não baixes a cabeça e não te deixes vencer”; violência policial em Atenas

    Greve geral na Grécia: “Povo, não baixes a cabeça e não te deixes vencer”; violência policial em Atenas

    Em dia de greve geral, milhares de gregos saíram às ruas nesta quarta-feira, 11 de maio, para protestar contra as medidas de austeridades e privatizações decididas pelo governo do Partido Socialista, FMI e União Européia. A manifestação em Atenas terminou com uma violenta repressão das forças de segurança contra manifestantes. Um ativista foi hospitalizado com ferimentos graves.

    Nos arredores do Parlamento, a polícia utilizou gás lacrimogêneo, bombas de ruído e cassetetes para dispersar os milhares de manifestantes, que revidaram com pedras e outros objetos. Dezenas de pessoas ficaram feridas, pelo menos 30 manifestantes foram detidos pela polícia.

    Um dos manifestantes teve de ser hospitalizado depois de ter sido agredido na cabeça com cassetete. Ele perdeu muito sangue e foi submetido a uma cirurgia de emergência e se encontra em coma profundo numa UTI (Unidade de Terapia Intensiva). As próximas 24 horas serão cruciais para a sua sobrevivência, segundo boletins médicos.

    O governo socialista grego mandou um forte contingente para a rua para controlar os protestos, que juntou trabalhadores, pensionistas, desempregados, imigrantes, estudantes, comunistas e anarquistas.

    Também houve manifestações em Tessalônica, Patras, Ioannina, Agrinio, Serres, Lamia, Xanthi, Esparta, Arta, Volos, Katerini, Larisa, Creta e Serres, entre outras cidades gregas.

    Esta greve é a segunda do ano e a nona desde o início da crise econômica grega. A greve paralisou o transporte marítimo e ferroviário, obrigou o cancelamento de centenas de vôos e mantém o atendimento médico em hospitais e outros serviços no mínimo.

    Bancos, escolas e repartições públicas também pararam e até mesmo os jornalistas cruzaram os braços em protesto contra a onda de demissões, redução de salários e fechamento de veículos de imprensa.

    Fotos:

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1289114

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1289018

    http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1288923

    http://syspeirosiaristeronmihanikon.blogspot.com/2011/05/blog-post_11.html

  • [Itália] USI faz greve geral contra a guerra na Líbia

    [Itália] USI faz greve geral contra a guerra na Líbia

    Em 15 de abril, houve uma greve geral de um dia convocada pela União Sindical Italiana (USI-AIT) contra a guerra na Líbia. A iniciativa desta organização anarco-sindicalista foi apoiada pelos sindicatos independentes Cobas e SISA e também pelo Comitê de Imigrantes na Itália.

    A greve foi direcionada contra a participação da Itália na intervenção militar na Líbia e contra a política social e econômica do governo italiano. Os/as organizadores/as declararam o 15 de abril um “Dia de Fúria”.

    A greve mais ampla teve lugar na área de transporte. Começou às 21 horas do dia anterior e durou o dia inteiro. Alguns trens foram cancelados e o transporte municipal foi afetado em diferentes cidades. A greve também envolveu serviços médicos, educação e vários outros setores.

    Ocorreram manifestações em Milão, Turim, Palermo, Bolonha, Gênova, Roma e outras cidades – no total, mais de 20.

    Tempos de Guerra

    A operação Odissey Dawn (Odisséia da Alvorada) marcou o começo da intervenção militar na Líbia, outra missão de guerra com que as grandes potências do ocidente querem proteger interesses econômicos e equilíbrios geopolíticos que são ameaçados por instabilidade, tensões locais e ambições de caudilhos e ditadores.

    Trata-se do mais recente entre os episódios que tornam ainda mais patente o estado de guerra permanente no qual vivemos. Ao passar dos anos, mudam os cenários: dos Bálcãs (Bósnia, Kosovo) até o Magreb, passando pelo Oriente Médio (Iraque) e pela Ásia (Afeganistão); muda o nome das operações militares: de operações de polícia internacional a força tarefa contra o terrorismo a dispersão de forças de interposição e dissuasão, até chegar a definições mais tranqüilizadoras como missão de paz ou missão humanitária; mas, concretamente, não mudam nem os meios para levá-las a cabo nem a substância: bombardeios e mísseis, em uma palavra, se trata de guerra.

    Desde o começo ficou claro que a revolta na Líbia, ainda que impulsionada pelas insurreições que continuam estremecendo os países norteafricanos e do Oriente Médio (Tunísia, Argélia, Marrocos, Egito, Iêmen, Bahrein), apresentava traços de luta entre facções rivais pelo poder, fixadas no território por base em pertences tribais (Tripolitânia, Cirenaica e Fezã). Também era evidente que o papel exercido pela Líbia em vários níveis no cenário mediterrâneo (produção de petróleo e gás, economia-social relevante do ocidente, vigilância da área, controlador do fluxo migratório) faria com que a crise do regime de Gadafi se tornasse crise de nível internacional. Os bombardeios em Trípoli não são nada menos que a prova disso.

    Começou uma guerra de verdade, suja e vil como toda guerra, cujos objetivos não coincidem com nenhum dos que foram declarados: nem a queda de Gadafi, nem a implementação da “democracia”, nem a proteção da população. O objetivo real é bem claro: voltar a colonizar a Líbia, um país de suma importância por seus recursos energéticos e sua posição estratégica, através de sua balcanização. Em segundo lugar, não de menor importância, a intervenção militar aponta para a manutenção de um estado de guerra permanente e global que oculta as verdadeiras emergências (fome e miséria, desastres ambientais e nucleares, migrações massivas, supremacia das ganâncias sobre as necessidades) e que permita sufocar permanentemente lutas e revoltas.

    Uma guerra da qual a Itália participa hipocritamente, nem sequer assumindo suas próprias responsabilidades; direita e esquerda se unem nas mesmas declarações pseudopatrióticas, amparando-se por trás das indecentes palavras de Napolitano, para confundir e enturvar as consciências. Uma guerra na qual nosso “belo país” recolherá as migalhas, como um abutre.

    Nós somos contra esta guerra, como somos contra todas as guerras capitalistas e imperialistas. A única frente que reconhecemos é a da luta social contra os patrões e seus servos. Uma frente que une todos/as os/as explorados/as, independentemente de sua nacionalidade, etnia, língua e cultura, que os enfrenta sem possibilidade de conciliação à barbárie capitalista. Uma frente que para se opor ao alcance dos acontecimentos atuais não pode se limitar a defender as últimas migalhas da paz e do suportável nos resta, mas tem que oferecer alternativas concretas à miséria e à barbárie do mundo no qual vivemos e nas quais nos querem afundar cada vez mais.

    Os desfiles pela paz não são suficientes, devemos começar a construir uma sociedade diferente.

    Contra as guerras do capital, guerra social por um mundo diferente, livre de estados, exércitos e patrões!

    Secretariado Nacional USI-AIT

    Mais infos:

    http://www.usi-ait.org/

  • [Turquia] Centenas de anarquistas manifestam-se na principal praça de Istambul

    [Turquia] Centenas de anarquistas manifestam-se na principal praça de Istambul

    Centenas de manifestantes anarquistas protestaram neste 1º de Maio na praça Taksim, a mais conhecida de Istambul, onde dezenas de pessoas foram mortas há 34 anos.

    Empunhando faixas e bandeiras, e gritando palavras de ordem contra banqueiros, polícia, autoridades e o Estado, vários blocos libertários dirigiram-se durante a manhã de domingo para o local da concentração multitudinária, totalmente rodeada por quilômetros de barreiras metálicas, e onde foi montado um rigoroso dispositivo de segurança.

    De acordo com os números oficiais, 38 mil polícias foram mobilizados em Istambul, uma cidade com cerca de 15 milhões de habitantes, que pelo segundo ano consecutivo os eventos do 1º de Maio decorrem na praça Taksim.

    Houve manifestações anarquistas em outras cidades turcas também, como Ankara, Izmir, Bursa, Mersin e Honolu.

    A manifestação em Instambul chama a atenção pela quantidade de bandeiras anarquistas, praticamente cada ativista empunhava uma. Confira no belíssimo vídeo abaixo:

    http://www.dailymotion.com/video/xij7u7_anaryist-devrime-faaliyetle-1-mayys-2011_news

    Fotos das bandeiras anarquistas sendo confeccionadas para o 1º de Maio por trabalhadores têxteis:

    http://www.emekkonfederasyonu.org/component/content/article/34-haber/84-anarist-ciler-1-maysa-hazrlanyor.html

  • [México] Primeiro de Maio leva centenas de anarquistas às ruas da Cidade do México

    [México] Primeiro de Maio leva centenas de anarquistas às ruas da Cidade do México

    Cerca de 1.000 anarquistas tomaram as ruas neste Primeiro de Maio na Cidade do México. O forte estado policial e as futuras reformas trabalhistas impostas pelo Governo irão prejudicar ainda mais os direitos trabalhistas e os salários dos trabalhadores. Tudo isso fez com que este evento fosse mais concorrido do que nos outros anos e mais combativo.

    As fortes medidas policiais isolaram os anarquistas do resto dos manifestantes por meio de um encapsulamento de forças antidistúrbios. Graças à mediação e à pressão de outros companheiros e a solidariedade do sindicato SME (Sindicato Mexicano de Eletricistas), que estavam fora do cerco, foram capazes de acabar com o bloqueio, mas sem antes de ter encontrões com a polícia e ter que cortar as ruas do centro da Avenida Reforma. Assim a marcha pode acontecer sem mais contratempos, culminando na grande praça central de Zocalo, com vários discursos de companheiros anarquistas.

    Cabe destacar a presença internacional de muitos participantes de diferentes países, como Grécia, França, Espanha, Colômbia, Alemanha… e da participação de companheiros da AIT da FORA e da CNT que se encontravam no México participando do Primeiro Congresso Anarquista.

    Texto e fotos por Carlos Martín (Homer)

  • [Rússia] “Libkon 2011” acontece neste fim de semana em Moscou

    [Rússia] “Libkon 2011” acontece neste fim de semana em Moscou

    Comunicado:

    Uma saudação fervorosa para os nossos queridos amigos e amigas anarquistas! Gostaríamos de dizer algo sobre o fórum “Libkon 2011” a ser realizado nos próximos dias nos arredores de Moscou.

    O objetivo do fórum é melhorar os mecanismos de coordenação entre os anarquistas de diferentes cidades e países, ademais eles poderão trocar experiências, apresentar novos projetos, mostrar novas formas de treinamento físico, demonstrar suas habilidades e capacidades.

    Os participantes poderão partilhar experiências sobre as ações realizadas e dizer como superaram as dificuldades que possam ter surgido durante a execução destas, e aprender mais recursos para manter a segurança pessoal dos ativistas.

    Este ano queremos tornar o fórum o mais útil possível para o movimento. Já estamos cansados das brigas divisionistas, das discussões sobre qual anarquia é melhor, e as querelas pessoais e conversas sem sentido sobre o que não podemos mudar na vida real.

    Desta vez no fórum não haverá palestras sobre a história e teoria anarquista. Iremos nos concentrar em discutir problemas específicos de serem resolvidos agora, e que estão em nossas mãos para resolvê-los.

    Queremos que o fórum seja tão independente quanto possível. Então, decidimos realizá-lo na natureza. Assim, os custos serão compartilhados entre todos os participantes. A comissão organizadora terá em suas mãos, simplesmente a execução das mais primordiais e indispensáveis tarefas. Mas no fórum todas as obrigações serão distribuídas entre os participantes. O fórum será como nós todos juntos o façamos!

    Nós escolhemos as datas de 7 a 9 de maio, porque elas não são apenas dias festivos na Rússia, mas porque uma empresa que todos conhecemos faz descontos em bilhetes de trem de até 50%. Enquanto o mais anarquistas seria pegar carona… você pode viajar 1000 km em 20 horas, sem qualquer problema e sem pagar um centavo.

    Agora, como nunca, precisamos de coesão e de solidariedade. Nossos inimigos são muito fortes, e devemos estar conscientes disso. Devemos ser mais fortes e inteligentes, fisicamente e espiritualmente. Não necessitamos de utopias, mas a anarquia, aqui e agora.

    Mais infos:

    libcom2011@inventati.org

    Vídeos “promocionais” do fórum:

    http://www.youtube.com/watch?v=wwpsnSMaKKo&feature=player_embedded

    http://www.youtube.com/watch?v=OxhdZOA3SS0&feature=player_embedded

  • [Portugal] 1º de Maio anticapitalista e libertário é alvo de repressão brutal em Setúbal

    [Portugal] 1º de Maio anticapitalista e libertário é alvo de repressão brutal em Setúbal

    Pelo 2º ano consecutivo realizou-se em Setúbal um 1º de Maio anticapitalista e anarquista. Ao apelo responderam cerca de 200 pessoas de diversas partes de Portugal, que se manifestaram de uma forma coesa e anti-autoritária. As palavras de ordem, bandeiras negras, verdes e negras e rubro negras e as faixas não deixavam sombra de dúvida: a guerra social, a  insurreição, a recusa de submissão ao patrão, ao Estado, ao capital: ” o povo unido não precisa de partido”,  “auto-organização”, “o povo organizado não precisa do Estado”, “Sabotagem… greve selvagem!”

    Um manifestante que enfrentou a polícia foi baleado em ambos os joelhos, pensa-se que com balas de borracha, embora fossem utilizadas armas reais. Testemunhas recolheram fotos e cápsulas de balas reais. O manifestante foi preso, tendo sido acionado imediatamente contato com advogado. Inúmeras pessoas foram feridas seja pela utilização de cassetetes seja pela utilização de gás lacrimogêneo e balas de borracha a pequena distância. Os polícias atiravam sobre garrafas vazias de modo que estilhaços atingissem os manifestantes. Pequenos grupos em fuga foram perseguidos tendo sido atiradas balas de borracha que atingiam com gravidade, nalguns casos os manifestantes.

    Vale ressaltar a colaboração solidária da população que abrigou em suas casas alguns dos feridos com gravidade. A polícia barrou o final da manifestação e iniciou a repressão. Muitas pessoas atingidas no pescoço e muitas nas costas e abdômen.

    O que se assistiu em Setúbal foi uma tentativa de impor terrorismo policial numa manifestação pujante e solidária plena de revolta perante uma situação insustentável: o ataque capitalista e a ingerência do FMI em Portugal.

    Emília Cerqueira

  • [EUA] Compartilhando Comida e Anti-autoritarismo mundialmente

    [EUA] Compartilhando Comida e Anti-autoritarismo mundialmente

    Nascida em Cambridge (Massachussets) em 1980, nos Estados Unidos, o Comida Sim Bombas Não (Food Not Bombs, em inglês) é a criação de Keith McHenry e sete outros ativistas. “Nós viemos do Clamshell Alliance”, disse McHenry, que estava “tentando fechar as portas da Central Nuclear Seabrook. Em sua maioria o grupo era composto por anarquistas, mas havia também Quakers e o Red Clams que era socialista”.

    Com raízes numa variedade de causas sociais, não é de se surpreender que McHenry descreva o projeto FNB como essencialmente “a asa alimentícia de um movimento que engloba música antiautoritária, arte, rádio livre, zines, okupas, troca de seringas, bicicleta e liberação da maconha, infoshops, redes de computadores, organização autônoma descentralizada não-hierárquica, decisões por consenso e o compartilhamento de uma filosofia de tolerância, prazer e liberdade de expressão”.

    Fazendo uma ligação do problema dos sem-teto com a questão do catastrófico militarismo, o objetivo de McHenry é endereçar “a agenda inumana do governo a níveis pessoais e internacionais” como um caminho de se começar um debate a nível nacional. Ele trabalha visando este objetivo não somente com comprometimento e paixão, mas também com criatividade… freqüentemente diante da repressão policial massiva. Recentemente falei com McHenry.

    Mickey Z > Porque você acha que o FNB permaneceu ativo enquanto outros grupos radicais desapareceram?

    Keith McHenry < Acho que o FNB está ativo até hoje porque podemos ver claramente os resultados; as pessoas se transformam quando vêem que podem coletar comida, compartilhar as refeições e os alimentos, e ao mesmo tempo ter um impacto direto sobre a vida das pessoas. Outro aspecto que promove a sua longevidade pode ser encontrado em nosso princípio de não ter nenhum líder, encorajando cada grupo a um próprio esforço de tomar decisões através do consenso. O/as voluntário/as não sentem que estão sendo obrigados a fazer alguma coisa e também não sentem que tem alguém no escritório sendo pago enquanto ele/as fazem o trabalho. Ele/as têm uma responsabilidade pessoal para fazer o FNB acontecer. Outra razão de estarmos continuamente crescendo após 30 anos é o fato dos problemas políticos, econômicos e ambientais, ao redor dos quais começamos a nos organizar, estarem ainda mais terríveis hoje do que estavam em 1980. Muito/as voluntário/as também sabem que organizando um FNB local ele/as podem apoiar uma grande variedade de ações e vêem nisto como sendo uma das ações mais positivas que podem tomar. Nosso modelo é muito simples, baseado em nossos três princípios e sete passos para se começar um grupo; então é fácil as pessoas se organizarem e verem os resultados imediatamente.

    MZ > Onde está o FNB hoje? E o que te deixa mais empolgado sobre isto?

    KM < O FNB continua a crescer – grupos começando em novas comunidades, além das atividades aumentarem nas cidades que já tem o FNB. O movimento está florescendo nos países de língua inglesa, castelhana e russa, assim como também em outras regiões. As okupas do Casas Sim Prisões Não estão começando novamente nos Estados Unidos, e, com a crise da execução hipotecária, estamos começando a alcançar a população estadunidense em geral com o que uma vez era pensado como sendo idéias um tanto radicais sobre seus direitos à comida, moradia e outras necessidades. Muitos grupos também estão acrescentando em seus trabalhos os jardins comunitários do Comidas Sim Gramados Não, Mercado Realmente Grátis (Really Really Free Markets), Bicicletas Sim Bombas Não, e muitos outros projetos que desenvolvem com os grupos do FNB. Estamos também buscando por uma maior comunicação entre-grupos, visando a organização de dias, semanas e meses de ações globais. Estamos também bastante ocupados com o trabalho de descobrir informações sobre os métodos que estão sendo utilizados pela Intelligence Community para acabar com nosso trabalho.

    MZ > A repressão policial parece não ter fim…

    KM < Temos um processo federal pendente ao 11º Tribunal de Circuito de Apelações em Atlanta defendendo nosso direito de livre expressão que emergiu das prisões por compartilhar refeições veganas em Orlando, Flórida. O/as voluntário/as dos FNB por todo os Estados Unidos continuam a resistir contra as tentativas de acabar com suas refeições. Concord (Califórnia), Flagstaff (Arizona) e Ann Arbor (Michigan) foram as últimas cidades em que a polícia tentou por um fim às nossas refeições, propaganda e literatura. Nosso/as voluntário/as resistem em cada cidade e as autoridades cederam. Temos também um punhado de voluntário/as preso/as em Minsk (Bielorrússia) acusado/as de atacar com bombas incendiárias a embaixada russa, além de vário/as prisioneiro/as nos Estados Unidos com o/as quais estamos fazendo campanhas para libertá-lo/as.

    MZ > Com o que mais você está passando a palavra adiante?

    KM < Estou ocupado com um novo livro sobre o FNB chamado Cooking for Peace. Vendemos ao menos 8.000 cópias de nosso primeiro livro, Food Not Bombs, em setembro. Estou em turnê neste outono assando pão em um forno solar e dando palestras nas universidades. Cada vez mais cresce o número de pessoas procurando por assistência alimentícia e moradia, além de pessoas ansiosas para estarem envolvidas com o movimento. Mais do que nunca o FNB está sendo necessário, com o preço da comida e a fome crescendo, e mais e mais pessoas desempregadas e sem lugar para morar enquanto milhões estão sendo gastos com o militarismo.

    MZ > Você realmente está na lista do Departamento de Estado dos Estados Unidos como uma das 100 pessoas mais perigosas?

    KH < Eu soube que estava registrado entre as 100 pessoas mais perigosas na lista do Departamento de Estado dos Estados Unidos através de diversos repórteres que ficaram chocados quando viram que eu estava distribuindo comida nas manifestações contra a Organização Mundial do Comércio em Cancun, 2003. Com certeza estou tendo muitos problemas que provavelmente estão sendo organizados pelas autoridades.

    MZ > Você estudou pintura muitos anos atrás na Universidade de Boston. O que você faz hoje para nutrir o teu lado criativo?

    KM < Eu ainda continuo desenhando e pintando freqüentemente. Eu nunca saio sem o meu caderno e os materiais de desenho. Meus desenhos consistem basicamente de paisagens que faço no próprio local ou aquarelas sobre um futuro que estou lutando para criar. Uma destas pinturas está colocada na página inicial do website do FNB. Outro esforço criativo é a jardinagem; Eu nado quase todos os dias, e amo pedalar. Nos dois últimos anos, estou fazendo pão num forno solar. Estou também gostando muito de escrever o Cooking for Peace.

    MZ > Quais são os próximos planos, os teus e do FNB? Como os leitores podem aprender mais, se envolver?

    KM < Uma vez terminado meu novo livro, pretendo passar mais tempo com as jardinagens e também me esforçar para viver no meu pequeno pedaço de terra em Taos, Novo México. No inverno ainda pretendo dar palestras em universidades e apoiar os grupos locais do FNB. Ultimamente tenho focado bastante no fortalecimento dos grupos de Washington D.C. pois descobri – quando estava fazendo pão solar no lado de fora da Casa Branca dois verões atrás – que podemos alcançar pessoas do mundo inteiro com nossas idéias e que há uma sub-cultura muito excitante que está crescendo cada vez mais.

    O FNB está planejando organizar um encontro em cada continente para discutir sobre a construção de uma rede mais forte e uma melhor coordenação e comunicação entre grupos. Estamos também preparando uma resposta ao contínuo colapso da economia, do sistema político e do meio ambiente. Os grupos estão iniciando novos jardins do Comidas Sim Gramados Não, organizando mais apresentações e protestos. Outros estão coletando alimentos não-perecíveis e suprimentos para complementar a comida que já coletaram. Outros grupos estão fornecendo refeições em ações contra a mineração, desflorestamento, abuso dos direitos civis de imigrantes, ciganos, sem terras e povos indígenas. Estamos também participando em manifestações contra o Banco Mundial, acordos comerciais e outras formas de exploração econômica. Grupos locais também estão ativamente apoiando os esforços para por um fim à crueldade contra os animais e estão trabalhando para diminuir as causas da mudança climática. E em nossa lista de problemas as seguintes tarefas podem ser encontradas: acabar com a produção industrial de animais e o controle da Monsanto sobre nossa comida e os efeitos danosos de suas sementes geneticamente projetadas. E o FNB continua com sua luta para acabar com as guerras, que desperdiçam os nossos recursos com o militarismo.

    Você está convidado para ajudar. Precisamos de todo/as o/as voluntário/as possíveis. Você pode se juntar a um grupo ativo ou se você verificar que não estamos presente em sua comunidade você pode começar um grupo local do FNB.  Visite nosso site e procure seu grupo local. Você também pode clicar sobre o “Começar um FNB” e baixar os folhetos e outras informações. Mande um e-mail para nós no menu@foodnotbombs.net caso você tenha alguma dúvida. Nós também ficaríamos felizes de falar com você. Ligue para nós no 1-800-884-1136. Você pode fazer doações para o FNB através do programa Dollar for Peace.

    Mais infos:

    http://www.foodnotbombs.net/

    Tradução > Marcelo Yokoi

  • [França] Manifestação antifascista em Lyon reúne cerca de 2000 pessoas

    [França] Manifestação antifascista em Lyon reúne cerca de 2000 pessoas

    Aos gritos de “nenhum racista na rua, nenhum fascista na rua”, “são racistas, são fascistas, são sexistas. Fora de nossa cidade”, “esmagar os fascistas”, “alerta, alerta antifascista”, “olelê, olalá, Lyon é antifascista”, entre outros, cerca de 2000 pessoas se reuniram neste sábado (9 de abril) em Lyon, em protesto contra a extrema-direita, o fascismo e o recrudescimento da violência nazi.

    Partindo da Praça Bellecour por volta das 14h30, e percorrendo várias ruas do centro de Lyon, os manifestantes marcharam sob um sol forte com um carro de som, faixas, agitando bandeiras, cartazes e gritando palavras de ordem. Um forte contingente de policiais acompanhou a passeata. Não houve prisões nem incidentes.

    Lyon é uma das cidades francesas onde a ascensão de grupos neonazistas é mais visível. Nos últimos dois anos têm visto um aumento nas agressões e atos nazistas na cidade. Os neonazistas da organização Blood & Honour abriram no município um local, através do grupo Bunker Korps Lyon e a associação Lyon Dissidente, onde organizam eventos e shows regularmente com total impunidade.

    Nos últimos dois anos os neonazistas perpetraram dezenas de agressões na cidade, algumas com gravidade. A última violência ocorreu na quarta-feira (6 de abril), neste caso, três nazistas atacaram com bastões de madeira, pistolas de balas de borracha e gás lacrimogêneo vários ativistas que estavam distribuindo panfletos em um instituto escolar para a manifestação deste sábado.

    A presença nazista na cidade conta, de alguma forma, com a cumplicidade das autoridades e dos meios de comunicação da cidade, que se esforçam em retratar o problema simplesmente como uma questão de gangues.

    Além disso, os grupos neonazistas se aproveitam da atual crise e aumento das idéias e partidos de extrema-direita para agir.

    Uma pesquisa recente de opinião surpreendeu a França ao indicar que a líder da extrema-direita Marine Le Pen, filha do anterior líder da Frente Nacionalista, Jean-Marie Le Pen, apareceu na frente de todos os demais candidatos no pleito previsto para o ano que vem. Marine, 42 anos, lidera a Frente Nacional desde janeiro e aparece como sucessora de seu pai.

    Vídeo da manifestação:

    http://www.youtube.com/watch?v=88bwx_v_yCY&feature=player_embedded

  • [Indonésia] Ataque a outro caixa automático em um Banco Central Ásia

    [Indonésia] Ataque a outro caixa automático em um Banco Central Ásia

    A “Conspiração Internacional pela Vingança” (ICFR) assumiu a responsabilidade pela queima em outro BCA (Banco Central Ásia), em um caixa eletrônico na Indonésia, numa ação contra a exploração capitalista dos recursos naturais do país e a repressão do Estado.

    O BCA está remanejando finanças para o desenvolvimento industrial em Kulon Progo. As ações estão diretamente reivindicadas nos panfletos que foram deixados no local, os mesmos que estavam em uma série de outros incidentes em todo o país.

    O comunicado coloca as ações no contexto de vingança, pela a opressão brutal infligida à população em Kulon Progo, Bima, Takala, Raya Padang, Makassar, Jogja, Persil IV Medan, Buyat e Papua da Indonésia; pelo Estado e pelas empresas multinacionais, como PT Indomines e BCA. A ação também denunciou o papel da mídia, os burocratas, a policiais e os militares.

    O caixa automático foi completamente destruído com dinheiro dentro; foi queimado um circuito fechado de televisão (CCTV), e foi desmontada a unidade do caixa eletrônico. Não houve feridos.

  • [Grécia] Repressão e detenções preventivas antes do desfile nacionalista em Antenas

    [Grécia] Repressão e detenções preventivas antes do desfile nacionalista em Antenas

    Na quinta-feira, 24 de março, no centro de Atenas, estava programada a celebração do desfile escolar de inspiração fascista-nacionalista. O governo grego insiste em realizar desfiles militares e escolares deste tipo. Nos últimos anos, nas áreas em que se celebram os desfiles são realizados protestos espontâneos ou planificados contrários a tudo isso, assim como concentrações de protesto social de desempregados, despedidos e trabalhadores, contra o regime da ditadura parlamentaria.

    Desde as primeiras horas da manhã, a polícia havia colocado um cordão de isolamento em torno da praça maior de Atenas e seletivamente permitia a entrada ao lugar onde seria o desfile. Nisso, às 13h30, sem motivo algum, policiais e policiais à paisana detiveram professores, artistas e solidários que haviam começado a reunir-se no centro da praça de Síntagma. Os professores primários e os artistas, segurando bonecas vestidas com sacolas, estavam preparando-se para realizar um protesto depois do desfile. Foram realizadas oito detenções na praça de Síntagma e outras duas detenções no piso térreo do edifício em que estão localizadas as oficinas da Federação de Professores da Grécia.

    A polícia, tendo fichado algumas pessoas e com ordens de que não se escutasse nenhuma voz de protesto durante o desfile, começou a deter “preventivamente” os protestantes que se aproximavam da área do desfile e fossem professores. Os detidos foram professores e artistas que iam participar no protesto se a repressão não tivesse agido. A manifestação tinha sido convocada pela União de Professores Pendentes de Toda Grécia, pela Coordenadoria de Docentes e Suplentes, e por várias Associações de Professores.

    Na continuação, a polícia, apesar das detenções efetuadas, continuou repelindo a gente reunida. Entretanto, com o passar do tempo os manifestantes continuaram a multiplicar-se e permaneceram protestando pela repressão do governo. O propósito do protesto era as unificações (agrupações) e o fechamento de escolas e a flexibilização do trabalho que também se aplica aos professores.

    A democracia nega a seus “cidadãos” o direito de protesto. A democracia detém preventivamente a quem não seja um súdito dócil dela. A democracia amordaça e reprime.

    No primeiro vídeo (link abaixo) se vê os policiais secretos arrastando e detendo a alguns dos manifestantes reunidos. No segundo vídeo (link abaixo) se ouvem claramente as palavras “fascistas” e “junta” gritadas pelos manifestantes. Um detido disse: “Junta! A próxima vez serão tanques (blindados), não carros patrulhas”.

    Vídeo 1:

    http://www.youtube.com/watch?v=5t0UI2wlr5M&feature=player_embedded

    Vídeo 2:

    http://www.youtube.com/watch?v=8hFZI0YhG64&feature=player_embedded