Categoria: Movimentos Políticos & Sociais

  • Nova Greve Geral na Grécia

    Nova Greve Geral na Grécia

    Confronto com grevistas em Atenas
    Polí­cia grega entra em confronto com grevistas em Atenas

    Milhares de pessoas aderiram hoje (23) à primeira greve geral do ano na Grécia contra as medidas de austeridade do governo. Na manifestação em Atenas participam mais de 200 mil pessoas, com diversos cortejos. Enfrentamentos entre manifestantes e policiais antidistúrbios explodiram nas ruas da capital do país.

    Os policiais, posicionados diante o ministério das Finanças, na praça central de Syntagma, lançaram gases lacrimogêneos e bombas de efeito moral contra os ativistas para fazê-los retroceder. Os protestantes, por sua parte, jogaram todos os tipos de objetos, principalmente coquetéis molotov contra as forças policiais. Junto ao parlamento há também registro de confrontos entre a polícia e os manifestantes.

    Lojistas fecharam as portas e os serviços públicos pararam em toda a Grécia. Os hospitais ficarão 24 horas funcionando apenas em esquema de emergência. As escolas fecharam, e os transportes foram afetados. Vôos emergenciais foram autorizados apenas entre 10h e 14h (horário local), e os navios passarão todo o dia atracados nos portos.

    Jornalistas aderiram ao protesto, levando a TV estatal a transmitir documentários, e as rádios a tocarem músicas.

    [Atualizações da Greve Geral até às 17h37]

    17h37, Atenas: Após uma pausa, houve pelo menos mais um confronto na Praça Syntagma. A polícia tentou dispersar a multidão e pelo menos uma pessoa foi espancada por um grupo de cerca de 10 policiais sendo depois detida. A situação está de novo bastante tensa. A estação de metrô de Syntagma foi fechada outra vez.

    16h50, Atenas: Há um apelo para uma concentração na Praça Syntagma às 19h (hora local). Há seis feridos confirmados entre os manifestantes. Há muitos policiais da tropa de choque e motorizados na Avenida Alexandras

    Volos: Houve três manifestações com cerca de 4.000 pessoas.

    16h30, Atenas: Um manifestante sofreu queimaduras sérias por causa de uma granada de gás lacrimogêneo e foi levado para o hospital. O seu joelho está em péssimo estado. Até agora, há pelo menos 20 detenções confirmadas e 4 ou 5 prisões efetivas confirmadas. Um policial motorizado tentou atropelar um manifestante perto da Praça Syntagma, mas os polícias foram atacados com um coquetel molotov e a sua moto foi consumida pelas chamas. As pessoas estão tentando organizar um concerto de fim da tarde na Praça. A maioria das pessoas ficará na Praça até o concerto.

    Tessalônica: Cerca de 200 manifestantes estão em marcha em direção à delegacia de Aristóteles em solidariedade com a pessoa que foi presa e levada para lá.

    16h10, Atenas: A polícia atacou uma parte da Praça com gás lacrimogêneo. As pessoas fugiram mas já começaram a voltar e apelam para um assembléia em frente ao parlamento. A estação de metrô central foi reaberta.

    Tessalônica: Há detenções arbitrárias sendo efetuadas por polícias à paisana. Há notícias de confrontos na Praça Aristóteles. Os manifestantes atacaram uma delegacia em Ano Polis com coquetéis molotov.

    15h38, Atenas: Milhares de pessoas estão na Praça Syntagma, onde cordões policiais protegem o parlamento. Pelo menos 30 pessoas foram detidas à frente do ministério dos negócios estrangeiros. As autoridades estão reunidas preparando a violação do asilo acadêmico. Há gente a reunir-se na Praça Omonoia e se preparando para ir para a Praça Syntagma. As estações de metrô centrais foram intencionalmente fechadas pela polícia.

    15h23: Há manifestações em muitas cidades gregas, incluindo Tessalônica, Patras, Ioannina, Kozani, Agrinio, Naxos, Rethymno, Volos, Arta, Heraklion, Larisa, Serres, Kefallonia, Mytilene, etc. A cidade de Drama esteve ocupada por manifestantes durante um bom período de tempo.

    15h05, Atenas: Há muito gente a juntar-se em frente ao parlamento e apelam para que toda a gente se reúna ali. As pessoas que estão em Exarchia estão tentando formar uma assembléia. Muitas notícias dizem que a multidão se assemelha à de 5 de maio de 2010 (cerca de 250 mil pessoas). Ainda há milhares de manifestantes nas ruas perto de Exarchia e Propylaea, que estão tentando aceder à Praça Syntagma. Há muitos policias da tropa de choque bloqueando as ruas. Em muitos lugares de Atenas, os manifestantes atiram pedras e a polícia responde com granadas de flash e barulho. Houve um número indeterminado de detenções. A estação de metrô central está fechada. A Praça Syntagma continua ocupada por muita gente.

    14h28, Tessalônica: A polícia tentou quebrar a manifestação, através de um ataque com grandes quantidades de gás e granadas de flash e barulho (flash bang grenades). Foram destruídos muitos bancos 24 horas e os confrontos continuam na Praça Aristóteles e nas ruas circundantes.

    14h10, Atenas: Parece uma câmara de gás. Há confrontos violentos por todo o lado e há muitos manifestantes feridos, incluindo idosos e deficientes. Há muitos policiais à paisana de capuz. As pessoas mantêm-se nas ruas.

    13h57, Atenas: A manifestação foi alvejada de gás lacrimogêneo e dividida em partes. Há confrontos em todo o lado e há notícias de motos da polícia em chamas. Tem havido detenções.

    13h40, Atenas: Milhares de pessoas estão na Praça Syntagma. Foi utilizado muito gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Foram atirados coquetéis molotov contra a polícia que está na parte de fora do parlamento. Houve manifestantes que tentaram ocupar o ministério das finanças, que fica perto dessa praça.

    13h30, Atenas: Há mais pessoas a concentrarem-se na Praça Syntagma. A polícia está a atirar gás lacrimogêneo. De acordo com a emissora Radio Revolt, a polícia também atacou várias partes da manifestação em Tessalônica.

    12h53, Atenas: A manifestação é uma das maiores que Atenas já viu. Bom tempo e um ambiente ótimo. As pessoas dirigem-se para a Praça Syntagma.

    12h50, Atenas: A manifestação é enorme. Há relatórios que indicam que é maior do que as últimas manifestações da greve geral do ano passado. O presidente (corrupto) do GSEE (General Confederation of Greek Workers), Panagopoulos, foi provocado pelos manifestantes. O PAME (o sindicato ligado ao PC grego) organizou, como habitualmente, uma manifestação separada, que também tem milhares de pessoas

    12h30, Atenas: Há detenções “preventivas” de sindicalistas. Milhares de pessoas continuam a juntar-se. Há muitos polícias à paisana no bairro de Exarchia e nas ruas limítrofes.

    Tessalônica: Polícias à paisana foram perseguidos por manifestantes. Câmaras de vigilância foram destruídas quando a marcha começou.

    Patras: Mais de 4000 pessoas estão a marchar nas ruas centrais da cidade. Há imigrantes que também se juntaram ao protesto.

    12h (horário local): Milhares de pessoas estão no centro de Atenas, Patras, Tessalônica, etc. As marchas ainda não começaram, há muita gente chegando. Há milhares de polícias (de choque, motorizada e à paisana) tentando aterrorizar as pessoas.

  • [Grécia] Greve Geral: Grupo anarquista quer Syntagma como “a nova Praça Tahrir”

    [Grécia] Greve Geral: Grupo anarquista quer Syntagma como “a nova Praça Tahrir”

    Cartaz  - Greve Geral Grega, 23/02/2011[Nesta quarta-feira, dia 23 de fevereiro, acontece mais uma Greve Geral na Grécia. A seguir, um dos tantos comunicados anarquistas distribuídos naquele país chamando todos e todas para à greve.]

    Quarta-feira, 23 de fevereiro, dia de greve geral e manifestações no centro de Atenas. Enquanto o tempo passa, torna-se incrivelmente óbvio que a greve geral chamadas pelos sindicatos burocratas GSEE e ADEDY não são apenas “tiros em vão”, mas sim um lugar para demonstrar o descontentamento e a raiva crescentes: desde os simples protestos, às práticas dinâmicas daqueles que tentam chegar ao parlamento, conflitos com a polícia e molotovs contra as forças de repressão.

    Isso é confirmado pelo fato de que a questão de uma Greve Geral Indefinida nunca apareceu; isso é confirmado pelas datas “estranhas” escolhidas para a greve, assim como pelos imensos lapsos de tempo entre uma greve e outra. Depois de cada tentativa, mesmo quando haviam muitas pessoas, com uma boa energia, e atitudes de confronto, sempre ficávamos com uma pergunta no ar: “e agora”?

    Entretanto, ao mesmo tempo, esta escolha do lado da autoridade é uma brincadeira com fogo. Mesmo que a situação permaneça num nível “aceitável”, limitada espacial e cronologicamente, ou mesmo que dê certo, é sempre desconhecida e incerta.

    Nessa quarta-feira, podemos tentar algo diferente, utilizando as experiências das revoltas no mundo Árabe, como o Egito. Podemos mostrar tolerância e insistência que pode ser muito maior do que os governantes imaginam. Podemos lotar Syntagma com os milhares de outros participantes. Podemos cercar o parlamento e esperar. Ficar e não sair. Podemos transformar Syntagma numa Praça Tahrir. E daí em diante, ver o que acontece.

    Não somente na África ou no Oriente Médio, a revolta deve se espalhar pelo mundo.

    Vamos transformar Syntagma na Praça Tahrir!

    Todos à greve no dia 23 de fevereiro – saia às ruas e firme sua posição!

    Tradução > Filipe Ferrari

  • [Itália] Informe da participação da USI-AIT na greve geral

    [Itália] Informe da participação da USI-AIT na greve geral

    Militantes da USI-AIT (anarcosindicalista)
    Militantes da USI-AIT (anarcosindicalista)

    [Na jornada de greve geral, em 28 de janeiro, manifestações ocorreram em várias cidades, com a participação dos militantes da USI-AIT (anarcosindicalista), que organizaram blocos bem visíveis. Estas são informações sobre algumas delas.]

    Florença: Na manifestação pela greve convocada pela USI-AIT, CUB e COBAS, organizada pela assembléia cidadã, participaram cerca de 2.500 pessoas, entre trabalhadores e estudantes. Foram representadas diversas realidades de toda a região da Toscana. Teve um bom resultado, considerando o fato de que muitos trabalhadores tinham optado por participar da manifestação do sindicato dos metalúrgicos FIOM-CGIL, em Massa. No bloco organizado pela USI, participaram uma centena de pessoas.

    Milão: Excelente participação na marcha do sindicalismo de base, que contou com a presença consistente da USI. A marcha terminou em frente à sede da Assolombarda (setor da Lombardia da patronal), onde houve momentos de tensão com a polícia, mas sem conseqüências.

    Udine e Trieste: Em Udine, mais de 1.000 participantes na manifestação regional. Com a colaboração dos companheiros libertários do centro social da cidade, foram distribuídos 500 folhetos assinados pela USI-AIT. Isso foi muito importante para esclarecer, entre os trabalhadores, quem são a USI-AIT (em Udine há um dos grupos romanos divisores da USI, que em ocasiões tentam deslegitimar a USI-AIT, inclusive ameaçando pessoalmente um colega sindicalista local). Em Trieste, apesar do vento muito forte (100 km/h), dezenas de pessoas participaram da manifestação, organizada pela USI e COBAS.

    Ancona: Manifestação de cerca de 7.000 pessoas, onde participaram todas as organizações (USI-AIT, COBAS, FIOM). O bloco vermelho e negro, organizado pela USI e a Assembléia Anárquica Marchigiana, composta por trabalhadores (do setor público e metalúrgico), desempregados, aposentados e estudantes, marcharam juntos atrás de um banner em solidariedade com o povo tunisiano. Centenas de panfletos da USI foram distribuídos (800 destes dedicados à situação local). O desfile, que passou em frente à sede local do PDL, liderada pelas forças de desordem, terminou na porta, como de costume nessas ocasiões.

    Gênova: 10.000 pessoas manifestaram-se em duas passeatas separadas: uma da FIOM e outra do sindicalismo de base, onde participaram os militantes da USI no bloco do sindicalismo alternativo.

    Mais infos e fotos: http://www.usi-ait.org/

  • Polícia grega desativou uma carta-bomba enviada ao Ministério da Justiça em Atenas

    As autoridades gregas encontraram e desativaram ontem (2 de abril), em Atenas, uma carta-bomba cujo destino seria o gabinete do ministro da Justiça, Harris Kastanidis.

    A carta-bomba foi descoberta depois que funcionários do ministério desconfiaram da carta e chamaram a polícia.

    De acordo com as autoridades, o dispositivo era muito semelhante às bombas encontradas em novembro passado contra embaixadas de governos estrangeiros na capital grega e contra governantes de países europeus.

    A polícia grega estabeleceu, por isso, uma ligação entre este ato e o julgamento – em curso desde 17 de janeiro – de 13 presumíveis membros do grupo anarquista “Conspiração das Células de Fogo”, que reivindicou em novembro o envio de pacotes e cartas-bomba para embaixadas estrangeiras e dirigentes europeus.

    Das dezenas de ataques reivindicados pelo grupo, desde que surgiu em 2008, nunca resultaram vítimas mortais.